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28 junho 2026
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‘Apanhava de cinto’: delegada relata estupro e agressões que sofreu do ex-marido

“Por muitas vezes eu apanhava de cinto. Por várias vezes ele também me fazia contar as cintadas. Uma vez ele me bateu na frente do meu filho, me deu um tapa no rosto. Na época dos fatos, eu era delegada da Delegacia de Atendimento à Mulher. Isso me fez pensar muito. Antes, eu tinha vergonha, porque como isso foi acontecer comigo?”.

Os episódios que Juliana Domingues relata aconteceram entre 2021 e 2022, quando ela chefiava a Delegacia de Atendimento à Mulher de Volta Redonda, no interior do estado do Rio. O autor das agressões era o marido dela na época – o tenente-coronel da Polícia Militar Carlos Eduardo da Costa. Ele atualmente é coordenador de segurança do Tribunal Regional Federal do Rio.

“Ele falava pra mim, por várias vezes que ele me agrediu: ‘Eu bato na delegada da DEAM. E o que você vai fazer?'”, relata.

As agressões físicas e psicológicas, segundo ela, começaram já na lua de mel. Logo veio o ciúme excessivo:”Principalmente quando eu tirava plantão, eu tinha que ficar com a localização em tempo real ligada. Porque ele dizia que eu não estava trabalhando, que eu estava na rua aprontando, e eu trabalhando. Eu tinha que falar pra ele todos os meus passos”.

Estupro

 

Juliana conta que chegou ao limite um dia quando Eduardo disse que o casal iria ao teatro com duas amigas dele. Ela não se animou com a ideia.”Ele me levou para o nosso quarto, e ali ele me estuprou. Ele fez sexo comigo contra a minha vontade. E eu chorei muito. E eu pedi para ele parar. E óbvio que ele não parou. E ele, quando terminou, virou para mim e falou: “E agora você vai tomar seu banho? Porque o teatro é às 4 horas da tarde.”

Denúncia

 

Três dias depois, Juliana decidiu entrar em uma delegacia, mas agora, na condição de vítima, e fez uma denúncia. Ela passou por dois exames de corpo de delito. O relatório apontou um hematoma na região malar, ou seja, na maçã esquerda do rosto, um segundo hematoma no glúteo e uma escoriação compatível com unhadas.

A polícia interrogou cinco testemunhas, entre elas duas funcionárias do casal. Elas confirmaram que Juliana apresentava marcas de violência física com frequência. Eduardo também foi ouvido. Ele confirmou que tinha o hábito de usar cintos e outros instrumentos durante o sexo, mas que as práticas eram “da vontade deles” e que “tudo era consentido.” ” Enfrentei toda minha vergonha, na qualidade de delegada que trabalha com isso, de expor como eu estou expondo que fui vítima disso. Quando eu comecei a ver que o que estava acontecendo comigo estava atingindo os meus filhos, isso me tocou muito”, conta.

Em agosto do ano passado, Eduardo foi denunciado pelo Ministério Público do Rio por dois estupros contra Juliana, por lesão corporal e violência psicológica. A Justiça aceitou a denúncia, e a primeira audiência está marcada para este mês.

“Eu acho importante dividir a minha história, justamente porque eu sei que, infelizmente, muitas mulheres estão passando pelo que eu passei, com medo e vergonha. Eu quero dizer pra elas que elas não se sintam assim. Que existe ajuda, rede de apoio, e que elas têm que ter força de vontade para sair dessa situação”.

Programa Fantástico

Homem é morto a tiros durante pescaria em RO

Mídia Rondônia -Um homem, de 54 anos, foi morto a tiros neste sábado (31) na beira  do rio Ambição, localizado na linha 02, quilômetro 22, distrito de Rio Pardo, em Porto Velho.

O homem estaria em uma pescaria com um genro e outra pessoa, quando um suposto proprietário da área que abrange o rio chegou expulsando todos do local.

A vítima teria questionado se o homem teria comprado o rio também, pois há 15 anos sempre pescava no local. Foi neste momento em que o acusado sacou um revólver e atirou pelo menos duas vezes contra a vítima. Ele ainda tentou matar as outras duas pessoas que estavam com João, mas elas conseguiram fugir correndo.

