18/06/2019 às 07h49min - Atualizada em 18/06/2019 às 07h49min

VERGONHA: Sem apoio, atletas de Vilhena vendem água na rua

Eliete Marques
  Sol quente e kimono. Essa combinação é mais uma dificuldade enfrentada pelos atletas de jiu-jítsu do projeto social Bushidô de Vilhena. Eles querem voar alto e conquistar medalhas, porém, para conquistar vitórias, é preciso chegar às competições. Sem apoio, os garotos estão correndo atrás dos sonhos e vendendo água no semáforo para arrecadar dinheiro.

Atletas de jiu-jítsu vendem água em semáforo para arrecadar dinheiro para competições — Foto:  Paula Seixas/Rede Amazônica

Atletas de jiu-jítsu vendem água em semáforo para arrecadar dinheiro para competições — Foto: Paula Seixas/Rede Amazônica


 

- A gente faz parte de um projeto social e não temos condições de participar das competições. Sem isso, a gente não consegue ir para os campeonatos, pois o custo é alto. A gente tem vendido bastante água e estou muito feliz – enfatiza o atleta Herik Paixão.

O Projeto Bushidô atende crianças e adolescentes da rede pública de ensino, ofertando aulas gratuitas de jiu-jítsu e todo o suporte à prática da modalidade. Contudo, para participar dos eventos, é necessário ajuda de patrocinadores.

 

- A gente sempre tenta conseguir apoio de patrocinadores; empresas privadas, poder público. Como não conseguimos, resolvemos arregaçar as mangas e fazer por meios próprios, para tentar arrecadar recursos para participar dos eventos de nosso calendário esportivo - explica o sensei Alexandre Thomaz Harrison.

No calendário do grupo, há várias competições até o fim do ano. No próximo fim de semana, os atletas pretendem participar do 2º Circuito Rondoniense de Jiu-jítsu, em Ariquemes. Além das vendas de água, pessoas também fazem doações ao grupo e ajudam a mudar a realidade dos atletas.

Bancária Nágila Amaral ajudando os atletas — Foto:  Paula Seixas/Rede Amazônica

Bancária Nágila Amaral ajudando os atletas — Foto: Paula Seixas/Rede Amazônica

- O que a gente poder fazer para ajudar, a gente precisa fazer. E o valor da água é tão baratinho. Há tantas pessoas que decidem pelo lado errado da vida. Já os meninos estão de kimono no sol, em busca de recursos, em busca de seus sonhos – destaca a bancária Nágila Amaral

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