19/02/2018 às 18h56min - Atualizada em 19/02/2018 às 18h56min

Sem respostas do governo, trabalhadores em educação entram greve

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado de Rondônia (Sintero) emitiu uma nota informando a paralisação por tempo indeterminado de todos os servidores. A greve geral terá inicio a partir das 00h00 do dia, 21 de fevereiro. De acordo com o diretor e suplente regional do Cone Sul, Jeferson Ferreira de Oliveira e a delegada de base do Sintero, Janete Maria Vargas, o dia 21 é o prazo máximo de encerramento para deflagrar a greve de forma legal, pois para iniciar uma greve é necessário esperar 72 horas até que o governo tome as providências cabíveis e a comunidade não seja surpreendida e privada de seu direito. Os representantes contam que as negociações iniciaram em uma assembleia extraordinária no dia, 15, mas devido à ausência de respostas a greve terá inicio nesta quarta-feira. Segundo Janete, a partir do dia 21, todas as atividades de educação no Estado de Rondônia serão paralisadas, porém o governo ainda tem um prazo para negociar com os servidores. A representante do Sintero explica que “entraremos em greve porque o governo não nos atende, ele criou uma mesa de negociações permanentes que os trabalhadores e outros servidores públicos chamam de ‘mesa de enrolação’, pois não sai nenhum tipo de negociação. Outro ponto é que já esgotamos todas as possibilidades, conversamos com várias autoridades, porém não obtivemos respostas”. “Dentre as reivindicações que buscamos está à valorização do profissional em educação, pois hoje existe uma lei nacional referente ao piso do magistério e anualmente há um reajuste para que não se perca o poder de comprar, detrimento a inflação e outras coisas, porém o salário aqui no Estado de Rondônia não é reajustado anualmente, por mais que exista a lei federal e as recomendações no plano de carreira e salários”, detalhou a servidora. A delegada ressalta ainda que o governo criou apenas uma gratificação, mas não foi incorporada ao salário. Para exemplificar a situação, a professora explica que há pessoas que estão aposentadas ou de licença médica que recebem apenas o vencimento, mas o valor está defasado. E tem também professores que estão ganhando menos de dois salários mínimos no seu vencimento. Janete encerra enfatizando que esses são os pontos principais das reivindicações dos servidores e afirma a necessidade de valorização da categoria.
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