A Polícia Militar foi acionada para o local, porém, não conseguiu localizar o autor do homicídio, segundo informa o Rondoniaovivo.

Jovens são atacadas na saída da Exponorte em Vilhena

 

Mídia Rondônia – Duas jovens passaram por momentos de pânico na noite deste sábado, 31, após serem atacadas ao sair da Exponorte, evento que acontece no Parque de Exposições de Vilhena. As jovens estavam a caminho de casa quando foram perseguidas por um homem que, em determinado momento, exigiu que uma delas entregasse o celular.

Assustadas, as vítimas decidiram correr para escapar do agressor. Foi nesse instante que um policial à paisana, que estava voltando do trabalho, percebeu a situação e rapidamente interveio. O policial conseguiu imobilizar o criminoso, evitando que o ataque se tornasse ainda mais grave.

Após imobilizar o homem, o policial deu voz de prisão e imediatamente acionou a Polícia Militar para solicitar reforço. A equipe policial chegou rapidamente ao local e deu continuidade ao procedimento de detenção. O criminoso, junto com as jovens, foi encaminhado à Unidade Integrada de Segurança Pública (Unisp) de Vilhena para a formalização da ocorrência e realização dos procedimentos legais.

 

Embriagado, homem tenta fugir de blitz, cai e acaba preso em RO

Um homem de aproximadamente 45 anos foi preso no início da madrugada deste sábado (31), após tentar fugir de uma blitz da PM na zona leste de Porto Velho.

Segundo a PM, o suspeito assim que avistou a blitz da Lei Seca, acelerou e transitou em alta velocidade por várias ruas, inclusive cruzando preferenciais, até sofrer queda no cruzamento da Avenida Rio de Janeiro com Rua Abnatal Bentes de Lima, bairro Lagoa.

O suspeito que apresentava sinais visíveis de embriaguez e se recusou a fazer o teste do bafômetro, sofreu várias escoriações pelo corpo e recebeu voz de prisão pelos crimes de direção perigosa e embriaguez na direção.

pvhnoticias.com.br

Forças de segurança deflagram operação contra incêndios em Rondônia

Com a articulação do Ministério Público de Rondônia (MPRO), por meio do Grupo de Atuação Especial do Meio Ambiente, (GAEMA), foi deflagrada na manhã deste domingo (1°/9), a Operação Temporã, no Parque Estadual Guajará-Mirim.

A Operação tem por finalidade combater o incêndio florestal que há mais de um mês consome a área do Parque e suas imediações, além de buscar elementos para atribuir reponsabilidade criminal aos responsáveis pelo gravíssimo crime ambiental, que assola não só a região de Guajará-Mirim e Nova Mamoré, mas também Porto Velho e outras cidades rondonienses impactadas pela fumaça tóxica.

A Operação foi deliberada pela Força Tarefa de Combate aos Incêndios florestais, criada para atender uma solicitação do MPRO, após reuniões com instituições diretamente ligadas à seara e forças de segurança do estado.

A missão é composta por agentes do Ibama; Polícia Federal; Polícia Militar; Polícia Militar Ambiental; Comando de Fronteira do Exército; Secretaria de Desenvolvimento Ambiental, Polícia Civil; Corpo de bombeiros Militar e Politec, contando com grande aparato logístico e mais de 200 agentes.

O nome “Temporã” refere-se, segundo os dicionários, àquilo que vem antes do tempo considerado normal, precoce, prematuro, ou seja, antes da chamada estação das chuvas

Liberdade de expressão em tempos de redes sociais e polarização que contaminou a Suprema Corte

Daniel Oliveira da Paixão

Este artigo tem como objetivo explorar e avaliar se estamos vivendo em um ambiente de plena liberdade de expressão—sem pretender esgotar o significado desse conceito—considerando as nuances que o termo “verdadeiro” pode trazer. Afinal, a verdade nem sempre é absoluta e, em um contexto coletivo, pode ser relativizada por diferentes grupos com base em suas perspectivas e crenças. Contudo, argumentaremos sob a ótica do marco civilizatório, recorrendo a análises que consideram tanto o passado quanto os acontecimentos atuais, como as debilidades na atual formação dos juízes da Suprema Corte. Esta, que deveria funcionar como uma corte judiciária, tem se inclinado cada vez mais para o campo político e ideológico, comprometendo sua imparcialidade.

