26/11/2020 às 07h37min - Atualizada em 26/11/2020 às 07h37min

Delegada revela aumento de casos de violência contra a mulher durante a pandemia em Vilhena

Com informações da assessoria
As profissionais do Centro de Atendimento à Mulher (CAM) e da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) promoveram nesta quarta-feira, vídeos de conscientização como parte de campanha em alusão ao Dia Internacional do Combate à Violência Contra a Mulher, lembrado neste 25 de novembro. 

No vídeo, a delegada Solângela Guimarães, responsável pela Deam, revela o grande aumento de casos de violência registrados durante a pandemia em nosso município. "Nos meses de março e abril, em que as pessoas ficaram mais em casa, teve um aumento. Até outubro nós tivemos 1.386 ocorrências, ou seja, em média são 130 ocorrências por mês. No mesmo período emitimos em média 40 medidas protetivas por mês, totalizando 402. Registramos ainda 118 prisões em flagrante", revela a delegada.

O CAM tem como função acolher, orientar e apoiar a mulher que passa por qualquer tipo de violência. No vídeo, a assistente social do centro, Dineia Rodrigues, explica como a Prefeitura presta amparo nesses casos. "O CAM é uma porta de entrada pra essa mulher que está em risco. Aqui a gente faz todo o acolhimento, orientações e até o encorajamento dessa mulher para ela denunciar formalmente o agressor. Oferecemos atendimento psicossocial e procuramos inserir ela nos programas sociais, nos programas de transferência de renda, assim como o município também oferece os benefícios eventuais para alguma necessidades imediata que a vítima tenha. Ela pode chegar aqui no CAM de forma espontânea ou encaminhada pela rede. No Abrigo da Mulher a vítima pode ficar acolhida provisoriamente, inclusive com seus filhos, sendo atendida e acompanhada o tempo necessário para se organizar e fugir da ameaça doméstica", explica Dineia.

A psicóloga do CAM, Priscilla Olivieri, faz um alerta para que as mulheres identifiquem que estão passando por violência doméstica, pois muitos abusos não são agressões físicas. "Estão tipificados na Lei Maria da Penha cinco tipos de violência: física, psicológica, sexual, moral e patrimonial. A violência física vai desde um tapa até o uso de armas de fogo ou tortura. Por ser uma violência mais fácil de ser identificada, até por deixar marcas, ela fica mais evidente e muitas mulheres acabam se confundindo e passam a acreditar que o crime de violência contra a mulher fosse apenas a violência física", alerta a profissional. 

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