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20 maio 2026
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Novas tecnologias e manejo de doenças e pragas da banana incentivam produtores a retomar plantio na região Amazônica

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A banana é a fruta mais produzida em Rondônia e a segunda mais consumida no estado, e exerce grande importância na economia local. “A banana é fácil da gente trabalhar, se adubar e cuidar direitinho ela dá um boi por mês. Tem seis anos que eu planto a banana e melhorou muito a renda, a gente tira 26 mil por ano”, conta o produtor familiar Francisco Ferreira, do assentamento Joana D’Arc, em Porto Velho (RO). No entanto, problemas com doenças e pragas fizeram com que muitos produtores abandonassem este cultivo. “A sigatoka negra pegou todo o bananal e eu perdi tudo. Eu desisti. Mas se tiver como combater a doença vai ser muito bom pra nós, porque a banana dá uma boa renda pra gente”, comenta o produtor Pedro de Paula.

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O senhor Pedro e outros tantos produtores que tiveram problemas com sigatoka negra, mal-do-Panamá e pragas, como a broca gigante, podem repensar o cultivo de banana em Rondônia e região. Novas tecnologias e manejo destas pragas e doenças dão novo ânimo aos produtores. Após três anos de pesquisa, a Embrapa Rondônia conseguiu excelentes resultados, que já estão disponíveis aos produtores.

pesquisador Jose Nilton apresenta as novidades aos produtores_foto_Renata_Silva_

Dos 27 genótipos de banana testados em comparação com variedades tradicionais, três já podem ser recomendados aos produtores. Eles se destacam pela alta produtividade e pela resistência à sigatoka negra e ao mal-do-Panamá, duas das principais doenças que acometem a cultura, inviabilizando a produção em muitas áreas. São elas: a FHIA 18 (do grupo prata); a Thap Maeo (do grupo maçã); e a FHIA 17 (grupo próximo à nanica, ou nanicão).

Produtores tomam nota das tecnologias apresentadas_Foto_Renata_Silva

Resultados satisfatórios também já foram conquistados no manejo de doenças para variedades mais tradicionais, de maior aceitação por parte dos consumidores, como é o caso da maçã e da banana de fritar (banana-da-terra). Trata-se da utilização de fungicidas com aplicação mínima se comparada ao método tradicional. O pesquisador da Embrapa Rondônia, José Nilton da Costa, explica que para a sigatoka negra, por exemplo, se utiliza mais de 50 aplicações por ano, nesse novo método se faz seis por ano e não precisa utilizar equipamentos sofisticados, pois a aplicação é de forma localizada e em quantidades pequenas.

Essa prática já vem sendo utilizada por produtores que tiveram acesso ao método, que foi lançado pela Embrapa Amazônia Ocidental, mas tem mais novidades positivas “Nós, em cima desta metodologia, fizemos algumas adaptações, inclusive com outro equipamento de aplicação, de menor custo e mais prático, com excelentes resultados”, comemora José Nilton. O pesquisador da Embrapa Rondônia, Cléberson Fernandes, complementa: “O controle da sigatoka neste novo método reduz custos, aumenta a segurança para o produtor na pequena aplicação do produto, agride menos o meio ambiente e traz bons resultados para a produção de banana”.  É importante destacar que esse controle deve ser feito em bananais em implantação, não adianta pegar plantas já com sintomas, é preciso começar o manejo indicado no momento de instalação do bananal.

Ainda no manejo de doenças, a recomendação do pesquisador, especialmente para plantios das variedades de banana maçã – susceptível à sigatoka e ao mal do panamá –, o princípio do manejo é que o produtor utilize a muda micropropagada, ou seja, feita em laboratório, porque ela vem isenta da doença. Ela deve ser plantada em uma área onde não se cultivou banana, porque se cultivou banana e teve o mal do panamá, mesmo que coloque muda sadia, a doença vai atacar. Segundo José Nilton, o produtor tem fácil acesso às mudas micropropagadas em biofábricas.

