26 C
Porto Velho
6 maio 2026
Início Site Página 91

Samu prioriza Bolsonaro e reduz frota de emergência nas ruas

Uma ambulância do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) do Distrito Federal ficará à disposição, em regime permanente, do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. A medida passou a valer após a transferência do ex-mandatário para a unidade, ocorrida em 15 de janeiro de 2026.

A decisão foi tomada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que condicionou a mudança da Superintendência da Polícia Federal para a Papudinha à garantia de atendimento médico imediato. A ambulância, antes lotada no Gama, permanece desde o primeiro dia estacionada dentro do batalhão.

O veículo reservado é uma Unidade de Suporte Intermediário, com equipe completa de socorro, incluindo médico da Secretaria de Saúde. Os profissionais atuam em regime de plantão contínuo, com troca de equipes sem que a ambulância deixe o local, garantindo remoção imediata em caso de emergência.

O ex-presidente Jair Bolsonaro. Foto: Sergio Lima/AFP

A viatura foi retirada da rotina de atendimento nas ruas para atender exclusivamente Bolsonaro. Segundo a decisão judicial, qualquer necessidade de deslocamento para hospital deve ser atendida de forma imediata, com posterior comunicação ao juízo pela defesa no prazo máximo de 24 horas.

Além do suporte médico, Moraes estabeleceu uma série de condições especiais para o cumprimento da pena de 27 anos e 3 meses por trama golpista. Entre elas estão assistência médica integral, sessões regulares de fisioterapia, alimentação especial entregue diariamente e visitas semanais ampliadas de familiares próximos, além de acompanhamento religioso.

Bolsonaro permanece em cela separada, com estrutura ampla e privativa, incluindo área externa para banho de sol em horário livre e possibilidade de instalação de equipamentos de fisioterapia. No complexo, também estão presos o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques, que não contam com as mesmas condições.

Assessor do governo usa cargo para autopromoção no Cone Sul

Enquanto o governador de Rondônia, Marcos Rocha, enfrenta o que já é considerado por analistas e críticos como o pior momento de desgaste junto à opinião pública, buscando espaço em um novo partido político após romper publicamente com aliados — inclusive ao acusar o próprio vice-governador de traição —, integrantes de sua base seguem protagonizando episódios que aumentam o ruído político no estado.

Em Vilhena, o secretário regional do Governo, o policial penal Wesley Geminiano, passou a ser alvo de críticas e ironias nas redes sociais após a divulgação de um vídeo em que utiliza um personagem diminuto, batizado de “Weslezinho”, em uma encenação considerada por internautas como propaganda pessoal e eleitoral antecipada. O vídeo foi publicado nas redes sociais de um assessor direto do governador Marcos Rocha e rapidamente viralizou, sendo amplamente ironizado por usuários, que questionam a prioridade do governo diante da grave crise enfrentada pelo estado.

As críticas ganham força em um contexto de denúncias de abandono nas áreas essenciais, como saúde, segurança pública, educação e infraestrutura. A situação da saúde pública, em especial, ganhou grande repercussão após a deputada estadual Cláudia de Jesus afirmar publicamente que se sente “envergonhada” por não conseguir atender às demandas dos servidores da área, declaração que repercutiu fortemente nas redes sociais e em grupos de profissionais da saúde.

Na capital, Porto Velho, o jornalista Rubens Coutinho, conhecido por sua atuação independente, publicou um vídeo denunciando o que classificou como as mazelas do atual governo. No material, ele relembra que Marcos Rocha foi eleito na chamada onda bolsonarista, mas teria abandonado o ex-presidente Jair Bolsonaro, a quem antes atribuía sua trajetória política. Segundo Coutinho, o governador hoje se mantém em um discurso fortemente religioso, “ajoelhado em nome de Deus”, enquanto problemas básicos seguem sem solução.

Entre as denúncias mais graves relatadas pelo jornalista está a falta de viaturas do Instituto Médico Legal (IML) para atendimento de ocorrências. Em um dos casos citados, um corpo teria permanecido por horas em via pública, ao lado de familiares que clamavam por apoio do Estado — situação que gerou forte comoção e indignação.

Ainda segundo Rubens Coutinho, a segurança pública vive um colapso silencioso, com a ausência de novos concursos para a Polícia Militar e a redução gradual do efetivo. Ele destaca a contradição de o chefe do Executivo estadual ser um coronel da PM, enquanto, segundo suas palavras, “faltam soldados nas ruas e estrutura mínima para o trabalho policial”.

