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14 maio 2026
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Bolsonaro vai à ONU falar mal de Lula

Brazil's President Jair Bolsonaro addresses the 76th Session of the UN General Assembly on September 21, 2021 in New York. - The summit will feature the first speech to the world body by US President Joe Biden, who has described a rising and authoritarian China as the paramount challenge of the 21st century. (Photo by POOL / AFP)

Estadão   -No discurso que abre a Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira, 20, o presidente Jair Bolsonaro (PL) fez referências ao seu governo, introduzindo a fala com críticas ao PT. Bolsonaro também exaltou o agronegócio e tratou o País como referência de sustentabilidade e defesa do meio ambiente. O discurso lido do presidente durou 20 minutos e foi, em boa parte, voltado para o público interno, direcionado para as eleições, com acenos também para a comunidade internacional. Ele encerrou afirmando que o povo brasileiro acredita em “Deus, Pátria, família e liberdade”.

Sem citar nominalmente o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – que lidera as pesquisas de intenção de voto -, o presidente falou das condenações do petista na Operação Lava Jato. “No meu governo, extirpamos a corrupção sistêmica que existia no País. Somente entre o período de 2003 e 2015, onde a esquerda presidiu o Brasil, o endividamento da Petrobras por má gestão, loteamento político em e desvios chegou a casa dos US$ 170 bilhões. O responsável por isso foi condenado em três instâncias por unanimidade”, afirmou o presidente no início de sua fala. Depois de passar um ano e sete meses na prisão após ser condenado a cumprir pena de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo do tríplex do Guarujá, Lula recuperou os direitos políticos e agora tenta voltar ao Palácio do Planalto.

Ao afirmar que o “nosso agronegócio é orgulho nacional”, Bolsonaro disse “que, também na área do desenvolvimento sustentável, o patrimônio de realizações do Brasil é fonte de credibilidade para a ação internacional”. “Em matéria demeio ambiente e desenvolvimento sustentável, o Brasil é parte da solução e referência para o mundo.

Segundo Bolsonaro, “2/3 de todo o território brasileiro permanecem com vegetação nativa, que se encontra exatamente como estava quando o Brasil foi descoberto, em 1500″.

No discurso, Bolsonaro falou da guerra da Ucrânia, afirmando que seu governo apoiou os “esforços para reduzir os impactos econômicos desta crise”. “Mas não acreditamos que o melhor caminho seja a adoção de sanções unilaterais e seletivas, contrárias ao Direito Internacional. Essas medidas têm prejudicado a retomada da economia e afetado direitos humanos de populações vulneráveis, inclusive em países da própria Europa.”

O foco interno da sua fala ficou nítido na parte final da fala. Bolsonaro disse que sua gestão combateu “a violência contra as mulheres com todo o rigor e citou a primeira-dama Michelle Bolsonaro, que, segundo ele, “trouxe novo significado ao trabalho de voluntariado desde 2019, com especial atenção aos portadores de deficiências e doenças raras”. “Trabalhamos no Brasil para que tenhamos mulheres fortes e independentes, para que possam chegar aonde elas quiserem”.

O presidente afirmou que tem “sido um defensor incondicional da liberdade de expressão”, e, em outra referência ao momento eleitoral, afirmou que, em seu governo, “o Brasil tem trabalhado para trazer o direito à liberdade de religião para o centro da agenda internacional de direitos humanos”. “É essencial garantir que todos tenham o direito de professar e praticar livremente sua orientação religiosa, sem discriminação. Quero aqui anunciar que o Brasil abre suas portas para acolher os padres e freiras católicos que têm sofrido cruel perseguição do regime ditatorial da Nicarágua. O Brasil repudia a perseguição religiosa em qualquer lugar do mundo”, disse.