A liberdade de expressão, ou liberdade de fala, tem raízes antigas e já era exercida, em certas situações, há milhares de anos, particularmente entre membros da nobreza e aqueles envolvidos na governança: reis, nobres, príncipes. Nessas interações, havia um certo limite sobre os quais seus membros podiam se expressar sem sofrer a mão pesada do Estado. No entanto, para a plebe, essa liberdade era severamente limitada, tanto que o conceito raramente entrava no cotidiano das pessoas comuns. A sociedade era estruturada de forma hierárquica e estratificada, com a ideia predominante de castas e predestinação, o que impedia muitos de sequer considerarem questionar seu destino ou discutir abertamente suas opiniões.
A exploração “intraomnis”, que em sua dimensão hierárquica se estende ao “intraordinalis” ou “explo-spiralis”, é profundamente sentida em nossos dias, refletindo-se até nas mais elevadas esferas de poder, como no caso do Brasil, onde o Supremo Tribunal Federal, nossa mais alta corte de justiça, desempenha um papel central. No conceito “intraomnis”—um termo novo que criei para descrever essas interações—essas dinâmicas de poder podem se manifestar de formas tão intensas que exigem intervenção social ou estatal urgente para que sejam mitigadas ou reduzidas a um nível minimamente tolerável.

Ao introduzir o termo “explo-spiralis”, outro neologismo inspirado na rica genealogia linguística derivada do latim, refiro-me a uma exploração que atinge níveis ainda mais críticos. Essa forma de exploração é de tal complexidade que torna difícil o controle social e, em casos extremos, desafia até mesmo a intervenção estatal, levando, por vezes, a situações absurdas como as que estamos presenciando em nosso país.

As relações de poder, em sua intricada teia, são tão complexas que, nas sociedades modernas, surgiu o conceito de contenção de um poder pelo outro—a necessidade de manter o equilíbrio para evitar a dominação absoluta de qualquer esfera sobre as demais.

O ideal dessas contenções de poder, onde um contrabalança o outro para evitar abusos na função de regular, avaliar e julgar as complexas relações “intraomnis”, é que ocorram em um ambiente minimamente harmônico, com o menor prejuízo possível para as partes envolvidas. É importante lembrar que, na exploração do ser humano por outro, seja no plano individual ou coletivo, sempre há um rastro de sofrimento, perdas e danos que, de alguma forma, demandam reparação ou, no mínimo, mitigação.

Essas relações “intraomnis” não se limitam apenas às situações factuais e objetivas, como o consumo ou as relações de subordinação consensual (sejam trabalhistas, políticas, religiosas etc.), mas também se estendem às interações que envolvem o direito de expressão—o direito de verbalizar ideias e opiniões, que chamamos amplamente de “liberdade de expressão”. Todos nós valorizamos a oportunidade de expressar nossas opiniões, ser ouvidos e influenciar de alguma forma. No entanto, dentro dessas relações “intraomnis”, não é raro que sejamos também influenciados, entrando assim em ciclos de dominação e até de contradições internas, que nos levam a questionar se estamos sendo razoáveis em nossas interações ou se nos tornamos parte de uma corrente contínua de hipocrisia.

A própria Constituição brasileira, em seu artigo 5º, estabelece os fundamentos da liberdade de expressão, tanto no plano individual quanto coletivo, abrangendo os meios de comunicação e a imprensa. Esse direito é essencial para garantir que as relações “intraomnis” possam ser discutidas, avaliadas e, quando necessário, contestadas, promovendo assim um equilíbrio entre as partes e prevenindo abusos que possam surgir dessas interações.

Neste artigo, para evitarmos uma abordagem excessivamente metódica e histórica, buscaremos simplificar a discussão sobre o que constitui a liberdade de expressão, propondo uma espécie de pacto que nos permita, em um contexto moderno, compreender melhor esse conceito, sem a pretensão de esgotar o tema. Antes de avançarmos, é essencial recorrer à nossa Constituição para entender como ela define essas liberdades, tanto no plano individual quanto no coletivo. A seguir, apresento um resumo do que a Constituição Federal de 1988 estabelece a esse respeito, para depois retomarmos nossa análise e proposta de reflexão.

