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30 junho 2026
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Eleições municipais deste ano terão número menor de candidatos

Técnicos do TRE-DF realizam a conferência e a lacração de urnas eletrônicas para o 1º turno das Eleições 2022.

A Justiça Eleitoral registrou uma queda no número de candidaturas para os cargos de vereadores, prefeitos e vice-prefeitos que pretendem disputar as eleições municipais de outubro. É a primeira queda desde o pleito municipal de 2008.

De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 455 mil pedidos de candidaturas foram recebidos pela plataforma DivulgaCand, que centraliza os registros em todo o país. O prazo terminou nesta quinta-feira (15).

Foram recebidos pelos tribunais regionais eleitorais (TREs) 15.434 registros de candidaturas para prefeito, 15.531 para vice-prefeito e 424.750 para o cargo de vereador. O número ainda pode ser atualizado.

Em 2020, as eleições municipais contaram com 557.678 registros. Os pleitos de 2016 (496,9 mil) e de 2012 (482,8 mil) também tiveram mais candidatos. Em 2008, 381,3 mil políticos registraram suas candidaturas.

Perfil 

De acordo com o levantamento, 52% dos candidatos se declararam negros. O percentual é composto pelos candidatos pardos (41%) e pretos (11%). Outros 45% se declararam brancos. Os quilombolas representam 1% das candidaturas e os indígenas 0,5% do total.

Os candidatos homens representam 66% do total de candidaturas e as mulheres fazem parte dos 34% restantes. Do total de candidatos, 51% informaram que são casados e 37% são solteiros.

A maioria dos candidatos declarou que é empresário (7,6%). 6,9% são servidores públicos e 6,7% são agricultores. Outras profissões somam 21,7%.

Pelo critério de grau de instrução, a maioria dos candidatos possui o ensino médio completo. Essa faixa representa 38%, seguida pelos candidatos com ensino superior completo (28%), fundamental completo (10,9%) e fundamental incompleto (10%).

A identidade de gênero e a orientação sexual também fazem parte do levantamento: 80% se declararam cisgênero (pessoa que se identifica com seu sexo biológico, ou seja, masculino ou feminino).

O levantamento mostra que somente 31% dos candidatos informaram sua orientação sexual. 98% dos que responderam ao cadastro disseram que são heterossexuais. Na sequência, aparecem os candidatos que se declararam gays (0,7%), lésbicas (0,4%) e bissexual (0,3%).

Análise

O registro será analisado pelo juiz da zona eleitoral da cidade na qual o candidato pretende concorrer. Entre as causas de inelegibilidade, está o julgamento de contas irregulares pelo Tribunal de Contas da União (TCU). A lista com o nome de 9,7 mil pessoas nessa situação foi entregue ontem (15) ao TSE.

Se o juiz constatar a falta de algum documento, poderá pedir que o candidato resolva a pendência no prazo de até três dias. Caberá ao magistrado decidir se defere ou indefere a candidatura. Se o registro for negado, o candidato poderá recorrer ao TRE de seu estado e ao TSE.

Durante o período de análise, as candidaturas poderão ser contestadas pelos adversários, partidos políticos e o Ministério Público Eleitoral (MPE). Eles poderão denunciar alguma irregularidade no cumprimento dos requisitos legais para o registro.

O primeiro turno das eleições será no dia 6 de outubro. O segundo turno da disputa poderá ser realizado em 27 de outubro nos municípios com mais de 200 mil eleitores, nos quais nenhum dos candidatos à prefeitura atingiu mais da metade dos votos válidos, excluídos os brancos e nulos, no primeiro turno.

Agência Brasil

Com adesivaço em Cerejeiras, Sinésio abre campanha e diz que o povo deseja mudança

Mídia Rondônia – O início da campanha de Sinésio José à prefeitura de Cerejeiras foi marcado por um grande adesivaço na tarde desta sexta-feira (15), na
Praça dos Pioneiros.

Acompanhado do candidato a vice-prefeito, Valdir Carlos, do deputado Ezequiel Neiva, de dezenas de vereadores da coligação Renovação, União e Compromisso, e de apoiadores, Sinésio José deu a largada a sua campanha adesivando dezenas de carros e motos.

