09/11/2020 às 13h22min - Atualizada em 09/11/2020 às 13h22min

Prejudicada, coligação aciona Justiça contra pesquisas consideradas “fake news” em Cerejeiras


Prejudicada com duas publicações de pesquisas consideradas “fake news”, a coligação “Administrar para bem de todos”, que tem à frente o candidato a prefeito de Cerejeiras, Sinésio José, acionou a Justiça Eleitoral nesta segunda-feira (09).

Segundo um jurista consultado pelo site, as supostas fraudes consistem em produzir pesquisas que não refletem a realidade das intenções de voto dos eleitores, com desobediência dos requisitos exigidos na legislação eleitoral, em bairros inexistentes e com oferta de manipulação de dados em favor de candidatos.

Nas duas publicações postadas pelos apoiadores de campanha da candidata favorecida pelas sondagens, ela aparece bem à frente dos concorrentes na corrida à sucessão municipal.
Na Dados Brasil, empresa acusada de manipular resultados em Vilhena, a candidata à reeleição em Cerejeiras lidera com 43,48%.

Porém, uma liminar, concedida pela Justiça Eleitoral de Vilhena, contestou os dados da publicação, colocando a avaliação sob suspeição.Vários endereços de entrevistados não foram localizados, levantando graves indícios de fraude.
No último sábado (07), a Justiça Eleitoral de Vilhena, novamente entrou em ação e determinou a suspensão de pesquisa eventualmente fraudulenta realizada pelo Instituto Heverrorth. A decisão foi arbitrada pelo juiz eleitoral Vinícius Bovo de Albuquerque.

Tanto a Dados Brasil, como o Instituto Haverroth, favoreceram, em tese, à candidata à reeleição, desequilibrando o pleito e prejudicando os adversários.

Caso seja comprovada a fraude eleitoral, os donos das empresas responsáveis pela pesquisa podem pagar multas e também poderão ser presos por seis meses a um ano. As eleições ocorrem neste domingo (15).
 
 
Operação do MP mira instituto que fraudava pesquisa em Goiás
 

Na manhã desta segunda-feira (09), O Ministério Público de Goiás deflagrou uma operação contra um instituto suspeito de produzir e divulgar 394 pesquisas eleitorais fraudulentas. Os investigadores apuram se a empresa recebia de políticos para manipular dados favoráveis a eles nos levantamentos contratados.
O MP afirma que o intuito era favorecer alguns candidatos a prefeito em detrimento ao seus concorrentes.
"A operação identificou a produção de pesquisas fraudulentas e divulgação delas com o objetivo de destacar alguns candidatos apenas na frente dos seus adversários políticos", explica o promotor de Justiça Douglas Chegury, em entrevista ao site G1.
 
Instituto custeava as pesquisas
 
O promotor destaca ainda que todas as pesquisas eleitorais realizadas eram registradas junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), como manda a legislação. Porém, o fato de o instituto informar que custeava todas as despesas chamou atenção dos investigadores. Os valores giram em torno de R$ 700 mil.
"Eles faziam o cadastro no TSE, só que as informações prestadas na pesquisa não são verídicas. E o candidato, na verdade, não contratava a empresa. Pelo menos na declaração que a empresa fazia no TSE, ela informava que não havia custo por parte dos candidatos", detalha.
 

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