Das Liberdades Individuais e Coletivas na Carta Magna
Artigo 5º, Inciso IV: “É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato.”
Artigo 5º, Inciso IX: “É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença.”
Artigo 220, Caput: “A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo, não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.”
Artigo 220, §1º: “Nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social.”
Artigo 220, §2º: “É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística.”
Artigo 5º, Inciso X: “São invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação.”
Artigo 5º, Inciso V: “É assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem.”

Como vimos acima, a Constituição Federal de 1988 do Brasil estabelece uma robusta proteção para a liberdade de expressão e de imprensa, refletindo um compromisso com a democracia e os direitos humanos. Ao mesmo tempo, também delimita claramente as responsabilidades associadas ao exercício desses direitos, visando equilibrar a liberdade de todos com a proteção de direitos individuais, como a privacidade e a honra.

Por mais que todo esse texto de nossa Constituição pareça uma boa definição e estabeleça um norte nessas relações “intraomnis” e “intraordinalis”, para muitos, dada a sua natureza subjetiva em alguns aspectos, há muita dificuldade em entendê-lo, pois, individualmente ou coletivamente, querem ou queremos impor-lhe amarras que acabam por perverter o termo, sem saber distinguir o que são os controles necessários para garantir-lhe a existência do que é censura, seja ela prévia ou temporal.

Retomando nossa análise em 2024, estamos diante de dois fenômenos interligados (ou não) que trouxeram à tona uma análise mais profunda sobre a liberdade de expressão, merecendo destaque em jornais, revistas e mídias eletrônicas, tanto na TV quanto em plataformas digitais como YouTube e Facebook. Além disso, o debate tem ganhado força nas redes sociais, onde uma delas, em especial, tem estado no centro das discussões sobre as “explo-spiralis”—termo que utilizo para descrever as complexas interações de poder, que, em última análise, envolvem tentativas de contenção por parte dos poderes da República. No entanto, essas tentativas frequentemente falham em cumprir seu papel essencial de regular essas relações dentro de um contexto civilizatório ideal.

Por um lado, vivemos o fenômeno das eleições municipais, que, em algumas situações, já antecipam o cenário das eleições nacionais dentro de dois anos. Por outro, enfrentamos uma situação atípica em que um único ministro da mais alta corte do país, Alexandre de Moraes, concentrou poderes de maneira estratégica, paralisando os demais e comprometendo valores fundamentais da liberdade de expressão. Ao se aproveitar de um país polarizado entre direita e esquerda—apesar de nenhum dos grupos ser maioria de forma isolada—e com a complacência de políticos de esquerda no parlamento, assim como de intelectuais da sociedade, ele argumenta que “liberdade de expressão não é liberdade para promover Fake News e perseguições a opositores.” Embora essa premissa pareça justa, ela ignora a complexidade e a superficialidade com que os termos são interpretados.
Assim como a verdade não é absoluta, o conceito de “Fake News” também não é. Alexandre de Moraes, apesar de ser frequentemente associado a uma ideologia de direita liberal, claramente favorece um espectro político, enquanto age de forma desleal em relação a certos grupos sociais. Um exemplo disso é a severidade das punições impostas aos manifestantes de direita que invadiram Brasília antes do dia 8 de janeiro, resultando em depredações de prédios públicos. Embora tais atos merecessem uma resposta do Estado e punição adequada para os responsáveis pelos danos ao patrimônio público, é importante lembrar que, desde a redemocratização em 1985, membros da esquerda e extrema esquerda também protagonizaram invasões e depredações, sem sofrerem penalidades tão rigorosas.
O problema central está no abuso de autoridade do ministro ao aplicar a dosimetria das penas, o que levanta a questão de se a interpretação de “Liberdade de Expressão” e “Fake News” está sendo corretamente conduzida pelo magistrado. O cidadão, é claro, deve ser responsável por seus atos e palavras, mas isso não significa que ele deva ser penalizado por interpretações equivocadas ou manipuladas por interesses ideológicos ou autoritarismo. Hoje, mais do que nunca, o mundo ocidental, especialmente nas democracias, está polarizado entre extrema direita e extrema esquerda. As redes sociais têm exacerbado essa polarização, impondo um ambiente onde os indivíduos são compelidos a escolher entre ser “quente ou frio”, conforme o ensinamento cristão, em vez de encontrar o caminho da moderação.

