20.8 C
Porto Velho
3 julho 2026
Início Site Página 646

Jovem de 21 anos é encontrado morto no Parque Ecológico em Vilhena

Mídia Rondônia – Nesta quarta-feira, 26, William Orasmo da Silva, um jovem de 21 anos, tirou sua própria vida. Ele foi encontrado pendurado em uma árvore no Parque Ecológico de Vilhena.

O corpo foi descoberto por uma pessoa que passava pelo local, que imediatamente acionou a Polícia Militar. William trabalhava em uma fazenda de reflorestamento nas proximidades de Vilhena. O jovem teria tido uma discussão com sua namorada e cometeu o ato extremo.

 

Carga de quase 600 kg de cocaína que saiu de Rondônia é apreendida pela PRF

Mais de meia tonelada de droga, que saiu de Rondônia, foi apreendida pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), durante fiscalização na BR-364, no município de Jataí, no estado de Goiás.

Em uma ação orientada por inteligência, a PRF interceptou uma carreta que transportava 50 toneladas de sucata, que havia saído de Rondônia com destino ao Espírito Santo.

O veículo foi parado na rodovia BR-364, em Jataí. Durante a revista, os agentes descobriram que entre as sucatas havia uma grande quantidade de droga escondida.

Os policiais tiveram trabalho para localizar a droga e foi necessário o uso de um caminhão munck para retirar a sucata que escondia 500 tabletes de cloridrato de cocaína, totalizando quase 600 kg.

O motorista, de 34 anos, informou que receberia R$ 25 mil pelo transporte da carga, que seguia para o Espírito Santo.

O traficante foi levado para a Central de Flagrantes em Jataí, juntamente com toda a droga apreendida.

Com Jornal do Vale

Porto Velho completa um mês sem chuvas

Mídia Rondônia – Nesta terça-feira (25), Porto Velho completou um mês sem registro de chuvas, de acordo com dados do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).

Além do tempo seco, os moradores da capital rondoniense também estão enfrentando altas temperaturas e aumento da incidência de radiação solar.

Segundo o Censipam, a última chuva registrada em Porto Velho foi no dia 25 de maio de 2024, com um total de 29 mm. Desde então, já são 31 dias consecutivos sem precipitações.

Especialistas apontam que a seca severa, característica do “verão amazônico”, se antecipou em 2024 e deve trazer graves consequências. Entre os efeitos esperados estão a redução significativa no nível do rio Madeira e o aumento na concentração de poluentes, “resultando em ar quente e seco, o que eleva os casos de problemas respiratórios”.

A situação preocupa autoridades e população, que precisam se preparar para enfrentar os desafios trazidos pela estiagem prolongada.

 

Censipam

Nova parcela do Pé-de-Meia começa a ser paga nesta quarta

Os estudantes da rede pública beneficiados pelo Pé-de-Meia, a poupança do ensino médio, começarão a receber a quarta parcela do incentivo, no valor de R$ 200, a partir desta quarta-feira (26). Até 1º de julho, o valor do incentivo será disponibilizado para os estudantes na conta aberta pela Caixa Econômica Federal, de acordo com o mês de nascimento do beneficiário (veja box). Em caso de dúvidas, basta acessar os canais digitais do Ministério da Educação (MEC) ou o aplicativo Jornada do Estudante.

Os depósitos do Pé-de-Meia são feitos em contas digitais abertas automaticamente pela Caixa em nome dos participantes do programa. Caso o aluno contemplado tenha menos de 18 anos, é necessário que o responsável legal realize o consentimento, autorizando-o a movimentar o valor. Esse consentimento poderá ser feito em uma agência bancária da Caixa ou pelo aplicativo Caixa Tem, disponível para smartphones. Basta o responsável escolher a opção “Programa Pé-de-Meia” – “Permitir acesso a um menor”.

No aplicativo Caixa Tem, caso o responsável legal seja o pai ou a mãe do estudante, será necessário fazer o upload do RG do estudante. Caso o responsável legal não seja um dos pais do estudante, o consentimento deverá ocorrer em uma agência da Caixa.

com informações do MEC

Médico é preso com várias armas após ameaçar ex-mulher em Rondônia

Mídia Rondônia – Na manhã desta terça-feira, 25, um médico ortopedista de 48 anos, foi preso após uma denúncia revelar que ele estava ameaçando sua ex-mulher e descumprindo uma medida protetiva. Ao chegar à residência do suspeito, a polícia encontrou um arsenal de armas e munições.

