02/04/2021 às 07h56min - Atualizada em 02/04/2021 às 07h56min

Covid-19: Mesmo com tratamento de comorbidades, governo Bolsonaro reduz Farmácia Popular

Criado para distribuir remédios gratuitos ou com descontos à população de baixa renda, o programa Farmácia Popular foi reduzido na gestão de Jair Bolsonaro mesmo durante a pandemia da Covid-19.

A rede de farmácias atende a pessoas com doenças crônicas, como asma e hipertensão, e que, portanto, estão no grupo de risco do coronavírus.
 

Em 2020, primeiro ano da pandemia, foram 20,1 milhões de beneficiários no programa. Isso representa 1,2 milhão a menos que no ano anterior. A cobertura de 2020 foi a menor desde 2014.

Os dados são do Ministério da Saúde, obtidos pela Folha por meio da Lei de Acesso à Informação.

Reportagem da Folha de S.Paulo aponta que o orçamento do programa para este ano foi reduzido para R$ 2,5 bilhões. Em 2020 era de R$ 2,7 bilhões, em valores corrigidos pela inflação. Isso, apesar da pandemia e da importância dos medicamentos distribuídos pelo programa.

Criado em 2004, a Farmácia Popular distribui medicamentos básicos gratuitamente para hipertensão, diabetes e asma por meio de farmácias privadas conveniadas. Remédios para controle de rinite, mal de Parkinson, osteoporose e glaucoma, além de anticoncepcionais, são vendidos com desconto de até 90%.

 
 
 
 

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