26 C
Porto Velho
30 abril 2026
Início Site Página 1321

Feira virtual mostrará potencialidade agroeconômica da Amazônia para o Brasil e o mundo

O Agrolab Amazônia é resultado de uma parceria entre o Sebrae Rondônia e o governo estadual, por meio da Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater-RO), na busca de novas oportunidades para o desenvolvimento do agronegócio com sustentabilidade para a região norte do Brasil.

O evento está programado para ser realizado no período de 22 a 24 de setembro deste ano e deverá ser um dos maiores acontecimentos virtuais para o setor produtivo e contará com a colaboração da Associação Brasileira das Entidades de Assistência Técnica e Extensão Rural (Asbraer) na organização e interlocução com as entidades de Ater pública de todo o país.

Para o diretor-presidente da Emater-RO, Luciano Brandão, o Agrolab Amazônia será muito importante para que o setor produtivo do agronegócio apresente suas potencialidades, da parte sustentável da região Amazônia não somente para o Brasil, mas para o mundo todo. “É uma feira que vai acontecer em nível nacional e internacional onde discutiremos com pessoas de diversos segmentos as ações da Ater da região norte”, explicou.

Durante o encontro para discussão dos detalhes do evento, Luciano, que também é vice-presidente da Asbraer para a região norte, apresentou uma proposta de se fazer, junto com a feira virtual, o encontro da assistência técnica e extensão rural da região norte para discutir ações de Ater que contemplem as especificidades locais.

 

“É muito importante o envolvimento das Ateres do país para uma integração e compartilhamento de conhecimento num evento que será global e inovador”, disse.

 

O Agrolab, que será realizado nos dias 22, 23 e 24 de setembro, pretende ser um evento digital com a mesma proximidade e qualidade de um evento presencial garantindo a participação efetiva para o público do agronegócio. Através do Conecta Sebrae Agrolab Amazônia – ecossistemas globais de inovação, pretende-se promover a geração de negócios, a disseminação de conhecimentos e a divulgação de empresas para que estas possam se apresentar ao mundo.

O evento será realizado por meio de uma webinar a ser transmitida em tempo real, onde serão apresentados painéis, rodadas de negócios e fóruns com diversos eixos temáticos entre os quais: inovação e tecnologia; inteligência de mercado; investimento e infraestrutura; políticas públicas para negócios; sustentabilidade; empreendedorismo e gestão.

Governo destinará R$ 500 milhões para proteger mata nativa da Amazônia

Programa Floresta+ começa com projeto-piloto no Norte do país

O Ministério do Meio Ambiente criou nesta sexta-feira (3) o Programa Floresta+ para valorizar quem preserva e cuida da floresta nativa do país. O projeto-piloto vai começar destinando R$ 500 milhões para conservação da Amazônia Legal. O programa conta com a participação do setor privado e de recursos de acordos internacionais.

“Esse é o maior programa de pagamento por serviços ambientais no mundo, na atualidade. Os R$ 500 milhões recebidos do Fundo Verde do Clima vão remunerar quem preserva. Vamos pagar pelas boas práticas e reconhecer o mérito de quem cuida adequadamente do meio ambiente”, disse o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, em reunião virtual nesta sexta.

Podem participar do programa pessoas físicas ou jurídicas, de direito público ou privado, grupo familiar ou comunitário que, de forma direta ou por meio de terceiros, executam atividades de serviços ambientais em áreas mantidas com cobertura de vegetação nativa ou sujeitas à sua recuperação.

A conferência apresentou o programa Floresta+ para representantes do governo federal, dos estados da Amazônia Legal, além de instituições públicas, universidades, fundações, centros de inovação, doadores do Fundo Verde do Clima e de povos indígenas.

Cadastro Nacional

O Brasil conta com 560 milhões de hectares de floresta nativa no território brasileiro e o próximo passo do governo é criar o Cadastro Nacional de Serviços Ambientais e a regulamentar o pagamento por serviços ambientais, previstos no Código Florestal.

Dentre os serviços ambientais considerados essenciais estão o monitoramento, vigilância, combate a incêndio, pesquisa, plantio de árvores, inventário ambiental e sistemas agroflorestais para conservação e a proteção da vegetação nativa. Dentre os benefícios estarão a conservação da biodiversidade, a proteção do solo e das águas e a regulação do clima.

 

INSS prorroga antecipação do BPC e auxílio-doença até 31 de outubro

Medida visa evitar aglomerações nas agências durante a pandemia

O governo federal publicou um decreto autorizando o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a pagar antecipações de auxílios-doença e do Benefício de Prestação Continuada (BPC). A medida, publicada em seção extra do Diário Oficial da União (DOU) dessa quinta-feira (2), determina que as antecipações serão pagas até o dia 31 de outubro.

Lei nº 13.982, que trata da autorização para antecipar o pagamento, estabeleceu o prazo de três meses, a partir de abril, para o pagamento de um salário-mínimo por mês para beneficiários do BPC e do auxílio-doença. A prorrogação publicada ontem tem por objetivo evitar a aglomeração de pessoas para atendimento presencial nas agências do INSS, em razão da pandemia do novo coronavírus (covid-19).

De acordo com o decreto, a concessão da antecipação do auxílio-doença no valor de um salário mínimo (R$ 1.045,00) se dará sem a realização de perícia médica. Para solicitar o benefício, o segurado deve anexar atestado médico junto ao requerimento, mediante declaração de responsabilidade pelo documento apresentado, por meio do portal ou aplicativo Meu INSS.

“O atestado médico deverá ser legível e sem rasuras e deverá conter as seguintes informações: assinatura e carimbo do médico, com registro do Conselho Regional de Medicina (CRM); informações sobre a doença ou a respectiva numeração da Classificação Internacional de Doenças (CID); e prazo estimado do repouso necessário”, informou o INSS.

O INSS informou ainda que a concessão do auxílio-doença continuará considerando os requisitos necessários, como carência, para que o segurado tenha direito ao benefício. Caso o valor do auxílio doença devido ao segurado ultrapasse um salário mínimo, a diferença será paga posteriormente em uma única parcela.