Diante desse cenário, cresce nas redes sociais e nos bastidores políticos a percepção de um governo desconectado da realidade da população, enquanto aliados apostam em ações de autopromoção que ampliam o desgaste de uma gestão já pressionada por crises sucessivas.

Veja o video

https://www.instagram.com/reel/DT2ryqyDkDD/?igsh=MWUyb3FlYTRjMXBkdQ==

Fonte: Folha dos Municípios

“Malafaia está endemoniado”, diz senadora acusada de “linguaruda”

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) reagiu às acusações do pastor Silas Malafaia e afirmou que ele estaria “endemoniado” após dizer que ela mente sobre o envolvimento de igrejas evangélicas em fraudes contra aposentados do INSS.

“Ele está endemoniado. Não pode intimidar uma senadora”, disse ao SBT News. A reação ocorreu depois de Malafaia dizer que Damares teria mentido ao afirmar que “grandes igrejas estão envolvidas na falcatrua do INSS”.

Segundo ele, as investigações não atingiriam grandes denominações, mas igrejas “novas” e “pequenas”. “Me dê o nome de grandes igrejas. Não tem nenhuma”, afirmou. O embate teve início após declarações da senadora sobre os trabalhos da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS, que apura fraudes contra aposentados e pensionistas.

Damares afirmou que a comissão identificou igrejas e líderes religiosos no esquema. “Essa CPMI do INSS está chegando em lugares que a gente jamais imaginava”, disse. Malafaia classificou a fala como uma “afronta” e passou a atacar a senadora com termos como “leviana”, “cínica” e “mentirosa”.

Ele também desafiou Damares a apresentar nomes e provas. “Ou a senhora dá os nomes ou a senhora é uma leviana, linguaruda”, afirmou, acrescentando que, sem isso, ela não seria “digna” de representar eleitores evangélicos.

Em resposta, a senadora divulgou requerimentos apresentados no âmbito da CPMI e afirmou que as informações citadas “são públicas e constam em requerimentos apresentados e aprovados pela Comissão, amplamente divulgados e acessíveis à sociedade”. Segundo ela, a eventual participação de igrejas em fraudes “causa profundo desconforto e tristeza”, mas não afasta o dever de investigação.

Entre os pedidos já apresentados estão transferências de sigilo de igrejas como Adoração Church, Assembleia de Deus Ministério do Renovo, Ministério Deus é Fiel Church e Igreja Evangélica Campo de Anatote, além da convocação ou convite de diversos líderes religiosos. (DCM)

Pedágio pesa e bolsonaristas recorrem à Justiça em Rondônia

Mídia Rondônia – Produtores de soja de Rondônia passaram a demonstrar arrependimento após o início da cobrança de pedágios na BR-364, principal corredor logístico do estado. Mesmo tendo apoiado, junto com a classe política em Brasília, o projeto de privatização da rodovia, idealizado ainda no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, com aval do então ministro da Infraestrutura Tarcísio de Freitas, o setor agora tenta barrar judicialmente os efeitos do modelo adotado.

Nesta quinta-feira (22), a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Rondônia (Aprosoja-RO), em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), ingressou com uma ação na Justiça Federal pedindo a suspensão imediata da cobrança de pedágios no trecho da BR-364 entre Vilhena e Porto Velho.

A ação inclui pedido de tutela de urgência e tem como principal argumento a falta de previsibilidade e transparência nas alterações contratuais promovidas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) no final de 2025. Segundo as entidades, as mudanças anteciparam o início da cobrança em quase seis meses, afetando diretamente o planejamento financeiro do agronegócio, que trabalha com contratos firmados com grande antecedência.

De acordo com a Aprosoja-RO, a medida pegou produtores de surpresa e comprometeu a segurança jurídica do setor. Estudos técnicos do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), anexados à ação, apontam que o pedágio pode gerar impacto significativo nos custos logísticos, reduzindo a competitividade dos produtores rondonienses frente a outros estados.

Além da judicialização, a entidade informou que está em diálogo com senadores da República para a realização de uma audiência pública no Senado Federal, prevista para a primeira semana de fevereiro, com o objetivo de debater os efeitos econômicos e sociais da concessão da BR-364.

Em nota, a Aprosoja-RO afirma que não é contra a concessão da rodovia nem contra investimentos em infraestrutura, mas defende que mudanças estruturais desse porte precisam ser feitas com planejamento, diálogo e transparência, garantindo previsibilidade aos produtores e à sociedade.