Trazendo isso para o contexto atual da ideologia, estamos nos aproximando perigosamente da ideia de que ou governa um extremo ou governa o outro. Em um mundo assim, a contenção dos excessos deve ser uma prática fundamental da Suprema Corte, que precisa evitar que indivíduos desses extremos violem os direitos uns dos outros, inclusive com a possibilidade de impunidade para um grupo, dependendo de quem está no poder.

A pergunta que surge é: com tanto poder concentrado nas mãos de um único homem, Alexandre de Moraes, estamos realmente vendo a aplicação da lei de forma justa e equitativa, independentemente de quem seja afetado? Infelizmente, isso não parece estar acontecendo. O que vemos é a imposição de censura prévia e o silenciamento daqueles que, por infelicidade, expressam pontos de vista contrários ao que outro grupo acredita e defende nas redes.
É claro que Alexandre de Moraes não é o único responsável por essas ações, mas sua influência sobre outros magistrados em todo o país é evidente. Seja por medo de terem suas sentenças reformadas, seja por encorajamento a julgar de maneira desequilibrada, muitos juízes parecem ter abandonado o ideal de justiça imparcial, simbolizado pela balança da Justiça.
Vivemos em uma sociedade plural, com diversas correntes sociológicas, ideológicas e religiosas, além de outras diferenças importantes, como as econômicas, raciais ou relacionadas a preferências de gênero. Infelizmente, o STF tem se mostrado incapaz de discernir seu verdadeiro papel e de julgar com equilíbrio. Ora impõe o terror para alguns, ora é leniente com outros.

O exemplo do processo contra Nicolas Ferreira é ilustrativo. Ele está sendo condenado por falas agressivas contra a maior liderança de esquerda, mas tais falas não são mais pesadas ou agressivas do que aquelas proferidas por membros da esquerda contra a direita. Antes do advento das redes sociais, já era comum ouvir, em bares ou conversas familiares, pessoas chamando políticos de ladrões. Embora tais afirmações fossem generalizadas, ninguém era condenado por elas, pois pareciam localizadas e de pouco alcance.
Com a internet, essa dinâmica mudou radicalmente. A disseminação de um tema ocorre hoje quase à velocidade da luz, ampliando drasticamente o alcance e o impacto dessas falas, o que transforma completamente o cenário de responsabilização e punição. No entanto, não deveria ser assim. Se é amplamente aceito que os políticos são frequentemente vistos como corruptos—mesmo que nem todos o sejam—aqueles que entram para a política devem estar cientes de que serão alvo desse tipo de crítica. Ao se candidatar, é fundamental que estejam preparados para enfrentar essas falas como parte do ônus da vida pública.

É evidente que a humanidade é complexa e nem todos se comportam da mesma maneira. Alguns políticos, em determinadas situações, podem tentar manipular o sistema, induzindo o judiciário a acreditar que uma pessoa em particular é a única a criticá-los de forma tão severa, e por isso merece punição. Nesse contexto, é essencial que os juízes sejam diferenciados, competentes, e capazes de discernir. Eles devem ser capazes de tolerar críticas e evitar assumir as dores daquele político como se fossem suas. Afinal, é responsabilidade do juiz entender que o político, ao se candidatar, aceitou os riscos inerentes à vida pública. O juiz deve, portanto, saber distinguir o que é trivial do que realmente pode ser prejudicial à honra e à integridade física do político. Em outras palavras, o juiz deve interpretar os artigos 5º e seus incisos, assim como o artigo 220, sempre de forma mais favorável ao cidadão ou à imprensa do que ao político, ainda que punindo aquilo que extrapole o nível de tolerância aceitável conforme a lei.