No caso do BPC, o INSS disse que a antecipação do benefício será paga com base nos dados de inscrição no Cadastro Único do Governo Federal (CadÚnico) e no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF).

“Além disso, para ter direito à antecipação, o requerente deve se enquadrar nas regras de renda relacionadas ao grupo familiar, que pode ser de até um quarto do salário-mínimo. Vale destacar que a antecipação do valor acima mencionado se encerrará tão logo seja feita a avaliação definitiva do requerimento de BPC”, informou o INSS.

Após aplicações de inseticidas em mais de 30 bairros, Vilhena registra queda nos casos de dengue

 

Dois veículos foram disponibilizados pelo Estado para a aplicação de inseticida na cidade

O Setor de Endemias da Secretaria Municipal de Saúde (Semus) de Vilhena realizou neste mês, do dia 2 a 18 de junho, três ciclos de aplicação de inseticida contra o mosquito Aedes aegypti no município. Relatório expedido pelos profissionais revelam que a ação, que aconteceu em parceria com o Governo do Estado em mais de 30 bairros, foi responsável por queda de até 70% no número de novos casos de dengue na cidade.

De acordo com técnico em saúde pública Paulo Cremasco, em 2020 Vilhena já tem 1.383 casos notificados de dengue, cerca de 1.140 casos confirmados e 243 casos descartados. “Depois das aplicações observamos a diminuição de notificações. De janeiro a maio, o município registrou 1.370 notificações. Em junho nós recebemos pouco mais de 10 notificações. Mas, não podemos relaxar. É essencial que a comunidade continue cuidando de seus quintais, visto que 82% dos locais de reprodução do mosquito em Vilhena estão dentro de casas habitadas”, revela Paulo.

A aplicação foi realizada nos bairros: Centro, São José, Jardim Vilhena, Santo Antônio, Ipanema, Bela Vista, Bodanese, São Jerônimo, Marcos Freire, Residencial Solar Vilhena, Jardim Social, Jardim Universitário, Cidade Nova, Parque Cidade Jardim 1 e 2, Cristo Rei, Residencial Florença, Residencial Alphaville, Residencial Alvorada, Residencial Orleans, Barão do Melgaço 1 e 2, Alto dos Parecis, Setores 12 e 13, Embratel, Setor Zico, Parque Industrial São Paulo, Jardim Vitória, Assossete, Alto Alegre e Nova Jerusalém.

O secretário municipal de Saúde, Afonso Emerick, faz um apelo aos moradores. “A dengue é uma doença grave que pode causar mortes e também gera sintomas intensos que exigem internação hospitalar. Neste momento de pandemia, tudo isso fica ainda mais preocupante e nosso esforço é para, junto da população, evitar que os casos aumentem. Vamos aproveitar a quarentena para cuidar de nossos quintais e jardins”, reforça.

 

 

Novo vírus da gripe com ‘potencial pandêmico’ é encontrado na China

Parece ser capaz de infectar pessoas, embora os porcos sejam os hospedeiros, dizem os especialistas.

Uma nova cepa do vírus da gripe com potencial de causar uma pandemia foi identificada na China, segundo um novo estudo.

Essa linhagem surgiu recentemente e tem os porcos como hospedeiros, mas pode infectar seres humanos, dizem os autores da pesquisa.

Os cientistas estão preocupados com o fato de que ela poderia sofrer uma mutação ainda maior e se espalhar facilmente de pessoa para pessoa e desencadear assim um surto global.

Eles dizem que a cepa tem “todas as características” de ser altamente adaptável para infectar seres humanos e precisa ser monitorada de perto.

Como se trata de uma nova linhagem do vírus influenza, que causa a gripe, as pessoas podem ter pouca ou nenhuma imunidade a ela.

Ameaça pandêmica

 

Uma nova cepa do influenza está entre as principais ameaças que os especialistas estão monitorando, mesmo enquanto o mundo ainda tenta acabar com a atual pandemia do novo coronavírus.

A última gripe pandêmica que o mundo enfrentou, o surto de gripe suína de 2009 que começou no México, foi menos mortal do que se temia inicialmente, principalmente porque muitas pessoas mais velhas tinham alguma imunidade a ela, provavelmente por causa de sua semelhança com outros vírus da gripe que circulavam anos antes.

O vírus da gripe suína, chamado A/H1N1pdm09, agora é combatido pela vacina contra a gripe que é aplicada anualmente para garantir que as pessoas estejam protegidas.

A nova cepa de gripe identificada na China é semelhante à da gripe suína de 2009, mas com algumas mudanças.

Até o momento, não representou uma grande ameaça, mas o professor Kin-Chow Chang e colegas que o estudam dizem que devemos ficar de olho nele.

Qual é o perigo?

O vírus, que os pesquisadores chamam de G4 EA H1N1, pode crescer e se multiplicar nas células que revestem as vias aéreas humanas.

 

Eles descobriram evidências de infecção recente em pessoas que trabalhavam em matadouros e na indústria suína na China.

As vacinas contra a gripe atuais não parecem proteger contra isso, embora possam ser adaptadas para isso, se necessário.

Kin-Chow Chang, que trabalha na Universidade de Nottingham, no Reino Unido, disse à BBC: “No momento estamos distraídos com o coronavírus e com razão. Mas não devemos perder de vista novos vírus potencialmente perigosos”.

Embora esse novo vírus não seja um problema imediato, ele diz: “Não devemos ignorá-lo”.

Os cientistas escrevem na revista “Proceedings”, da Academia Nacional de Ciências britânica, que medidas para controlar o vírus em porcos e monitorar de perto as populações trabalhadoras devem ser rapidamente implementadas.

O professor James Wood, chefe do Departamento de Medicina Veterinária da Universidade de Cambridge, disse que o trabalho “vem como um lembrete salutar” de que estamos constantemente sob o risco do surgimento de patógenos e que animais de criação, com os quais os seres humanos têm maior contato do que com a vida selvagem, podem ser uma fonte de vírus pandêmicos.