Como mostrou o Estadão, a campanha de Bolsonaro adotou uma estratégia específica para o eleitorado católico, maior grupo religioso do País, e o presidente assumiu o discurso do medo para tentar reduzir a preferência do segmento por Lula. Bolsonaro tem dito que Lula vai perseguir católicos no Brasil, a exemplo dos expurgos promovidos pelo governo de esquerda de Daniel Ortega, na Nicarágua.

No discurso na ONU, o presidente brasileiro também citou como “outros valores fundamentais para a sociedade brasileira” a “defesa da família, do direito à vida desde a concepção, à legítima defesa e o repúdio à ideologia de gênero”.

Além de ressaltar a “defesa da família” e “o direito à vida”, Bolsonaro encerrou o discurso citando as manifestações do “7 de Setembro”, data marcada por atos eleitorais do presidente. “O Brasil completou 200 anos de história como nação independente. Milhões de brasileiros foram às ruas, convocados pelo seu presidente, trajando as cores da nossa bandeira. Foi a maior demonstração cívica da história do nosso país, um povo que acredita em Deus, Pátria, família e liberdade.”

Horas antes de o presidente discursar na manhã desta terça-feira, 20, críticas contra Bolsonaro foram projetadas na lateral da sede da ONU, em Nova York. A intervenção, que foi organizada pelo U.S. Network for Democracy in Brazil, chamou o presidente de “Brazilian shame” (vergonha brasileira, em tradução livre), além de “mentiroso” e “desgraça”.

Estadão  

Prazo para pedir 2ª via do título de eleitor termina na quinta-feira

O eleitor que perdeu o título eleitoral ou teve o documento extraviado tem até esta quinta-feira (22), 10 dias antes do primeiro turno do pleito, para solicitar a segunda via no cartório eleitoral da zona onde tem cadastro.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para a emissão da segunda via do título o eleitor deve estar quite com a Justiça Eleitoral, ou seja, não poderá ter débitos pendentes, como multas por ausência às urnas ou aos trabalhos eleitorais – como o de mesário –, ou ainda multas em razão de violação de dispositivos do Código Eleitoral.

Neste ano, o eleitor com situação regular na Justiça Eleitoral poderá imprimir o título diretamente na ferramenta Autoatendimento do Eleitor, no Portal do TSE na internet, no campo “Imprimir o título eleitoral”.

Mais um escândalo na Câmara de Cerejeiras: vereador vai embriagado para sessão

O vereador Dione Ribeiro está sendo acusado de ter participado embriagado da sessão ordinária da Câmara de Cerejeiras. O fato aconteceu na noite desta segunda-feira (19). Um vídeo da sessão viralizou nas redes sociais, revelando o caso e tendo um outro parlamentar solicitando a compra de um bafômetro para o colega.

Além da quebra de decoro, o caso já está sendo analisado pelos pares do vereador, devendo o presidente se pronunciar sobre o caso.

Recentemente um outro fato agitou os bastidores da Casa de Leis. Novamente um vereador esteve no foco da polêmica. Virou caso de polícia e agora corre em segredo de justiça.

Trem da alegria

Para piorar a situação, um site de Cerejeiras denunciou um esquema de farra de diárias para Brasília e, por lado, ainda sugeriu revelar mais um escândalo envolvendo dois parlamentares da Casa.

A reportagem tentou contato com o vereador Dione Ribeiro, mas até o fechamento desta nota não obteve resposta. O espaço segue aberto para suas explicações.

Veja o vídeo

https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=696608318594771&id=100014301331191&sfnsn=wiwspwa

PM de Cerejeiras apreende mais de 100 quilos de cocaína

Policiais Militares de Cerejeiras fizeram uma grande apreensão de drogas na região de Alta Floresta do Oeste. As informações são da PM.

Fazendo parte do combate aos crimes fronteiriços, através da “Operação Fecha o Cerco”, Policiais do 10º BPM/RO sediados em Rolim de Moura, juntamente com uma equipe do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) de Porto Velho e contando ainda com o apoio de Policiais Militares do município de Cerejeiras, foram apreendidas na madrugada desta segunda-feira, 19, uma grande quantidade de drogas que estava sendo transportada por uma caminhonete, na área rural do município de Alta Floresta do Oeste.