Já no controle de pragas, especificamente a Broca gigante, praga importante na região, um método de controle inédito foi desenvolvido pela Embrapa Rondônia, com a aplicação de inseticidas biológicos e naturais (a base de Nim, inseticida natural que contribui no controle de insetos-praga e doenças em plantas) e químicos. “Fizemos testes e com excelentes resultados, tanto dos inseticidas, como do método de aplicação que foi desenvolvido por nós”, conta José Nilton.

Embrapa repassa tecnologias aos produtores em Dia de Campo de Banana

Todas estas novidades, tecnologias e novos manejos, foram repassados aos cerca de 150 produtores, técnicos e estudantes durante o Dia de Campo de Banana, realizado em 6 de maio, na área do Projeto Piloto do Reassentamento Rural Vida Nova da Usina Hidrelétrica (UHE) Jirau, localizado a 5 km de Nova Mutum Paraná – distrito de Porto Velho. Os participantes saíram do evento com novo ânimo para o plantio da fruta.  “O dia de campo é uma das melhores alternativas pra gente ter conhecimento, a gente conversa direto com quem faz a tecnologia. E a gente vai levar o que aprendeu para as mais de 140 famílias que moram lá nas agrovilas do assentamento que a gente mora”, comenta o produtor Juarez Silva, do assentamento Joana D’Arc.

Dos produtores que comparecem ao evento, alguns estavam satisfeitos com o plantio e queriam melhorar, mas a maioria tiveram os bananais muito prejudicados por pragas e doenças e desistiram do plantio, ou tinham interesse em conhecer melhor o cultivo para iniciar na atividade. Com as informações repassadas e a adoção das tecnologias e novos métodos recomendados, todos viram nova oportunidade de melhorar, iniciar ou recomeçar o plantio de banana para atender a grande demanda do mercado e melhorar a renda familiar. “Eu trabalho com hortaliças, mas quero plantar banana, porque a comercialização melhor e menor mão de obra que as hortaliças. A expectativa é melhorar a renda da família. O dia de campo foi muito esclarecedor e o experimento da Embrapa está muito bonito, estimula a gente a querer plantar”, afirma o produtor Admilson Menezes.

Mas, para melhorar ainda mais a renda dos produtores e promover mais giro de dinheiro advindo da banana na economia local, é preciso que os produtores estejam atentos às demandas dos consumidores. Para se ter ideia, em Rondônia são cultivados cerca de 7,6 mil hectares (ha) de banana, com uma produção de quase 79 mil toneladas da fruta e produtividade média de 10,2 kg/ha. São dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola – IBGE, na safra 2014/2015, que também aponta que os principais municípios produtores desta fruta no estado são Porto Velho, Buritis, Cacoal e Jaru que, juntos, responderam por 53,3% da quantidade produzida e por 51% da área colhida na precitada safra. As principais variedades plantadas em Rondônia são: banana-da-terra (banana de fritar), maçã, prata e nanica. Mesmo com a grande produção, ainda são compradas bananas do Acre, São Paulo, Bahia, Mato Grosso, Santa Catarina e Goiás, somando 4,8 mil toneladas adquiridas em 2015.

Apesar da grande produção de banana, Rondônia ainda compra a fruta de outros estados para abastecer, principalmente, os grandes supermercados e atacadistas. “Eu tenho 2 mil pés de banana plantados e nosso problema é o comércio, porque hoje a gente não consegue vender a produção para o mercado, só nas feiras livres. O mercado exige uma estrutura e qualidade que a gente ainda não consegue atender, mas que a gente tem que se juntar para conseguir isso. A venda da banana hoje significa muito na renda lá de casa, uns 2 mil reais por mês, essa média para mim e meus vizinhos, se conseguíssemos atender o mercado seria muito mais”, diz o produtor Juarez Silva.