 

Por G1

3ª fase da vacinação contra gripe vai até 30 de junho: mais de 21 mil já foram imunizados

 

Crianças, gestantes, puérperas e doentes crônicos ainda precisam ser vacinados, veja público-alvo

A terceira fase da campanha de vacinação contra a gripe acaba na terça-feira, 30 de junho. Desde o início da campanha, em 25 de março, já foram vacinados mais de 21 mil vilhenenses. A meta é imunizar mais de 23 mil pessoas e, para tanto, a Secretaria Municipal de Saúde (Semus) reforça o alerta para que os seguintes públicos-alvos, que ainda precisam atingir a meta de imunização: mamães com bebês de até 45 dias, crianças de seis meses a 5 anos, 11 meses e 29 dias, gestantes e doentes crônicos.

De acordo com a coordenadora do Setor de Imunização da Semus, Suely Aparecida, estes foram os três públicos-alvos desta 3ª etapa de vacinação. “A Prefeitura recomenda mais fortemente que procurem os postos de saúde para serem imunizados. Embora essa vacina não proteja contra o novo coronavírus, é vital no combate à pandemia que as pessoas não estejam doentes por causas respiratórias para que o sistema de Saúde consiga atender a todos sem estar sobrecarregado”, explica a coordenadora.

A vacina é capaz de proteger as pessoas contra três tipos de gripe: H1N1, H2N3 e influenza B. Ela é aplicada nos postos de saúde do município: Liro Hoesel (Cristo Rei), Industrial (5º BEC/Setor Industrial), Afonso Mansur (Jardim Eldorado), Carlos Mazala (Setor 19), Leonardo Alves de Souza (Alto Alegre) e Vitalina Gentil dos Santos (São José), das 7h às 18h. Já a unidade do Setor 12 realiza a vacinação das 7h às 13h.

A Semus orienta para que as pessoas se dirijam até os postos de saúde usando máscaras e que respeitem o distanciamento social, para evitar possível contaminação. Para a proteção dos pacientes foram implantadas faixas de distanciamento, álcool em gel em todas as unidades e profissionais de Saúde capacitados para prestar orientações na recepção dos postinhos.

Semcom

 

O testemunho de uma enfermeira que está na linha de combate, contraiu a covid e conta como venceu doença

PORTO VELHO – “Sou enfermeira há mais de 20 anos e nesse período nunca estive afastada do trabalho por doença, e nunca fiquei doente, mesmo trabalhando sempre em hospitais ou ambulatório, inclusive com vivência em cinco municípios diferentes, com as condições mais diversas; num deles nem havia médico e éramos só eu e um colega, ambos enfermeiros”.

A história a seguir é de uma enfermeira que durante duas décadas de profissão nunca ocupou cargo administrativo. Foi professora universitária e é funcionária pública na área de saúde, aprovada em três concursos. Quando procurada pelo expressaorondonia.com.br, ela impôs apenas uma condição, não ter seu nome citado. “Minha história é uma das muitas de profissionais de saúde como eu, e outros profissionais de toda uma rede de serviços prestados em benefício da população, todos os dias, e muitas vezes, nesse período de pandemia, que vivenciamos fatos que tem ocorrido com muitos e muitos profissionais de saúde, sempre expostos a se tornar um número nas estatísticas, em razão de seu trabalho a favor da vida dos outros”.

São pessoas que, como essa enfermeira, continuam todos os dias entrando e saindo dos plantões, apesar dos salários irrisórios em relação ao que fazem, arriscando suas vidas para salvar vidas dos outros. E não só agora – apesar de no momento atual muito mais expostos – e que sabem que, ao final, continuarão não tendo seu trabalho valorizado nem as condições ideais e necessárias para que possam salvar mais vidas.

Expressaorondonia – Sendo da área de saúde, você já esperava ser vítima dessa doença? 

Enfermeira – Não esperava, mas sabia da possibilidade. Todos nós sabemos que é possível, mas lutamos e nos policiamos para que não aconteça, mas aconteceu.

Expressaorondonia – Como é vivenciar uma exposição contínua, torcendo para não ser infectada?

Enfermeira – É bem tenso, uma vez que você não pode baixar a guarda usando as proteções (EPI’s), praticar as normas e, ao mesmo tempo, não podemos deixar de ser humanos e lidar com o sentimento das pessoas, precisamos acolher sem tocar, cumprimentar sem dar as mãos e, ainda, conversar muitas vezes usando armaduras (EPI’s) que acabam criando mais barreiras e dificultando tudo.

Expressaorondonia – Que cuidados você vinha tomando?

Enfermeira – Mantendo o uso de EPI’s, entrando em casa diretamente para o banho, limpeza excessiva a tudo que se traz para dentro de casa e do carro, uso excessivo de álcool, inclusive no carro. Praticando isolamento social (literalmente), inclusive de filhas e família, só via meus amigos e colegas de trabalho e mesmo assim com distanciamento sempre que possível, pois algumas atividades precisamos ficar próximos (mas com EPI’s).

Expressaorondonia – Quais foram os primeiros sinais?

Enfermeira – Comecei com coriza e espirros, que se mantiveram durante todos os 14 dias, reduzindo gradativamente.

Expressaorondonia – Você comunicou às filhas, à família e no trabalho?

Enfermeira – Sim, recebi o resultado do exame na quarta-feira à noite e na quinta pela manhã avisei a todos. Comuniquei também às pessoas que estive perto, mesmo em uso de EPI’s.

Expressaorondonia – Como é ser da área de saúde e de repente pensar: “Caramba! Eu estou com o covid!” Qual sua reação quando recebeu a informação?

Enfermeira – A minha torcida sempre foi para que o exame desse negativo, mas tinha certeza que estava bem, não consegui perceber qualquer sinal de que me chamasse atenção. O que são coriza e espirros? Tudo bem, que alguns pacientes simplesmente pioram subitamente, mas me mantive POSITIVA, segui fazendo a verificação da minha saturação, e aguardei. Não acredito em ‘acasos’; eu sabia que por algum motivo eu peguei COVID19, talvez para dar um ‘freio’ na vida.