O movimento expõe uma contradição: setores que defenderam a privatização da BR-364 agora recorrem à Justiça ao sentirem, no bolso, os impactos do modelo que ajudaram a viabilizar politicamente. O caso reacende o debate sobre concessões rodoviárias, custos logísticos e os limites entre discurso ideológico e realidade econômica no agronegócio rondoniense.

Sexta-feira com alerta de intensas chuvas em RO

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta de perigo para acumulado de chuva para os sete estados da região Norte do país nesta sexta-feira.

No Acre, em Rondônia e no Amazonas, as precipitações ocorrem de forma intensa ao longo de todo o dia, com céu encoberto e pancadas persistentes.

Em Roraima, as chuvas mais fortes se concentram na região sul do estado, atingindo os municípios de Rorainópolis, Caracaraí e Caroebe, onde os acumulados podem ser mais elevados.

No Amapá, o dia será instável em todo o estado, com maior concentração de chuva na região central e oeste amapaense, especialmente na Serra do Navio, Calçoene e Pedra Branca do Amapari.

No Pará, a expectativa é de muitas nuvens, com pancadas de chuva e trovoadas na região sudoeste paraense, afetando os municípios de Aveiro, Trairão e Itaituba.

Já no Tocantins, a chuva atinge principalmente o centro-norte do estado, com registros em Tupirama, Palmeirante e Presidente Kennedy ao longo do dia.

Entre as capitais, a temperatura mínima prevista é de 23°C, em Rio Branco e Manaus. Já a máxima pode chegar a 35°C, em Boa Vista. A umidade relativa do ar varia entre 48% e 100%.

UTI da Morte: técnico tentou matar professora três vezes

O técnico de enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa, de 24 anos, tentou supostamente matar três vezes a professora aposentada Miranilde Pereira da Silva, de 75, e somente na quarta tentativa ele teria conseguido. A servidora pública faleceu no dia 17 de novembro de 2025.
O Metrópoles teve acesso ao inquérito policial que narra o passo a passo do profissional de saúde. Primeiro, ele se apossa de uma substância letal e aplica na veia da paciente em três ocasiões, causando paradas cardíacas, mas em todas as vezes a mulher acaba sendo ressuscitada pela equipe médica. Na quarta tentativa, o homem injeta um desinfetante de 10 a 13 vezes.
“Para consumar seu intento homicida, Marcos Vinicius pega um recipiente contendo o desinfetante da marca Genrio, coloca o conteúdo num copo e o aspira em diversas seringas. Ato contínuo, aplica de 10 a 13 seringas contendo o desinfetante na veia da paciente. Desta feita, a vítima sofre nova parada cardíaca e morre”, narra o inquérito policial.
Enquanto Marcos consumava o homicídio da professora, a técnica Marcela Camilly Alves da Silva, de 22, assistia a tudo e, segundo o relatório policial, “parecia ter prazer na cena que ocorria”.
No mesmo dia, Marcos Vinícius aplica a mesma substância letal no servidor da Caesb João Clemente Pereira, de 63. O homem sobrevive à primeira parada cardíaca, mas o técnico de enfermagem volta após o fim do horário de trabalho e consegue sacramentar o óbito.
“Chama a atenção, neste caso, o comportamento do autor, que agiu e ficou observando a vítima morrer depois do seu horário de trabalho”, disse a denúncia da Polícia Civil do DF (PCDF).
A última vítima, o carteiro Marcos Moreira, de 33, recebeu a injeção da mesma substância no dia 1º de dezembro – bastou uma dose para que a morte fosse constatada. Neste crime, Camila ajuda a retirar a substância na farmácia e assiste ao paciente morrer na companhia de seu colega de trabalho.

Roxo na mão levanta suspeitas sobre saúde de Trump

Uma mancha roxa voltou a aparecer na mão do presidente dos EUA, Donald Trump, durante uma aparição pública nesta quinta-feira (22).

O hematoma foi visto enquanto Trump participava da reunião de seu “Conselho de Paz” em Davos, na Suíça.

Manchas na pele do republicano, em particular nas suas mãos, têm sido vistas desde julho de 2025, pelo menos — e levantam suspeitas sobre problemas de saúde e tratamentos que ele esteja eventualmente fazendo.

Em uma entrevista publicada pelo “Wall Street Journal” em 1º de janeiro, porém, Trump afirmou que sua saúde é “perfeita”. Segundo ele, as manchas são resultado da ingestão de aspirina, em doses muito maiores do que a recomendada pelos médicos.

