Quatro apostas feitas em Rondônia acertaram cinco das seis dezenas sorteadas no concurso 2.958 da Mega-Sena, realizado na noite de sábado (11), e levaram um prêmio de R$ R$ 8.982,02 cada. No país, nenhuma aposta acertou sozinha as seis dezenas e o prêmio acumulou.
O próximo sorteio da Mega-Sena acontece na terça-feira (13), com previsão de pagar R$ 20 milhões.
A previsão do tempo para a Região Norte neste domingo (11) indica chuvas frequentes e instabilidade em grande parte da região.
No Acre e em Rondônia, a expectativa é de chuvas intensas ao longo de todo o dia, com céu encoberto e elevados volumes de precipitação.
No Amazonas, a chuva ganha força em áreas do interior, com destaque para municípios como Coari, Tefé e Alvarães, onde são esperadas as precipitações mais intensas.
Em Roraima, o dia será de muitas nuvens, com pancadas de chuva isoladas ao longo do dia.
Já no Amapá, a região litorânea registra pancadas de chuva acompanhadas de trovoadas isoladas, atingindo municípios como Oiapoque e Calçoene.
No Pará e no Tocantins, o tempo permanece encoberto, com chuva isolada em diferentes áreas.
Entre as capitais, a temperatura mínima prevista é de 23°C, em Belém. Já a máxima pode chegar a 34°C, em Boa Vista. A umidade relativa do ar varia entre 40% e 100%.
Um grupo especializado no tráfico interestadual de drogas, que utilizava“mocós” — compartimentos secretos escondidos em caminhões e carretas — foi condenado pelo Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO). A organização criminosa ficou conhecida após operação da Polícia Federal realizada em Rondônia e Goiás, que resultou na prisão de 12 pessoas e na apreensão de veículos de luxo e motos aquáticas.
A investigação começou com a Operação Fim de Carreira, deflagrada pela Polícia Federal para apurar a atuação do grupo nos estados de Rondônia, Mato Grosso e Goiás. O processo envolveu 24 réus e teve como base um inquérito da PF. As identidades dos acusados não foram divulgadas.
Um grupo especializado no tráfico interestadual de drogas, que utilizava “mocós” — compartimentos secretos escondidos em caminhões e carretas — foi condenado pelo Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO). A organização criminosa ficou conhecida após operação da Polícia Federal realizada em Rondônia e Goiás, que resultou na prisão de 12 pessoas e na apreensão de veículos de luxo e motos aquáticas.
A investigação começou com a Operação Fim de Carreira, deflagrada pela Polícia Federal para apurar a atuação do grupo nos estados de Rondônia, Mato Grosso e Goiás. O processo envolveu 24 réus e teve como base um inquérito da PF. As identidades dos acusados não foram divulgadas.
Segundo o TJ-RO, durante o julgamento, foram analisadas mais de 8 mil páginas de provas, incluindo relatórios policiais, interceptações telefônicas, dados telemáticos, quebras de sigilo e provas produzidas ao longo da instrução criminal.
O Ministério Público de Rondônia (MP-RO), denunciou os acusados pelos crimes de organização criminosa, lavagem de capitais e cinco episódios de tráfico de drogas. Veja o resultado do julgamento:
Organização criminosa Seis réus foram condenados a 3 anos de prisão e 30 dias-multa. Outros cinco foram absolvidos desse crime.
Lavagem de capitais Cinco réus receberam pena de 3 anos de prisão e 30 dias-multa. Uma ré foi absolvida.
Tráfico de drogas Dos cinco episódios analisados, houve absolvições em alguns casos e condenações em outros. As penas variam entre 8 anos e 2 meses e 9 anos e 7 meses de prisão, já com aumento pela prática interestadual do crime e, em um caso, pelo reconhecimento de continuidade delitiva. Também foram aplicadas multas proporcionais.
Os agentes cumpriram 62 mandados judiciais em quatro cidades de Rondônia e uma de Goiás: Porto Velho, Guajará-Mirim (RO), Ariquemes (RO), Jaru (RO) e Goiânia (GO). Além dos veículos, foram apreendidas joias, drogas, armas e R$ 10 em espécie.
O esquema de tráfico era baseado em esconder a drogas nos “mocós” e transportar de Rondônia para outros estados. A rota de tráfico eram as rodovias brasileiras.