Um dos grandes desafios para a comercialização da fruta, segundo o analista em socioeconômica da Embrapa Rondônia, Calixto Rosa Neto, é exatamente o que disse o senhor Juarez: que a produção de banana do estado atenda também estes mercados. Segundo o analista, os donos de grandes supermercados e atacadistas justificam a não aquisição local de banana devido à questão de qualidade e regularidade de fornecimento. Segundo eles, os produtores locais não atendem esses critérios, sendo necessário comprar de outros estados produtos que agradem seus consumidores. “É uma oportunidade que os produtores de Rondônia estão perdendo. É preciso investir em mais qualidade, tanto na produção, como no processo de armazenagem e distribuição deste produto”, afirma Calixto.

O Dia de Campo de Banana, realizado pela Embrapa Rondônia e Energia Sustentável do Brasil (ESBR – concessionária da UHE Jirau) e com a parceria da Associação local, Emater-RO, Semagric e Seagri, faz parte do Projeto Piloto de Áreas de Terra Firme da UHE Jirau e de seu Entorno. A importância deste projeto vai além do atendimento da comunidade local, pois a região de Porto Velho tem potencial para a produção de frutas como a banana e outras que tem mercado aberto em Rondônia e Acre, podendo beneficiar produtores, comerciantes e o consumidor, que terá acesso a um produto com qualidade e produzido localmente.

De acordo com Veríssimo Neto, gerente de meio ambiente e socioeconomia da ESBR, a parceria com a Embrapa foi feita há cinco anos e há dois já estão sendo repassando os resultados para a sociedade. “Já estamos colhendo os resultados do investimento feito em desenvolvimento de tecnologias e repassando isso aos reassentados e remanescentes da área do reservatório. O acesso a essas tecnologias e a novos métodos para o cultivo da banana vai fazer com que produzam mais, melhor e tenham um aumento na renda familiar e na qualidade de vida. Além disso, não atende só o público-alvo do projeto, pois são tecnologias que servem para todo o estado de Rondônia e toda a Amazônia”, conclui o gerente.

Durante o Dia de Campo de Banana, os participantes tiveram contato direto com os pesquisadores que estão desenvolvendo atividades com a cultura e tiveram acesso às novidades para a produção de banana, incluindo todo o sistema de produção, com destaque para as cultivares, práticas de manejo da cultura e o controle de pragas e doenças. As pesquisas que vêm sendo realizadas pela Embrapa Rondônia nesta área buscam desenvolver produtos com boa aceitação e potencial de desenvolvimento na região, oferecendo aos produtores cultivares e informações estratégicas para que possam melhorar a produção e, consequentemente, a renda.

 Fonte: Embrapa RO

Rondônia Rural Show contribui com a geração de emprego e renda para o estado

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Em 5ª Edição, a Rondônia Rural Show já se consolidou como uma das maiores feiras do agronegócio brasileiro, a maior da região Norte e a nona do País. Durante o pré-lançamento realizado em Porto Velho, agricultores, pecuaristas , empresários, políticos e pessoas ligadas à área rural falaram sobre a importância da feira para o estado.

O prefeito de Ji-Paraná, Jesualdo Pires, destacou a geração de emprego e renda que a feira traz para o estado. “O movimento é forte, principalmente nos hotéis e restaurantes da cidade. Conseguir uma vaga hoje é praticamente impossível, já que o movimento triplicou nos últimos dias. A Rondônia Rural Show é a época em que os empresários da cidade mais faturam. Quem vem para visitar a feira vai consumir no município, para o comércio é um Natal antecipado”, comemorou Jesualdo.Para o vice-governador, Daniel Pereira, a feira se consolida também internacionalmente com a participação de mais 10 países. “A confirmação desses países fortalece o evento e torna Rondônia como a capital brasileira do agronegócio, já que os olhos da maioria do setor produtivo estarão voltados para o nosso estado. Aqui deverão ser firmados diversos acordos entre os países participantes. Além disso, a feira serve para mostrar a potencialidade de Rondônia para o mundo”, disse o vice-governador.

