17/11/2020 às 06h28min - Atualizada em 17/11/2020 às 06h28min

Após vazar vídeo atacando mulheres em Cerejeiras, candidato derrotado volta atrás e pede desculpa

Após gravar um vídeo humilnado as mulheres dos eleitores que não votaram nele em Cerejeiras, um candidato a vereador derrotado nas eleições deste domingo, voltou atrás e pediu desculpa diante da repercussão negativa que teve nas redes sociais.

Na primeira versão, ele agradece os eleitores que apostaram nele, mas, de repente, faz um alerta deselegante e misógino aos  que  votaram contrário, xingando e ameaçando de que sua maior vingança seria usar suas mulheres.

Em tom agressivo e patético, de olhos vermelho e demonstrando estar atordoado, o candidato derrotado passar a atacar gravemente a honra da classe feminina.

Com a repercussão negativa para sua imagem, inclusive com ameaças de sofrer processo judicial pela postura criminosa em que tratou o caso, ele recuou e gravou um outro vídeo, em que, dessa vez, aparece sóbrio e justifica que tudo não passou de uma brincadeira ruim que teria feito com um amigo, mas que acabou vazando.

Nas redes sociais, o perdão não veio fácil. Muito pelo contrário. Diversas mulheres que alegam conhecer o derrotado nas urnas em Cerejeiras, informaram que, entre outras coisas, ele não teria moral para falar de ninguém, uma vez que sabiam muito bem quem ele era e o que fazia na cidade.

Grupo de mulheres ligadas a movimentos em defesa da classe também se manifestara e repudiaram atitude misógina e crimonosa do autor dos ataques.

Com nome de filósofo grego e sobrenome político de "Porkão", o derrotado disputou as eleições pelo PDT, conseguindo 81
votos.





 

Misoginia e a lei n.º 13.642, de 3 de abril de 2018

Foi adicionada à Polícia Federal uma nova atribuição: investigar os crimes praticados na internet que tenham conteúdo misógino. De acordo com o dispositivo legal, define-se o conteúdo misógino como sendo aqueles que "propagam o ódio ou a aversão às mulheres".


Saiba mais aqui

https://migalhas.uol.com.br/depeso/278053/o-combate-a-misoginia-e-a-lei-n---13-642--de-3-de-abril-de-2018

  



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