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5 maio 2026
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TJ cobra Estado por demora em cirurgias ortopédicas em RO

O Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO) confirmou, em julgamento no final de janeiro, a condenação do Estado por falhas na prestação de serviços de saúde no Hospital Regional de Cacoal (HRC). A decisão mantém a obrigação de o Poder Executivo adotar medidas para reduzir a fila de cirurgias ortopédicas e assegurar que os pacientes sejam operados dentro do prazo recomendado pelos médicos.

A ação civil pública teve origem em investigação do Ministério Público de Rondônia (MPRO), que identificou 159 pacientes aguardando procedimentos ortopédicos na unidade. Segundo os autos, parte dessas cirurgias estava atrasada mesmo com indicação médica expressa quanto ao tempo adequado para a realização.

Em primeira instância, a 3ª Vara Cível da Comarca de Cacoal julgou parcialmente procedente o pedido do MPRO e determinou que o Estado promova os atendimentos conforme os prazos prescritos pelos profissionais de saúde. A sentença também fixou prazo de 60 dias para que o hospital elabore um plano de gestão que organize a execução das cirurgias e evite a formação de novas filas excessivas.

O governo estadual recorreu sob alegação de interferência indevida do Judiciário na administração pública. A apelação foi analisada pela 2ª Câmara Especial do TJRO, com relatoria do desembargador Hiram Marques. No voto, seguido pelos desembargadores Jorge Leal e Miguel Monico, o relator afastou a tese de invasão de competência.

Marques destacou que a sentença não impôs cronograma rígido, não determinou o fim imediato da fila nem fixou prazos judiciais genéricos para as cirurgias. “A decisão limitou-se a exigir que os procedimentos sejam feitos no tempo indicado pela medicina e que o Estado apresente um plano de gestão no prazo legal”, afirmou. Para o magistrado, a medida assegura o direito fundamental à saúde e estimula o diálogo institucional entre os Poderes.

O julgamento foi realizado entre 26 e 30 de janeiro de 2026. Com o acórdão, fica mantida a condenação e o Estado permanece obrigado a dar efetividade aos atendimentos cirúrgicos no HRC. A decisão reforça o entendimento do Judiciário rondoniense de que a morosidade estrutural no setor de saúde pública não pode prevalecer sobre a necessidade de tratamento oportuno e qualificado aos pacientes. (TJ-RO)

Influenciadora morre após comer caranguejo raro

A influenciadora filipina Emma Amit, de 51 anos, morreu após comer o “caranguejo-do-diabo” durante a gravação de um vídeo para as redes sociais. A produtora de conteúdo, conhecida por publicar vídeos sobre comida, passou mal depois de consumir o crustáceo venenoso coletado em um manguezal de Palawan, nas Filipinas, no dia 4 de fevereiro.

Segundo o New York Post, Emma reuniu quatro tipos de frutos do mar com amigos e gravou imagens preparando e provando os alimentos com leite de coco. Entre eles estava o “caranguejo-do-diabo”, espécie encontrada em recifes do Indo-Pacífico e capaz de causar morte. No dia seguinte, ela apresentou convulsões e perda de consciência. Recebeu atendimento médico local e foi transferida para um hospital de maior porte, mas não resistiu.

Testemunhas relataram que seus lábios ficaram escuros enquanto ela permanecia inconsciente. A intoxicação causada pelo “caranguejo-do-diabo” pode provocar paralisia e insuficiência respiratória em poucas horas, e não há antídoto para o envenenamento.

Faca do crime não era da professora, conclui polícia

A Polícia Civil de Rondônia descartou a versão apresentada por João Cândido da Costa Junior, de 24 anos, suspeito de matar a professora Juliana Santiago, de que a faca usada no crime teria sido entregue pela própria vítima. A informação foi confirmada pela delegada Leisaloma Carvalho, responsável pelo caso.

Segundo a delegada, não há qualquer elemento de prova que confirme essa versão. Ela informou ainda que uma pessoa próxima da vítima afirmou que a faca utilizada no crime não pertencia a Juliana.

“Uma pessoa próxima da vítima narrou que aquela faca ali não é um objeto pertencente à Juliana, não pertencia a ela, nunca fez parte da casa dela, não foi objeto que ele teria visto com ela alguma vez”, disse.

A delegada também descartou a versão de que o crime teria sido motivado por reprovação na disciplina ministrada pela professora.

“Isso não procede. Nós já juntamos o boletim desse aluno ao inquérito policial, em que ele não tinha nota baixa a ponto de ser reprovado ou mesmo tivesse sido, de uma forma, prejudicado em suas notas pela professora Juliana ou até por outro professor na faculdade. Então isso é uma versão totalmente descartada no inquérito policial”, declarou.

