15/03/2018 às 12h31min - Atualizada em 15/03/2018 às 12h31min

ACABOU O AMOR: Trabalhadores ocupam Coordenadorias Regionais de Educação

Os trabalhadores em greve estão ocupando as Coordenadorias Regionais de Educação (CREs). De forma organizada, os protestos acontecem na manhã desta quinta-feira (15). As manifestações fazem parte das estratégias de luta pela valorização profissional. Em Vilhena, Cacoal e Rolim de Moura, os trabalhadores ocupam os prédios onde funcionam as CREs, órgão que, entre outras funções, visa abrigar servidores protegidos por políticos e cabos eleitorais do governo. As manifestações se intensificaram em todo estado, após o chefe da Casa Civil, empresário do ramo hoteleiro Emerson Castro, declarar que “os professores devem trabalhar por amor, e não por salários”. Ontem, em Ariquemes, os protestos contra o governo fecharam parcialmente a BR 364. Da tribuna da Assembléia Legislativa, o deputado Hermínio Coelho voltou a cobrar uma posição do poder  Executivo. Disse que a greve “é o último suspiro de uma categoria maltratada e humilhada por Confúcio Moura”. Para Hemínio, a Mesa Estadual de Negociação Permanente (MENP) serve apenas para dar uma roupagem ilusória de portas abertas aos servidores, mas que, na prática, todos os seus participantes estão predispostos a dizer não às propostas de negociação sempre com a desculpa das impossibilidades diante dos limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)."Isso só não ocorre quando o governo sai em disparada e age rápido para aumentar os salários dos procuradores e dos próprios secretários de Estado. Aí não existem reuniões com a MENP e muito menos desculpas esfarrapadas usando a LRF como impeditivo. Na Administração Pública só engordam os bolsos ocupantes de cargos políticos, transitórios. Enquanto isso o servidor concursado, que dá a vida por Rondônia independentemente do governador que esteja ocupando a função, tem de implorar e mendigar para ser valorizado", concluiu o deputado. Para a diretora regional do Sintero no Cone Sul, professora Osniér Gomes Machado, a greve segue firme e forte, ganhando novas adesões a cada dia, inclusive dos estudantes da rede pública.  
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