28/03/2019 às 16h59min - Atualizada em 28/03/2019 às 16h59min

SOMOS ROSAS – De vítima de violência doméstica à presidente de ONG em defesa das mulheres.

Em 2017, após uma postagem de grande repercussão no facebook, Cristiane da Silva fundou, no WhatsApp, um grupo de apoio à mulheres vítimas de violência, denominado “Somos Rosas”, auxiliando mais de 200 mulheres de todo o Brasil a romper o ciclo da Violência.

Incomodada com os índices de violência em Porto Velho-RO, Cristiane fundou oficialmente em 2019 a ONG SOMOS ROSAS. O projeto pretende atender até  300 mulheres vítimas de violência através de Palestras, Oficinas e atendimento de equipe multidisciplinar (Terapeutas, psicólogos, assistentes sociais, etc.).

Mas a luta de Cristiane para ajudar mulheres não começou agora, Cristiane já fez parte, em 2018, da Campanha Estadual de combate ao feminicídio denominada “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres” realizada em parceria com o Coletivo Filhos do Boto Nunca Mais, que retratou mulheres com marcas de agressão.

Em depoimento ao jornal eletrônico Rondoniagora, leia aqui em 20 de novembro de 2018, Cristiane declarou que transformou as marcas do passado em luta em prol das mulheres. ‘‘Eu cresci em um ambiente violento. Essa forma como estou aqui com roupas rasgadas e o rosto machucado era como a minha mãe ficava após as constantes agressões que sofria do meu padrasto e eu também era abusada por ele. Hoje eu luto para que outras mulheres não passem por isso e conscientizo que as mulheres tem que ser respeitadas e valorizadas’.

Para  ajudar mulheres vítimas de violência, Cristiane se formou em Terapia Holística e é voluntária na APATOX, entidade que trabalha com recuperação de dependentes químicos, além de fazer parte de outros grupos voltados para o público feminino “ativistas e parceiros” e “Mulheres pela democracia” e “Amor Exigente – Grupo Fênix”

Em recente entrevista concedida à Rede TV Rondônia, Cristiane dá detalhes do período em que sofreu violência para motivar outras mulheres a romperem o ciclo de violência.

Vídeo com a entrevista

 

Segundo dados do Instituto Maria da Penha, no Brasil, a cada
 
  • 22,5 segundos uma mulher é vítima de espancamento ou tentativa de estrangulamento
  • 16,6 segundos uma mulher é vítima de ameaça com faca ou arma de fogo
  • 02 segundos uma mulher é vítima de violência física ou verbal
  • 6,9 segundos uma mulher é vítima de perseguição
  • 1,4 segundos uma mulher é vítima de assédio na rua, no transporte público ou no trabalho

São quase 13 mulheres assassinadas e mais de 43 mil mulheres espancadas por dia única e exclusivamente por ser mulher. Mesmo após a  Lei do feminicídio que tornou os crimes contra a mulher hediondos, os crimes não tiveram redução significativa. Assim, segundo a ONU, o Lar é o lugar mais perigoso para uma mulher, sendo o cônjuge/companheiro responsável por 58% dos assassinatos.


Entre nessa luta você também! Não se cale, denuncie anonimamente ligando para 180
"Sozinhas somos pétalas, juntas Somos Rosas"

Contato para eventos e palestras (69) 99320-0338 Cristiane da Silva – ONG Somos Rosas.

Texto: Marcia Tesser
Fonte: Rede TV, Jornal eletrônico rondoniagora, Instituto Maria da Penha
Fotos: Arquivo pessoal.

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