14/10/2019 às 12h19min - Atualizada em 14/10/2019 às 12h19min

Pesquisadora de história do espetáculo participa de evento nacional na UNICAMP levando trabalho sobre peça de Porto Velho

Assessoria
A pesquisadora Amanda Lopes Galvão apresentou no último dia 3, nas dependências da UNICAMP um trabalho intitulado “As Mulheres do Aluá e o imaginário ribeirinho: análise do espetáculo em relação à idealização do caboclo amazônida”. Essa apresentação fez parte da programação da X Reunião da Associação de Pesquisa e Pós-Graduação em Artes Cênicas (ABRACE) e em breve será publicada em formato de artigo.

Amanda é portovelhense, mas atualmente vive em Minas Gerais onde é mestranda na Universidade Federal de Ouro Preto. Observando a falta de estudos acerca das Artes Cênicas em Porto Velho, resolveu tomar sua cidade natal como principal foco de seus estudos, buscando reunir materiais sobre as manifestações teatrais da capital.

“Desde pequena ouvi diversas vezes que em Porto Velho e em Rondônia não há cultura, e esse tipo de preconceito sempre me incomodou. Minha ideia é seguir com os estudos acadêmicos pensando sobre o fazer artístico-cênico de Porto Velho e gerando conteúdo como artigos, livros e outros materiais escritos em que os portovelhenses e todo o Brasil possam ver que em Porto Velho há sim (e houve, por que não é de hoje) uma movimentação artística consistente.”

“As Mulheres do Aluá” é um espetáculo produzido pelo Grupo O Imaginário que iniciou sua circulação em 2014. Em linhas gerais o espetáculo conta com quatro atrizes, onde cada uma desempenha uma personagem distinta sob influência da conjuntura da cidade de Porto Velho no início do séc. XX. O enredo da peça se desenrola em torno dos conflitos de cada uma dessas mulheres ribeirinhas, gerados a partir de preconceitos e violências contra seus corpos femininos.

O trabalho apresentado é um recorte do que ela está preparando para a sua dissertação: uma pesquisa historiográfica sobre o grupo teatral O Imaginário de Porto Velho (RO), a Amazônia encenada em seus espetáculos e sua contribuição para a cena de Porto velho no sec. XXI. A pesquisa é orientada pelos professores doutores Paulo Maciel e Clóvis Domingos.
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