A policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada morta com um disparo na cabeça no apartamento onde vivia, no Brás, em São Paulo, na quarta-feira (18). Inicialmente, o caso foi tratado como suicídio, mas a investigação logo levantou suspeitas.
Em depoimento à Polícia Civil, a mãe de Gisele, Marinalva Vieira, relatou que a filha vivia um relacionamento abusivo com o tenente-coronel da PM, Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos. No dia (13), Gisele teria ligado para os pais, pedindo que o pai fosse buscá-la, pois não aguentava mais a pressão do casamento. Ela também revelou que a filha enfrentava restrições severas do marido, como a proibição de usar batom, perfume e salto alto.
A mãe ainda contou que, ao tentar se separar do tenente-coronel, Gisele recebeu uma foto dele com uma arma apontada para a cabeça, o que teria causado grande angústia nela. O caso segue sendo investigado como morte suspeita, com a Polícia Civil apurando as circunstâncias do falecimento de Gisele, que foi enterrada na sexta-feira (20/2), em Suzano, na Grande São Paulo.