Sinésio agradeceu a participação voluntária dos simpatizantes. Disse que a adesão a sua candidatura tem sido surpreendente, pelo início de um processo eleitoral. “É o desejo pela mudança como reflexo do descontentamento da população. E nós, temos a confiança do povo. Foi esse clamor popular que me trouxe à posição de candidato a prefeito da nossa cidade, na certeza de que posso contribuir com o desenvolvimento da nossa cidade” acrescentou.

O deputado Ezequiel Neiva destaca que Sinésio José e Valdir Carlos são as melhores opções para Cerejeiras. “O Sinésio é agropecuarista conceituado no município. É um empreendedor que gera empregos e renda na cidade. O Valdir tem a experiência de quase 25 anos de serviço publico na prefeitura, sendo secretário de Planejamento por vários anos.

Após ser barrado pelo presidente da Câmara, MP se manifesta favorável ao PL que combate racismo em Vilhena

 

Mídia Rondônia – Nesta quinta-feira (15), a 2ª Promotoria de Justiça de Vilhena, sob a responsabilidade do promotor pública Thiago Gontijo Ferreira, emitiu uma manifestação favorável ao Projeto de Lei (PL) 6.972/2024, que propõe a criação de uma política municipal voltada para a prevenção e combate a todas as formas de discriminação racial em Vilhena.

O PL foi apresentado em maio deste ano na Câmara de Vereadores de Vilhena. No entanto, a presidente do legislativo, Samir Ali, rejeitou a recepção do projeto na época, alegando que havia um vício devido a uma suposta falta de autoria precisa, apesar de contar com a assinatura do prefeito Flori Cordeiro e de mais cinco vereadores, neste caso, fica clara a autoria conjunta.

Conforme a Manifestação do MP, os projetos de lei poderão ser apresentados pelos Vereadores, pelo Prefeito, pelas Comissões Permanentes ou por 5% do eleitorado. A Mesa Diretora também poderá apresentar projeto dentro da esfera de suas atribuições.

No despacho recente, o promotor Thiago Gontijo Ferreira reconheceu a legitimidade do PL e se manifestou favorável à sua recepção, recomendando que o processo legislativo continue imediatamente. A decisão do promotor pode levar à reavaliação do projeto e ao seu avanço no legislativo municipal.

 

Leia a manifestação

 

Não constam as informações por parte da autoridade coatora, mesmo

notificada.

 

É o relatório.

 

O impetrante ajuizou mandado de segurança para suspender a decisão

da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores do Município de Vilhena que deixou de

recepcionar o projeto de Lei n. 6.972/2024.

 

O presidente da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores não recebeu o

projeto de lei n. 6972/2024 alegando que a autoria é imprecisa, porque possui assinaturas

do chefe do executivo e de alguns parlamentares municipais, caracterizando iniciativa

conjunta, e não há essa previsão legal.

 

Os projetos de lei poderão ser apresentados pelos Vereadores, pelo

Prefeito, pelas Comissões Permanentes ou por 5% do eleitorado. A Mesa Diretora também

poderá apresentar projeto dentro da esfera de suas atribuições.

 

Com efeito, a iniciativa das leis é o ato de se propor ao legislativo a

criação de uma lei. O seu instrumento é o projeto de lei submetido à apreciação do

plenário. Outrossim, a iniciativa pode ser geral ou reservada. A primeira(geral), se refere

quando o assunto do projeto de lei é de competência simultânea do prefeito(a), dos

vereadores, das comissões da Câmara ou dos cidadãos. A iniciativa reservada, é quando o

assunto do projeto de lei é privativo do Prefeito ou apenas dos membros da Câmara.

 

No caso em tela, o projeto de Lei n. 6.972/24 pretende instituir a política

Municipal de Prevenção e de Combate a todas as formas de discriminação racial, portanto,

de iniciativa geral e competência simultânea.

 

Outrossim, não se vislumbra vício e/ou irregularidades na apresentação

do citado projeto de lei de autoria simultânea do Prefeito Municipal e de alguns

Vereadores, sendo assim, ele dever ser recepcionado e seguir sua tramitação.

