12/08/2019 às 07h56min - Atualizada em 12/08/2019 às 07h56min

Lazinho da Fetagro registra 24 anos do Massacre de Corumbiara

Um dos piores registros da história do Estado de Rondônia, o Massacre de Corumbiara, completou 24 anos sexta-feira (9). E foi lembrado pelo deputado estadual Lazinho da Fetagro (PT) com lamento e indignação, pois, segundo afirma, são 24 anos de falta de justiça social. “Registro, mais uma vez, minha indignação. O crime não prescreveu porque houve sim crime contra a humanidade. Houve violação dos direitos humanos. Houve mortes. Houve desaparecimentos. Tudo isso configura crime de violação dos direitos humanos e, portanto, não cabe prescrição. E, hoje, 24 anos depois, lamento profundamente que ainda não tenha sido feita justiça aos vitimados do massacre”, posiciona o deputado.

 

O Massacre de Corumbiara, conflito agrário ocorrido entre trabalhadores rurais e policiais militares na fazenda Santa Elina, no município de Corumbiara, região Sul do Estado, em 09 de agosto de 1995, em ocasião de cumprimento de mandato judicial de reintegração de posse, ficou conhecido internacionalmente e marcou a história de luta pela conquista da terra no Estado.

Segundo relatos, naquele dia, cerca de 500 famílias de camponeses ocupantes da área, considerada improdutiva, foram surpreendidos durante a madrugada do dia 9 com o ataque de pistoleiros armados e soldados da Polícia Militar. Um violento confronto foi desencadeado, resultando em mortes, torturas, insultos e humilhações aos trabalhadores e trabalhadoras.

Ao Estado de Rondônia foi atribuída culpa e, portanto, reivindicada condenação de indenização às vítimas, quando da comprovação da conduta excessiva dos policiais, que, por certo, tinham condições de executar a ordem judicial sem que o resultado fosse o que veio a ocorrer; dos danos sofridos por aqueles que estavam presentes no conflito; e por não terem recebido assistência do poder público ao longo destes anos, sendo que muitos estão impossibilitadas de trabalhar devido as sequelas de torturas físicas e psicológicas a que foram submetidas. Mas, a justiça prescreveu o crime, em dezembro de 2014, alegando não ter havido crime contra a humanidade. Com assessoria

 

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