09/09/2020 às 17h47min - Atualizada em 09/09/2020 às 17h47min

Em artigo, professor denuncia assédio moral de diretora de escola e coordenador de educação em Cacoal

A educação em Rondônia terá prejuízos incalculáveis e irreparáveis, neste período de pandemia, e tudo nos leva a crer que o ano letivo de 2020 será concluído de modo muito turbulento, em virtude dos problemas naturais e ainda as particularidades de ordem política, administrativa, pedagógica, sanitária e sociológica. Além dos fenômenos naturais, que nem conhecemos ainda a verdadeira dimensão pós-pandemia, há situações pontuais que também evidenciam o surgimento de casos bem complexos no campo da Pedagogia e da Administração Pública. A forma como a Coordenação Regional de Ensino de Cacoal tem sido conduzida pelo senhor Bertino Severino Neto, nos últimos meses, é uma dessas situações que certamente tendem a aniquilar a Pedagogia e o processo educacional. Ao registrar os fatos seguintes neste texto, tenho como única finalidade fazer chegar ao conhecimento do secretário de Estado da Educação situações que não se pode admitir, nem em tempos de pandemia, para evitar que a educação no estado tenha mais problemas do que os normais...

Antes de entrar em detalhes sobre as perseguições orquestradas contra mim, pelo Coordenador  Regional de Ensino de Cacoal e pela diretora da escola Bernardo Guimarães, é necessário esclarecer que não considero nenhum deles como inimigo, porque neles não estão presentes os predicativos exigidos por mim, para construir inimigos. Aliás, nos últimos 53 anos, a única pessoa, entre os enésimos desafetos que tive, que reuniu os requisitos para ser meu inimigo de verdade foi o já falecido ex-deputado Valderedo Paiva, que, na minha opinião, era umas das pessoas mais corretas de Rondônia. O fato de Valderedo Paiva ter vivido conflitos políticos comigo, não me impede de registrar que ele merecia todo meu respeito, por ser uma pessoa honrada, um homem firme em suas posições políticas e uma pessoa que sempre dizia claramente suas posições, sem ficar escondido ou protegido na lama da falsidade, do cinismo e da desonra. As outras pessoas que tentaram entrar na seleta lista de inimigos políticos que tenho jamais reuniram as condições para isso, porque não aceito ter inimigos que não tenham honra. Eu considero as pessoas que tentaram ser meus inimigos apenas como capachos e guachebas do universo político ou da administração pública, e ainda como macunaímas da História de Rondônia...


A perseguição da diretora da escola Bernardo Guimarães contra mim começou quando ela tentou, no início desse ano, promover um aluno de série, nos primeiros dias de aula, antes da pandemia, porque a mãe do aluno esteve na escola e disse que tinha um sonho: que o filho entrasse na faculdade de medicina com idade bem inferior aos colegas, porque ela considera muito lindo. A diretora da escola embarcou na viagem, porém, na reunião em que o assunto foi discutido, eu argumentei que era um absurdo a escola fazer esse tipo de coisa. Para se ter uma ideia, na citada reunião, os professores da turma informaram que não conheciam o aluno, porque as aulas haviam começado. A partir disso, começou a maratona da diretora para me tirar da escola. Agora, mais recentemente, a diretora mandou uma intimação em minha casa, dizendo que eu deveria comparecer à sala dela em determinado horário, sem que houvesse um minuto de atraso, para tratar assuntos sobre diário eletrônico. Eu informei que, desde o começo da pandemia, o governo prometia estudar um meio para reparar os prejuízos dos professores com internet e nunca cumpriu. Enviei um documento à escola mostrando a realidade e deixei claro que jamais concordei com essa situação em que os professores estão pagando para produzir aulas. Claro que a diretora não gostou, porque ela gosta mesmo de bajular o governo, bajular a Coordenação de Ensino, bajular o secretário de educação e bajular todas as pessoas que garantem a ela o cargo de direção de escola, ainda que ela não tenha capacidade para fazer um ofício. Após o documento que enviei para a escola, a diretora resolveu me “punir” e mandou um documento para a Coordenação de Ensino, colocando-me à disposição do órgão. Lógico que não existe nenhuma legalidade no ato, mas o Coordenador de Ensino acatou a perseguição, e ainda me disse, na maior cara-de-pau, que não pode brigar com a diretora. É importante ficar bem claro para essa gente que jamais tive medo de ser perseguido, porque sei que essa é a estratégia de pessoas tecnicamente desqualificadas. 
Como a situação ganhou uma dimensão bem tensa, vou tratar do assunto no Poder Judiciário, para que a verdade seja restabelecida e para que outros colegas não sejam perseguidos. Eu não acredito no Coordenador de Ensino de Cacoal e muito menos na diretora, mas acredito na seriedade do Poder Judiciário. Vale lembrar que estou na escola Bernardo Guimarães desde 2012, nunca faltei ao serviço, sempre ministrei um número de aulas superior ao determinado por lei e não devo nada para nenhum diretor de escola ou coordenador de ensino. Como fui aluno do professor Bertino Neto em um curso de pós-graduação, vou rasgar o diploma onde consta o nome dele e jogar no lixo, porque passei a ter vergonha de sua prática pedagógica, depois que ele adotou a postura profissional dos últimos dias. Tenho total aversão ao conluio, ao compadrio e à covardia. Tenho convicção de que nada devo, sou profissional qualificado e capacitado, motivos pelos quais vou encarar, de frente, essa perseguição e mostrar que não me curvo para o assédio. Para fazer justiça, quero registrar que o Secretário de Educação de Rondônia jamais me perseguiu, embora eu seja crítico de sua gestão. Quanto ao Coordenador Regional de Ensino de Cacoal, espero que ele responda os documentos que encaminhei, para mostrar a transparência e a moralidade da CRE, caso contrário, serei obrigado a pensar que além das mentiras que ele contou nos últimos dias, há outros problemas... Tenho dito!!!!!


*Francisco Xavier Gomes

 

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