“Não quero que sangue espesso circule no meu coração”, disse. O analgésico é conhecido por fluidificar o sangue, tornando-o menos espesso. O uso sem indicação médica, no entanto, pode causar efeitos colaterais graves, como sangamentos internos.

Trump disse que usa maquiagem e bandagens para esconder os hematomas. O presidente afirmou ao “WSJ” ainda que sofreu um corte na mão após a procuradora-geral, Pam Bondi, o atingir acidentalmente com um anel.

Trump baseia grande parte de sua imagem política em projetar vigor, em oposição a Joe Biden, seu antecessor.

No entanto, nos últimos meses, a saúde do presidente tem sido alvo de atenção. Observadores apontam hematomas persistentes na mão direita, tornozelos inchados e dificuldade em manter os olhos abertos em eventos públicos. (G1)

Ilegal, ‘Mounjaro do Paraguai’ é vendido nas redes por R$ 700

A caneta usada pela paciente que está internada em estado grave em Minas Gerais era a Lipoless. O produto é conhecido informalmente como o “Mounjaro do Paraguai” — um apelido usado por vendedores para associá-lo a um medicamento regularizado — e é trazido do Paraguai para o Brasil de forma ilegal. Desde o ano passado o medicamento é proibido pela Anvisa, mas ela segue sendo anunciada nas redes sociais.

Segundo a família, Kellen Oliveira Bretas Antunes estava aplicando injeções do medicamento Lipoless, que foi vendido a ela como sendo tirzepatida — a mesma molécula usada no medicamento Mounjaro, indicado para o tratamento de diabetes tipo 2 e também utilizado para emagrecimento. Após o início do uso, ela apresentou complicações e precisou ser internada.

Canetas proibidas no Brasil são anunciadas nas redes sociais com 'cardápio' e sem exigência de prescrição médica — Foto: Arte/g1

Apesar de proibida, em uma busca pela ferramenta de anúncios da Meta, o g1 encontrou nesta quarta-feira (21) mais de 300 publicações sobre a venda da Lipoless.

No ano passado, o Jornal Nacional mostrou como funcionava a negociação das canetas vindas do país vizinho. Segundo a reportagem, os produtos eram transportados por motoboys na região de fronteira e repassados a outras pessoas responsáveis pela distribuição, em uma tentativa de burlar a fiscalização sanitária.

Os anúncios mostram acesso facilitado ao medicamento, sem exigência de receita médica, e, em alguns casos, é o próprio comprador quem escolhe a dosagem.

A determinação da Anvisa que proibiu essas canetas, também bloqueou qualquer tipo de anúncio desse tipo. A Meta informou ao g1 que suas políticas “não permitem anúncios que promovam a venda ou o uso de drogas ilícitas ou recreativas, ou de outras substâncias, produtos ou suplementos inseguros”.

Em outros casos, a Polícia Federal flagrou pessoas tentando entrar no país com a substância amarrada ao corpo ou escondida em caixas e porta-malas de veículos.

Especialistas alertam que esse tipo de transporte aumenta ainda mais o risco, já que não segue qualquer parâmetro de segurança e pode comprometer a estabilidade do produto.

De onde vem a Lipoless

 

A patente da molécula do Mounjaro é da farmacêutica Eli Lilly. Isso impede que qualquer outra empresa produza a substância enquanto a empresa tiver essa permissão válida.

O que acontece é que o Paraguai não respeita a patente. Com isso, uma farmacêutica local passou a produzir e vender medicamentos de tirzepatida.

 Como o Brasil respeita a patente, a Lipoless não pode ser vendida no país. Mas os especialistas alertam que é mais do que isso: sem passar por uma avaliação sanitária, é impossível saber da segurança do medicamento.

G1

“Envergonhada”, deputada critica falta de avanços na saúde

Mídia Rondônia – A deputada estadual Cláudia de Jesus (PT) afirmou estar “envergonhada” por encerrar seu mandato sem conseguir avanços concretos para os trabalhadores da saúde pública de Rondônia. O desabafo foi feito durante pronunciamento na Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE-RO), onde a parlamentar denunciou a falta de valorização dos profissionais da saúde, a escassez de especialistas no estado e a rejeição de emendas orçamentárias que buscavam melhorar as condições de trabalho da categoria.

“Nós sempre fomos muito atuantes. Dificilmente não estávamos naquela comissão recebendo os trabalhadores ou a população que precisa da saúde pública”, afirmou Cláudia de Jesus ao relembrar sua trajetória na Casa.