A prisão ocorreu após a ex-mulher do médico ter registrado uma denúncia. Segundo informações, o homem, que já possui um histórico de violência doméstica, estava fazendo novas ameaças, violando assim a medida protetiva emitida para proteger a vítima.

Durante a busca na casa do suspeito, os policiais encontraram cinco armas de fogo: duas de cano longo e três pistolas. Além disso, foram apreendidas diversas munições de calibres variados. A quantidade e a diversidade das munições chamaram a atenção dos agentes, demonstrando um arsenal considerável.

O médico, que possui registro como CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador), já tinha várias ocorrências de violência doméstica registradas contra sua ex-mulher. Esse histórico foi um fator determinante para a emissão da medida protetiva, que ele acabou descumprindo.

O homem recebeu voz de prisão no local, tanto pelo descumprimento da medida protetiva quanto pelas ameaças proferidas contra sua ex-mulher. Ele e as armas foram levados para o Departamento de Flagrantes.

Novo Ensino Médio mudará rotina da comunidade escolar

A aprovação da reforma do ensino médio pela Comissão da Educação do Senado representa mais um passo para mudanças bastante significativas não apenas na rotina de profissionais da educação e de alunos, mas também para as famílias desses estudantes e para as comunidades. Para que seja de fato implementado e garanta a qualidade e equidade na educação, será necessário o empenho e articulação dos entes federados, assim como da comunidade escolar e de universidades, visando a formação de professores para o novo currículo.

Como o texto aprovado do PL 5.230/23 na comissão é um substitutivo, ele terá de retornar à Câmara dos Deputados, caso se confirme a aprovação no plenário do Senado. O texto aprovado prevê a ampliação da carga horária mínima total destinada à formação geral básica (FGB), das atuais 1,8 mil horas para 2,4 mil. A carga horária mínima anual do ensino médio passa de 800 para 1 mil horas distribuídas em 200 dias letivos.

Há a possibilidade de essa carga ser ampliada progressivamente para 1,4 mil horas, desde que levando em conta prazos e metas estabelecidos no Plano Nacional de Educação (PNE), respeitando uma distribuição que seja de 70% para formação geral básica e 30% para os itinerários formativos – disciplinas, projetos, oficinas e núcleos de estudo a serem escolhidos pelos estudantes nos três anos da etapa final da educação básica.

Segundo o substitutivo aprovado, da relatora do PL no Senado, Dorinha Seabra (União-TO), a partir de 2029, as cargas horárias totais de cursos de ensino médio com ênfase em formação técnica e profissional serão ampliadas, de 3 mil horas para 3,2 mil; 3,4 mil; e 3,6 mil quando se ofertarem, respectivamente, cursos técnicos com carga específica de 800 horas, 1 mil  horas e 1,2 mil horas.

Língua espanhola

Entre os destaques apresentados pela parlamentar no relatório figura a inclusão da língua espanhola como componente curricular obrigatório, além do inglês. Outros idiomas poderão ser ofertados em localidades com influências de países cujas línguas oficiais sejam outras, de acordo com a comunidade escolar (professores, técnicos administrativos, estudantes e pais ou responsáveis).

A ampliação da carga horária e a inclusão da língua espanhola entre as disciplinas a serem ministradas são pontos positivos da reforma, segundo a professora da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB) Catarina de Almeida Santos. Ela chama atenção para alguns problemas que podem decorrer da forma como serão implementadas.

“O texto aprovado pela comissão do Senado apresenta alguns avanços, ainda que insuficientes, na comparação com o texto enviado pela Câmara”, disse a educadora à Agência Brasil. “Trazer o espanhol de volta é algo positivo, se levarmos em consideração nossa identidade continental. Mas é preciso estabelecermos uma divisão clara das cargas horárias, uma vez que horas dedicadas a espanhol são horas a menos para outros conteúdos”, disse ela ao destacar ser necessário, também, que haja clareza, no novo ensino médio, com relação não apenas à carga horária de cada disciplina, mas também aos conteúdos que serão apresentados.

