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Porto Velho
1 fevereiro 2026

Profissionais da saúde protestam contra terceirização de serviços hospitalares em Rondônia

Na manhã desta terça-feira, 15, profissionais da saúde e representantes de entidades sindicais realizaram um ato de protesto em frente ao Hospital e Pronto Socorro João Paulo II, em Porto Velho. A mobilização teve como objetivo denunciar e repudiar a possível terceirização dos serviços médicos, de enfermagem e técnicos hospitalares nas unidades do Hospital João Paulo II, da Unidade de Assistência Médica Intensiva (AMI) e do Hospital de Retaguarda de Rondônia (HRRO).

De acordo com os servidores, o processo de terceirização estaria sendo articulado pelo Governo do Estado de Rondônia, sem diálogo prévio com a sociedade ou com os trabalhadores diretamente afetados pela medida. Durante o protesto, os manifestantes carregaram faixas, cartazes e entoaram palavras de ordem contra o que classificam como um processo de “sucateamento dos serviços públicos”.

“Estamos juntos contra o sucateamento dos serviços públicos, seja municipal, estadual ou federal. Não vamos aceitar, em momento algum, essa forma de imposição do Governo Estadual, sem transparência, sem escutar a sociedade e os profissionais da saúde”, afirmou um dos representantes sindicais presentes ao ato.

A mobilização reuniu dezenas de trabalhadores das áreas médica, de enfermagem e técnica, que expressaram preocupação com o impacto da terceirização na qualidade do atendimento prestado à população e nas condições de trabalho dos profissionais.

Os sindicatos também destacaram que a terceirização pode acarretar em precarização do trabalho, instabilidade contratual, redução de salários e perda de direitos, além de comprometer o atendimento em unidades já sobrecarregadas, como o João Paulo II, referência em atendimentos de urgência e emergência em Rondônia.

Até o momento, o Governo do Estado não se manifestou oficialmente sobre o protesto, nem sobre os apontamentos feitos pelos servidores quanto à terceirização dos serviços hospitalares. As entidades organizadoras do ato prometem manter a mobilização e pressionar por mais transparência nas decisões que envolvem a saúde pública do estado.

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