01/03/2019 às 06h55min - Atualizada em 01/03/2019 às 06h55min

Projeto incentiva hábito da leitura em escola de Vilhena

“A gente lê o livro e passa um filme na nossa cabeça. A gente entra na história”, conta a estudante do 7º ano, Suellen Thais de Oliveira, de 12 anos. A adolescente participa do projeto “Eu li um livro que para em pé”, desenvolvido pela Escola Estadual Wilson Camargo, em Vilhena (RO), na região do Cone Sul. Os alunos são premiados ao longo do ano, de acordo com a quantidade de livros que leem.

Suellen terminou de ler o livro “Juntos para sempre”, de W. Bruce Cameron e disse que se emocionou com a história. “É a continuação do livro ‘Quatro vidas de um cachorro’. É uma história emocionante, de amor entre o cachorro e sua dona”, explica Suellen .

Após ler o livro, o aluno deve contar a história para as professoras que atuam na biblioteca. No projeto “Eu li um livro que para em pé”, os estudantes leem livros com, no mínimo, 300 páginas. “Eles contam detalhes da história. Eles têm uma memória fascinante. A gente se empolga com eles contando”, ressalta a professora Sirley de Calda.
A cada livro lido, o estudante ganha um brinde; um copo adesivado com o título do projeto. Além disso, os primeiros 40 alunos serão premiados com um passeio cultural. No final do ano, os estudantes que tiverem lido mais páginas, ganharão uma premiação maior. A escola ainda está definindo qual será esse prêmio.

Suellen terminou de ler o livro 'Juntos para sempre' — Foto: Eliete Marques/G1

Suellen terminou de ler o livro 'Juntos para sempre' — Foto: Eliete Marques/G1


 

A professora Sirley explica que “Um livro que para em pé” é um miniprojeto, idealizado pela escola, que acontece dentro do projeto “Viagem pelas Letras”, que já está na quarta edição.

“Essa ação [Um livro que para em pé] começou este ano e já está mostrando ótimos resultados. Vi uma entrevista com Jô Soares e ele disse que a mãe falava: ‘filho, leia um livro que para em pé’. Foi daí que surgiu a ideia do nome do projeto”, destaca Sirley.

Com o desenvolvimento dessa ação, a escola pede doações de livros, na faixa etária infantojuvenil. Dessa forma, a instituição pretende disponibilizar mais opções para os estudantes, como o João Henrique Bezerra, de 13 anos, que leu mais de cinco mil páginas no ano passado. Ele cursa o 8º ano.

“Gosto muito de livros de aventura. Eu entro na história e vejo a história pelos olhos dos personagens. A leitura muda a gente. A gente ganha conhecimento para vida”, enfatiza o adolescente.

 

Copos adesivados são um dos prêmios do projeto — Foto: Eliete Marques/G1

Copos adesivados são um dos prêmios do projeto — Foto: Eliete Marques/G1


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