Segundo a educadora, o substitutivo manteve brechas especialmente relativas à educação profissional, uma vez que não ficou claro quais seriam as disciplinas que vão compor tais áreas. “É preciso dizer as áreas do conhecimento e, dentro delas, definir disciplinas e carga horária. A nova legislação precisa apresentar e detalhar isso; pegar as áreas de conhecimento e dizer o que vai compor em termos de disciplinas”.

Diretor de Políticas Públicas da ONG Todos Pela Educação, Gabriel Corrêa diz que a obrigatoriedade da língua espanhola no ensino médio será provavelmente um ponto de discordância, quando a matéria retornar à Câmara.

“É possível que a Câmara não acate todas mudanças feitas pela senadora Dorinha no texto. Antevejo discordância de alguns com relação à obrigatoriedade do espanhol no ensino médio. O problema, talvez, seja colocá-lo na parte comum, como mais uma disciplina obrigatória, porque implicaria na diminuição da carga horária de outras disciplinas importantes”, disse.

A solução, segundo ele, seria a de colocar o espanhol como disciplina opcional, em vez de obrigatória. “Se as escolas já funcionassem em tempo integral, não haveria esse problema, porque a carga horária seria maior”, complementou ao lembrar que essa obrigatoriedade foi publicamente criticada pelo Conselho Nacional de Secretários de Educação – o que certamente será usado como argumento pelos contrários.

Itinerários formativos

Criados com o objetivo de aprofundar áreas de conhecimento ou de formação técnica profissional – levando em conta a importância desses conteúdos para o contexto local e as possibilidades do sistema de ensino –, os itinerários formativos terão carga horária mínima de 800 horas nos três anos de ensino médio.

Na avaliação de Catarina de Almeida, da UnB, o aumento da carga horária do técnico profissionalizante acabaria por resultar na diminuição da formação básica, o que, segundo ela, não seria bom.

“Levando em consideração o atual quadro de professores e a infraestrutura limitada das escolas, o correto seria não fazer essa divisão [entre áreas de conhecimento e técnico profissionalizante], e sim focar exclusivamente em uma formação básica, comum a todos. Isso, na verdade, significa os dois tipos para todos. Ao separar o processo, teremos estudantes com menos informação do básico”, argumentou.

Se for para implementar com essa divisão, que seja, na avaliação dela, aumentando a carga horária total. Nesse caso, ela sugere que se postergue a implementação das novas regras. “A pressa pode atrapalhar a perfeição. Se o Brasil está atrasado nessa reformulação, ficará ainda mais com a necessidade de, depois, ter de fazer mais uma reforma. Isso prejudicaria mais gerações. O melhor é centrar esforços em uma reforma robusta que possa ficar por muito tempo”.

Com relação aos itinerários formativos, a grande preocupação manifestada por parlamentares durante a tramitação do texto foi a de resultarem em conteúdos e atividades de pouca relevância para a formação do estudante. Foi inclusive citado o caso de uma aula dedicada a ensinar estudantes a prepararem brigadeiro gourmet.

A ideia proposta prevê que os itinerários têm de estar articulados com as quatro áreas de conhecimento previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC): linguagens e suas tecnologias, integrada pela língua portuguesa e suas literaturas, língua inglesa, artes e educação física; matemática e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias, integrada pela biologia, física e química; e ciências humanas e sociais aplicadas, integrada pela filosofia, geografia, história e sociologia.

As diretrizes nacionais que aprofundarão cada uma das áreas do conhecimento ficarão a cargo do Ministério da Educação (MEC), em parceria com os sistemas estaduais e distrital de ensino.

Tempo integral

O projeto em tramitação no Senado aponta para a importância do tempo integral, e isso certamente constará na lei, segundo Gabriel Corrêa, da ONG Todos pela Educação. Enquanto isso não acontece, o Senado propôs a ampliação da carga diária atual, de 5 horas, no caso dos estudantes que optarem por curso técnico. Já a Câmara defende cargas horárias iguais para os dois grupos – técnico profissionalizante e áreas de conhecimento.