Foram mais de 100 quilos de entorpecente (Cloridrato de cocaína) que foram apreendidos na RO 135, na região da Bahia do Rio Mequéns, no município de Alta Floresta do Oeste. Uma caminhonete Ford 1000 em que estava o entorpecente, furou a barreira, mas foi interceptada, apesar de que o motorista que estaria conduzindo o veículo ter conseguido fugir se embrenhando na mata.

Investigações continuam sendo realizadas no intuito de se chegar ao condutor do veículo, assim como, ao proprietário do carregamento.

Com resultados diferentes, pesquisas feitas no mesmo dia causam desconfiança na corrida ao governo de RO

Mesmo com a margem de erro, uma das pesquisas, realizadas por dois institutos diferentes, em Rondônia, não retratou a realidade, porque os números estão muito distantes uma da outra, feitas com uma pequena diferença de horas, ambas na mesma semana. A Real Time/Big Data foi realizada entre os dias 13 e 14, ouviu mil pessoas, presencialmente, em todas as regiões do Estado e foi registrada da na Justiça Eleitoral, sob o número RO-02461/2022. Colocou Marcos Rocha com 38 por cento e Marcos Rogério com 22, ou seja, uma diferença de 16 pontos percentuais. Para o Senado, deu empate entre os três principais nomes, Mariana Carvalho, Jaqueline Cassol e Expedito Júnior. Na primeira pesquisa do Ipec, depois proibida pela Justiça, a pedido do senador Marcos Rogério, a diferença entre eles era de 17 pontos (30 a 13). Nesta nova pesquisa do Ipec, realizada entre os dias 14 e 16, divulgada no final de semana, foram ouvidas 800 pessoas, em 27 cidades. Ela está registrada com o número RO 00204/2022. O Ipec, neste novo levantamento, aumentou a votação de Marcos Rocha para 38 pontos, mas mais que dobrou o percentual dado a Marcos Rogério, de 13 para 27 pontos, o que teria acontecido em cerca de duas semanas. A diferença, para o Ipec, caiu para 11 pontos. O que teria acontecido para, de um levantamento para o outro, os números para a corrida ao Governo serem muito diferentes? E agora, qual das duas pesquisas retrata maior proximidade com o que vai acontecer nas urnas?

Pior ainda foi a situação relacionada com a corrida pelo Senado. O Real Time/Big Data deu 21 pontos a Mariana, 21 para Jaqueline e 20 para Expedito. Ou seja: um empate triplo. Feita quase que de forma simultânea, no mesmo período, o Ipec aponta Mariana bem à frente, com 26 pontos: Expedito em segundo com 19 e Jaqueline Cassol com apenas 14. Feitas no mesmo período de tempo, ao mesmo tempo, Mariana teria crescido cinco pontos; Expedito um ponto e Jaqueline teria despencado, perdendo oito pontos. Ou seja, uma das duas pesquisas não está dando o quadro correto, o retrato exato do momento. Estará empatado o trio, como diz a Real Time ou Mariana está bem à frente, como informa o Ipec. No caso do governo, como, também no mesmo período, uma pesquisa coloca o atual Governador com 16 pontos e, na outra, com 11? Numa, Marcos Rogério estaria quase fora da eleição, com apenas 13 pontos. Na outra, ele cresce 14 pontos. Se fossem feitas em períodos diferentes, certamente se poderia dizer que este ou aquele evento prejudicou um dos candidatos, mas beneficiou outro. Mas como, se as duas foram feitas quase em igualdade, em relação ao tempo? E agora? Deve-se acreditar numa, noutra ou em nenhuma delas?