Infelizmente, o termo “Liberdade de Expressão” tem sido mal interpretado pelo nosso STF, especialmente por Alexandre de Moraes. Ele tem sido excessivamente severo com alguns, escolhendo como alvo os mais conservadores, enquanto é extremamente leniente com os de esquerda. Moraes precisa entender que a liberdade de expressão deve existir para proteger os direitos de todos, seja de esquerda ou de direita. Isso não significa agradar a ambos, mas sim garantir que, dentro de um marco civilizatório, as correntes políticas possam se expressar, e que a justiça imponha limites com a mesma gradação e equilíbrio para todos.

O problema é que nossa corte é composta por pessoas que não estão preparadas para o cargo de magistrado, mas para o de político. Aqueles que deveriam impor freios, determinando até onde vai o direito de cada membro da sociedade, não podem ter um lado político ou ideológico fora da esfera privada. Como qualquer cidadão, um juiz tem suas próprias escolhas políticas, religiosas e pessoais. Contudo, no momento de julgar, ele deve ser mais brilhante do que a maioria das pessoas, sendo intolerante para proteger direitos, mas muito mais tolerante do que seriam os grupos sociais, que, salvo raridade, se pudessem, se imporiam sobre os demais sem quaisquer contemplações.

O juiz também deve ser capaz de perceber o novo fenômeno mundial que é a globalização. Suspender um serviço ou uma rede social da qual dependem milhões de usuários por causa de um descumprimento legal por parte de um alto executivo da companhia é justo quando isso prejudica milhões? No caso do X (antigo Twitter), o que os milhões de usuários têm a ver com a disputa entre seu magnata e Alexandre de Moraes? Se Elon Musk descumpre as leis brasileiras, alegando que elas são ilegais, o que os demais usuários têm a ver com isso?
Parece que o nosso STF não está respeitando o que a Constituição Federal determina nos artigos 5º e 220, entre outros, mas esses de forma mais acentuada. Moraes e aqueles que consentem com suas arbitrariedades impõem censura prévia, em vez de avaliar os conteúdos publicados e punir quem realmente cometeu crimes. O STF precisa entender que, à luz do direito, as pessoas não são obrigadas a gostar de um político, de um juiz ou mesmo de uma religião ou divindade, seja ela parte de uma religião monoteísta ou politeísta. Assim, da mesma forma que não se pode condenar quem dizia “fora Bolsonaro”, também não se pode condenar quem diz “fora Lula”.

Criticar uma instituição e falar contra ela, apenas por palavras, não deve ser considerado crime, embora atuar para sua destruição possa ser. Neste contexto, pergunto: é legal prender alguém que diz “Fora STF” por manifestações faladas ou escritas, mas que nunca agiu para extinguir a instituição? Pode-se criminalizar quem não acredita que nosso sistema de contagem e apuração de votos é transparente, e, portanto, questiona se ele realmente apontou o vencedor de forma correta? Não acreditar na transparência da votação no Brasil não é crime, desde que essa dúvida seja expressa de forma equilibrada e não atente contra a integridade física dos eleitos nem contra o funcionamento da instituição responsável pela apuração dos votos.
Liberdade de expressão significa que os poderes de uma nação não devem calar a voz dos cidadãos, por mais críticas que sejam, sempre que tais manifestações não atentem contra a paz, a segurança pública, a intimidade privada de alguém ou sua vida. Além da lei, as pessoas também são contidas pela moderação social, o que em muitos casos é suficiente para que o Judiciário não precise intervir.

Por fim, o Judiciário existe e deve sempre existir, independentemente das opiniões de certos grupos na sociedade, mas seu papel é o de moderador e restaurador da ordem, nunca de tutor. O Judiciário não deve impor regras que já não estejam previstas nas leis. Os três poderes emanam do povo, e, portanto, cabe ao Legislativo criar as leis, aos governos das três esferas governar e cumpri-las, e ao Judiciário a tarefa mais desafiadora de todas: interpretar corretamente as leis, julgar conforme o seu texto e moderar. O juiz deve aplicar a interpretação mais branda possível quando cabível, reservando a aplicação mais rigorosa apenas para aqueles que cometem crimes graves contra indivíduos ou a coletividade.