“Há alguns problemas com relação ao tempo integral. Um deles é que as redes [de ensino] das secretarias de educação terão de ofertar estrutura para alunos ficarem mais tempo na escola, o que resulta em mais trabalho, recursos e contratações de professores. Outro ponto está relacionado ao risco de os estudantes optarem por uma frente, apenas pelo fato de ficarem menos tempo em sala de aula. Em outras palavras, desestimularia a escolha pelos cursos técnicos, caso a carga horária diária deles seja maior”, argumentou o diretor.

A ONG Todos pela Educação defende que não haja essa distinção entre as duas frentes, até porque mais carga atrapalha a oferta do poder público para a expansão da rede. “O ideal é que todos tenham a mesma carga horária, independentemente do caminho a ser escolhido. Com isso, a escolha é em função da vocação e dos interesses, e não da preguiça de fazer menos aulas. Por fim, isso pode confundir os estudantes, levando-os a acreditar que uma maior carga horária indicaria maior relevância”.

Notório saber

Um outro ponto polêmico do texto substitutivo aprovado na comissão do Senado é o que trata da possibilidade de algumas aulas serem ministradas por pessoas sem diploma de licenciatura específico para a disciplina, mas que tenham notório saber e experiência comprovada no campo da formação técnica e profissional. Algo similar já ocorre, por exemplo, quando engenheiros dão aula de matemática.

Segundo a relatora Dorinha Seabra, a atuação desses profissionais de notório saber será “em caráter excepcional, mediante justificativa do sistema de ensino e regulamentação do Conselho Nacional de Educação (CNE).”

Essa possibilidade preocupa a educadora Catarina de Almeida Santos, da UnB. Segundo ela, esse tipo de situação implica risco de, ao autorizar aulas ministradas por pessoas de notório saber, a nova legislação coloca à frente das salas de aula pessoas leigas, em vez de profissionais habilitados da área. “A meu ver, notório saber não tem relação com saber prático”.

Essa possibilidade foi também criticada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). “Um ponto considerado negativo foi a permanência do notório saber, embora o texto aponte para a normatização nacional e excepcional da contratação desses profissionais para atuarem no itinerário da formação técnico-profissional”, ponderou a entidade.

Esforço conjunto

A relatora Dorinha Seabra disse à Agência Brasil que, para ser implementada de forma adequada, a nova proposta vai requerer esforço do estado e do governo federal, para melhorar a estrutura das escolas. Em especial, as estruturas de laboratórios e bibliotecas.

“Será necessário um aprofundamento em relação às disciplinas básicas. Quando se trata da educação profissional, requer uma estrutura ainda maior de investimento em laboratórios e livros; em atividades extras. Temos um grande desafio, a exemplo dos profissionais e de funcionamento das escolas”, disse.

Dorinha acrescentou que o aumento de carga horária vai requerer mais dedicação também de alunos e professores. “O tempo integral fica no foco de todo conjunto, [passando por] ampliação da carga horária e permanência na escola”.

Ainda segundo a senadora, o olhar do novo do ensino médio tem que estar cada dia mais inserido no seu espaço; na sua localidade. “Requer a participação da comunidade nesses espaços coletivos de formação e leituras em relação ao meio em que está inserido, bem como aos espaços no mundo do trabalho.”

A ONG Todos pela Educação alerta que “sem o apoio do governo federal ao estado, e dos estados às escolas, o abismo entre escolas públicas e privadas permanecerá mesmo com o país tendo sua legislação melhorada.”

A aprovação pelo Legislativo, segundo Corrêa, é apenas um primeiro passo para novos desafios. “Na sequência teremos outros desafios, até que consigamos, de forma gradual, fazer as mudanças que melhorarão o ensino médio do país. Será uma fase complexa e não rápida, tomando pelo menos os anos de 2025 e 2026”, afirmou.

Segundo ele, os desafios para a implementação das novas regras passam pela preparação de infraestruturas, profissionais, materiais e pelas avaliações que são necessárias para identificar o que pode ser melhorado.

“Além disso, será necessário estabelecer uma nova comunicação [das autoridades] com estudantes e famílias sobre as mudanças que virão. Apoiar os estudantes inclusive para que eles apoiem a escola. Não adianta o poder público se preparar e as comunidades não se apropriarem desse modelo”, complementou.