Juliana Santiago, de 41 anos, foi assassinada a facadas dentro de uma sala de aula de uma faculdade particular em Porto Velho. A principal linha de investigação aponta que João Cândido matou a professora após ter sido rejeitado por ela.

G1

Quinta-feira tem alerta de chuvas intensas em RO

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta de perigo potencial de chuvas intensas para a Região Norte do país nesta quinta-feira (12).

No Acre, Rondônia e Amapá, a previsão é de muitas nuvens com pancadas de chuva e trovoadas isoladas ao longo do dia, mantendo o tempo instável nesses estados.

No Amazonas, as precipitações mais intensas devem atingir municípios da região Central e do Médio Solimões, como Coari, Tefé e Tapauá, com possibilidade de volumes elevados de chuva.

Em Roraima, a expectativa é de muitas nuvens com chuva isolada em todo o estado ao longo do dia.

Já no Pará, as chuvas mais intensas se concentram em áreas do sudoeste e sudeste paraense, especialmente nos municípios de Altamira, São Félix do Xingu e Trairão.

No Tocantins, a previsão é de muitas nuvens com pancadas de chuva e trovoadas isoladas, principalmente na região Central do estado, em municípios como Porto Nacional, Silvanópolis e Santa Rosa do Tocantins.

Entre as capitais, a temperatura mínima prevista é de 23°C, em Rio Branco e Porto Velho. Já a máxima pode chegar a 35°C, em Boa Vista. A umidade relativa do ar varia entre 40% e 100%.

Flávio “Rachadinha” diz que Lula “bebe para caramba”

O senador Flávio Bolsonaro (PL), que se coloca como pré-candidato à Presidência em 2026, voltou a comparar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a um carro Opala durante participação em conferência do banco BTG nesta quarta-feira (11). “Lula é como Opala, ‘velhão’, já foi bonito, mas hoje não te leva a lugar nenhum e ainda bebe para caramba”, afirmou, sendo aplaudido por parte do público.

A comparação do senador envolvido em escândalos de “rachadinha” foi feita pela segunda vez em menos de duas semanas. A tentativa de depreciar o petista foi dita pela primeira vez no último dia 2 em entrevista à Rádio Fan.

Nesta quarta, ao falar sobre o cenário eleitoral, Flávio disse que a próxima disputa presidencial não será um embate pessoal entre Lula e Jair Bolsonaro. “Se é o caminho da prosperidade, que vamos propor, ou o caminho das trevas”, declarou ao defender que o pleito de 2026 será uma escolha de rumos para o país.

Questionado sobre sua relação com as instituições, diante das crises ocorridas no governo de seu pai, o senador afirmou que buscou diálogo, mas criticou o Supremo Tribunal Federal.

Segundo ele, não houve “autocontenção” da Corte. “Quando isso não acontece, é outro poder externo que tem que fazer, no caso, o Senado. No que depender de mim, sempre vou buscar o diálogo. Vamos ganhar a eleição com o cérebro, não com o fígado”, disse.

Jair e Flávio Bolsonaro. Foto: reprodução

Flávio classificou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como um “amigo” e afirmou que ele “vai entrar de cabeça” em sua pré-campanha. Também declarou respeito à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e comentou que ela “ainda está pensando se vai entrar para a vida pública”.

O senador visitou Jair Bolsonaro, preso na Papudinha, em Brasília, e afirmou que foi apenas para um abraço. A defesa do ex-presidente voltou a pedir prisão domiciliar ao ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Sobre alianças, Flávio avaliou que partidos do centrão não devem apoiar o PT. “Não estou cobrando tempo e não estou com pressa”, afirmou. Ele citou Ciro Nogueira e Antonio Rueda como dirigentes com quem tem tido “boas conversas”.

“Todo mundo estava apostando que Tarcísio seria o candidato apontado pelo presidente Bolsonaro”, disse, acrescentando que sua pré-candidatura vem evoluindo nas pesquisas. “Acho que neste momento já estou conseguindo mostrar que podem diminuir essa preocupação”, declarou.

Na agenda internacional, após viagem a Israel, Emirados Árabes, Bahrein e França, o senador afirmou que o “mundo árabe” poderia investir em infraestrutura no Brasil, mas apontou insegurança jurídica como entrave. Ele também minimizou eventual apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“Não digo apoio porque não vai ter nenhum país interferindo em eleição no Brasil. Trump olha para o mundo colocando em primeiro lugar os interesses dos americanos”, afirmou. E completou: “Tenho que sentar com Estados Unidos, China, Israel, mundo árabe. Só espero que Lula não tome uma cachaça antes de ir para um encontro como esse, fale abobrinhas e arrote sentimento anti-americano, em vez de defender interesses brasileiros”.

