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4 maio 2026
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Homem com sinais do novo vírus é visto fazendo compras em RO

Um homem chamou a atenção de clientes e funcionários de um supermercado na manhã deste domingo (22), em Porto Velho, ao ser visto fazendo compras apresentando sinais visíveis que seriam compatíveis com a varíola dos macacos, doença viral que voltou a preocupar autoridades de saúde em todo o país.

De acordo com relatos de testemunhas, o homem apresentava lesões aparentes no rosto e também nos braços, o que causou apreensão entre as pessoas que estavam no local. Alguns clientes relataram que ele circulava normalmente pelos corredores do estabelecimento, mesmo com os sintomas evidentes.

Segundo dados divulgados neste domingo pelo Ministério da Saúde, o Brasil já soma 55 casos confirmados da doença. Em Porto Velho, quatro infecções já foram oficialmente registradas pelas autoridades sanitárias.

Ainda não há confirmação se o homem visto no supermercado realmente está infectado, nem se ele procurou atendimento médico após o episódio. A orientação das autoridades é que pessoas com sintomas suspeitos procurem imediatamente uma unidade de saúde e evitem contato com outras pessoas para reduzir o risco de transmissão.

A Secretaria de Saúde reforça que os principais sinais incluem lesões na pele, febre, dor no corpo e mal-estar, e destaca a importância da higiene das mãos e do isolamento em caso de suspeita.

Nova 364: colisão com micro-ônibus mata motociclista em RO

Um grave acidente de trânsito foi registrado na noite deste sábado (21) na BR-364, nas proximidades da unidade operacional da Polícia Rodoviária Federal em Ji‑Paraná, a cerca de 80 quilômetros de Jaru, em Rondônia.

A colisão envolveu um micro-ônibus que transportava fiéis e uma motocicleta. Segundo as informações iniciais, o coletivo retornava de um culto realizado no município de Presidente Médici, com destino a Ouro Preto do Oeste, quando acabou colidindo frontalmente com a moto, ocupada por um homem.

O motociclista, cuja identidade e idade ainda não haviam sido divulgadas até a última atualização, morreu ainda no local do acidente. Com a força do impacto, o micro-ônibus saiu da pista e caiu em uma ribanceira às margens da rodovia.

Equipes do Corpo de Bombeiros Militar e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foram acionadas e prestaram socorro aos ocupantes do ônibus, que apresentavam ferimentos de diferentes gravidades. As vítimas foram encaminhadas para unidades de saúde da região.

A PRF realizou o controle do tráfego, registrou a ocorrência e iniciou os levantamentos para apurar as circunstâncias do acidente.

Imagens gravadas por populares que passavam pelo local circularam nas redes sociais e mostram a gravidade da ocorrência. Nos vídeos, é possível ver o micro-ônibus tombado na ribanceira e o corpo do motociclista às margens da rodovia. Também chama atenção a presença de várias crianças entre os passageiros do coletivo.

As causas do acidente seguem sob investigação.

Novo vírus se espalha pelo país: 55 casos confirmados

O Brasil confirmou 55 casos de mpox em 2026, segundo dados divulgados pelo Centro Nacional de Inteligência Epidemiológica e Vigilância Genômica (CNE-VIG), órgão ligado ao Ministério da Saúde. Os números mostram que a doença continua sob monitoramento das autoridades sanitárias.

De acordo com a pasta, os casos registrados até agora apresentam, em sua maioria, quadros leves ou moderados, sem indicação de agravamento em larga escala. A vigilância epidemiológica segue acompanhando a situação para identificar rapidamente novos registros e evitar a transmissão.

Em 2025, o cenário foi mais expressivo: o país registrou 1.056 casos confirmados de mpox, com prevalência no sexo masculino, especialmente na faixa etária de 30 a 39 anos.

No mesmo período, foram confirmados dois óbitos relacionados à doença, segundo a pasta. A comparação mostra que, embora os números atuais sejam menores, o vírus continua circulando e exige acompanhamento contínuo.