 

Dito isso, o Parquet opina pela concessão da segurança vindicada, a fim

de o projeto de Lei n. 6.972/24 seja recepcionado pela mesa diretora da Câmara de

Vereadores de Vilhena e dê imediato prosseguimento conforme o disposto no positivado

devido processo legislativo.

Supermaconha: motorista cai com mais de 60 kg em Rondônia

Mídia Rondônia – Um motorista foi preso em flagrante nesta sexta-feira, 16, na BR-364, próximo à ponte do Bate Estacas, no sentido do distrito de Jaci-Paraná, em Porto Velho. Durante uma abordagem de rotina, as autoridades encontraram 64 tabletes de skunk, uma variedade de supermaconha, escondidos no veículo, um Corsa Classic.

A droga, conhecida por seu alto teor de THC, estava cuidadosamente acondicionada dentro do carro, mas foi descoberta durante a inspeção minuciosa realizada pelos policiais. O skunk é uma droga altamente potente e seu tráfico é tratado com rigor pela legislação brasileira.

O motorista, cujo nome não foi divulgado, recebeu voz de prisão no local e foi imediatamente conduzido ao Departamento de Flagrantes para prestar depoimento. Ele será investigado por tráfico de drogas.

Fonte: Mídia Rondônia

Aplicativo receberá denúncias de propaganda irregular na internet

O aplicativo Pardal 2024, desenvolvido pela Justiça Eleitoral, já está disponível para download. Nesta sexta-feira (16), foi publicada a Portaria do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nº 662/2024, que informa sobre a utilização do app para o encaminhamento de denúncias de propaganda irregular nas eleições. A principal novidade para este ano é o uso da ferramenta para denunciar desvios nas campanhas eleitorais na internet.

A versão atualizada do aplicativo pode ser baixada gratuitamente nas lojas de dispositivos móveis (faça o download no Google Play ou na App Store). A partir desta sexta (16), os seguintes serviços estarão disponíveis para recebimento e acompanhamento das denúncias de irregularidades na propaganda eleitoral: Pardal Móvel, Pardal Web e Pardal ADM.

Pardal Móvel

No Pardal Móvel, disponível para smartphone e tablet, é possível denunciar propaganda eleitoral irregular na internet e outras formas de propaganda inadequada, devidamente especificadas pelo próprio aplicativo.

Portaria TSE nº 662/2024 estabelece a utilização do Pardal Móvel nas Eleições 2024 para encaminhar ao juízo eleitoral competente, a fim de “exercer o poder de polícia eleitoral, as denúncias de irregularidades de propaganda eleitoral específica, relacionada às candidaturas e ao contexto local da disputa”.

A partir de agora, o app contará com:

  • formulários de entrada específicos para a propaganda geral nas ruas e para a propaganda na internet;
  • a obrigatoriedade, em todos os casos, de que o formulário esteja instruído com comprovação mínima, para que seja remetido ao juízo eleitoral competente.

Outra inovação interessante é que, para cada denúncia, a usuária ou o usuário terá de observar a descrição específica sobre o que “pode/não pode” em relação ao tópico em questão. Antes, isso dependia da boa vontade da pessoa denunciante em consultar o aplicativo para se informar.

Por exemplo: se a pessoa acessar o app para denunciar o uso de um alto-falante, ela deverá, primeiramente, verificar as regras sobre o que é permitido e o que é proibido em relação ao uso desse tipo de equipamento na campanha.

Com base na avaliação da usuária ou do usuário, o Pardal oferecerá os botões “prosseguir” ou “encerrar”, para finalizar a denúncia. O objetivo é evitar acusações incorretas ou infundadas. A pessoa denunciante é responsável por preencher os dados e anexar os arquivos da irregularidade apontada.

Pardal Web e Pardal ADM

Pelo Pardal Web, é possível acompanhar o andamento e as estatísticas das denúncias apresentadas via Pardal Móvel.

Já o Pardal ADM permite gerar uma notificação informatizada à pessoa, ao partido político, à federação ou à coligação mencionada, acompanhada de um link específico para informar a regularização ou o esclarecimento do fato e anexar a documentação comprobatória.

No Processo Judicial Eletrônico (PJe), a denúncia poderá ser autuada na classe Notícia de Irregularidade de Propaganda Eleitoral (Nipe) via Pardal Adm, a critério da autoridade judicial.