No entanto, essa severidade não deve ser equiparada às manifestações de cidadãos revoltados que expressam suas frustrações em redes sociais ou em protestos públicos sobre temas que consideram relevantes—seja a aprovação ou rejeição de uma lei, a ascensão ou não de um grupo político ao poder, ou questões que impactam seu cotidiano.
O juiz deve compreender que, ao estabelecer uma lei que regula a liberdade de expressão, o legislador procura assegurar ao cidadão o direito de se proteger, tanto de si mesmo (político) quanto de seus colegas, no exercício de seu poder e dever político.

Em academia de alto padrão, empresária e enfermeira brigam e caso acaba na Justiça

Mídia Rondônia – Um confronto violento entre duas mulheres em uma academia de alto padrão em Rondônia está causando grande repercussão, tanto nas redes sociais quanto nos tribunais. O caso, que ocorreu no dia 17 de agosto, envolve a empresária Crislani Mello e a enfermeira Cláudia de Sá. A briga, registrada em vídeo, teve desdobramentos jurídicos e emocionais significativos para as envolvidas.

De acordo com relatos de testemunhas e informações contidas em boletim de ocorrência, Cláudia estava se exercitando na academia quando Crislani entrou no local de forma descontrolada. A empresária, aparentemente tomada por raiva, começou a gritar e proferir palavras de baixo calão. Em seguida, ela partiu para a agressão física, puxando a roupa e os cabelos de Cláudia. A confusão se intensificou com socos e chutes, enquanto funcionários do estabelecimento tentavam, em vão, conter Crislani. A empresária foi retirada à força da academia, mas não antes de causar danos físicos e emocionais à enfermeira e agredir um aluno e um personal trainer que tentaram intervir.

O vídeo da briga rapidamente viralizou, trazendo uma avalanche de atenção negativa para a academia e expondo ambas as mulheres. Em resposta, Cláudia de Sá, que é especialista em Saúde Pública e gerente do Samu em Porto Velho, decidiu levar o caso à Justiça. Ela entrou com um processo de indenização contra Crislani, exigindo R$ 20 mil por danos morais, alegando que as agressões físicas e a humilhação pública tiveram um impacto profundo em seu bem-estar psicológico e em sua capacidade de trabalhar.

“Fui humilhada publicamente e espero que ela responda pelas agressões físicas e por ter me exposto publicamente em rede nacional. Não estou conseguindo trabalhar, isso comprometeu muito meu psicológico”, declarou Cláudia, que atribui a agressão a desconfianças infundadas de Crislani sobre um suposto caso extraconjugal.

O processo judicial, que corre em segredo de Justiça, continua a tramitar, e mais detalhes sobre o caso não estão disponíveis para o público. Entretanto, a academia onde ocorreu o incidente também se pronunciou. Em comunicado, o estabelecimento expressou a intenção de buscar reparação legal pelos danos causados, tanto pela violência sofrida por seus funcionários e clientes quanto pela repercussão negativa associada ao seu nome. Crislani Mello foi desligada do quadro de alunos da academia, enquanto Cláudia de Sá teve sua permanência permitida, pois a administração do local entendeu que ela não foi a iniciadora da agressão.

João da Fórmula 1 e Wender Pitica intensificam campanha em Colorado do Oeste 

A candidatura de João da Fórmula 1 e seu vice, Wender Pitica, ambos do partido União Brasil, foi oficialmente deferida pela Justiça Eleitoral, dando início a uma nova fase na corrida pela Prefeitura de Colorado do Oeste. Com a candidatura validada, a dupla intensificou a campanha, focando em visitas aos moradores dos bairros, reuniões com lideranças locais e encontros com a comunidade para apresentar suas propostas.

João da Fórmula 1, já conhecido na cidade pelo seu envolvimento com a gestão pública, tem destacado em seus discursos a importância de dar continuidade ao trabalho que vem sendo realizado na atual administração. Segundo o candidato, a prioridade de sua gestão será fortalecer ainda mais as políticas públicas desenvolvidas, garantindo que Colorado do Oeste continue em um caminho de crescimento e desenvolvimento.