Além de campanhas midiáticas, será necessária muita atuação no ambiente escolar, no sentido de preparar professores e diretores. “Serão momentos de debates sobre projetos de vida e opções disponibilizadas pelo ensino médio. Não é apenas o governo chegar e expor suas intenções. Será necessário ouvir, dialogar e envolver o jovem nesse processo de escolha. Não será algo fácil. Por isso precisaremos de uma coordenação muito boa entre MEC e secretarias estaduais/distrital de educação”.

Aulas noturnas

Outra sugestão apresentada no relatório da parlamentar é a obrigatoriedade de os estados manterem pelo menos uma escola com ensino médio regular noturno em cada município, caso haja demanda comprovada.

O relatório prevê, ainda, formação continuada de professores, de forma a garantir que eles estejam preparados para as novas diretrizes e metodologias, “com foco em orientações didáticas e reflexões metodológicas, assegurando o sucesso das transformações propostas para o ensino médio.”

Ministro

ministro da Educação, Camilo Santana, comemorou pelas redes sociais a aprovação do substitutivo na comissão do Senado. Em tom de agradecimento aos parlamentares, ele destacou, entre os avanços, a manutenção das 2,4 mil horas, conforme proposto pelo governo federal, para a formação geral básica e fortalecimento da formação técnica de nível médio.

Segundo ele, esta foi uma vitória para a educação e para a juventude do Brasil. “Prevalece o interesse maior, que é comum aos que trabalham por um país de mais oportunidades: a construção de um ensino médio capaz de contribuir para tornar a escola pública mais atrativa, gratuita e de qualidade para todas e todos”, disse.

Em Cerejeiras, falta de interesse em resolver o problema da água tratada coloca em xeque a relação da prefeitura e o ex-mandatário

 

Mídia Rondônia – Há anos a população de Cerejeiras vem sofrendo com falta de água encanada durante o verão amazônico. O reflexo da falta de investimentos para sanar o problema é grave. No período mais intenso do verão, quando a água chega às residências, ainda é suja. O problema é de conhecimento de todos. Mas algo intrigante tem chamado a atenção também nos últimos anos: o interesse de um ex-prefeito da cidade em assumir o serviço público de distribuição de águas e esgoto do município.

Qual é o interesse da prefeitura municipal em privatizar o serviço de distribuição de águas em Cerejeiras? O que levaria um empresário a investir num negócio “tão problemático”? No período do verão os rios secam e a Caerd tem graves problemas para a captação de água. Mas por que então a prefeitura não investe em poços artesianos?

Dizem que o aquífero no município não é dos melhores. Um aquífero é toda formação geológica subterrânea capaz de armazenar água e que possua permeabilidade suficiente para permitir a sua utilização.

Toda essa história de um aquífero não-suficiente em Cerejeiras está caindo por terra. Tudo por causa da chegada de um grande investimento no município, que é a instalação de uma usina de etanol de milho a qual estima uma produção anual de 170 milhões de litros de etanol anidro e hidratado.

Ocorre que, para toda essa produção o empreendimento precisa de água em abundância. A empresa então fez jus ao pensamento: “Não sabendo que era impossível, ele foi lá e fez”. E realizaram estudos comprovando a existência de um aquífero com água em fartura em Cerejeiras.

Ou seja, a população do município vem sofrendo há anos e anos por falta de investimentos para a perfuração de poços artesianos. E aí está a explicação por que alguém estaria interessado em assumir os rumos do serviço de distribuição de águas e esgoto na cidade. De certo alguém já sabia desse aquífero tão bom em Cerejeiras.

Por fim, resta ainda a dúvida. Qual o real interesse do ex-mandatário que renunciou ao cargo alegando problemas de saúde querer retornar ao mesmo cargo 6 anos depois? A água de Cerejeiras pelo visto faz milagres?

 

Em 2021, na maior crise de falta d’água em Cerejeiras, um morador usou uma caixa d’água puxada por um reboque, abastecendo no poço semi-artesiano da Câmara Municipal. O fato foi amplamente compartilhado nas redes sociais.

O Midia Rondônia segue aberto para ouvir os esclarecimentos das partes citadas na nota.