O que é a mpox

A mpox é uma doença causada pelo vírus MPXV, da família dos Orthopoxvirus. A infecção pode ser transmitida por contato direto com lesões na pele, fluidos corporais ou objetos contaminados, além de contato próximo e prolongado com uma pessoa infectada.

Embora seja conhecida há décadas, a doença ganhou maior atenção mundial a partir de 2022, quando houve aumento de casos em diversos países, incluindo o Brasil.

Segundo o Ministério da Saúde, a mpox costuma começar com sintomas gerais e, depois, surgem as lesões na pele. A evolução varia de pessoa para pessoa, mas a maioria se recupera em poucas semanas.


Sintomas da mpox

  • Erupções ou lesões na pele (bolhas, feridas ou crostas).
  • Febre.
  • Dor de cabeça.
  • Dores no corpo.
  • Ínguas (gânglios inchados).
  • Calafrios.
  • Fraqueza.

Os sintomas podem durar de duas a quatro semanas. Durante esse período, a pessoa pode transmitir o vírus, principalmente se houver contato direto com as lesões.

Monitoramento e prevenção

O Ministério da Saúde orienta que pessoas com sintomas procurem atendimento médico para avaliação. O diagnóstico é feito por exame laboratorial. Entre medidas simples que ajudam a reduzir o risco de transmissão, estão: evitar contato direto com lesões de pessoas infectadas, não compartilhar objetos pessoais e manter higiene frequente das mãos.

A mpox segue sob vigilância no Brasil. Embora a maioria das ocorrências apresente evolução leve, o acompanhamento adequado é fundamental para impedir a disseminação da doença. (Metrópoles)

Gigante do agronegócio, Cargill é alvo de protesto indígena

Neste sábado (21), a ocupação indígena no terminal da Cargill Agrícola, em Santarém (PA), na margem do rio Tapajós, completa um mês.

Foi neste sábado também que eles conseguiram entrar pela primeira vez na parte interna da Cargill, em resposta a uma ordem judicial de desocupação em até 48 horas concedida em favor da empresa do agronegócio. Uma manifestação também foi realizada na noite de sexta-feira em frente ao escritório da empresa na zona sul de São Paulo. Eles bloquearam as vias de acesso locais e pintaram as portas de vermelho em analogia ao sangue indígena derramado em consequência de grandes empreendimentos na Amazônia.

Atualmente, são quase 2 mil pessoas na área, sobretudo indígenas das regiões do Médio, Alto e Baixo Tapajós – trechos no entorno do rio que nasce no Mato Grosso e corta parte do Pará, desaguando no Amazonas.

Os manifestantes exigem a revogação total do Decreto 12.600/2025, que inclui os rios Madeira, Tocantins e Tapajós no Programa Nacional de Desestatização, concedendo a empresas privadas a realização de dragagem e controle de tráfego de embarcações nessas áreas.

Na prática, a proposta fragiliza a proteção de territórios indígenas e de uso de outras comunidades tradicionais, como ribeirinhos e quilombolas, ameaçando as práticas desses povos e a biodiversidade dessas áreas.

“A gente já sabe que a desestatização vai fazer com que a Amazônia sofra com todos os impactos que estão por vir”, denuncia Alessandra Munduruku, uma das principais lideranças indígenas do Brasil.

Moradora da aldeia Praia do Índio, no município de Itaituba, ao sul de Santarém, Alessandra conhece bem os impactos causados pelas grandes empresas do ramo da soja.

Marcha pelas ruas de Santarém, no dia 8 de fevereiro | Crédito: Coletivo Apoena
Marcha pelas ruas de Santarém, no dia 8 de fevereiro | Crédito: Coletivo Apoena

Em Itaituba, os portos de escoamento de grãos limitam o acesso ao rio. Barcaças trafegam pelas águas, afastando os peixes e prejudicando o tráfego das pequenas embarcações, como as canoas.

“A luta não é só dos povos indígenas, ela é a luta de todo mundo que depende [do rio], que quer uma praia, que quer o turismo, que só sabe turistar, mas não sabe defender o rio e a floresta”, protesta a liderança.

Desde o início da mobilização, os manifestantes mantêm bloqueado o acesso terrestre ao terminal da Cargill. Na quinta-feira (19), cerca de 400 manifestantes, em quatro barcos, interceptaram uma embarcação que transportava grãos no trecho urbano do rio.