Expressaorondonia – Chorou, rezou, orou ou entregou tudo para a ciência?

Enfermeira: Ao receber a notícia pensei em evoluir bem! Nada que não fosse da vontade de Deus aconteceria. Essa é sempre minha maior certeza! A oração foi e é meu maior refúgio, onde não há erros. Verdade que não sei pedir (risos!), mas já que estava ali com o resultado em mãos, melhor agradecer porque até aqui o Senhor me guiou.

 

Expressaorondonia – O que mudou na sua rotina a partir de quando você tomou conhecimento?

Enfermeira – No momento que soube, continuei em casa porque já estava afastada do trabalho logo após a coleta do exame. O resultado chegou em aproximadamente 36h (bem rápido!). Dentro dos cuidados de pandemia nada mudou, pois a mudança drástica foi feita lá atrás com tantos cuidados redobrados.

Expressaorondonia – Se quando você foi diagnosticada ainda não estavam usando, oficialmente, derivados da cloroquina, quais medicamentos você tomou?

Enfermeira – Sim, já estavam usando sim! Fiz uso do esquema que me prescreveram.

Expressaorondonia – Em que momento você sentiu que estava curada?

Enfermeira – Quando não percebi nada de sintomas, com uns 13 dias a partir do dia em que começaram os espirros e a coriza. Mas, fui fazer novamente o teste, agora sanguíneo e ver o resultado somente de IgG (*), foi muito bom!

Expressaorondonia –  E na volta ao trabalho, que providências você tomou para reduzir a possibilidade de nova onda?

Enfermeira – Mantive os cuidados já bem disponíveis a toda a população. Porém, tenho evitado alimentação fora de casa para não ter que tirar a máscara. E também só voltei a trabalhar no mesmo horário que os outros colegas com 22 dias após início dos sintomas e com o resultado de IgG positivo nas mãos.

Ela continuou:

Acredito que vale a pena citar que os cuidados precisam ser mantidos mesmo quando tudo estiver liberado. Em nenhum momento podemos esquecer que somos seres humanos e que precisamos estar interligados com os mecanismos que temos ao nosso alcance, pela internet, por exemplo, no momento. Cada um precisa fazer o seu melhor em cada etapa, principalmente na obediência para que esse momento passe logo!

Mas, me preocupo muito com as doenças não físicas que estão surgindo ou exacerbando em muitas pessoas. Penso que o período da quarentena é excelente para fazer autoanálise e perceber nossos limites e, sim, se preciso for, procurar ajuda profissional, religiosa ou mesmo amiga. O importante é ficar bem, e buscar ocupação, pois como já diz o ditado “cabeça vazia é oficina para o carboidrato!”

Agradeço imensamente a DEUS, meus familiares que nunca mediram forças para me ajudar, meus amigos de trabalho, da Igreja, dos Clubes Desbravador e Aventureiros, do facebook, bem, são tantos, percebi que o círculo de contato é maior que eu pensava (graças a Deus!). É muito bom receber as orações, ligações para perguntar se você está bem. Foi tanto carinho que é difícil de mensurar. Agora é retribuir fazendo tudo o que posso no trabalho, nas amizades e na família.

(*) IgG é um teste que informa se a doença ainda está ativa

Orgulho autista é celebrado em 18 de junho, mas caminho para inclusão ainda é longo

O autismo é um transtorno de desenvolvimento que leva a um deficit, em maior ou menor grau, em pelo menos uma das seguintes áreas: interação social, comunicação e comportamento. Não tem causa definida ou conhecida, mas já se sabe que influências genéticas e ambientais, ainda no desenvolvimento do bebê, desde o útero, podem estar ligadas ao diagnóstico.

O Dia Mundial do Orgulho Autista, 18 de junho, foi instituído para esclarecer a sociedade sobre as características únicas das pessoas diagnosticadas com algum grau do Transtorno do Espectro Autista (TEA) e busca normalizar a neurodiversidade, ou seja, o reconhecimento de que o funcionamento cerebral de algumas pessoas é diferente do que é considerado típico.

Criada em 2005, a comemoração, a cada ano mais popular também no Brasil, conta com a adesão do Senado Federal. A intenção é demonstrar à sociedade que o autista não tem uma doença, mas apenas apresenta condições e características especiais que trazem desafios e também recompensas aos seus familiares e à comunidade.

— É uma data muito importante, pois representa o reconhecimento e a valorização das pessoas autistas — destaca o senador Paulo Paim (PT-RS), presidente da Comissão de Direitos Humanos (CDH), em entrevista à Agência Senado. Como em 2019, ele havia proposto uma audiência pública para registrar a data este ano, mas a pandemia do novo coronavírus, que impede aglomerações, não permitiu o encontro.

Outra celebração importante para os autistas é o 2 de abril, Dia Nacional de Conscientização sobre o Autismo, data instituída pela Lei 13.652, de 2018, proposta pelo senador Flávio Arns (Rede-PR).

— As duas datas fortalecem a reflexão e a compreensão sobre as especificidades do espectro das pessoas com autismo. Também chamam a atenção sobre as condições que a nossa sociedade e o nosso Estado oferecem a esses brasileiros e suas famílias, de uma forma ampla, sistêmica, abrangendo os diversos aspectos da vida — explicou o senador à Agência Senado.

<!– –>

Cérebro diferente

Ana Carolina Quariguasy é mãe de Marina (11 anos), Pedro (8 anos, diagnosticado com autismo antes dos 2 anos) e Cecília (1 ano e 2 meses, sem características que indiquem o transtorno). Já são mais de seis anos de busca por apoio do governo e para encontrar os tratamentos adequados que o ajudem a controlar a ansiedade, a diminuir a sensibilidade aguçada, causada por barulhos, luzes ou cheiros fortes, a melhorar a comunicação (ele não é verbal) e a obter uma educação de qualidade, inclusiva e com acompanhamento, direito garantido por lei.