Acusados de corrupção, policiais penais são afastado em Rondônia

Mídia Rondônia – Na manhã desta terça-feira (25), a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Rondônia (FICCO/RO) deflagrou a Operação Integratis Publicae para investigar e combater crimes de corrupção no sistema penitenciário do estado. Durante a ação, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, resultando no afastamento de dois policiais penais estaduais em Porto Velho.

A operação revelou que policiais penais estavam envolvidos em um esquema de corrupção, recebendo pagamentos para introduzir objetos ilegais dentro dos presídios. A investigação também identificou a participação de um advogado no esquema, ampliando a rede de envolvidos no crime.

Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em diversos locais, incluindo residências e escritórios dos suspeitos. Como resultado das investigações preliminares, dois policiais penais estaduais foram afastados de suas funções. Os nomes dos servidores públicos não foram divulgados para preservar a integridade da investigação.

A Operação Integratis Publicae é uma iniciativa da FICCO/RO, que integra diversas forças de segurança, incluindo a Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil, Polícia Penal e a Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN). A operação visa atuar de forma conjunta e integrada no combate ao crime organizado em Rondônia, com foco em corrupção ativa e passiva dentro do sistema penitenciário.

Governo convoca centenas de agentes de alimentação e de limpeza em RO

A Superintendência Estadual de Gestão de Pessoas (Segep), do Governo de Rondônia, divulgou nesta terça-feira (25), o edital de convocação de centenas de candidatos selecionados para vagas de agente de alimentação e de limpeza, para a assinatura de contratos.

São candidatos de todo o estado, que têm entre o dia 26 de junho a 7 de julho para encaminhamento da documentação, visando à assinatura de contrato temporário e início imediato das atividades, segundo informa o Rondoniagora.

PF apura supostas irregularidades na emissão de documentos eleitorais

Um grupo suspeito de fraudar a emissão de documentos eleitorais está sob investigação da Polícia Federal (PF). Segundo a instituição, os investigados usaram o aplicativo e-Título para invadir o sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e realizar várias ações em nome de “pessoas públicas” – incluindo políticos, empresários, artistas e atletas.

Consultado, o próprio TSE informou que detectou as irregularidades em julho de 2023. “Em ação preventiva e permanente de verificação da lisura e do rigor de dados nos seus canais digitais, o tribunal identificou acessos irregulares no aplicativo e-Título, sem qualquer relação com o sistema de votação nem com o processo eleitoral, cuidando-se de informações relativas a dados e informações não sensíveis.”

De acordo com a PF, a Corte identificou ao menos 158 registros de irregularidades, que vão desde a emissão irregular de título de eleitor até a inscrição indevida das vítimas para atuarem como mesário voluntário nas eleições.

“O que aconteceu foi a inserção fraudulenta de dados no E-título, por meio de acesso regular ao sistema (criação de perfis falsos com dados das vítimas). Isso é considerado pela legislação invasão de dispositivo informático, não houve quebra de proteção do sistema”, informou a assessoria da PF.

Com base no resultado das investigações iniciais, a PF deflagrou, na manhã desta terça-feira (25), a Operação Eleitor Protegido. Policiais federais cumpriram a seis mandados judiciais de busca e apreensão em endereços relacionados aos suspeitos nas cidades de Belo Horizonte (MG); São Paulo (SP); Maracanaú (CE) e São Miguel do Gostoso (RN).

Segundo a PF, os documentos e aparelhos apreendidos auxiliarão nas investigações, que serão aprofundadas para tentar esclarecer o objetivo dos investigados, que devem responder pelo crime de invasão de dispositivo informático. Em nota, o TSE acrescentou que “permanece atento a qualquer abuso ou desvio em relação a dados inseridos nos sistemas disponíveis e de guarda da Justiça”.

O e-Título é um aplicativo móvel para obtenção da via digital do título eleitoral. Permite o acesso rápido e fácil às informações da eleitora e do eleitor cadastradas na Justiça Eleitoral. Apresenta dados como: zona eleitoral, situação cadastral, além da certidão de quitação eleitoral e da certidão de crimes eleitorais. O app pode ser baixado para smartphone ou tablet , nas plataformas iOS.