21/02/2018 às 10h29min - Atualizada em 21/02/2018 às 10h29min

Delator relata propina de R$ 2 milhões a Ivo Cassol por obra da usina de Santo Antônio

 
Delator relata propina de R$ 2 milhões a Ivo Cassol por obra da usina de Santo Antônio

Delator relata propina de R$ 2 milhões a Ivo Cassol por obra da usina de Santo Antônio

O ex-executivo da Andrade Gutierrez Flávio David Barra afirmou em depoimento à Polícia Federal ter pago R$ 2 milhões em propina ao senador Ivo Cassol (PP-RO) e a um secretário da gestão Cassol quando ele era governador de Rondônia. O depoimento de Barra foi prestado em novembro do ano passado no inquérito que investiga o suposto pagamento de propina ao senador e ao ex-secretário João Carlos Gonçalves Ribeiro. As investigações começaram após a delação de Henrique Valladares, da Odebrecht.
Valladares disse ao Ministério Público Federal ter pago R$ 2 milhões a Ivo Cassol e R$ 1 milhão a Gonçalves Ribeiro. Ele informou também que os pagamentos foram um reconhecimento pela atuação de Cassol para destravar questões burocráticas em obras de usinas no Rio Madeira. Segundo o MPF, o dinheiro foi pago como "favorecimento nos procedimentos administrativos" referentes às obras da usina hidrelétrica de Santo Antônio. O que disse o delator Delator, Barra prestou depoimento em novembro do ano passado. A TV Globo teve acesso ao depoimento nesta segunda (19). À PF, o ex-executivo afirmou que o pagamento ao senador foi feito em razão de "serviços de apoio" ao consórcio formado pela Andrade e pela Odebrecht nas obras da hidrelétrica do Rio Madeira. Ele afirmou que o dinheiro foi pago em espécie a João Carlos Ribeiro, então secretário de Planejamento da gestão de Cassol, em várias visitas à empreiteira, nas quais Ribeiro levava mochilas e até uma mala para guardar o dinheiro. O ex-dirigente também disse à Polícia Federal que os primeiros contatos com os políticos foram realizados pela Odebrecht, e que ele foi informado do "compromisso acordado" com Cassol e Ribeiro. Por conta disso, acrescentou, ele se reuniu com o ex-secretário de Planejamento na sede da construtora, em agosto de 2011, e ficou combinado que o pagamento seria realizado em espécie durante os três meses seguintes.

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