“O nosso ato de hoje [quinta-feira] é pelas nossas vidas, pelos nossos territórios, é pelo futuro da Amazônia e do planeta”, declarou Auricélia Arapiun, liderança do povo indígena Arapiun, do Baixo Tapajós, em vídeo divulgado pela organização do movimento.

“Nós estamos aqui protestando contra a Cargill, contra esse monstro que vem destruindo nossas vidas e nosso território. Nós iremos proteger o Rio Tapajós”, declarou.

Ocupado pelos indígenas como forma de protesto, o porto da Cargill é apenas uma parte do sistema logístico que vem sendo instalado ao longo da rodovia BR 163, que conecta o estado do Mato Grosso —maior produtor de soja do Brasil — ao rio Amazonas, por onde os grãos são escoados para o mercado externo. O projeto inclui desmatamento de áreas para instalação de estacionamentos de caminhões, estações de transbordo de cargas, portos e uma ferrovia.

Porto da Cargill, em Santarém (PA), chegou a operar sem licenciamento | Crédito: Vitor Shimomura/Brasil de Fato
Porto da Cargill, em Santarém (PA), chegou a operar sem licenciamento | Crédito: Vitor Shimomura/Brasil de Fato

“Hoje mesmo a gente soube que o Ministério de Transporte está avançando com o projeto da Ferrogrão”, alerta Alessandra, a respeito da ferrovia EF-170, cujas obras adentram territórios indígenas. O leilão para a concessão da ferrovia está agendado para setembro de 2026, com publicação do edital em maio, segundo informações publicadas pelo Ministério dos Transportes.

“Isso é uma uma armadilha que a gente já vem discutindo há muitos anos”, diz.

Além da exigência da revogação do Decreto 12.600/2025, os indígenas denunciam a ausência da consulta prévia, livre e informada, mecanismo de proteção de comunidades tradicionais, estabelecido pela Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), assinada em 1989 e ratificada pelo Brasil em 2002.

Na prática, isso significa que essas populações têm o direito de acompanhar e tomar parte em decisões sobre empreendimentos que impactam os seus territórios.

‘A gente não quer armadilhas’

Em nota enviada ao Brasil de Fato, a Secretaria-Geral da Presidência da República informa que “reitera o compromisso assumido durante a COP30 de que todo e qualquer empreendimento vinculado à hidrovia do rio Tapajós será precedido da realização de consulta livre, prévia e informada.”

“As condições técnicas para a instalação do Grupo de Trabalho Interministerial – com participação de órgãos federais e representantes indicados pelos povos indígenas da região, para organizar e conduzir os processos de consulta – já estão garantidas e, conforme acordado em reunião com as lideranças do movimento, aguarda o aval dessas lideranças para a instalação do GT, no momento em que julgarem adequado”, informa a secretaria.

Em novembro de 2025, durante a cerimônia de encerramento da Cúpula dos Povos, em Belém, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, anunciou a criação de uma mesa de diálogo para receber os povos indígenas da região da bacia do rio Tapajós.

Registro do ato realizado na quinta-feira (19) | Crédito: Coletivo Apoena
Registro do ato realizado na quinta-feira (19) | Crédito: Coletivo Apoena

Para os indígenas que estão no protesto, no entanto, a medida mais urgente é a revogação do decreto para que seja garantida a proteção de todos os rios. No início de fevereiro, o governo anunciou a a suspensão das contratações para dragagem no rio Tapajós, mas é considerado insuficiente.

“Não adianta só o Tapajós [ser protegido], porque os rios têm braço, têm veias, tem um conjunto que é ligado com os igarapés”, explica Alessandra, lembrando que as bacias hidrográficas se conectam e que os ecossistemas estão interligados. Uma alteração em uma área pode ter graves impactos a quilômetros dali. As obras do rio Paraguai, por exemplo, podem resultar em secas no Pantanal, conforme alertaram especialistas em reportagem publicada pelo Brasil de Fato.

“A gente não quer a armadilha, a gente quer o decreto que seja revogado já”, defende Alessandra.