Outros tipos de denúncia

É importante ressaltar que o Pardal somente recebe denúncias de propaganda eleitoral irregular.

Dentro do próprio aplicatio, há um botão que direcionará as pessoas denunciantes para o Sistema de Alerta de Desinformação Eleitoral (Siade), quando a queixa envolver desinformação, e para o Ministério Público Eleitoral, se o assunto estiver relacionado a crime eleitoral ou outros ilícitos eleitorais.

Denúncias sobre desinformação também podem ser feitas pelo SOS Voto, por meio do número 1491

Um certo alguém: Especial Lulu Santos acontece nesta sexta em Vilhena

 

Mídia Rondônia – Os fãs de rock e da música brasileira têm um encontro marcado nesta sexta-feira, 16, a partir das 22h, no Beltras Rock Bar, em Vilhena. O talentoso cantor Jefferson Lazaro será a estrela da noite, apresentando o show “Especial Lulu Santos e Rock Brasil”. Conhecido por sua habilidade em interpretar grandes sucessos, Jefferson promete uma noite inesquecível com canções que marcaram gerações.

O Beltras Rock Bar, um espaço alternativo e conhecido por reunir diversas tendências e estilos musicais, será o palco perfeito para essa celebração da música brasileira. Localizado próximo ao Park Shopping Vilhena, o bar é um ponto de encontro para aqueles que apreciam uma boa música ao vivo, com um ambiente que valoriza a cultura e a arte.

O “Especial Lulu Santos e Rock Brasil” trará ao público uma seleção de hits que fizeram história, desde os clássicos de Lulu Santos até os maiores sucessos do rock nacional. Jefferson Lazaro, com sua voz marcante e presença de palco, irá conduzir a plateia por uma viagem musical repleta de nostalgia e energia.

Para os amantes da música, essa é uma oportunidade imperdível de reviver grandes momentos ao som de canções que estão no coração de todos. O Beltras Rock Bar, com sua atmosfera única, garante uma experiência cultural rica e envolvente para quem busca um espaço onde a música é sempre o destaque.

Prepare-se para uma noite de pura emoção e celebração do melhor do rock brasileiro no Beltras Rock Bar.

Mídia Rondônia

Vereador cobra caminhão-pipa para atender moradores de Cerejeiras

Mídia Rondônia – O vereador Valdecir Sapata, de Cerejeiras, está reforçando uma solicitação feita à prefeitura municipal em 18 de maio de 2023 para a locação de caminhões-pipa, equipados com dispositivos para molhar as ruas da cidade e auxiliar em emergências, como incêndios e falta de água. Sapata está preocupado com o aumento da poeira nas vias públicas, que vem causando desconforto e agravando problemas respiratórios entre os moradores.

Segundo o vereador, a poeira nas ruas não pavimentadas de Cerejeiras tem sido um problema crescente, especialmente durante os períodos de seca. Na via de bloquetes  a poeira também é intensa, segundo o parlamentar.

Além do incômodo diário, a poeira é um fator de risco significativo para a saúde, contribuindo para o aumento de doenças respiratórias, principalmente em crianças e idosos. Sapata enfatizou que a locação dos caminhões-pipa ajudaria a minimizar esses impactos, melhorando a qualidade de vida da população.

Além disso, o vereador destacou que os caminhões também seriam essenciais para enfrentar emergências, como incêndios e interrupções no abastecimento de água, situações que têm ocorrido com frequência no município. Ele ressaltou a importância de uma resposta rápida e eficiente da administração municipal para garantir a segurança e o bem-estar dos cidadãos.

Valdecir Sapata espera que a prefeitura atenda a essa demanda com urgência, considerando os benefícios que a medida traria tanto para a saúde pública quanto para a prevenção de desastres. Ele continuará acompanhando de perto a questão e cobrando soluções para o problema da poeira nas ruas de Cerejeiras.

