08/08/2019 às 07h57min - Atualizada em 08/08/2019 às 07h57min

Hackers invadem perfis de Facebook e Instagram para realizar golpes em posts patrocinados

Golpistas hackearam perfis do Facebook e do Instagram para publicar posts patrocinados falsos, utilizando indevidamente a imagem de marcas de varejistas como a Americanas e o Magazine Luiza.

As publicações anunciam produtos com valores muito abaixo do mercado, atraindo as vítimas para páginas falsas que podem pedem as senhas dos consumidores e exigem pagamentos em boletos, mas sem entregar o produto ofertado.

Os casos começaram a ser relatados no último dia 14 de julho por dois leitores, a vendedora Rosemary Stockler Argento, de São Vicente, e o auxiliar de serviços gerais Tiago Gomes, de Bertioga, ambos no litoral paulista.

Eles enviaram imagens de mais de 40 anúncios falsos em ambas as redes sociais, todos visualizados pelo celular. Rosemary conta que chegou a ver mais de 200 posts suspeitos em um só dia. Ao clicar no anúncio, a falsa página pede dados do internauta.

Procurados, o Facebook e o Instagram, que pertencem à mesma empresa, não explicaram como esses anúncios chegam aos seus canais pagos. Até a última quarta-feira (7), Tiago e Rosemary continuavam vendo esse tipo de post em seus feeds.

 

Como funciona o golpe

 

A partir das imagens enviadas pelos leitores, o blog localizou 4 perfis diferentes onde esses anúncios foram postados. Dois são legítimos e foram usados de maneira indevida; os demais não responderam ao contato — podem ser contas falsas ou "dormentes", cadastros antigos que não foram desativadas e são aproveitados em fraudes.
 

Um dos usuários que teve o perfil invadido foi o fisioterapeuta Fábio Simões, de Cuiabá.

Como ele já era anunciante do Facebook para divulgar os produtos de sua franquia, os invasores aproveitaram o cartão de crédito cadastrado para pagar pelo impulsionamento dos posts fraudulentos no mês passado.

 

O anúncio em nome de Simões apareceu no Instagram, onde ele nunca havia veiculado nenhuma campanha publicitária. Mas como os sistemas publicidade dessa rede e do Facebook são integrados, golpistas podem aproveitar o cartão e a conta de anunciante de uma rede social para criar posts patrocinados na outra.

Simões diz não saber como seu perfil foi invadido e teve dificuldade para remover a publicidade do ar sozinho. Pediu o apoio da franquia, em São Paulo, que contatou o Facebook e, assim, ele recuperou o dinheiro.

Outra vítima foi o auxiliar administrativo Matheus Ian, de São Sebastião do Passé (BA), que nunca publicou nenhum post patrocinado.
Ian não conseguiu apagar o anúncio e pediu para amigos denunciarem a publicação, o que não surtiu efeito. O post só foi apagado após o contato do G1 com o Facebook. (G1)

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