MPF se opõe à desocupação em 48 horas

O setor logístico, representado pela Cargill e pela Associação dos Terminais Portuários e Estações de Transbordo de Cargas da Bacia Amazônica (Amport), alega prejuízos financeiros vultosos em decorrência das manifestações, de acordo com informações publicadas pelo Ministério Público Federal (MPF).

Segundo o MPF, as empresas informam que o bloqueio paralisou o escoamento da safra de grãos e gera risco de desabastecimento regional de combustíveis e insumos essenciais.

Em um processo movido pela Cargill, pedidos liminares de desobstrução do bloqueio foram indeferidos repetidamente para privilegiar a mediação. Contudo, em ação movida pela Amport contra a União, foi deferido o pedido para cessar as interdições com uso de força policial.

Em nota publicada nesta sexta-feira, o MPF informa que recorreu da decisão judicial que determina a desocupação da área no prazo de 48 horas.

No recurso atual, assinado pelo procurador regional da República Francisco Guilherme Vollstedt Bastos, o MPF sustenta que a manutenção da ordem de despejo viola diretrizes estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

“O MPF alerta para o perigo de ‘dano reverso’ e a possibilidade de confronto violento, uma vez que a ocupação conta com a presença de grupos vulneráveis, incluindo idosos, mulheres e crianças”, informa a nota.

Brasil de Fato entrou em contato com a Cargill, que não se manifestou até a publicação deste texto.

‘Empresa familiar’

Descrita no site oficial como uma “empresa familiar comprometida com o fornecimento de alimentos”, a Cargill é uma das principais exportadoras de grãos do país e uma das maiores do ramo alimentício do mundo.

companhia chegou em Santarém em 2003, com a instalação de uma megaestrutura – com porto e silos de armazenamento de soja – sobre a praia de Vera Paz, em área cedida pela prefeitura.

Antes da chegada da empresa, Vera Paz era um ponto de lazer para os moradores da região e território sagrado para indígenas e ribeirinhos. O porto funciona há pouco mais de 20 anos, tendo iniciado as atividades sem licenciamento ambiental, de acordo com estudos produzidos pela organização Terra de Direitos. A empresa atuou sem o documento por quatro anos.

Audiência com parlamentares

Na sexta-feira, uma comitiva formanda por parlamentares esteve em Santarém para ouvir as reivindicações dos indígenas.

“As falas giraram em torno desses impactos, sobre como o rio é visto de forma diferente pelos indígenas e pelos governos e empresas. E como o governo Lula vem priorizando as empresas, o agronegócio, os sojeiros, em detrimento dos povos indígenas”, diz a Vivi Reis (Psol), vereadora em Belém (PA).

Estiveram na reunião com os indígenas os deputados federais Airton Faleiro (PT), Sâmia Bonfim (Psol) e Fernanda Melchiona (Psol), além das deputadas estaduais Mônica Seixas (Psol-SP), Lívia Duarte (Psol-PA) e Maria do Carmo (PT-PA).

Em janeiro, no início da mobilização, o vereador de Santarém, Malaquias Mottin (PL) avançou com um carro conversível contra manifestantes indígenas que bloqueavam o acesso ao terminal da Cargill. O caso foi registrado em vídeo e resultou na abertura de processo de impeachment na Câmara Municipal. Apesar disso, o vereador nega ter tentado atropelar os manifestantes.

O parlamentar já foi multado pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) por dificultar ação de fiscalização ambiental, segundo dados do próprio órgão. (BdF)

Lula atrai MDB e PSD, isola Flávio e expõe Tarcísio

O presidente Lula articula uma aliança com MDB e PSD para ampliar governabilidade e, de quebra, esvaziar o discurso de que a direita já teria “dono” em 2026. Uma costura no Piauí, com PT, MDB e PSD alinhando a disputa ao Senado, virou recado nacional sobre o cenário que o Planalto quer montar.

O acordo no Piauí amarra o PT ao senador Marcelo Castro (MDB) e ao deputado Júlio César (PSD), enquanto empurra o senador Ciro Nogueira (PP) para o isolamento local.

