06/08/2018 às 09h52min - Atualizada em 06/08/2018 às 09h52min

Servidores rondonienses serão os mais atingidos com dívida de R$ 4,43 bilhões que herdará o próximo governador

Mais uma vez o servidor público rondoniense, que já tem seu salário defasado, pagará uma conta muito alta e será o mais atingido pela dívida que será herdada pelo novo governador do Estado. Segundo dados apresentados pelo Tribunal de Contas, o próximo governador vai receber uma gestão com dívidas que chegam a R$ 4,43 bilhões, para uma receita estimada para este ano – numa previsão bem otimista – em R$ 7,14 bilhões, dos quais sobrará pouco mais de R$ 100 milhões para investimentos, vez que a despesa estimada é de R$ 7,09 bilhões. Para piorar a situação, o próximo gestor vai se deparar ainda com problemas de dívidas do extinto Beron, outras de empréstimos, defasagem na Educação – que nos últimos anos praticamente não avança na avaliação do Ideb - , deficiência na saúde, na qual Rondônia ostenta o vergonhoso título de terceiro estado com maior média de mortalidade infantil, atrás apenas do Amapá e Maranhão; falta de saneamento básico, dívidas da Caerd; estrangulamento da previdência dos servidores estaduais (em 2022, por exemplo, o estado terá de desembolsar R$ 567 milhões para compor a folha de pagamento dos inativos) e, para desafiar de vez, vai herdar ainda uma crise no setor da segurança pública onde, a média de crimes violentos não letais, furto e roubos de veículos chega muito próximo do dobro da média nacional para cada grupo de 100 mil habitantes.   Leia mais: TC reúne pré-candidatos para conhecer realidade financeira do Estado  Em evento promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), no qual reuniu candidatos e pré-candidatos ao governo, o presidente da Corte de Contas, conselheiro Edilson Souza revelou um quadro, no mínimo, extremamente preocupante com relação às finanças do Estado. O objetivo, segundo Souza, foi de “apresentar um panorama das finanças estadual, com o objetivo de possibilitar o nivelamento de informações conjunturais do Estado” Um dos primeiros quadros apresentados no evento denominado “Rondônia transparente, eleição consciente”, não deixou de chocar quem estava acostumado à versão oficial amplamente disseminada de que o estado vive seu melhor momento em termos de organização fiscal e contábil. A realidade, entretanto, é que o próximo governador vai receber uma gestão com dívidas que chegam a R$ 4,43 bilhões, para uma receita estimada para este ano – numa previsão bem otimista – em R$ 7,14 bilhões, dos quais sobrará pouco mais de R$ 100 milhões para investimentos, vez que a despesa estimada é de R$ 7,09 bilhões. Como ingredientes da indigesta receita, o próximo governante vai se deparar ainda com problemas de dívidas do extinto Beron, outras de empréstimos, defasagem na Educação – que nos últimos anos praticamente não avança na avaliação do Ideb - , deficiência na saúde, na qual Rondônia ostenta o vergonhoso título de terceiro estado com maior média de mortalidade infantil, atrás apenas do Amapá e Maranhão; falta de saneamento básico, dívidas da Caerd; estrangulamento da previdência dos servidores estaduais (em 2022, por exemplo, o estado terá de desembolsar R$ 567 milhões para compor a folha de pagamento dos inativos) e, para desafiar de vez, vai herdar ainda uma crise no setor da segurança pública onde, a média de crimes violentos não letais, furto e roubos de veículos chega muito próximo do dobro da média nacional para cada grupo de 100 mil habitantes. Fonte: Valbran Júnior.
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