Fonte: Mídia Rondônia

Brasil tem média de 40 a 50 novos casos de mpox por mês

Em agosto de 2022, quando houve o pico de mpox no Brasil, o país contabilizou mais de 40 mil casos. Um ano depois, em agosto de 2023, o total caiu para pouco mais de 400 casos. Em 2024, o maior número de casos foi registrado em janeiro – mais de 170. Por fim, em agosto deste ano, a média de casos se mantém entre 40 a 50 novas infecções. O número é visto pelo Ministério da Saúde como “bastante modesto, embora não desprezível”.

“Sem absolutamente menosprezar os riscos dessa nova epidemia, o risco de pandemia e tudo o mais, o que trago do Brasil não é ainda um cenário que nos faça temer um aumento muito abrupto no número de casos”, avaliou o diretor do Departamento de HIV, Aids, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis da pasta, Draurio Barreira, nesta terça-feira (13), ao relatar a situação epidemiológica da mpox no Brasil.

No webinário, Draurio lembrou que, nesta quarta-feira (14), a Organização Mundial da Saúde (OMS) convocou comitê de emergência para avaliar o cenário de mpox na África e o risco de disseminação internacional da doença. A decisão levou em conta o registro de casos fora da República Democrática do Congo, onde as infecções estão em ascensão há mais de dois anos, além de uma mutação que levou à transmissão do vírus de pessoa para pessoa.

“Foi convocado pelo diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, uma reunião para definir a situação da mpox – se virá a ser considerada emergência em saúde pública de preocupação internacional. Ainda não temos esse cenário. Amanhã, vai haver a definição. O fato é que temos um aumento absolutamente sem precedentes na África, não só em número de casos em países que já haviam sido acometidos, como também em países vizinhos e que ainda não tinham relatado nenhum caso de mpox.”

Para Draurio, o quadro epidêmico de mpox ainda está circunscrito ao continente africano. “Mas, nessa época de globalização que a gente vive, ter um caso na África, na Ásia, em qualquer lugar significa um risco disso se tornar rapidamente uma epidemia global”, disse. “Falando um pouco do Brasil, a gente tem uma atenção muito especial em relação ao mpox porque, no início da epidemia, em 2022, os dois países mais acometidos, não só em valores absolutos, mas também em incidência, foram os Estados Unidos e o Brasil”.

Números

Dados do ministério apontam que, entre 2022 a 2024, o Brasil registrou quase 12 mil casos confirmados e 366 casos prováveis de mpox. Há ainda 66 casos classificados como suspeitos e um total de 46.354 casos descartados. “Como a gente vê um quadro epidêmico na África, temos que estar alertas. Essa iniciativa do webinário é uma antecipação, pra que a gente realmente não seja pego de surpresa, caso tenhamos uma nova pandemia”, avaliou Draurio.

Perfil

Os números mostram o seguinte perfil epidemiológico das infecções por mpox no Brasil: 91,3% dos casos se concentram no sexo masculino, sendo que 70% dos homens diagnosticados com a doença têm entre 19 e 39 anos. A idade mediana definida pela pasta é de 32 anos, com idades variando de 27 a 38 anos. Além disso, 3,7% dos casos foram registrados na faixa etária até 17 anos e 1,1%, entre crianças de até 4 anos.

“No sexo feminino, a gente teve um número 10 vezes menor do que entre os homens. Cerca de mil mulheres, também na faixa de adulto jovem”, destacou Draurio. Há, entretanto, um percentual alto de gênero não informado. “19% praticamente, o que diminui todos os outros percentuais. Mas homens cis são mais de 70%. Se a gente conseguisse informação desses 18,7% não informados, certamente teríamos uma distribuição maior entre homens cis”.

Outra informação relevante, segundo o diretor do departamento, envolve grupos classificados pela própria pasta como mais vulneráveis, incluindo homossexuais, homens heterossexuais e bissexuais. “Novamente, temos quase a metade das pessoas sem definição de orientação sexual”, ressaltou Draurio.

Do total de casos confirmados e prováveis para mpox no Brasil, 45,9% declararam que vivem com HIV. Entre os homens diagnosticados com a infecção, o índice chega a ser de 99,3%. A mediana de idade dos pacientes vivendo com HIV e que testaram positivo para mpox é de 34 anos, com idades variando de 29 a 39 anos.