Para o superintendente do Banco da Amazônia em Rondônia, Edmar Bernaldino, a 5ª Rondônia Rural Show é a oportunidade que os agricultores têm de conhecer e adquirirem as novas tecnologias disponíveis no mercado. “O evento é a oportunidade que o homem do campo tem de conhecer de perto as novas tecnologias. O Banco da Amazônia dará atenção especial à agricultura familiar. Vamos estar com linhas especiais de crédito nas áreas da agricultura, como para a produção de grãos, pecuária, na produção de carne, leite entre outros”, destacou Bernaldino.

A 5ª Rondônia Rural Show acontece de 25 a 28 de maio em Ji-Paraná, a entrada é gratuita.

Confira todas as notícias sobre a Rondônia Rural Show

Fonte: SECOM

Prazo do CAR é prorrogado para imóveis rurais de até 4 MF‏

Pequenos poderão fazer CAR até maio de 2017

CAR

Medida Provisória editada pela presidência prorroga inscrição no CAR, com direito aos benefícios, por mais um ano para imóveis com até quatro módulos fiscais

Uma medida provisória assinada pela presidente da República, Dilma Rousseff, prorrogou para o dia 05 de maio de 2017 o prazo para que os imóveis com até quatro módulos fiscais façam o Cadastro Ambiental Rural (CAR), com direito aos benefícios trazidos pelo Código Florestal, Lei N° 12.651/2012. A MP N° 724 foi publicada do Diário Oficial de hoje, 05/05.

A prorrogação dos benefícios associados ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) vale apenas para as propriedades ou posses rurais com menos de quatro módulos fiscais, unidade de medida que varia de acordo com o município do país, indo de 5 a 110 hectares.

Segundo o diretor geral do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), órgão vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e responsável pela gestão do CAR, Raimundo Deusdará, a medida foi uma maneira de ampliar a inclusão dos agricultores familiares, tendo em vista que estes, conforme o Código Florestal, tem direito a apoio do Poder Público. “Uma característica do novo Código é tratar os diferentes de maneira diferente. Com a prorrogação do prazo, teremos mais um ano para prestar apoio aos pequenos, conforme previsto na Lei”, afirmou.

Deusdará explica que o Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural (SiCAR) continuará disponível para todos os proprietários ou possuidores, contudo, os cadastros de imóveis com mais de quatro módulos fiscais que forem feitos após o dia 05/05/2016 não terão acesso aos benefícios vinculados ao Programa de Regularização Ambiental (PRA).

Sobre os números do CAR, o diretor conta que a expectativa é que mais de três milhões de imóveis rurais façam o cadastro e que a área cadastrada alcance 330 milhões de hectares até o final do dia de hoje (05/05). Área que corresponde a quase dez vezes o tamanho da Alemanha.

“É importante ressaltar que, mesmo encerrado o prazo para ter direito aos benefícios associados ao PRA, os proprietários de imóveis com mais de 4 módulos fiscais devem fazer o cadastro. A inscrição no CAR será exigida pelas instituições financeiras para concessão de crédito agrícola e também dá ao produtor acesso aos mercados que já vem exigindo o cadastro com comprovação da regularidade ambiental”, explica.

Deusdará informa também que a partir das 0h do dia 06/05 o SiCAR passará por manutenção e o cadastramento estará temporariamente indisponível.

Confira aqui a tabela​ com o módulo fiscal por município.

Assessoria

Governo anuncia R$ 202,88 bilhões para Plano Safra 2016/2017

Apesar do recorde no valor destinado ao financiamento empresarial, houve o já esperado reajuste das taxas de juros de financiamento (Foto: Ernesto de Souza/Ed. Globo)
Apesar do recorde no valor destinado ao financiamento empresarial, houve o já esperado reajuste das taxas de juros de financiamento (Foto: Ernesto de Souza/Ed. Globo)
Apesar do recorde no valor destinado ao financiamento empresarial, houve o já esperado reajuste das taxas de juros de financiamento (Foto: Ernesto de Souza/Ed. Globo)