Sobre segurança pública, ao comentar visita a El Salvador, declarou: “Se tem uma coisa que vou ser radical é a segurança pública. [Em El Salvador] vi violações de direitos humanos das vítimas dos ‘pandilleros’. O Brasil precisa resgatar os territórios hoje dominados por organizações narcoterrriostas”.

Perguntado sobre possíveis nomes para a Fazenda, disse que Mansueto Almeida e Roberto Campos Neto são “excepcionais”, mas ponderou: “Nome se vê lá na frente. Tem que ser no mínimo igual ao Paulo Guedes. Mas vai ser muito melhor que o [Fernando] Haddad”.

 

MEC barra novos cursos particulares de medicina

O Ministério da Educação (MEC) revogou o edital para a criação de novos cursos de medicina por instituições privadas de ensino superior. O chamamento foi lançado em outubro de 2023, quando foi autorizada a abertura de até 95 novos cursos em municípios pré-selecionados, priorizando o interior do país.

A medida ocorreu no âmbito da retomada do programa Mais Médicos, que visa ao fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a redução de desigualdades regionais, com a descentralização da oferta de cursos e promoção da qualidade da formação médica.

De lá para cá, o cronograma foi adiado diversas vezes diante do grande volume de propostas e de ações judiciais apresentadas pelos interessados. Em outubro do ano passado, o MEC já havia suspendido o edital por 120 dias e agora, após esse prazo, vem a decisão da revogação. A portaria que revoga o edital foi publicada na noite dessa terça-feira (10) em edição extra do Diário Oficial da União.

Em comunicado, o MEC explicou que a decisão tem caráter técnico e que uma série de eventos alteraram, “de forma substancial”, o cenário que fundamentou o edital para o funcionamento dos novos cursos.

A pasta cita a recente expansão de vagas de medicina, notadamente provocada pela judicialização dos pedidos de autorização de novos cursos, pela expansão da oferta de cursos dos sistemas estaduais e distrital de ensino e pela conclusão de processos administrativos relativos a aumento de vagas em cursos já existentes.

“Diante desse quadro, a manutenção do edital deixaria de atender aos objetivos de ordenação da oferta, redução das desigualdades regionais e garantia de padrão de qualidade que orientam o Programa Mais Médicos”, diz o MEC.

Proibição

Para controlar a qualidade dos novos cursos no país, a abertura de vagas de medicina foi proibida por portaria do Ministério da Educação, a partir de abril de 2018, com validade de cinco anos. Em 2023, após esse prazo, o governo atual autorizou a abertura de novos cursos em regiões do país onde faltam médicos e, com o edital, tinha o objetivo de retomar do protagonismo do Estado na coordenação da expansão dessas vagas.

Após a proibição, entretanto, foram recebidas mais de 360 liminares judiciais contra a União, determinando ao MEC o recebimento e processamento de pedidos de autorização de novos cursos de medicina e de aumentos de vagas em cursos previamente autorizados. Essa judicialização representou pedidos de aproximadamente 60 mil novas vagas.

De acordo com nota técnica da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres), que motivou a suspensão do edital em 2025, a vedação à abertura de cursos e ao aumento de vagas em medicina não significou a estagnação da oferta de ensino médico no país, mas, “pelo contrário, possibilitou a abertura de cursos que não se submeteram ao processo regulatório e avaliativo instituído”.

Os dados do Censo da Educação Superior indicam que, em 2018, existiam 322 cursos de medicina no país, com 45.896 vagas. Em 2023, esse número subiu para 407 cursos e 60.555 vagas.

“Além disso, a maior parte dos processos instaurados por força de decisão judicial só foi decidida após 2023, de forma que a expansão ocasionada pelo sobrestamento não se limitou ao período de sua vigência”, diz a Seres.

Além do cenário de expansão da formação médica no sistema federal de ensino, o MEC cita o aumento de cursos de medicina por intermédio de conselhos estaduais de Educação, totalizando hoje 77 cursos no sistema estadual.

Ainda, segundo a secretaria, mesmo com a expansão ocorrida, ainda persistiam as desigualdades regionais na área de saúde, com regiões onde a relação de médicos por habitantes era muito inferior à média nacional, como os estados do Acre, Amazonas, Maranhão e Pará.