O esquema começou a ser investigado há mais de um ano. Durante esse período, a polícia identificou pelo menos 10 remessas de cocaína despachadas pelo grupo criminoso que totalizam mais de duas toneladas de droga. Cargas foram apreendidas e motoristas presos.
O grupo utilizava contas bancárias de empresas e pessoas físicas para movimentar o dinheiro do tráfico de drogas e com ele adquiriam veículos de luxo. Duas empresas dos investigados tiveram as contas bancárias bloqueadas.
No total, três pessoas foram presas em flagrante por posse de arma de fogo, em Porto Velho e Guajará-Mirim, e uma por tráfico. Outras nove pessoas foram presas preventivamente. Seis investigados tiveram contas bloqueadas. (G1)
Um jovem, ainda não identificado, foi alvo de um ataque a tiros na tarde deste sábado, 10, no bairro Alto Alegre, em Vilhena. O crime gerou apreensão entre moradores da região, que relataram ter ouvido o barulho de uma motocicleta se aproximando momentos antes dos disparos.
Logo após a chegada da moto, vários tiros foram ouvidos. O jovem foi atingido pelos disparos e socorrido, sendo encaminhado ao Hospital Regional de Vilhena. De acordo com informações preliminares, apesar de ter sido alvejado, a vítima não corre risco de morte.
A Polícia Militar foi acionada e esteve no local para os primeiros levantamentos. As circunstâncias do ataque ainda estão sendo apuradas, mas a principal linha de investigação aponta para a possibilidade de o crime estar relacionado à guerra entre facções criminosas que atuam na cidade.
O mercado de medicamentos emagrecedores no Brasil deverá passar por uma transformação significativa com a queda da patente do Ozempic, princípio ativo da semaglutida, prevista para ocorrer em março. Essa mudança permitirá a entrada de versões genéricas e similares, com preços estimados entre 30% e 50% mais baixos, o que deve expandir o acesso a essas drogas no país. A UBS BB Corretora prevê que o faturamento das drogas, conhecidas como agonistas de GLP-1, pode alcançar R$ 20 bilhões em 2026, quase o dobro dos R$ 11 bilhões projetados para 2025.
Atualmente, apenas 1,1% dos adultos com sobrepeso e 2,5% dos obesos utilizam medicamentos como o Ozempic no Brasil. Em comparação, nos Estados Unidos, a taxa de uso de medicamentos para emagrecimento chega a 4,4% entre pessoas com sobrepeso e diabetes. O lançamento dos genéricos pode melhorar o acesso a esses tratamentos, mas especialistas apontam que o impacto será restrito às classes A e B, devido ao custo mesmo com a redução de preços. O endocrinologista Bruno Geloneze, da Unicamp, alerta que a redução de preços deve ser acompanhada de programas integrados de saúde para garantir eficácia.
O uso de medicamentos como Ozempic, Mounjaro e Wegovy tem ganhado destaque no tratamento de obesidade e diabetes tipo 2. A entrada de genéricos pode trazer uma oportunidade de democratizar o acesso a esses tratamentos, com empresas como EMS, Eurofarma e Hypera já investindo na produção dessas versões. No entanto, o preço de uma caixa desses medicamentos pode variar entre R$ 900 e R$ 3.000, uma barreira para grande parte da população. Embora a redução de preços ajude, ainda é incerto se esses medicamentos serão incluídos no Sistema Único de Saúde (SUS).
A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) já rejeitou a oferta da semaglutida para obesidade em 2025, alegando impacto orçamentário. No entanto, o surgimento dos genéricos pode reabastecer o debate sobre a inclusão de medicamentos no SUS, especialmente porque as versões mais baratas podem diminuir a pressão sobre os gastos públicos. O governo brasileiro, por meio de uma parceria com a Fiocruz, está buscando alternativas para tornar os medicamentos mais acessíveis, com estudos para a produção local desses fármacos.
Castelo Mourisco, sede da Fiocruz, no Rio de Janeiro
Além do SUS, os planos de saúde também têm enfrentado dificuldades em cobrir tratamentos com canetas emagrecedoras. Uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em setembro de 2025 endureceu as regras para a cobertura de medicamentos fora do rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Isso levou muitas pessoas a recorrerem à Justiça para obter acesso a esses tratamentos. De acordo com dados de ações judiciais entre 2023 e 2025, 67% das ações são contra o SUS e 30% contra planos de saúde.