Volume destinado para financiamentos é 8% maior que o da safra anterior; juros foram reajustados para o período

Com um montante recorde para financiamentos da safra 2016/2017, o governo federal anuncia R$ 202,88 bilhões noPlano Agrícola e Pecuário do período. Esse valor é 8% maior que o destinado à safra atual (2015/2016), quando somou R$ 187,7 bilhões. O plano foi anunciado nesta quarta-feira (4/5), no Palácio do Planalto, pela presidente Dilma Rousseff e pela ministra Kátia Abreu, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Esse é o maior valor destinado ao custeio de práticas agrícolas empresariais no Brasil. Mas, apesar do recorde, houve o já esperado reajuste das taxas de juros de financiamento, que passaram de 7,5% a 9,5% para 8,5% a 12,75% ao ano, que variam de acordo com a renda do agricultor.

“O plano safra, com R$ 202,88 bilhões, é um valor recorde. Quando assumi o Ministério da Agricultura, disse que o Mapa [ministério] teria os olhos voltados para os produtores rurais. Se eles tiverem sucesso na sua atividade, ganha a sociedade brasileira e o nosso Brasil. Sei que as turbulências pelas quais passamos hoje tornam ainda maior o desafio de quebrar recordes”, disse a ministra.

Entre os destaques do anúncio está o crescimento de 20% dos recursos para custeio e comercialização a juros controlados. A modalidade contará com R$ 115,8 bilhões. Houve também incremento nos recursos para agricultores de médio porte. Para o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) houve crescimento de 15,4% e alcançaram R$ 15,7 bilhões, com juros anuais de 8,5%.

Novidades

Segundo o Ministério da Agricultura, o plano traz mudanças em áreas específicas. Na pecuária de corte, a aquisição de animais para recria e engorda deixa de ser considerada investimento e passa para a modalidade de custeio. A mudança proporciona mais recursos e agilidade na contratação do crédito ao pecuarista.

Para a irrigação, o Programa de Modernização à Irrigação (Moderinfra) incentiva a compra de painéis solares e caldeiras para geração de energia autônoma em cultivos irrigados.

Já para o setor cafeeiro, o Plano Safra aumentou o limite para financiamento de estruturas de secagem e beneficiamento no Moderfrota. No Programa ABC (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono), o governo federal quer estimular o plantio de açaí, dendê e cacau na Amazônia.

Outra novidade é que o Ministério da Agricultura negociou com os bancos a emissão de Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) para os produtores a juros controlados. Nos planos anteriores, não havia essa opção. Os juros eram livres e, consequentemente, menos atrativos ao setor produtivo. Além disso, os certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), emitidos por empresas que desejam atrair investidores, poderão ser corrigidos em moeda estrangeira desde que lastreados na mesma condição.

O Plano Safra 2016/2017 entra em vigor no dia primeiro de julho deste ano e se estende até 30 de junho de 2017.

Fonte: Revista Globo Rural

Produção de soja em Rondônia aumenta e desperta o interesse de empresários internacionais

Desembarque da soja no porto, em Porto Velho
Desembarque da soja no porto, em Porto Velho
Desembarque da soja no porto, em Porto Velho

Mais de 240 mil hectares de área plantada produziram cerca de 770 mil toneladas de soja em Rondônia na safra de 2014/2015. O aumento de 6% do período anterior, atrelado ao avanço na produção também em outros Estados, projeta o país ao segundo lugar do ranking na produção mundial, atrás apenas dos Estados Unidos da América.

De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), a produção nacional brasileira supera os 95 milhões de toneladas do grão e isso tem despertado o interesse de empresários internacionais que buscam formas de adquirir o produto diretamente dos produtores como é o caso de Mohsen Said, diretor executivo de operações internacionais da Assuan Investiment e Jamal Abdulla, presidente da EZ Discount Deal LLC.