Qualidade

De acordo com o comunicado do MEC, somam-se ao novo cenário da oferta de vagas de medicina no país a implementação do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), as novas Diretrizes Curriculares Nacionais e os debates públicos sobre a instauração de um exame de proficiência do egresso do curso de medicina.

O resultado da primeira edição do Enamed levantou uma discussão sobre a má qualidade da formação médica no Brasil. Cerca de 30% dos cursos tiveram desempenho insatisfatório, porque menos de 60% dos estudantes não alcançaram a nota mínima para proficiência. A maioria dessas instituições é municipal ou privada com fins lucrativos.

“Embora esses elementos tenham surgido após a elaboração do edital de seleção, e não reflitam diretamente sobre os procedimentos de autorização de novos cursos, eles revelam alteração significativa do contexto fático, social e regulatório no qual se insere a política de formação médica no país, reforçando a importância da centralidade da qualidade da oferta e da adequação da formação às necessidades do SUS”, diz o MEC.

Não há prazo para um novo chamamento. Mas o MEC informou que a revogação do atual edital não representa a interrupção da política pública de expansão da formação médica e que, em coordenação com o Ministério da Saúde e outros órgãos, seguirá atuando para “consolidar um diagnóstico atualizado” sobre a oferta de cursos e vagas e seus impactos na qualidade da formação médica e no atendimento do SUS.

Passageira é flagrada com mala cheia de skunk em RO

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Rondônia apreendeu, nesta terça-feira (10), cerca de 10,74 quilos de skunk durante fiscalização no km 1 da BR-364, no município de Vilhena. A droga foi localizada em um ônibus de linha interestadual abordado pelos agentes.

De acordo com a PRF, durante a fiscalização e aplicação de técnicas de entrevista policial, uma passageira apresentou comportamento suspeito e exalava odor característico de entorpecentes no momento da abordagem. Questionada pelos policiais, ela negou estar transportando bagagem.

No entanto, ao verificarem seus pertences, os agentes encontraram o ticket de despacho de uma mala. Diante da inconsistência das informações, foi realizada a inspeção no compartimento inferior do ônibus, onde os policiais localizaram a bagagem indicada.

Dentro da mala foram encontrados diversos tabletes de skunk, uma variedade de maconha com maior concentração de substâncias psicoativas.

A passageira foi detida e, juntamente com o material apreendido, encaminhada à Delegacia da Polícia Civil em Vilhena para os procedimentos legais. Ela poderá responder pelo crime de tráfico de drogas.

Rondônia: passageira de ônibus é flagrada mais de 10 kg de skunk

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Rondônia apreendeu, nesta terça-feira (10), cerca de 10,74 quilos de skunk durante fiscalização no km 1 da BR-364, no município de Vilhena. A droga foi localizada em um ônibus de linha interestadual abordado pelos agentes.

De acordo com a PRF, durante a fiscalização e aplicação de técnicas de entrevista policial, uma passageira apresentou comportamento suspeito e exalava odor característico de entorpecentes no momento da abordagem. Questionada pelos policiais, ela negou estar transportando bagagem.

No entanto, ao verificarem seus pertences, os agentes encontraram o ticket de despacho de uma mala. Diante da inconsistência das informações, foi realizada a inspeção no compartimento inferior do ônibus, onde os policiais localizaram a bagagem indicada.

Dentro da mala foram encontrados diversos tabletes de skunk, uma variedade de maconha com maior concentração de substâncias psicoativas.

A passageira foi detida e, juntamente com o material apreendido, encaminhada à Delegacia da Polícia Civil em Vilhena para os procedimentos legais. Ela poderá responder pelo crime de tráfico de drogas.

Pedágio na BR-364 volta a ser cobrado em RO

A cobrança de pedágios na BR-364, que estava suspensa desde o dia 29 de janeiro, foi restabelecida nesta quarta-feira (11) por determinação do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). A decisão atende a um recurso apresentado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e é assinada pelo desembargador federal Pablo Zuniga Dourado.

A suspensão havia sido motivada por uma ação judicial movida pelo partido União Brasil, pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Rondônia (Aprosoja/RO) e pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). As entidades questionaram o alto valor das tarifas estabelecidas pela Concessionária Nova 364, com aval da ANTT, e alegaram descumprimento de cláusulas contratuais.

Segundo os autores da ação, o contrato de concessão prevê que a cobrança só poderia começar após o cumprimento simultâneo de cinco condicionantes, incluindo a conclusão integral dos chamados Trabalhos Iniciais previstos no Programa de Exploração da Rodovia (PER), documento que define parâmetros técnicos obrigatórios relacionados à segurança e trafegabilidade.

