22/02/2019 às 10h59min - Atualizada em 22/02/2019 às 10h59min

Fronteira da Venezuela com o Brasil segue fechada em Roraima após ordem de Maduro

A fronteira da Venezuela com o Brasil segue fechada na manhã desta sexta-feira (22), após Nicolás Maduro determinar o bloqueio por tempo indeterminado. Normalmente, a passagem é fechada à noite e reabre por volta das 7h do dia seguinte (horário local, às 8h de Brasília), o que não aconteceu nesta manhã.

Venezuelanos não podem atravessar a fronteira a pé e nem de carro. No entanto, desde o início da manhã, o G1 conseguiu observar vários grupos de venezuelanos usando rotas alternativas no entorno da BR-174, bloqueada pela Venezuela.

Parte desses caminhos ficam muito perto ao posto oficial de controle dos dois países e por volta das 8h30 guardas venezuelanos intensificaram a fiscalização pelo entorno da rodovia no intuito de conter a passagem irregular de pessoas para o país.
 

Nas rotas clandestinas, os guardas abordam quem tenta cruzar a fronteira a pé pelo lado venezuelano e impedem a passagem pela mata, mas ainda assim há pessoas que burlam a fiscalização e conseguem atravessar os limites entre os dois países.

Do lado brasileiro, na BR-174, o trânsito é liberado, mas quem tenta entrar na Venezuela não consegue autorização de militares do país vizinho. Por volta das 8h20, um grupo de cerca de 50 pessoas e três carros tentou passar na aduana, mas foi impedido de entrar na Venezuela.
 

Além do bloqueio, a rodovia tem aglomeração de pessoas que tentam atravessar legalmente entre os dois países, mas encontram resistência dos militares venezuelanos que impedem o tráfego. Perto das 10h eles liberaram apenas a passagem de duas ambulâncias que rapidamente cruzaram a fronteira.

Depois que as ambulâncias passaram, venezuelanos que se acumulavam na BR-174 questionaram os guardas venezuelanos, o que causou tumulto. Em reação, os guardas fizeram um cordão humano para bloquear a rodovia - até então eles não haviam se posicionado dessa forma.

Segundo servidores do Hospital Délio Tupinambá - o único de Pacaraima - as ambulâncias que cruzaram a fronteira do Brasil transportavam ao menos três pessoas para serem atendidas no país. Duas delas teriam sido baleadas em um conflito em Santa Elena de Uiarén e estão sendo transportadas para o Hospital Geral de Roraima, na capital Boa Vista, a 215 km de Pacaraima, e outra permanece no hospital da fronteira.

A bandeira da Venezuela, que normalmente é hasteada por volta das 6 horas, também não foi erguida por oficiais na fronteira. A barreira brasileira, no entanto, foi reaberta normalmente. (G1)


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