No plano político, Lula joga luz sobre um ponto sensível da oposição: o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), comprou briga com o secretário de Governo paulista, Gilberto Kassab (PSD), presidente nacional do PSD, ao tratar “submissão” como insulto e “lealdade” como marca pessoal.

Kassab ficou para escanteio na vice em São Paulo. Tarcísio abriu espaço para o PL e, com isso, o PSD se sentiu desobrigado de seguir o roteiro bolsonarista, ganhando liberdade para negociar com Lula na eleição de outubro.

O ruído não é folclore. Kassab tem máquina municipal, influência no interior e a chave de parte do centro político, mas Tarcísio, ao elevar o tom, produz um efeito colateral óbvio: dificulta dividir o mesmo palanque e o mesmo “banquete” com o comando nacional do PSD. Em política, foto forçada vira crise anunciada.

Esse curto-circuito paulista interessa a Lula porque abre uma avenida. Se o PSD se vê constrangido na engrenagem bolsonarista, e se o MDB segue no papel clássico de partido-ponte, o Planalto ganha espaço para discutir a vice com um nome desses dois campos, sem depender do humor da esquerda mais identitária nem do centrão mais chantagista.

É aqui que entra o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD). O próprio noticiário de bastidores já vem registrando o recuo da “corrida solo” do paranaense ao Planalto, com férias prolongadas nos EUA e a leitura local de que o roteiro mais provável pode ser o Senado, não a Presidência.

Por isso, quando Lula sinaliza aliança com MDB e PSD em um estado e, ao mesmo tempo, a direita paulista se atrita com Kassab, o resultado prático é um só: o presidente reposiciona o centro como peça da sua engenharia eleitoral. E, nesse desenho, a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) vira menos “inevitável” e mais dependente de um consenso que não aparece, nem dentro do PSD, nem na costura ampla do sistema político.

Portanto, Lula faz o que sabe: oferece poder, reduz risco e transforma o racha alheio em oportunidade. Se a oposição insiste em brigar por lealdade enquanto perde base no centro, o Planalto agradece e negocia de cima. (Esmael Moraes)

Pai descobre filha após 40 anos e oficializa adoção

Jennifer Skiles passou quatro décadas em busca da família biológica após ter sido adotada ainda criança por uma família nos Estados Unidos. Nascida na Alemanha, ela iniciou a investigação depois da morte dos pais adotivos, reunindo documentos antigos, registros de nascimento e testes de DNA para tentar descobrir suas origens.

A busca levou primeiro ao reencontro com a mãe biológica, com quem conviveu por 12 anos até a morte dela em um acidente de carro. Antes de morrer, a mãe revelou informações sobre o pai biológico, com quem havia tido um breve relacionamento durante o período em que ele servia às Forças Armadas.

Anos depois, um teste genético apontou para Paul Lonardo, morador de Rhode Island. O primeiro contato ocorreu por mensagem e, em seguida, por telefone. “Eu sei que você está tão nervoso quanto eu. Estou rezando por nós dois”, escreveu Jennifer. O reencontro confirmou o vínculo e revelou afinidades entre pai e filha.

Com a relação consolidada, Lonardo decidiu formalizar a adoção da filha, 40 anos após o nascimento dela. O processo foi concluído recentemente. “Quero o nome do meu pai ligado ao meu”, afirmou Jennifer. O pai também celebrou: “Sinto que sou o homem mais sortudo que alguém pode conhecer”. (DCM)

Domingo nublado e com chuvas isoladas em RO

Acre e Roraima registram céu encoberto. No Amazonas, pode haver chuva isolada em Borba e Manicoré.

Em Rondônia, há chance de chuva isolada em Cujubim, Machadinho d’Oeste e Candeias do Jamari. Já no Amapá, o tempo permanece claro, com poucas nuvens.

No Pará, a previsão é de muitas nuvens com pancadas de chuva em Curralinho, Oeiras do Pará e na capital, Belém.

Em Tocantins, deve haver muitas nuvens com pancadas de chuva e trovoadas isoladas em Conceição do Tocantins, São Salvador do Tocantins e Sandolândia.

