20/04/2018 às 17h58min - Atualizada em 20/04/2018 às 17h58min

Após virar as costas para a classe na capital, Sintero lança programa para ouvir as bases do interior

Cerejeiras – Os servidores em educação do Cone Sul receberam com forte indignação, a notícia do lançamento do programa “Sintero Itinerante”, fato divulgado hoje (20) pela assessoria do sindicato na imprensa da capital. A notícia causou grande constrangimento entre os profissionais que participaram da longa greve para aprovar a meta 17. A revolta tomou conta das redes sociais. “Não estou acreditando. É muita cara de pau. É mais um golpe para ganhar dinheiro à nossa custa. Enquanto isso, tenho que repor aulas”, escreveu uma professora em um grupo de whatssap. Os profissionais se sentem traídos e humilhados pelo sindicato que, durante a assembleia para discutir o encerramento da greve, não ouviu a base e fechou acordo com os deputados e governistas à revelia dos trabalhadores do interior. “Depois que eles nos usaram para atender seus interesses, agora querem nos ouvir. Tenha paciência”, ironizou uma outra professora ao escrever no mesmo grupo virtual. A assembleia para encerrar o movimento em Porto Velho foi considerada uma farsa e pelos profissionais do Cone Sul. “A greve foi um fiasco e a meta 17 uma mentira. Eu não acredito que a regional do Cone Sul não soubesse que estávamos sendo feitos de bois de piranhas. Se eles não sabiam de nada, que prestem contas e mostrem os gastos durante o movimento, que abram seus sigilos bancários ou renunciem de seus cargos”, disse um professor no mesmo grupo de conversas. Para os trabalhadores, no entanto, ficou evidente que o sindicato e o governo já tinham batido o martelo, antes mesmo de que fossem consultados os manifestantes que se deslocaram em caravanas para a capital. “Isso se chama cinismo e sadismo. Me senti uma idiota em Porto Velho. Espero que eles tragam na bagagem uma grande quantidade de ficha para desfiliação”, disse uma merendeira perguntada pelo site.     Veja a nota do Sintero  

“Sintero Itinerante” inicia atividades com visitas e reuniões na Regional Apidiá

  O programa de ações “Sintero Itinerante”, que levará as atividades do Sintero a todas as Regionais do Estado, teve início hoje, quinta-feira, dia 19/04, com reuniões e visitas às escolas em Pimenta Bueno e Espigão do Oeste, na Regional Apidiá. De acordo com a presidente do Sintero, Lionilda Simão, a proposta do “Sinteero Itinerante” é promover uma maior aproximação da Direção do sindicato com a base, poder ouvir os trabalhadores em educação diretamente em seus anseios, visitá-los em seus locais de trabalho, tirar dúvidas e prestar constas constantemente das atividades do Sintero. Ainda durante as visitas e reuniões a Diretoria do Sintero está repassando informes acerca das ações judiciais e esclarecimentos sobre as conquistas obtidas com a greve de 45 dias, quando os trabalhadores em educação estaduais obtiveram uma das maiores conquistas dos últimos anos. Nesta primeira etapa do “Sintero Itinerante” acompanham a presidente os diretores Antônio Alves Ferreira (Secretaria de Funcionários de Escolas), Neira Cláudia Cardoso Figueira (Secretaria de Formação Sindical) e Germano José Gonçalves de Souza (Secretaria de Assuntos Municipais), além das diretoras da Regional Apidiá Ana Íris Arrais Rolim e Ilza Contrim de Carvalho, e as suplentes Abilene Borges Fernandes e Nicelda Lovo. Nas próximas semanas outras Regionais também receberão o “Sintero Itinerante” com a Presidência e as Secretarias que se fizerem necessárias. A presidente do Sintero, Lionilda Simão, disse que a proposta de fazer com que o sindicato estivesse presente na base vem desde o momento em que decidiu colocar seu nome à disposição da categoria para presidir a entidade. “Consideramos que a diretoria do sindicato precisa estar mais presente no dia a dia da categoria, assim como a categoria precisa conhecer a atuação do sindicato. Na Sede Administrativa e nas Sedes Regionais se trabalha muito para defender os direitos dos trabalhadores em educação, e às vezes isso não chega ao conhecimento de todos. Nossos filiados precisam saber o que o sindicato está fazendo, assim como precisamos ver de perto as carências, as necessidades e as dificuldades dos trabalhadores em educação”, disse a presidente do Sintero.
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