“Todos os esforços que a gente tem feito se concentram, prioritariamente, na população HSH [homens que fazem sexo com homens]. Não por acaso, a responsabilidade pela vigilância e atenção está no Departamento de Aids, Tuberculose, Hepatites e ISTs”, completou Draurio.

O Brasil contabilizou ainda, de 2022 a 2024, 23 gestantes infectadas por mpox em diferentes momentos da gravidez.

Hospitalizações e óbitos

Em relação à hospitalização de casos da doença, o ministério considera que a infecção apresenta complicações em um número bastante reduzido de casos – 3,1% dos pacientes foram hospitalizados por necessidades clínicas ou por algum agravamento do quadro clínico; 0,6% foram hospitalizados com o propósito de isolamento; e 1,6% foram hospitalizados por motivos desconhecidos. Ao todo, 45 casos foram internados em unidades de terapia intensiva (UTIs).

“Embora um óbito seja extremamente relevante para nós, o quantitativo de óbitos decorrentes de mpox tem se mantido muito baixo em comparação com a incidência da doença”, avaliou Draurio. A taxa de letalidade da doença, neste momento, é de 0,14%. Ao todo, 16 óbitos foram contabilizados entre 2022 e agosto de 2024 – nenhum este ano.

A mediana de idade, entre as pessoas que morreram em decorrência da infecção, é de 31 anos, com idades variando de 26 a 35 anos. Os números mostram que 100% dos pacientes que morreram apresentaram febre e múltiplas erupções, com erupções genitais de forma predominante. Além disso, 15 mortes foram identificadas entre imunossuprimidos vivendo com HIV (93,8%). Apenas um caso dos 16 óbitos se classificava como pessoa imunodeprimida decorrente de um câncer.

“Portanto, é uma doença que, no Brasil, até o momento, se não houver mudança no padrão epidemiológico, vem afetando principalmente e imensamente a população HSH [homens que fazem sexo com homens] e outros imunodeprimidos. Desses 15 óbitos [registrados nesse grupo], apenas cinco, um terço, recebeu tratamento antirretroviral”, destacou Draurio.

Testagem

O diretor do departamento considera que a confirmação do diagnóstico de mpox é fundamental. Entretanto, segundo ele, ainda não há teste rápido no país para detecção da doença – apenas testes moleculares ou de sequenciamento genético.

“Os casos confirmados são, de fato, confirmados. Mas não dá tempo de esperar o diagnóstico definitivo por método laboratorial para que a gente evite o processo de transmissão da doença. Portanto, na sintomatologia de pústulas, erupções cutâneas, feridas e todas as manifestações cutâneas que possam parecer, a gente tem que pensar imediatamente em mpox.”

“Como a gente está falando que a principal população afetada são pessoas vivendo com HIV, são pessoas que também têm muitos outros problemas dermatológicos comuns à imunodeficiência. Portanto, o quadro se confunde”, destacou o diretor, ao citar ser esse o motivo do alto número de casos descartados no Brasil. “É o raciocínio que a gente tem que fazer: pensar em mpox, isolar o paciente e começar o tratamento disponível de suporte”.

A média de tempo entre a data de início dos sintomas e o óbito é de 58,6 dias. Já a média entre a data de início dos sintomas e a necessidade de internação é de 26,4 dias. Em 2024, o ministério contabilizou 49 hospitalizações por mpox, sem óbitos pela doença.

Tratamento

Por fim, Draurio ressaltou que o ministério obteve da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorização de uma licença de importação do remédio Tecovirimat. “Por ser um medicamento off label, não foi ainda autorizado para o tratamento de mpox, mas, efetivamente, reduz a mortalidade”, avaliou.

“Estamos agora procedendo junto à Opas [Organização Pan-americana da Saúde]. Já pedimos a compra, via Opas, de tratamentos para a eventualidade de um surto no Brasil. Hoje, não temos tratamento específico”, disse. “Vai ser importante ouvir, amanhã, os encaminhamentos da OMS para que a gente adeque o plano de contingência nacional a orientações internacionais”, concluiu Draurio.

Agência Brasil

Mpox, a nova covid começa a se espalhar pelo mundo

A OMS (Organização Mundial da Saúde) alertou que novos casos de Mpox podem surgir na Europa após a detecção de um caso na Suécia, o que levantou dúvidas se a transmissão pode se espalhar e causar impactos semelhantes aos da Covid pelo mundo.