A deputada destacou que presidiu a Comissão de Saúde por dois anos e, atualmente, ocupa o cargo de vice-presidente, ressaltando que o colegiado sempre atuou de forma presente, ao lado da deputada Taíssa e de outros parlamentares, acolhendo profissionais da área e cidadãos dependentes do Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo Cláudia, a comissão — hoje presidida pelo deputado Luiz do Hospital — apresentou diversos requerimentos, documentos e propostas orçamentárias com foco na melhoria da saúde pública no estado.

Profissionais mal pagos e deixando Rondônia

Durante o discurso, a parlamentar fez um alerta contundente sobre a evasão de profissionais da saúde, causada pela falta de valorização salarial.
“Eu já vi pessoas morrerem neste estado porque faltava especialista. O especialista existe, mas não quer trabalhar para o Estado porque o que se paga não é viável”, declarou.

Ela também chamou atenção para a realidade enfrentada por técnicos e demais trabalhadores da área:
“Os nossos técnicos ganham uma mixaria. Estão doentes, endividados e com uma série de problemas porque não são reconhecidos.”

Diante da ausência de respostas do Executivo ao longo dos anos, Cláudia explicou que ela e outros deputados recorreram a emendas ao orçamento estadual como instrumento legal para garantir recursos à saúde.

Emendas rejeitadas sem debate

As propostas, no entanto, foram rejeitadas, inclusive sem debate adequado na Comissão de Orçamento, segundo a deputada.
“Nem sequer nos deram o direito de participar da reunião. Se fosse para rejeitar, que pelo menos houvesse debate, olhando no olho de cada parlamentar”, criticou.

Ela também se solidarizou com a deputada Taíssa, que, conforme relatado, também foi impedida de participar da discussão.

“Peço desculpas aos trabalhadores da saúde”

Em um dos momentos mais emocionados do pronunciamento, Cláudia de Jesus pediu desculpas aos profissionais da saúde pública:
“Eu me sinto envergonhada. Peço desculpas por tanta humilhação que vocês sofreram dentro desta Casa, ouvindo muitos dizerem ‘pode contar comigo’, mas que na hora decisiva não cumprem.”

A deputada classificou o atual ambiente político como um retrocesso democrático, afirmando que o debate tem sido evitado e que muitos parlamentares apenas concordam com o governo:
“A política não se constrói escondida, se constrói dialogando. Hoje vemos muita gente apenas dizendo ‘amém’.”

Ela também rebateu críticas de colegas que alegaram que as emendas apresentadas representariam uma interferência no papel do Executivo:
“Nós temos competência constitucional para propor emendas ao orçamento quando o governo não resolve.”

Cláudia esclareceu ainda que as emendas eram autorizativas, ou seja, davam liberdade ao governo para executar os ajustes conforme sua capacidade financeira.
“Respeitamos o governo, demos autonomia para negociar, mas não vimos comprometimento.”

“Ser parlamentar é cuidar de vidas”

Encerrando seu discurso, a deputada destacou que a política só faz sentido quando promove melhorias reais na vida da população:
“Ser parlamentar não é só um trabalho, é uma missão: cuidar de vidas, resolver problemas e salvar pessoas. E hoje, infelizmente, é lamentável o que está acontecendo.”

Banda de rock vilhenense lança videoclipe autoral

Mídia Rondônia – A banda de rock vilhenense Chevy & Os Galácticos lançou, na noite desta quarta-feira, 21, o seu primeiro videoclipe oficial. A produção audiovisual é da canção autoral “Que ninguém se importe” e foi apresentada ao público em um evento realizado na Fundação Cultural de Vilhena.

Gravado integralmente em Vilhena, o videoclipe contou com mão de obra 100% local, reforçando o potencial artístico e técnico da cidade. O projeto foi viabilizado por meio de políticas públicas de incentivo à cultura, com recursos da Lei Paulo Gustavo, que tem fomentado produções independentes em todo o país.

A canção “Que ninguém se importe” traz a identidade sonora da banda, marcada por influências do rock alternativo e letras autorais que dialogam com temas contemporâneos, refletindo inquietações, sentimentos e posicionamentos de uma geração conectada à cena independente.

Formada em 2021, a Chevy & Os Galácticos surgiu a partir da junção de duas bandas que já possuíam integrantes em comum. Atualmente, o grupo é composto por Suzane Schmitka (vocais), Samuel Bueno (guitarras e vocais), Tiago Martins (guitarras), Nettu Regert (contrabaixo) e Rodrigo Melo (bateria).