Ana Carolina Quariguasy, com o marido e os filhos Marina, de 11 anos, Pedro, autista, de 8 anos, e Cecília de 1 ano (foto: Arquivo pessoal)

Apesar das dificuldades, sobretudo para se expressar, Pedro é amável, carinhoso, inteligente e muito ligado às irmãs. Gosta de passear, dançar, nadar, brincar no balanço e no escorregador, como qualquer criança de 8 anos. “Ele completa a família”, frisa a mãe.

Na opinião de Ana Carolina, o Dia do Orgulho Autista e o Dia de Conscientização do Autismo evidenciam a existência do transtorno na coletividade e ajudam a pavimentar a estrada a ser percorrida até que a sociedade tolere verdadeiramente o diferente, seja o neurodiverso, seja a pessoa com deficiência, o negro, a mulher, o índio ou o idoso.

— Vivemos num mundo capacitista [que discrimina quem não é considerado normal] que não inclui de verdade e segrega as diferenças. Ainda temos um longo caminho para que autistas não sejam vistos como doentes, mas sim como pessoas que têm um funcionamento cerebral específico, diferente. Então, estas celebrações são importantes para que a neurodiversidade esteja em evidência e para que possamos entender que, mesmo sendo diferentes, os autistas têm valor — opinou, em entrevista à Agência Senado.

Espectro

Leitora voraz de estudos que a ajudam a compreender o transtorno e a auxiliar o filho em suas demandas, Ana Carolina explica que o autismo tem características individuais, com diferentes níveis de intensidade de pessoa para pessoa, ocupando diferentes “faixas” num espectro, numa escala que vai de leve a grave.

— Por isso se diz que nenhum autista é igual ao outro — explica.

Um autista de alta funcionalidade manifesta prejuízos leves, que não impedem que ele estude, trabalhe ou se relacione. Um autista de grau médio tem menos independência e necessita de algum auxílio para desempenhar funções cotidianas, como usar o banheiro ou preparar a sua refeição. Já alguém com baixa funcionalidade tem dificuldades graves e costuma precisar de apoio especializado ao longo da vida. Pedro tem grau médio.

Pessoas com TEA podem ter dificuldades de se expressar, principalmente quando não falam de maneira efetiva, comunicando uma ideia ou um sentimento. Costumam decorar trechos de músicas ou de filmes e repetem frases sem necessariamente emitir uma opinião ou um juízo. Normalmente apresentam comportamentos repetitivos, emitindo sons, se balançando, fazendo gestos fora de contexto ou que pareçam estranhos para outras pessoas. Essas, em geral, são maneiras que encontram para se tranquilizar após expostos a alguma situação que fuja do habitual. Podem ainda encontrar formas não convencionais de brincar, manusear objetos ou interagir, como virar um carrinho com as rodas para cima e girar os pneus, em vez de conduzi-lo numa pista imaginária, explica Ana Carolina.

Inclusão

Para promover a inclusão dos autistas, considerando todas as características e necessidades, são indispensáveis adaptações físicas, comportamentais e legais, que garantam a eles qualidade de vida e cidadania. O Congresso Nacional tem atendido a esse chamado e elaborado legislação em resposta às demandas feitas pelos representantes da causa das pessoas com TEA.

Foi com a Lei Berenice Piana (Lei 12.764, de 2012, que define a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista) que o autismo foi definitivamente classificado como deficiência, assegurando aos diagnosticados todas as políticas de inclusão existentes no país para a pessoa com deficiência. Até então, a legislação não era clara em relação ao autismo, e muitas vezes eles eram impedidos de usufruir dos benefícios.

<!– –>
Em junho de 2019, Paulo Paim, presidente da CDH, promoveu o “Dia do Orgulho Autista”, com representantes de entidades de defesa dos autistas (foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

Essa lei também garantiu a inclusão escolar, o direito de matrícula em escolas regulares, o acesso a um mediador escolar sem custo para a família e previu sanções aos gestores que negarem a matrícula a estudantes com deficiência. O texto foi originário de uma Sugestão Legislativa (SUG 1/2010), da Associação em Defesa do Autista, convertida em projeto da CDH.

— [Com a lei] você passou a incluir os que estavam à margem, secundarizados, tratados de forma segregada e que passaram a ter reconhecimento legal, por força de um tratamento não digno dispensado há décadas, e com essa segurança de haver sanções para quem descumprisse os direitos por eles conquistados. Autistas não tinham essas garantias e direitos. Sem sombra de dúvidas melhorou consideravelmente, em especial quando tratamos sobre educação — declarou à Agência Senado o senador Veneziano Vital do Rego (PSB-PB), autor de diversas propostas legislativas que beneficiam os autistas.

Poucos anos mais tarde, o Estatuto da Pessoa com Deficiência — ou Lei Brasileira de Inclusão (LBI), Lei 13.146, de 2015 — afirmou a autonomia e a capacidade desses cidadãos, incluindo os autistas, para exercerem atos da vida civil em condições de igualdade com as demais pessoas. Atribuiu ao Sistema Único de Saúde (SUS) o dever de oferecer atenção integral e tratamento completo ao paciente diagnosticado com TEA, em qualquer grau de complexidade. E garantiu benefícios diversos como a prioridade na restituição do Imposto de Renda aos contribuintes com deficiência ou com dependentes nessa condição.

— A maior conquista [para os autistas] foi a Lei 12.764, de 2012, a que dei o título de Lei Berenice Piana e da qual, tenho orgulho de dizer, fui um dos consultores. Foi estabelecida ali uma política de Estado para atendimento, reconhecimento dos direitos das pessoas autistas. Antes, o cenário era de invisibilidade, e os debates para a construção da lei trouxeram o tema do autismo para o panorama nacional. Essas pessoas passaram a ter direito a uma educação inclusiva, em uma sala regular de ensino, pois a lei reconhece o autismo como deficiência e estende a essas pessoas todos os direitos contidos no Estatuto da Pessoa com Deficiência, de minha autoria — lembra Paulo Paim.