De acordo com o escritório regional europeu da OMS, “é provável que haja mais casos importados na região europeia nos próximos dias e semanas”. A declaração foi feita após o primeiro registro fora da África de uma nova variante.

Uma pessoa que procurava tratamento em Estocolmo, na Suécia, foi diagnosticada com Mpox nesta quinta,15,  causada pelo subtipo clado 1.

Um clado é um grupo de vírus com mutações genéticas significativas, mas que vêm de um mesmo ancestral comum. No caso de uma cepa, as variações são bem menores.

Dois clados principais do vírus que transmite a doença circulam pelo mundo. O clado 1, que é endêmico na África Central, e o clado 1b, uma nova versão envolvida no surto atual.

Em 2022, uma cepa mais branda do vírus mpox, pertencente ao clado 2, causou um surto global que foi controlado por meio da vacinação de grupos vulneráveis.

Especialistas ouvidos pela Folha afirmaram que a doença tem alto potencial de se espalhar em escala global, mas não deve atingir a mesma intensidade ou letalidade da Covid.

“Vivemos numa pequena vila global de 8 bilhões de pessoas completamente interligadas. É questão de tempo para se disseminar para outros países. Vai acontecer, a gente pode ter certeza. Esperamos que com baixa magnitude e intensidade”, afirmou Alexandre Naime Barbosa, infectologista e coordenador científico da SBI (Sociedade Brasileira de Imunologia).

A pediatra Isabella Ballalai, diretora da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações), concorda e destaca que, ao contrário da Covid, que surpreendeu o mundo e se espalhou rapidamente, a Mpox teve um alerta global antecipado, permitindo que os países se preparem para sua disseminação.

Na quarta-feira (14), a OMS havia declarado que a Mpox é uma emergência de saúde pública de preocupação internacional.

“O risco de uma epidemia é se esse alerta não funcionar. É para que cada país adote suas ações preventivas e comunique os profissionais para ficarem atentos aos pacientes com sintomas”, explica Ballalai.

No Brasil, apenas em 2024, já foram registrados 709 casos e 16 mortes por mpox. Apesar do aumento e a circulação de uma variante mais perigosa do vírus, o Ministério da Saúde avalia que o risco é baixo para o país.

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, disse que a situação “não é motivo de alarme e sim de alerta”.

Trindade anunciou nesta quinta (15) a aquisição de 25 mil doses da vacina contra Mpox com a OPAS (Organização Pan-Americana de Saúde).

A pasta também inaugurou o Centro de Operações de Emergência em Saúde para coordenar ações de resposta à Mpox (COE-Mpox), localizado na sede da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), em Brasília.

Apesar da aquisição das doses, uma vacinação em massa não deve ocorrer. “Apenas casos muito excepcionais e grupos muito vulneráveis”, disse a ministra. A decisão segue a recomendação da OMS de não vacinar populações inteiras.

O médico infectologista José Cerbino, pesquisador do Instituto D’Or e do Instituto Nacional de Infectologia da Fiocruz, afirma que uma vacinação em massa no Brasil não é a melhor decisão, porque o risco-benefício ainda é baixo.

“Uma vacinação em massa envolve custos de produção e de distribuição, além de expor as pessoas ao risco de adoecimento. Seria um esforço para vacinar pessoas que talvez nunca sejam expostas à doença”, diz.

Para Cerbino, os esforços agora devem se concentrar em conter a doença no continente africano. O controle local deve evitar que a doença se espalhe para além da região.

Um surto global chegou a ocorrer em 2022. Mais de 100 países registraram casos, incluindo Brasil e partes da Europa e Ásia. Naquela época, a OMS também havia considerado a Mpox uma epidemia de importância internacional, mas suspendeu o alerta um ano depois.

“Foi um erro”, afirma Túlio de Oliveira, diretor do Centro de Resposta a Epidemias e Inovação da Universidade de Stellenbosch, na África do Sul.

Oliveira faz parte de um grupo de trabalho que acompanha a Mpox há cinco anos. Segundo ele, a suspensão da OMS fez os casos voltarem a crescer no continente africano neste ano.

