26/02/2018 às 19h35min - Atualizada em 26/02/2018 às 19h35min

Com novas adesões, greve da educação se fortalece no Cone Sul

Aumentam a cada dia as adesões ao movimento grevista deflagrado pelos servidores da Educação no Cone Sul de Rondônia. Em Vilhena, Colorado, Cerejeiras, Corumbiara, Pimenteiras e Cabixi, por exemplo, muitas   escolas já estão com suas aulas suspensas, demonstrando que o protesto está cada vez mais forte.   Nesta terça-feira (27), haverá uma grande mobilização dos trabalhadores do Cone Sul em Vilhena, onde articulam uma série de protestos contra o governo estadual.   Os manifestantes se reunirão na sede do Sintero, a partir das 8h, seguindo depois até a Coordenadoria Regional de Educação (CRE), órgão responsável pela política educacional do governo Confúcio Moura.     Motivos da greve   A paralisação das atividades é em protesto contra a falta de reposição de perdas salariais, pelo descumprimento, por parte do governo do estado, da Lei nº 3.565/2015, que instituiu o Plano Estadual de Educação.   Aprovada na Assembleia Legislativa e sancionada pelo governador, a lei nº 3.565/2015 prevê o aumento gradual dos recursos destinados à educação em 1% ao ano, passando dos 25% em 2015 para 30% até o ano de 2020, além de mecanismos que evitam o achatamento salarial dos profissionais da educação.   Além disso, o governo do estado de Rondônia não cumpre a Lei nº 11.738, de 2008, que instituiu o Piso Salarial Profissional Nacional do magistério.   Os trabalhadores em educação cobram do governo o atendimento das reivindicações apresentadas no Plano de Valorização da categoria, protocolado na Seduc e no Gabinete do governador ainda em dezembro de 2017.       Governo ignora servidores   De acordo com os diretores do Sintero, duas reuniões já foram realizadas com os integrantes da MENP-Mesa de Negociação Permanente e com o secretário de Estado da Educação. Porém, o governo não deu sinais de que está preocupado com a situação.   Segundo os dirigentes de Vilhena, o governador Confúcio Moura não participou de nenhuma reunião com os representantes dos trabalhadores em educação, utilizando-se da MENP como uma espécie de blindagem para fugir do diálogo com a categoria, uma vez que está em plena campanha para se eleger senador.   “Os servidores não aguentam mais essa situação humilhante e, principalmente, essa defasagem em seus salários”, alega o professor Magno Ramos, um dos representantes do Sintero em Vilhena. Segundo ele, a tendência é o crescimento cada vez mais do movimento com novas estratégias de luta e conscientização dos colegas que ainda estão indecisos.
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