17/11/2020 às 09h44min - Atualizada em 17/11/2020 às 09h44min

Desprezo pela mídia e uso de cargos da comunicação para aliados resultou na derrota do presidente da Câmara de Cerejeiras


Um exemplo claro de desprezo pela comunicação foi a derrota do presidente da Câmara Municipal de Cerejeiras, Gabriel Cândido (PV). Tendo todo o poder em mãos, ele optou em fazer investimentso em outras áreas. Até a rádio comunitária de Cerejeiras que transmitia as sessões para a comunidade urbana e rural foi deixada de lado. E o povo também.
Ninguém é informado das pautas das sessões e muito menos das ações dos parlamentares. A Câmara Municipal se tornou um lugar secreto, em que nada acontece, nada é informado e nada é divulgado para o povo. 

Apesar de ser alertado por seus colegas de parlamento para investir no setor, tratando de forma respeitosa os meios de comunicação, o parlamentar derrotado nas urnas insistiu no velho esquema de empregar “assessores de comunicação” sem conhecimento de causa, demonstrando desprezo pelos profissionais de imprensa.

O resultado foi um tiro no pé. Um desastre eleitoral. Sem comunicação, não apenas o presidente, mas também outros vereadores foram banidos da vida pública, uma vez que, ao invés de divulgar de forma profissional e correta as ações da Casa Leis, optaram em usar os cargos para favorecer aliados políticos, familiares, líderes religiosos, que, no final das contas, em nada ajudaram na reeleição desses parlamentares.

Fica o recado para o novo chefe: sem comunicação, não apenas o presidente atual foi rifado da história política de Cerejeiras, mas também o próximo que ignorar os anseios da comunidade e os meios de comunicação, fechando-se, de forma primitiva, em nichos de inutilidades, de fuxicos e descaso pela transparência dos atos públicos da Casa de Leis. 

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