Recurso da ANTT

No recurso, a ANTT pediu a restauração dos efeitos da Deliberação nº 517/2025, que reconheceu o cumprimento das exigências contratuais para o início da cobrança. A agência sustentou que a autorização seguiu critérios técnicos e procedimentos de fiscalização previstos no contrato.

Ao analisar o pedido, o desembargador entendeu que, neste momento inicial do processo, existem elementos suficientes para manter a decisão administrativa da agência reguladora. Para ele, a suspensão liminar enfraquecia a presunção de legitimidade do ato e antecipava uma discussão que ainda depende de análise mais aprofundada.

O magistrado destacou que questionamentos sobre a metodologia de verificação das obras e serviços exigem produção de provas e contraditório, o que não é compatível com a fase inicial do processo.

Risco ao contrato

Na decisão, o relator também apontou risco de prejuízo à execução do contrato caso a arrecadação permanecesse suspensa. Segundo ele, a receita de pedágio é a principal fonte de remuneração da concessionária e integra o equilíbrio econômico-financeiro do contrato, impactando diretamente a continuidade dos serviços de operação, manutenção e investimentos na rodovia.

Por outro lado, o desembargador registrou que eventuais danos aos usuários, caso a cobrança seja considerada indevida no futuro, poderão ser tratados por mecanismos de compensação previstos no regime contratual e regulatório.

Com isso, foi determinado o restabelecimento imediato da eficácia da deliberação da ANTT, mantendo a cobrança do pedágio até nova decisão judicial. O juízo de primeira instância será comunicado, e as partes contrárias terão prazo de 15 dias para apresentar resposta ao recurso.

Mulher promove massacre em escola e mata 10

Um ataque a tiros na pequena comunidade de Tumbler Ridge, no Canadá, na Colúmbia Britânica, deixou dez pessoas mortas e outras 25 feridas na terça-feira (10).

A autora do atentado também morreu, segundo autoridades locais. O episódio mobilizou equipes de emergência, que isolaram a escola e iniciaram uma investigação considerada de alta prioridade pelas autoridades locais.

 

Ela teria agido sozinha, segundo as informações preliminares, mas os investigadores continuam analisando a cronologia do ataque, possíveis alertas prévios e se houve qualquer tipo de apoio ou envolvimento indireto de terceiros.

A imprensa canadense identificou a suspeita como Jesse Strang, de 18 anos, com base em declarações atribuídas a um familiar e conhecidos. A Polícia Montada Real do Canadá (RCMP) ainda não confirmou oficialmente o nome. A corporação informou que só divulgará dados após concluir a verificação formal das informações e a análise completa das evidências forenses e digitais.

Segundo o jornal canadense Western Standard, Jesse Strang é uma mulher transgênero que estudava da escola. Sua identidade foi confirmada ao jornal por colegas dela, que a descreveram como uma pessoa “tranquila e gente boa”, mas que era “quieta e meio deslocada”.

Em 2021, sua mãe, Jennifer, deixou uma mensagem no canal do YouTube de Jesse: “Confira o canal do YouTube do meu filho mais velho, Jesse Strang. Ele publica sobre caça, armas e coisas que gosta de fazer”.

Jesse Stang com um rifle em casa de amigos

Equipes especializadas continuam examinando registros digitais, depoimentos de testemunhas e provas coletadas na escola. Embora relatos iniciais tenham levantado a hipótese de um segundo envolvido, até o momento não há confirmação de outros suspeitos.

Com cerca de 2,4 mil habitantes, Tumbler Ridge raramente enfrenta crimes violentos desse porte. Serviços de apoio psicológico foram disponibilizados para estudantes e familiares, enquanto a comunidade tenta lidar com o choque e o impacto da tragédia. A polícia afirmou que novas informações serão divulgadas assim que o processo de apuração permitir.

O episódio abalou a cidade e repercutiu em todo o Canadá, país onde ataques a tiros são raros, diferentemente do que ocorre com frequência nos Estados Unidos. A legislação canadense é mais rigorosa para compra e posse de armas de fogo.

No Canadá, o porte depende de licenças específicas e com restrições. A lei também exige que as armas sejam mantidas descarregadas e guardadas sob chave.

Durante o governo do ex-primeiro-ministro Justin Trudeau, foram adotadas medidas para restringir pistolas e armas de estilo militar, em parte após massacres como o da Nova Escócia e o ataque à escola de Uvalde, no Texas. Propostas para proibir determinados fuzis e espingardas, porém, enfrentaram resistência de agricultores e caçadores e acabaram não avançando.

Num vídeo de sua conta apagada no Reddit, ela aparece praticando tiro ao alvo com uma pistola semiautomática Desert Eagle.