Em relação à segurança, o uso inadequado dessas canetas também preocupa, especialmente no caso de produtos irregulares e manipulados de forma inadequada. A Polícia Federal realizou uma operação contra uma rede clandestina de canetas com tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, com apreensão de medicamentos e outros materiais. A Anvisa tem intensificado a fiscalização sobre a comercialização de versões não testadas desses medicamentos, buscando garantir a segurança dos consumidores.
O uso de canetas emagrecedoras fora das indicações, como para emagrecimento sem acompanhamento médico adequado, também tem aumentado os riscos de efeitos colaterais graves, como constipação severa e deficiência nutricional. Especialistas afirmam que, para garantir a eficácia do tratamento, é necessário um acompanhamento nutricional rigoroso, além da promoção de mudanças no estilo de vida.
O mercado de canetas emagrecedoras deve continuar a crescer com o avanço das novas moléculas em desenvolvimento, como o retatrutide da Eli Lilly, que promete melhores resultados do que as opções atuais. A disputa por esse mercado ainda está em seus estágios iniciais, com a entrada dos genéricos e o avanço das novas terapias, o que pode trazer mudanças significativas no tratamento da obesidade no Brasil. (DCM)
A partir das 0h desta segunda-feira, 12, entra em operação o sistema de pedágio eletrônico Free Flow na BR-364, no trecho concedido entre Porto Velho e Vilhena, sob responsabilidade da Nova 364 Concessionária de Rodovia. O novo modelo de cobrança elimina a necessidade de praças físicas e contribui com a fluidez do tráfego de veículos, sem paradas ou redução de velocidade.
A Nova 364 Concessionária de Rodovia orienta os usuários sobre o cadastramento no aplicativo Nova 364. Até o momento, mais de 50 mil usuários já realizaram o download do app, que está disponível gratuitamente nas lojas de aplicativos dos sistemas operacionais Android e iOS. O aplicativo também pode ser acessado pelo link app.nova364.com. Não é obrigatório, mas o cadastramento é uma maneira de facilitar as consultas de passagens e de realizar o pagamento.
O usuário pode baixar o aplicativo em um dispositivo móvel, realizar o login de forma simples e acessar um conjunto de funcionalidades que auxiliam no dia a dia da rodovia. Entre os principais benefícios estão:
– Consulta de passagens registradas pelo sistema Free Flow;
– Acesso aos valores das tarifas e ao histórico de cobranças;
– Pagamento digital via Pix ou cartão de crédito;
– Informações atualizadas sobre as condições de tráfego e obras;
– Solicitação de serviços operacionais, como guincho e socorro mecânico;
– Comunicação direta com a concessionária.
Valores
Para automóveis, caminhonetes e furgões (categoria 1), os valores definidos são:
Os pórticos possuem múltiplas camadas de verificação que garantem acurácia na cobrança da tarifa. Caso identificada alguma inconsistência, o usuário pode acionar a Nova 364 pelo 0800 0 364 364 ou pelo aplicativo Nova 364.
Com o sistema Free Flow, a concessionária avança no compromisso de entregar uma rodovia mais tecnológica, segura e de tráfego mais fluido, eliminando as paradas que existem no sistema convencional de pedágio, por praças físicas. “A Nova 364 garante ainda informação acessível para todos, em especial idosos, pessoas com deficiência e usuários que tenham alguma dificuldade em entender o funcionamento do sistema. Para isso, além do 0800 e o aplicativo, outro canal de comunicação é o próprio totem nos SAUs, onde é possível solicitar apoio pelo serviço de teleatendimento”, acrescenta Wagner Martins, diretor-presidente da Nova 364.
Descontos
A concessionária destaca que os usuários que utilizarem TAG eletrônica terão descontos automáticos nas tarifas, que serão debitadas normalmente pela operadora escolhida pelo usuário. Estão previstos dois tipos de desconto:
– Automóveis e caminhões | DBT – Desconto Básico da Tarifa: 5% de desconto;
– Somente automóveis | DUF – Desconto de Usuário Frequente: a partir da segunda passagem pelo mesmo pórtico, no mesmo sentido e dentro do mesmo mês, o usuário passa a receber descontos adicionais e progressivos sobre a última tarifa paga. Ao atingir a 30ª passagem, o valor com desconto se mantém fixo até o fim do mês.
Motociclistas têm passe livre e não pagam pedágio. Ambulâncias, veículos oficiais e do Corpo Diplomático permanecem isentos, desde que previamente cadastrados, conforme previsto contratualmente.
