21/03/2018 às 09h05min - Atualizada em 21/03/2018 às 09h11min

GREVE TERMINA NAS URNAS E LEVARÁ O “TITANIC DA COOPERAÇÃO” AO FUNDO DO ESQUECIMENTO

Não foi apenas no governador Confúcio Moura e seus aliados que a greve da educação fez enormes estragos em suas imagens. É sabido que, seja qual for o desfecho do movimento, o futuro político do governador e de quem ele indicar para sucedê-lo, será uma estrondosa derrota nas urnas. Confúcio percebeu que seu reinado chegou ao fim, especialmente no Cone Sul, região em que teve uma votação insignificante nas eleições passada. Porém, políticos considerados de baixo clero, como deputados estaduais, e observando que o Titanic da Cooperação está com o casco furado, começam a abandonar o barco e trabalhar suas pré-campanhas isoladamente por todo o Estado. Mesmo que, busquem tardiamente a simpatia da classe trabalhadora, participando de reuniões e assembleias de servidores, eles já amargam seus prejuízos eleitorais. Antes do movimento, era tabu falar em investimentos, aplicação de recursos destinados à educação e valorização profissional. O professor (a) era tratado como um “pobre diabo” pela classe política. Com a pressão dos manifestantes e adesão da sociedade, alguns parlamentares perceberam o perigo de serem barrados nas urnas, e já estão se colocando a serviço dos trabalhadores. Esta semana, o deputado Luizinho Goebel (PV), após ser pressionado pela classe, usou a tribuna da Casa de Leis para cobrar o governo. Com sua base eleitoral no Cone Sul, local onde o movimento está firme e forte, Goebel requereu ao governo, por meio da Seduc, informações sobre as aplicações dos recursos destinados à educação e a implantação do Plano Estadual de Educação (PEE). Ele cobrou os investimentos de recursos oriundos dos 25% destinados à educação dos últimos cinco anos; quantos programas e projetos utilizam os recursos oriundos do percentual de 25%; onde foram alocados os recursos para o custeio das metas do PEE, a partir de sua aprovação; com a transposição dos servidores para o quadro da União; qual foi a economia em folha e para onde foi destinado o recurso fruto desta contenção; quais resultados da implantação do monitoramento eletrônico; quais servidores estão à disposição de outros órgãos; se existe um projeto para que sejam incorporadas as gratificações e a falta de pagamento do Piso Nacional dos professores. O recado foi dado. Resta agora o governo se posicionar e revelar onde aplicou os recursos da educação, pois a greve continua e, com toda certeza, o Titanic da Cooperação terá um trágico fim nas urnas, levando todos os seus ocupantes ao fundo do esquecimento. * O autor é professor da rede pública de ensino  
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