Entre as capitais, a temperatura mínima prevista é de 22°C, em Rio Branco. Já a máxima pode chegar a 36°C, em Boa Vista. A umidade relativa do ar varia entre 40% e 100%.

BR-364: acidente frontal mata motociclista em RO

O caso foi registrado pela Polícia Rodoviária Federal na manhã de sexta-feira (10). De acordo com a PRF, Taylor Moura Marinho, a vítima, foi encontrado caído no acostamento da BR-364, no km 540, aparentemente sem sinais vitais. O óbito foi confirmado por um médico plantonista do SAMU.

De acordo com o relato do motorista que transportava a família, colhido pelos oficiais. O motorista conduzia um Fiat Strada a caminho de Porto Velho quando foi surpreendido pelo motociclista, que vinha na contramão. Segundo o relato, o acidente teria ocorrido durante uma tentativa de ultrapassagem do motociclista em uma curva. Os passageiros do carro permaneceram ilesos. A irmã do motorista, uma gestante, foi encaminhada para atendimento como medida preventiva.

A PRF registrou o caso como homicídio culposo, quando não há intenção de matar. (SGC)

Freira de 82 anos é assassinada a pauladas em convento

Uma freira de 82 anos foi morta na tarde deste sábado (21) após a invasão do convento onde vivia em Ivaí, nos Campos Gerais do Paraná. A vítima foi identificada como Irmã Nadia Gavanski, da Congregação das Irmãs Servas de Maria Imaculada. Segundo informações iniciais, ela foi atingida por golpes com um pedaço de madeira e morreu no local.

De acordo com a Polícia Militar, o suspeito pulou o muro da instituição e entrou na casa das freiras. A hipótese inicial é de tentativa de furto. Equipes de socorro foram acionadas, mas a religiosa não resistiu aos ferimentos. O homem foi localizado nas imediações e preso enquanto tentava fugir.

O corpo de Irmã Nadia Gavanski foi encaminhado ao Instituto Médico Legal de Ponta Grossa. A congregação divulgou nota de pesar e informou que a cerimônia de despedida está prevista para este domingo (22), às 15h, em Prudentópolis. O caso segue sob investigação para apuração das circunstâncias e da motivação. (DCM)

Defensora das mulheres é assassinada pelo ex-marido

diretora-administrativa da Secretaria de Esporte e Lazer do RS, Roseli Vanda Pires Albuquerque, de 47 anos, foi morta na madrugada deste sábado (21) em seu apartamento em Nova Prata, na Serra.

O suspeito do crime é o ex-marido da vítima, Ari Albuquerque, que foi encontrado morto no local, de acordo com a Polícia Civil.

Ex-vereadora de Nova Prata, ela foi candidata a vice-prefeita nas eleições de 2024, na chapa de Volnei Minozzo (União). Nas eleições de 2022, se candidatou ao cargo de deputada estadual e ficou como suplente.

Em nota, o secretário do Esporte e Lazer do RS, Juliano Franczack, o Gaúcho da Geral, lamentou a morte da diretora da pasta. “Roseli foi uma mulher de grande destaque na vida pública e uma vereadora atuante na defesa dos direitos das mulheres e das políticas públicas do esporte e da inclusão das pessoas com deficiência. Neste momento, todas as nossas orações estão com sua família e amigos.”

Amiga de Roseli, a deputada estadual Nadine Anflor a descreve como uma política e mãe dedicada. “Uma mulher forte, uma mulher guerreira, mãe, uma mulher que se destacou no universo político também, que enfrentou todas as adversidades, que as mulheres também enfrentam na política. A maior lembrança da Roseli é a força, é a garra e é tudo que ela simbolizava.”

Quanto ao relacionamento, a amiga afirma que a mulher havia registrado uma ocorrência contra o ex em 2017. Porém, não teria relatado nenhuma situação recente. As duas conversaram pela última vez na quinta-feira (19). “Uma mulher extremamente intelectualizada, tinha todas as condições para procurar ajuda, mas não acreditava que isso era possível acontecer. E eu acho que aí está o grande risco, o grande perigo. Qualquer uma de nós pode ser vítima de feminicídio”, destaca. (G1)