Desconto de Usuário Frequente: usou mais, pagou menos*
Praça
Desconto total*
P01
24,89%
P02
24,89%
P03
24,89%
P04
93,60%
P05
66,11%
P06
27,18%
P07
74,95%
*passagem durante os 30 dias do mês, no mesmo pórtico e mesmo sentido
Orientação aos usuários
A Nova 364 reforça que todos os veículos que circularem pelo trecho entre Porto Velho e Vilhena estarão sujeitos à cobrança automática a partir do dia 12. Após 30 dias sem pagamento, o motorista pode ser multado por evasão de pedágio. A multa é de R$ 195,23 e são cinco pontos na CNH.
Atendimento na rodovia
Desde o final de setembro, as equipes operacionais estão a serviço na BR-364 com eficiência operacional que reflete na prioridade à vida e segurança do usuário. Foram mais de 5 mil atendimentos prestados no período.
A pronta-resposta ao motorista é garantida pela inspeção de tráfego, onde qualquer intercorrência é identificada por operadores viários, ou chamados via 0800 0 364 364 e aplicativo.
As 14 Bases Operacionais da Nova 364 estão distribuídas em pontos estratégicos para o recurso chegar com rapidez. Estão equipadas com 14 viaturas de inspeção, cinco guinchos leves, cincho guinchos pesados, três muncks (para içamento de veículos extrapesados em caso de tombamento), 14 ambulâncias e três caminhões para combate a incêndios.
O delegado Magno Miranda, da Polícia Civil (PC-PR), confirmou que o relacionamento entre David Schmidt Prado e a esposa de Lucas Wancler Ferreira dos Santos ocorreu quatro meses antes do assassinato. Segundo o depoimento da mulher, ela e Lucas estavam em processo de separação e morando em casas diferentes, mantendo contato apenas sobre os filhos. David e a mulher não estavam mais se encontrando quando o crime aconteceu.
Na segunda-feira (5), Lucas esfaqueou David ao menos cinco vezes em uma academia em Londrina, no norte do Paraná. As câmeras de segurança registraram o ataque. A mulher afirmou que contou a Lucas sobre o breve relacionamento, e os dois homens chegaram a conversar por telefone, mas não se encontraram. O delegado afirmou: “Segundo o que a gente colheu de relato de testemunhas, a motivação está diretamente ligada [ao relacionamento]”, classificando o caso como revolta.
Miranda disse que “a autoria é incontestável” e avalia que Lucas planejou o ataque ao esperar a vítima com uma faca. O crime é tratado como homicídio qualificado por meio cruel e dificuldade de defesa da vítima. Lucas permaneceu em silêncio no depoimento e na audiência de custódia e teve a prisão preventiva decretada.
O Instituto Nacional de Meteorologia emitiu alerta de perigo potencial para chuvas intensas em estados da Região Norte neste sábado (10). O aviso abrange Acre, Amazonas, Rondônia, Pará e Tocantins.
No Acre, em Rondônia e no Amazonas, a previsão é de muitas nuvens com pancadas de chuva e trovoadas isoladas ao longo do dia.
Em Roraima, as chuvas devem atingir os municípios de Mucajaí, Alto Alegre e Majari. Já no Amapá, as precipitações se concentram principalmente na região litorânea.
No Pará, a expectativa é de chuva mais intensa nas áreas de Itaituba, Novo Progresso e Trairão.
Em Tocantins, o tempo permanece instável, com muitas nuvens e pancadas de chuva em municípios como Miracema do Tocantins e Porto Nacional.
Entre as capitais, a temperatura mínima prevista é de 23°C, em Rio Branco. Já a máxima pode chegar a 34°C, em Boa Vista.
O Conselho Federal de Medicina (CFM) enviou uma manifestação ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes em resposta à sindicância aberta para investigar a suposta falta de assistência médica ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). José Hiran da Silva Gallo, presidente do órgão, negou qualquer intenção de intervir na execução da pena do político.
O presidente do conselho alegou que “jamais pretendeu exercer qualquer competência correicional em relação à Polícia Federal”. A manifestação foi feita após Moraes anular a sindicância do CFM, alegando que a determinação do órgão era ilegal e um “desvio de finalidade”.
Moraes também determinou que ele preste depoimento à Polícia Federal em até 10 dias. No entanto, Gallo argumentou que os esclarecimentos fornecidos no ofício demonstram “a inexistência de justa causa” para a oitiva, alegando que a sindicância é um instrumento legítimo para garantir a assistência médica adequada a Bolsonaro, sem interferir na execução da pena.