Desde o início do ano, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) da África vem registrando um aumento considerável de casos. Até o final de julho, foram detectadas mais de 14,5 mil infecções e mais de 450 mortes por mpox.

Cerca de 96% dos casos ocorreram na República Democrática do Congo. O restante se espalhou para quatro países vizinhos –Burundi, Quênia, Ruanda e Uganda.

“Infelizmente, essas condições de epidemia em países pobres são negligenciadas. É por conta dessa falta de interesse e de coordenação que as doenças se espalham”, afirma Barbosa.

Segundo o infectologista, a transmissão na África ocorre de forma diferente devido ao ambiente misto entre urbano e rural. Culturalmente, as crianças têm contato frequente com animais, que muitas vezes são usados como alimento, facilitando a transmissão da doença.

Embora se espere uma disseminação global, como já observado no primeiro caso europeu, a propagação não será a mesma do continente africano. Cada país apresentará suas próprias mutações e características específicas.

No caso brasileiro, os especialistas defendem o aumento de vigilância e monitoramento dos casos, especialmente entre pessoas que viajaram para os países afetados nos últimos 30 dias ou que apresentam sintomas compatíveis com a doença.

“Temos a estrutura e a experiência para fazer o controle dessa doença”, afirma Cerbino.

Profissionais de imprensa são orientados sobre vedações eleitorais

Com o objetivo de garantir que as ações de comunicação do governo de Rondônia estejam em conformidade com a legislação eleitoral, assessores de comunicação das secretarias de estado, superintendências, autarquias e fundações participaram na quinta-feira (15), de uma reunião para discutir as vedações e permissões relacionadas às Eleições Municipais de 2024.

O encontro realizado pelo Executivo Estadual e organizado pela Secretaria de Estado de Comunicação (Secom) contou com a palestra do procurador-geral do Estado, Thiago Alencar Alves Pereira, especialista em Direito Eleitoral, que iniciou explicando que mesmo sendo um pleito municipal, os órgãos estaduais devem respeitar as vedações que lhes competem e garantir o respeito às leis eleitorais. Foram abordados temas importantes para a comunicação institucional durante o período eleitoral, entre eles estavam o uso de redes sociais, impulsionamento de conteúdos, referência a candidatos, produção de vídeos institucionais, podcasts, entrevistas, e inaugurações de obras públicas.

A assessora de Comunicação da Controladoria Geral do Estado (CGE), Mirna Carolina destacou o quanto o conteúdo agrega para o trabalho, especialmente em um ano eleitoral. “Nosso trabalho, como assessores de comunicação, é levar conhecimento dentro e fora das instituições públicas. Nossa responsabilidade vai além de simplesmente transmitir mensagens; somos responsáveis por garantir que essas mensagens sejam precisas, éticas e em conformidade com as normas legais, e devemos ser os primeiros a nos esforçarmos para termos entendimento sobre as políticas e como agir”.

O governador de Rondônia, Marcos Rocha enfatizou a importância da ética nas ações do governo no período eleitoral. “A gestão estadual sempre primou pela transparência. Neste momento de eleições municipais, é importante que todas as ações sejam conduzidas dentro do que é permitido pela legislação eleitoral e a democracia.”

Palestra do procurador-geral do Estado, Thiago Alencar Alves Pereira, especialista em Direito Eleitoral

ISONOMIA ELEITORAL

O procurador-geral do Estado enfatizou a necessidade de que cada assessor de comunicação esteja plenamente informado sobre essas diretrizes para evitar quaisquer infrações à legislação eleitoral. “É fundamental que todos os responsáveis pela comunicação nas secretarias e autarquias estejam cientes das regras e saibam como aplicá-las no dia a dia, garantindo assim, a isonomia eleitoral e a legalidade das ações,” ressaltou.

A titular da Secom, Rosângela Silva salientou a relevância da reunião para alinhar as práticas de comunicação do governo às exigências legais. “Nossa função é garantir que a comunicação institucional continue a servir a população com clareza e imparcialidade, respeitando as diretrizes eleitorais. Este encontro é uma oportunidade de esclarecer dúvidas e reforçar o compromisso com a transparência”.