“Nossa missão é clara: trabalhar para uma Colorado cada vez melhor. Vamos intensificar nossas ações em todas as áreas, desde a saúde até a infraestrutura, sempre buscando o bem-estar da nossa população”, afirmou João durante uma de suas visitas aos bairros.

Wender Pitica, seu companheiro de chapa, também tem atuado ativamente na campanha, dialogando com moradores e ouvindo as demandas da comunidade. Ele enfatizou a importância de uma gestão participativa, onde a voz do povo seja sempre ouvida e considerada nas decisões administrativas.

Os candidatos do União Brasil têm recebido apoio de diversas lideranças locais, que reconhecem o trabalho já realizado e acreditam na capacidade de João e Wender para continuar promovendo melhorias no município. As atividades de campanha devem se intensificar nas próximas semanas, com novos encontros e eventos previstos para envolver ainda mais a população no processo eleitoral.

Com o deferimento da candidatura, João da Fórmula 1 e Wender Pitica seguem confiantes na busca pelo voto dos eleitores de Colorado do Oeste, comprometidos com a construção de um futuro próspero e cheio de oportunidades para todos os moradores.

Fotos: Jhonny Tavares

Dono de distribuidora é executado a tiros em Rondônia 

Mídia Rondônia –  O comerciante Antônio Gil de Souza Alves, de 43 anos, dono de uma distribuidora de bebidas, na zona Leste de Porto Velho, foi executado a tiros em frente ao seu estabelecimento na manhã deste domingo.

Segundo informações preliminares, dois homens chegaram ao local em uma motocicleta. O piloto permaneceu no veículo, enquanto o passageiro desceu, se aproximou de Antônio e o chamou pelo nome. Assim que a vítima se aproximou, o criminoso que estava na garupa sacou uma arma e efetuou vários disparos à queima-roupa. Antônio não teve chance de reagir e morreu ainda no local, antes que qualquer socorro pudesse ser acionado.

Após os disparos, os assassinos fugiram rapidamente na motocicleta, tomando rumo ignorado. A Polícia Militar foi acionada e rapidamente chegou ao local, isolando a área para a realização da perícia técnica.

Fonte: Mídia Rondônia

Setembro começa com muita fumaça, show cancelado e combate às queimadas em Vilhena

Mídia Rondônia – Setembro começou com muita fumaça em Vilhena e um show cancelado na Expornote. Além disso, uma força-tarefa para combater as queimadas foi anunciada neste domingo. Uma densa camada fumaça tomou conta da cidade, intensificando o mal-estar da população e levando a um aumento significativo na procura por atendimento médico. O fenômeno é resultado de queimadas que há mais de duas semanas devastam grandes áreas da zona rural do município, incinerando máquinas agrícolas e causando a morte de animais.

A situação se agravou a tal ponto que o Corpo de Bombeiros de Vilhena mobilizou uma força-tarefa neste domingo para combater as chamas. Para reforçar os trabalhos, 10 bombeiros foram convocados dos municípios de Cerejeiras e Colorado do Oeste. As autoridades locais estão em alerta máximo, tentando conter os incêndios que continuam a se espalhar pela região.

A gravidade da situação levou ao cancelamento do show da “Turma do Pagode”, programado para a noite deste domingo na Exponorte. A apresentação foi cancelada devido à impossibilidade de pouso da aeronave da banda no aeroporto de Vilhena, que está fechado em razão da baixa visibilidade causada pela fumaça.

O impacto das queimadas já havia sido destacado pelo DJ Alok na última sexta-feira, durante sua apresentação na Exponorte. O artista, que encerrou o show em meio à fumaça, expressou solidariedade à população local, afirmando que estava sentindo na pele o que os vilhenenses enfrentam diariamente.

A crise desencadeada pelas queimadas em Vilhena é um reflexo do período seco na região amazônica, agravado pela falta de chuvas e pela intensificação das práticas de desmatamento e queima de áreas florestais, inclusive com práticas criminosas. As autoridades seguem monitorando a situação e orientam a população a evitar atividades ao ar livre e buscar atendimento médico em casos de problemas respiratórios.

Fonte: Mídia Rondônia