09/11/2018 às 08h18min - Atualizada em 09/11/2018 às 08h18min

Esquema na Sedam "não é coisa nova"; prisões continuam ocorrendo

Por Sérgio Pires

CASO SEDAM AINDA VAI LONGE

Em 2017, o coronel Vilson Sales, então superintendente da Sedam, denunciou uma serie de irregularidades. Nada aconteceu. Os problemas continuaram, até que explodiu a Operação Pau Oco, que recém está levantando as primeiras e incríveis provas de que há algo de muito podre no Reino da Dinamarca/Sedam.

O caso não envolve apenas suspeitas de se impor tantas dificuldades para vender facilidades, mas até sobre diárias e viagens, que teriam beneficiado apenas um pequeno grupo dentro da Secretaria, não por coincidência, vários daqueles que foram presos ou afastados temporariamente do serviço público, por decisão judicial.

A verdade verdadeira é que  as denúncias e suspeitas de que havia algo de muito errado pelos lados da Sedam não são coisa nova. Pelo contrário.

Cabe agora às investigações separar o joio do trigo, ou seja, os culpados dos inocentes e denunciar quem merece ser preso, além de devolver o que não merecia ter ganho. Não há necessidade de exageros nem caça às bruxas: uma boa investigação vai descobrir toda a podridão embaixo do tapete, até porque boa parte dela já era de conhecimento de muita gente. Espera-se que a polícia divulgue tudo o que descobrir, porque a população merece saber.

PRESO DENTRO DO AVIÃO

Por falar em Sedam, quem chegava a Porto Velho no voo da Azul, pela manhã, acabou levando um susto. A aeronave aterrissou e chegou ao local do desembarque, mas os passageiros foram proibidos de descer.

As portas ficaram fechadas até que entrou um grupo de oito policiais. Eles foram andando pelo corredor central, olhando assento por assento, como se estivessem procurando por alguém.

Os passageiros começaram a se preocupar, até que os agentes da lei chegaram ao local onde estava sentado o engenheiro florestal Flávio Augusto Tielleti, não só um alto funcionário da Secretaria de Desenvolvimento Ambiental, como também muito próximo ao governo do Estado.

Um dos policiais, então, deu voz de prisão a Flávio Augusto. A cena, que poderia muito bem ter sido dispensada pelo aparato e até pelo susto aos passageiros, já que a prisão poderia ter sido cumprida, por exemplo, na sala de desembarque, foi mais uma ação da Operação Pau Oco,  que pretende desvendar um grande esquema criminoso na Sedam. Até ontem à tarde não havia sido divulgado, ainda, os motivos para a detenção do engenheiro dentro de uma aeronave.


Link
Notícias Relacionadas »
Comentários »