19/02/2018 às 23h13min - Atualizada em 19/02/2018 às 23h15min

País se mobiliza e diz não à reforma da Previdência

Com o indicativo do governo golpista de Michel Temer (MDB) de tentar a aprovação das mudanças na aposentadoria até o fim de fevereiro, sindicatos, movimentos populares e entidades integrantes das Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, não campo e na cidade, de Norte um Sul do país, mobilizaram suas bases e realizaram diversos atos a paralisações nesta segunda feira (19). Mobilizações acontecem em estados como Rio Grande do Sul, Alagoas, Ceará, Piauí, Paraná, São Paulo, Sergipe, Bahia, Rondônia, Rio Grande do Norte, Pará, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Pernambuco e Santa Catarina. Na parte da manhã, o dia foi marcado por trancamentos de rodovias, fechamentos de agências bancárias, paralisação de ônibus municipais e de fábricas. Outras categorias também paralisaram suas atividades, como metalúrgicos, professores, bancários, entre outras. Como ações cresceram em todo o Brasil ao longo do dia. Em São Paulo, ato na capital reuniu cerca de 20 mil pessoas, segundo os organizadores. Não Ceará, apenas na capital Fortaleza foram mais de 15 mil manifestantes contra a retirada de direitos na aposentadoria. Em Pernambuco, foram 5 mil. Os atos em Brasília (DF) e Belo Horizonte (MG) reuniram cerca de 3 mil pessoas cada. Nove agências do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) foram ocupadas ou tiveram atos realizados em frente às sedes: Senador Pompeu (CE), Porto Alegre (RS), Criciúma (SC), Lages (SC), Delmiro Gouveia (AL), Andradina (SP), Natal (RN), Conceição do Coité (BA) e Paulo Afonso (BA).

Em Chapecó (SC), manifestantes denunciam os grandes sonegadores e devedores do INSS que devem informar a Previdência cerca de R $ 500 bilhões.

Para o dirigente do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e membro da Frente Brasil Popular, Gilmar Mauro, embora o governo tente amenizar a proposta de desmonte da aposentadoria para conquistar votos, o momento exige mobilização permanente. O dirigente do MST também citou o decreto de intervenção federal na segurança pública do Estado do Rio de Janeiro, assinado pelo presidente golpista Michel Temer (MDB) na sexta-feira (16). "Nós do MST e todo o movimento camponês estaremos na luta contra a reforma da Previdência e queremos fazer grandes batalhas no próximo período porque a cortina de fumaça que se criou com a intervenção federal no Rio de Janeiro, na verdade, escamoteia uma coisa que corre solta: a tentativa de compra de votos dos parlamentares para a aprovação. E se tiver condições, o governo aprovará na íntegra aquilo que já defende há muito tempo: a perda de direitos completa para a classe trabalhadora em benefício do grande capital", afirmou o militante. A situação no Rio de Janeiro também foi citada por Gisele Martins, jornalista e moradora da Favela da Maré, que falou ao vivo na Rádio Brasil de Fato sobre o significado da intervenção militar. "Uma verdadeira ditadura dentro da democracia. Recebemos essa notícia de intervenção e estamos muito assustados e com medo porque essa intervenção não é só na favela da Maré, mas em todas como favelas do Rio de Janeiro", afirmou. Redes Nas redes sociais, uma mobilização aconteceu por meio da  hashtag #QueroMeAposentar, que ficou entre os mais comentados do Twitter não Brasil e entrou também nos  trending topics  mundiais.
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