<!– –>
Flavio Arns dedica o mandato às pessoas com deficiência e é autor de propostas que beneficiam autistas (foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

O senador Flávio Arns, que dedica as ações de seu mandato em grande medida às pessoas com deficiência, aos autistas e à educação, também considera que os avanços legislativos foram de grande valia para o grupo, em especial a Lei Berenice Piana.

— Essas pessoas conquistaram direitos que, antes, eram difusos, uma vez que o autismo, até então, confundia-se erroneamente com a deficiência intelectual. A partir da correção desse equívoco, e do olhar específico para o segmento, a qualidade dos serviços e apoios prestados às pessoas com autismo conquistou outro patamar. O direito ao atendimento multidisciplinar favorece sobremaneira na identificação de possibilidades e necessidades específicas do espectro autista, ampliando o seu desenvolvimento e inclusão. O direito inexorável à matrícula contribui para o cumprimento do direito à educação — avalia.

Lei Berenice Piana

Símbolo AutismoMaria Berenice Piana dá nome à Lei 12.764, de 2012, por ser uma das principais defensoras dos direitos das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Mãe de três filhos, um deles autista, a militante procurou o Senado e o senador Paulo Paim (PT-RS) em busca da aprovação de legislação que classificasse, definitivamente, os autistas como pessoas com deficiência, garantindo direitos e ampliando as informações sobre o transtorno à população. Para ela, era preciso um instrumento para ajudar as famílias na luta contra a burocracia. Por meio de uma sugestão legislativa apresentada pela Associação em Defesa do Autista em 2010, e convertida no Projeto de Lei do Senado (PLS) 168/2011 pela Comissão de Direitos Humanos (CDH), a iniciativa foi aprovada nas duas Casas do Congresso e tornou-se lei. A Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtornos do Espectro Autista, prevista na Lei Berenice Piana, foi um dos primeiros casos de sucesso de legislação participativa no Senado.

Berenice Piana (foto: Pedro de Oliveira/Alep)

Censo

Outra inovação em favor dos autistas foi a Lei 13.861, de 2019, que prevê a inclusão de informações específicas sobre pessoas com autismo nos censos demográficos feitos a partir de 2020 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Até hoje não se sabe a quantidade de autistas no país. Instituições ligadas aos autistas estimam que 70 milhões de pessoas no mundo tenham algum grau de autismo, sendo 2 milhões no Brasil.

O censo, que ocorre a cada dez anos e conta toda a população do país, pesquisa temas como identificação étnico-racial, núcleo familiar, fecundidade, religião ou culto, deficiências, preferência sexual, trabalho e renda. O próximo a ser feito também deverá calcular o número de autistas brasileiros.

— São questões importantes, uma vez que o passo inicial de toda a política pública é a identificação detalhada do público a que se destina. Nesse sentido, o IBGE cumpre um papel importante no apoio ao Legislativo, e também ao Executivo, para o desenvolvimento do marco legal orientado a esses brasileiros, que devem ser identificados, considerados e incluídos — avalia o senador Flávio Arns.

<!– –>
Veneziano Vital do Rêgo destaca a importância de saber o número de autistas no país (foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

O senador Veneziano é autor de proposta com o mesmo teor, apresentada quando ainda era deputado federal, em função de sua atuação anterior como prefeito de Campina Grande (PB), quando tentou calcular a população autista do município.

— No Censo, vai estar incluída a identificação do número que efetivamente, na população de 210 milhões de brasileiros, temos de autistas. Com isso, não vamos estar tateando, vamos saber por regiões, vamos ter as especificidades, podemos ter estudos científicos mais apurados, porque algumas regiões têm mais autistas que outras, e isso também é uma questão para ser apreciada e estudada cientificamente. Vejo como indispensável a inclusão para que tenhamos esse retrato fiel, a fim de que não fiquemos às escuras sem saber desenvolver políticas públicas para os cidadãos autistas — analisou.

Carteirinha

Mais uma conquista obtida para os autistas foi a regulamentação da Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea), pela Lei 13.977, de 2020, conhecida como Lei Romeo Mion. A carteira deverá ajudar seus portadores a ter atenção integral, prioridade no atendimento e no acesso aos serviços públicos e privados, em especial nas áreas de saúde, educação e assistência social.

A Ciptea será expedida pelos órgãos estaduais, distritais e municipais que executam a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. A família deve apresentar um requerimento acompanhado de relatório médico para obter o documento.

— A carteirinha que identifica o autista é importante pela dificuldade do reconhecimento visual [de quem tem o transtorno] — lembra Paim.

Há um veto presidencial (VET 2/2020) a ser analisado no Congresso sobre essa nova lei: o trecho que obriga os cinemas a reservarem uma sessão mensal para pessoas com TEA. A Presidência da República justificou o veto ao lembrar que a Lei 14.009, de 2020, recém sancionada, estende o prazo até 2021 para as salas de exibição se adaptarem ao Estatuto da Pessoa com Deficiência, que já impõe aos cinemas a oferta de sessões acessíveis a pessoas com deficiência visual e auditiva.

Veneziano não concorda com o veto imposto ao projeto pelo presidente Jair Bolsonaro.

— A ideia foi muito oportuna: garantir uma única sessão por mês para que essas pessoas possam ter o direito, se o propósito é melhorar a inserção, a convivência, a relação em sociedade para que ela se sinta igual, como ela de fato é e devemos vê-la. Então, ter acesso, oportunidade, envolvimento, experiência com a vida normal que outros cidadãos têm é uma maneira de promovermos a inserção plena das crianças, dos cidadãos autistas de qualquer idade. Penso que o presidente foi levado a uma avaliação equivocada quando vetou esse item — opinou.