“O Conselho Federal de Medicina adotou o procedimento previsto na legislação de regência, promovendo os encaminhamentos administrativos cabíveis, sempre sem qualquer juízo antecipado sobre os fatos”, diz o CFM. Segundo o conselho, foram recebidas mais de 40 denúncias formais sobre a falta de atendimento a Bolsonaro.
“À vista do exposto, o Conselho Federal de Medicina submete, respeitosamente, à elevada apreciação de Vossa Excelência os esclarecimentos ora prestados, que delineiam o contexto fático, jurídico e administrativo da atuação institucional, evidenciando a inexistência de justa causa para oitiva perante a Polícia Federal, reafirmando seu compromisso permanente com a observância das determinações emanadas do Poder Judiciário, em consonância com o princípio da harmonia entre os Poderes da República”, prossegue.
Bolsonaro foi levado ao hospital na quarta (7), mas retornou à prisão no dia seguinte. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e outros apoiadores do ex-presidente reclamaram da demora em autorizar seu transporte ao hospital e a falta de resposta imediata de Moraes.
Na ocasião, o ex-presidente não acionou o protocolo de emergência, permanecendo no quarto sem informar sobre a lesão.
Quem é o presidente bolsonarista do CFM intimado por Moraes a depor na PF
O bolsonarista presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), José Hiran da Silva Gallo, deve ser ouvido pela Polícia Federal após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O depoimento está relacionado à abertura de sindicância no CFM para apurar suposta falha de assistência médica ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O procedimento foi posteriormente anulado por Moraes.
José Hiran da Silva Gallo é médico ginecologista e obstetra. Ele se formou pela Universidade do Estado do Pará (UFPA) e tem longa atuação em entidades médicas. Foi vice-presidente do Conselho Regional de Medicina de Rondônia e ocupou cargos na direção do CFM em diferentes períodos.
Gallo preside o CFM desde 2022. Assumiu inicialmente após eleição suplementar e, em 2024, foi reeleito para mandato que se estende até 2029. Sob sua gestão, o conselho publicou normas e posicionamentos em temas ligados à pandemia, aborto legal e prática médica.
Durante a pandemia de covid-19, Gallo adotou posições contrárias ao uso de máscaras. Em 2023, o CFM enviou ofício à Anvisa afirmando que o uso do equipamento poderia representar “sinalização de virtude” e “ideologia”. O posicionamento gerou reação de entidades científicas.
No tema do aborto legal, o CFM, sob sua presidência, editou norma que restringia procedimentos em casos de interrupção de gravidez após 22 semanas. A regra foi suspensa por decisão do ministro Alexandre de Moraes. Em audiência no STF, Gallo também declarou que “a autonomia da mulher” sobre o próprio corpo tinha “limite” e afirmou que o método de assistolia fetal seria “uma crueldade”.
Em artigo publicado em 2018, ele escreveu que “a esperança venceu o medo” ao se referir ao resultado eleitoral. Na pandemia, defendeu Bolsonaro afirmando que o presidente não deveria ser responsabilizado pela crise e declarou: “Se ele cometeu deslizes na comunicação dessa crise, por outro lado, não se pode ignorar que seu Governo se desdobrou para aumentar a oferta de leitos de internação e de UTI”. (DCM)
A Polícia Civil de Rondônia prendeu nesta terça-feira (8), em Porto Velho, três pessoas suspeitas de liderarem um grupo acusado de aplicar golpes em vendas de consórcios. Ao todo, 14 empresas estavam envolvidas e mais de 100 pessoas foram vítimas do esquema.
De acordo com a investigação, o grupo usava uma empresa que dizia ser uma administradora de consórcios, mas que não tinha autorização do Banco Central para funcionar.
Segundo a polícia, as vítimas acreditavam que estavam comprando uma carta de crédito pronta para usar ou um financiamento imediato, mas acabavam assinando contratos de consórcio comuns, sem saber.
Um dos suspeitos de liderarem o esquema, usava um endereço de coworking no Rio de Janeiro para registrar a empresa. Além das prisões, a polícia cumpriu 17 mandados de busca e apreensão em Cacoal (RO), Ji-Paraná (RO) e Porto Velho, e bloqueou bens dos envolvidos.
Oito veículos e um barco estão entrem os bens apreendidos. Os suspeitos podem responder por estelionato eletrônico, organização criminosa e propaganda enganosa. A Polícia Civil segue investigando o caso.