Em busca de novos negócios para atender a demanda de países situados no Oriente Médio, os empresários visitaram e conheceram o Porto Público de Porto Velho e descreveram a reunião de negócios como promissora. “Já atuamos em São Paulo e Tocantins, exportando pelos portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR), contudo, precisamos ganhar tempo com a logística e escoar outros produtos além da soja, mas também o arroz, milho, carne e frango, para atender a demanda dos países daquela região”, esclareceu Mohsen.

Empresários do Oriente Médio visitam Porto Público em Porto Velho
Empresários do Oriente Médio visitam Porto Público em Porto Velho

O diretor de Operação e Fiscalização, Ednaldo Gonçalves, recepcionou os empresários e explicou o funcionamento do Porto Público e as áreas disponíveis para arrendamento além de convidá-los para participar da 5ª Rondônia Rural Show no próximo mês. “Todo Estado que investe no agronegócio caminha à margem da crise. Se somarmos isso com infraestrutura e logística disponível para escoar a produção, temos condições de competir de forma incisiva. Nesta feira, os senhores terão a oportunidade de conhecer produtores de todo o Estado”, pontuou.

Fonte: Secom

Emater vai apresentar rendimento do capim-mombaça por meio de irrigação na 5ª Rondônia Rural Show

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Técnicos da Emater/RO preparam o sistema de irrigação por aspersão setorizada em cultivo do capim-mombaça a ser apresentado aos visitantes da 5ª Rondônia Rural Show, que ocorre em Ji-Paraná de 25 a 28 de maio, no Parque de Exposições Hermínio Victorelli. O sistema assegura maior ganho de engorda do gado e aumento na produção de leite se comparado ao capim-braquiária, por exemplo.

“O piquete está pronto. Estamos finalizando as instalações do sistema de irrigação, permitindo que a aspersão atinja pontos específicos da área plantada, garantindo uma pastagem mais uniforme”, detalha o engenheiro agrônomo Antônio Ferreira de Sousa Dias, técnico do escritório regional da Emater/RO em Ji-Paraná e um dos responsáveis pela implantação da irrigação na “Vitrine Tecnológica” na Rondônia Rural Show.

O mombaça, segundo o agrônomo, tem a capacidade de suportar dez cabeças de vaca por hectare quando o manejo é bem feito, enquanto o braquiária nas mesmas condições de manejo em área irrigada tolera apenas quatro cabeças do bovino. “É um ganho extraordinário quando fazemos essa comparação”, acentua Antônio Dias, revelando que o mombaça é mais rico em proteínas.

Outra vantagem apontada em favor do mombaça é a produção do leite quando o animal tem esse capim como principal fonte alimentar. “De oito litros a vaca passa a produzir dez litros por dia”, explica o agrônomo, o acréscimo de ganho para o produtor rural. Durante a Rondônia Rural Show os visitantes poderão conhecer a cultura e obter mais detalhes sobre o capim-mombaça com os técnicos da Emater.

O capim-mombaça é conhecido mundialmente pela alta produtividade, qualidade e adaptação a diferentes condições de clima e solo. Porém, é exigente em fertilidade do solo implicando, em determinadas regiões de Rondônia, investimentos em fertilizantes. As sementes já são comercializadas nos comércios do gênero.

5ª RONDÔNIA RURAL SHOW

Na quinta edição consecutiva, a Rondônia Rural Show é a maior feira do agronegócio no Norte brasileiro. A feira nasceu em 2012 com a proposta de fortalecer a agricultura familiar, responsável por 85% das propriedades rurais de Rondônia. O evento se consolidou e a cada ano cresce em números de propostas de negócios, expositores e visitantes.

Nesta sexta-feira (29), no auditório da Câmara Municipal de São Miguel do Guaporé, o Governo de Rondônia realiza mais uma etapa do pré-lançamento da 5ª Rondônia Rural Show a produtores rurais, agentes públicos, políticos e empresários do agronegócio.

A jornada de pré-lançamento já ocorreu com sucesso em outras cidades rondonienses. Do evento realizado recentemente em Brasília, autoridades de outros estados brasileiros e delegações estrangeiras foram convidadas e já confirmaram participação na feira de tecnologias e oportunidades de negócios rondoniense.