Lei Romeo Mion

Símbolo AutismoRomeo Mion, 14 anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), é filho do apresentador de televisão Marcos Mion, que se tornou um militante em defesa dos direitos das pessoas diagnosticadas com o transtorno. Marcos Mion visitou o presidente Jair Bolsonaro em julho de 2019 e, após longa reunião, o convenceu a sancionar a legislação que incluiria informações específicas sobre autismo no Censo 2020 (Lei 13.861, de 2019). Bolsonaro já havia feito manifestações que indicavam um provável veto à proposta. Pouco tempo depois desse encontro, em janeiro de 2020, o presidente sancionou a Lei 13.977, de 2020, que ficou conhecida com o nome de Romeo Mion e criou a carteira para identificar os autistas (Ciptea). A legislação teve origem no projeto de lei da Câmara (PL 2.573/2019), da deputada Rejane Dias (PT-PI), aprovado no Senado em dezembro do ano passado. A senadora Soraya Thronicke (PSL-MS) foi relatora na Comissão de Direitos Humanos (CDH) e o senador Luis Carlos Heinze (PP-RS), na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Romeo e Marcos Mion (foto: Reprodução/Instagram)

Propostas

Apesar dos avanços normativos conquistados sobretudo ao longo da última década, que permitiu a adoção de algumas soluções específicas para as reais necessidades dos autistas, ainda há espaço para aperfeiçoamentos. O Senado está atento a isso.

— Fizemos muito, mas ainda há muito o que fazer, principalmente no suporte às famílias e no diagnostico precoce. O Congresso tem se debruçado sobre esse tema e feito sua parte. No entanto, o Executivo precisa implementar as políticas de forma efetiva, coletiva, atendendo todo esse universo — observa o senador Paulo Paim.

Flávio Arns lembra ainda que, com a evolução da dinâmica social, novas necessidades surgirão, com demandas por novas soluções, em uma espiral sem fim para atender as pessoas com autismo e outros tipos de deficiência. Para o senador, a sociedade deve manifestar seus desejos e lutar por direitos, seja via aprimoramento legislativo, seja pelo estabelecimento e pela execução das políticas públicas, de serviços e ações pelo poder público.

— Nesse sentido, penso que eu, você e todos mais temos parcela de responsabilidade por aquilo que a lei já garante, mas que ainda não se realiza. O Senado tem feito sua parte, não apenas produzindo leis, mas dando voz às pessoas com deficiência em suas audiências públicas e repercutindo datas comemorativas como estas das quais tratamos aqui — sugere.

<!– –>
Major Olimpio é autor da proposta que detalha como deve ser a educação inclusiva para autistas e pessoas com deficiência (foto: Jane de Araújo/Agência Senado)

Essa união entre a demanda da população e o trabalho dos congressistas gera propostas como o Projeto de Lei (PL) 3.803/2019, apresentado pelo senador Major Olimpio (PSL-SP), que cria a Política Nacional para Educação Especial e Inclusiva para autistas e pessoas com deficiências.

O texto, elaborado a partir de pedidos de pais de autistas e de pessoas que militam pela causa, garante atendimento individualizado e desburocratizado para os autistas, pessoas com deficiência física ou transtornos mentais nas escolas de educação básica, prevendo a atuação de uma equipe multidisciplinar (com profissionais das áreas de terapia ocupacional, psicologia, fonoaudiologia, fisioterapia, nutrição e psicopedagogia) em programas que mesclem saúde, educação, assistência social e outras áreas necessárias à inclusão desses alunos.

Os sistemas de ensino deverão promover cursos de formação continuada para qualificar os professores e auxiliares que atuam na educação especial e inclusiva. E as salas de aula com alunos autistas e com deficiência deverão ter dois professores: um regular e um especialista em educação especial, fixo — para aplicar o plano educacional individual do aluno construído pela equipe multiprofissional e os educadores. Pode haver o apoio de um mediador, se necessário, diz o projeto.

“É preciso avançar para águas mais profundas, pois é muito complicada a situação das pessoas com TEA, deficiência mental e deficiências múltiplas, e de seus representantes legais, que enfrentam em seu cotidiano os desafios da inclusão nas escolas brasileiras. Ao ouvir pais e pessoas que lidam com essa situação, concluímos que não podemos nos manter inertes e que é preciso aperfeiçoar ainda mais o arcabouço legislativo”, defende Major Olimpio.

Imposto de Renda

Outros projetos de interesse dos autistas aguardam análise dos senadores. O PL 1.726/2019 pretende fazer com que o pagamento da instrução e de tratamentos de pessoas no espectro autista sejam dedutíveis do Imposto de Renda (IR). O autor, senador Veneziano Vital do Rêgo, lembra que a pessoa com autismo necessita de um tratamento adequado, individualizado, que atenda a necessidades específicas para garantir o desenvolvimento cognitivo, social e profissional, com atividades e terapias sugeridas pelos estudos científicos para o tratamento ser mais eficaz.

— A sugestão me chegou por pais e entidades que atendem a deficientes autistas, pois os custos são consideráveis. Existe um acompanhamento multidisciplinar que requer, por parte de seus provedores, recursos que muitas vezes não têm. Uma das sugestões foi que esses gastos, esses investimentos no atendimento e acompanhamento da criança, pudessem ser deduzidos no Imposto de Renda. Hoje, só podem ser [deduzidos] os gastos de saúde, mas existem outros atendimentos especializados que têm demanda [financeira] alta a muitos dos pais dessas crianças — analisou Veneziano.

A matéria está na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), e o senador Chico Rodrigues (DEM-RR) é o relator.

<!– –>
Romário é autor de projeto que regulamenta a atuação do profissional que dá apoio a pessoas com deficiência e autistas nas escolas (foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

Já o Projeto de Lei do Senado (PLS) 278/2016 regulamenta a atuação do profissional que dá apoio a alunos com deficiência ou autismo. Segundo o texto, esse profissional atuará na alimentação, cuidados pessoais, locomoção e inclusão pedagógica desse estudante, com acompanhamento individualizado ou a até três estudantes. Segundo o projeto, a formação do profissional de apoio deverá ser em nível superior ou, para atuar na educação básica, ensino médio. De autoria do senador Romário (Podemos-RJ), a proposta é relatada pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE ) na Comissão de Educação (CE).