Fonte: SEMCOM

Sem CAR, produtor perderá direito ao crédito rural

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Prazo para cadastramento se encerra no próximo dia 5 de maio; Serviço Florestal alerta que nos últimos dias sistema fica sobrecarregado

Os produtores brasileiros que ainda não fizeram o Cadastro Ambiental Rural (CAR) correm o risco de ter impedido o acesso ao crédito já na próxima safra, que começa a ser plantada em setembro. O alerta é do Serviço Florestal Brasileiro, órgão vinculado ao Ministério do Meio Ambiente responsável pelo CAR, e até de alguns representantes do setor que defendem uma nova prorrogação da data final para o cadastramento.

Apesar do pedido da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural em estender a data limite para até dezembro do ano que vem, o Serviço Florestal não trabalha com a hipótese de novo adiamento. Isso porque na lei aprovada pelo Congresso havia um dispositivo que permitia somente uma prorrogação da data final para o cadastramento, que vence no próximo dia 5 de maio.

O próprio deputado Luis Carlos Heinze (PP/RS), o autor da proposta que pede nova prorrogação do CAR, recomenda que os produtores busquem se cadastrar o quanto antes para evitar ter problemas na contratação definanciamentos.

Quem não fizer o cadastro até a data final, ainda poderá – e deverá –  se regularizar. “O sistema continuará ativo. A diferença é que quem perder o prazo, não terá direito aos benefícios previstos na lei, entre eles o acesso a qualquer tipo de crédito, seja ele privado ou público”, afirma Raimundo Deusdará Filho, diretor geral do Serviço Florestal.

Além de não poder pegar dinheiro em banco para financiamentos, o produtor inadimplente com o CAR perde o direito de fazer adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA), que permite converter eventuais multaspor serviços ambientais. O agricultor que tem passivo ambiental também terá a obrigação de regenerar a área desmatada na mesma propriedade. Diferente de quem fez o cadastro dentro do prazo e poderá recompor em qualquer propriedade do país, desde que ela esteja no  mesmo Bioma da que foi desmatada.

De acordo com o último boletim do Serviço Florestal, até 31 de março, 279,6 milhões de hectares haviam aderido aoCAR, o que representa 70,3% da área total. O órgão alerta ainda que, apesar de o sistema ter ficado mais robusto, há uma sobrecarga nos últimos dias de cadastramento. Portanto, o produtor precisa fazer o CAR o quanto antes e não deixar para o último dia.

Primeiro passo

O Cadastro Ambiental Rural é só o primeiro passo e por isso a etapa mais importante no processo de implantação do Código Florestal, conforme os ambientalistas. “O CAR talvez é a primeira ferramenta que daqui uns anos poderá nos apontar a qualidade das nossas florestas, além de informar condição das bacias hidrográficas que estão sendo prejudicadas pela descarga de agroquímicos e minérios, por exemplo. Ano a ano são criados subterfúgios para empurrar pra frente, protelar as obrigações dos produtores. Essa cultura de se opor às obrigações precisa mudar,” afirma Valmir Ortega, consultor do Observatório do Código Florestal.

A Sociedade Rural Brasileira (SRB) também se posiciona contra uma nova prorrogação do prazo final do CAR. “Empurrar o problema com a barriga não é o caminho. É falta de consideração com os que já fizeram esse trabalho. Os problemas de fato com o cadastramento são pontuais, como no Rio Grande do Sul, por exemplo, onde tem problema dos Pampas. A protelação vai resolver esses problemas? Vamos perder muito crédito em relação aos compromissos que o Brasil assumiu internacionalmente. Se a gente começa a não responder ou atender aquilo que nos propusermos a fazer ninguém vai nos respeitar. Ou encaramos os problemas e começa a trabalhar pra achar soluções”, afirma o presidente da entidade, Gustavo Junqueira.

Revista Globo Rural