Há ainda o PL 1.712/2019, do deputado federal Tiago Dimas (SD-TO), que atribui à União a coordenação da Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com TEA, instituída pela Lei Berenice Piana.

Pelo projeto, o governo federal deverá fornecer apoio técnico e financeiro aos estados e municípios para o cumprimento dessa política pública. O apoio federal poderá ser feito pelo fomento de projetos e programas específicos de atenção à saúde, à educação inclusiva com atendimento educacional especializado e de outras políticas que possibilitem a inclusão social plena de autistas.

A União também deverá promover a ação integrada dos sistemas de ensino, de assistência social e de saúde para o atendimento das pessoas com Transtorno do Espectro Autista. O projeto está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), sob relatoria da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB).

<!– –>

Reportagem: Elina Rodrigues Pozzebom
Edição: João Carlos Teixeira
Infografia: Cássio Costa

Fonte: Agência Senado

Vilhena registra 4 novos casos de Covid-19 e total vai a 258

Vilhena registrou 4 novos casos confirmados de vilhenenses com covid-19 nesta segunda-feira, 15 de junho, todos por testes rápidos. Além disso, a cidade identificou ainda 46 novos casos suspeitos, 20 negativos e 18 recuperados. Dessa forma, Vilhena registra até as 20h de hoje: 258 casos confirmados de vilhenenses, 3 óbitos, 4 positivados moradores de outros estados e 111 casos suspeitos. Há atualmente no município 181 casos ativos de moradores de Vilhena e 4 de outros estados. Estes são os pacientes que podem transmitir a doença, visto que 72 já estão recuperados.

Estão internados 6 pacientes em isolamento na Central de Atendimento à Covid-19, sendo 2 na UTI com necessidade de respirador, do sexo feminino com 61 anos e outro do sexo masculino com 74 anos, e outros 4 pacientes estão internados na Enfermaria da Central, sendo 2 do sexo feminino 41 e 49 anos e 2 do sexo masculino com 47 e 80 anos. Todos os demais casos, sejam suspeitos ou confirmados, estão com recomendações expressas de cumprir isolamento domiciliar, pois não apresentam sintomas ou têm apenas sintomas leves.

Vilhenenses que apresentarem sintomas leves de covid-19 devem procurar o postinho de Saúde mais próximo de sua casa para passar por consulta médica, que poderá receitar medicamentos, isolamento ou testes para covid-19. A Central de Atendimento à Covid-19 fica reservada, neste momento, para atendimentos de pacientes com sintomas graves. Denúncias de descumprimento de normas de Saúde podem ser feitas pelos números: 190 da Polícia Militar (24h) ou 3322-1936 da Vigilância Sanitária (7h às 17h30, de segunda a sexta-feira).

Detalhes sobre os testes rápidos, divergências na retestagem e informações sobre os métodos de diagnóstico da covid-19 foram explicadas pela Prefeitura de Vilhena em documento pormenorizado disponível na matéria do link: http://www.vilhena.ro.gov.br//index.php?sessao=b054603368vfb0&id=1410959.

Dados adicionais sobre os casos estão disponíveis no Painel Covid-19 Vilhena disponível no site da Prefeitura, no menu “Serviços” e também pelo link direto: www.bit.ly/painelcovidvilhena.

O Estado registrou até o momento 12,1 mil casos confirmados, 332 óbitos. No Brasil o número de casos confirmados já ultrapassou 891 mil, com 44,1 mil mortes. No mundo são 8,1 milhões de casos confirmados e 438 mil mortes.

Acompanhe o site e a página da Prefeitura de Vilhena no Facebook para ter acesso a informações corretas sobre a pandemia em Vilhena.

Fonte: Secretaria Municipal de Saúde

Prefeitura busca contratação de 80 profissionais de Saúde para reforçar “linha de frente” contra covid-19

Técnicos de enfermagem, enfermeiros, fisioterapeutas e médicos serão chamados por teste seletivo

 

A Secretaria Municipal de Saúde (Semus) revelou que devido à grande demanda de pacientes leves e graves com problemas respiratórios buscando a Central de Atendimento à Covid-19 e o Hospital Regional de Vilhena (HRV), está realizando teste seletivo para contratação de mais 80 profissionais de Saúde, sendo 40 técnicos em enfermagem, 10 enfermeiros, 10 fisioterapeutas e 20 médicos.

 

O prefeito Eduardo Japonês lembra que o momento é delicado para Vilhena, para o Estado, para o Brasil e para o mundo. “Não estamos dormindo, nem  descansando. Praticamente 24 horas por dia estamos tratando de todos os assuntos relacionados com a covid-19 em Vilhena, buscando as soluções. Estamos tentando oferecer o melhor que podemos e encampando lutas diárias para garantir mais atendimento aos pacientes que tanto sofrem com essa doença implacável. Buscamos médicos há quase um mês, no entanto, há escassez destes profissionais no país. Estamos em nova tentativa, por meio de teste seletivo, para garantir mais médicos para atender pacientes suspeitos e confirmados da covid-19”, explica.

 

Na linha de frente do combate ao novo coronavírus, cerca de 60 profissionais de Saúde de Vilhena já foram afastados por estarem suspeitos ou confirmados para covid-19. O desfalque importante é combatido pela Semus de várias maneiras. “Por meio de lei aprovada pela Câmara de Vereadores nesta semana poderemos pagar, durante a pandemia, plantões para os médicos residentes no valor de R$ 625 para plantões de 6 horas, R$ 1.250 para 12 horas e R$ 2.500 para plantões de 24 horas. Além disso, as contratações por teste seletivo e do concurso vão reforçar nossa equipe. Eles são o grupo de maior risco de todos, pois têm contato direto com os pacientes contaminados, por isso precisamos reforçar esse ‘exército’ durante a ‘guerra’ contra este inimigo invisível”, informa o prefeito.

 

Desde o dia 20 de janeiro a Prefeitura já publicou 16 editais de convocação de servidores do concurso público realizado no ano passado. Boa parte deles para profissionais da Saúde, incluindo médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem e outros.