Sérgio Pires

Candidato à federal, professor Uberlando do IFRO, destaca crescimento da instituição em RO

Professor Uberlando Tiburtino, candidato a deputado federal pelo MDB, assumiu como Reitor do IFRO em 2016, quando a instituição possuía cerca de 4.870 alunos matriculados e 6 campos em operação. Durante seu mandato como reitor, além de implantar inúmeros projetos, lutou pela melhoria das condições de ensino e pela maior oferta de vagas onde a instituição teve seu pico de matrículas efetivadas.

Sob o comando de Uberlando, o IFRO cresceu exponencialmente, passando de 7 para 10 campus. Além disso chegou a todos os municípios de Rondônia por meio dos Polos de Educação a Distância.

Durante a sua gestão como Reitor, o IFRO sempre estabeleceu uma excelente articulação com os Governos Federal, Estadual e Municipais – além dos parlamentares (Presidente, Governadores, Senadores, Deputados, Vereadores). Essa articulação forte e comprometida é a grande chave para o sucesso nas negociações que um Deputado Federal precisa fazer, a fim de alcançar os interesses da comunidade.

Durante o mandato do Uberlando, o IFRO se tornou referência em educação profissional com diversos projetos que vem elaborando e desenvolvendo, dentre os quais se destacam: Projeto Cidades Inteligentes para Ariquemes; Projeto de Informatização Escolar, para 22 municípios de Rondônia; Projeto de Saneamento Básico (Saber Viver), para 19 municípios; Projeto de Regularização Fundiária de áreas de Assentamento Rural (Geo Rondônia), em todo o Estado; Projeto Empoderamento da Mulher, que capacitou milhares de mulheres de baixa renda, dentre outros.

Três pessoas são executadas com tiros na cabeça em Rondônia

Mídia Rondônia – Dois homens e uma mulher acabaram foram mortos a tiros na noite desta segunda-feira (19), na Avenida Mamoré, em frente a casa de shows Talismã. As vítimas foram identificadas como Darcileia Dias, 32 anos; Emerson Oliveira dos Santos, 21 anos; Jorge André da Silva, 26 anos. Todos foram atingidos na cabeça. Há suspeita de que as vítimas foram atraídas para o local e caíram numa emboscada.

A polícia militar foi acionada ao local, após populares ligarem e informarem sobre vários tiros e algumas pessoas que haviam sido baleadas.

Um casal morreu primeiro e o terceiro baleado permaneceu agonizando por alguns minutos. No desespero, ele foi se mexendo até chegar na Avenida Mámore, onde acabou morrendo.

Uma equipe do SAMU foi ao local, mas apenas pode constatar o óbito das vítimas.

Governador falta debate do STB e Marcos Rogério tenta explicar nomeação da mulher na ANEEL

 O último debate entre candidatos ao Governo de Rondônia foi transmitido pela TV Allamanda, afiliada do SBT no estado, no sábado, 17.

Marcos Rocha, atual governador, foi cobrado pela ausência, encaminhou nota e acabou contestado pelos adversários.

No mais, dois grandes momentos sacramentaram o ápice da peleja retórica entre postulantes.

O primeiro deles foi protagonizado pelo deputado federal Léo Moraes, do Podemos. Em questionamento a respeito dos gargalos da CAERD [Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia] e o subsequente desabastecimento das cidades rondonienses, o deputado federal aproveitou para cobrar o congressista Marcos Rogério, do PL, a respeito de nomeações na Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). As informações são do Rondoniadinamica.

Rogério teria encaminhado a nomeação da ex-esposa, e também de um de seus ex-assessores, de acordo com Moraes.

Léo Moraes (Podemos):

“[…] infelizmente colocou sua ex-esposa como diretora, na verdade, servidora, da Agência Reguladora da Energia Elétrica. Com altos cargos e altos salários. Inclusive temos alguém que era do seu Gabinete, o Fernando, que também faz parte da ANEEL, diretor da ANEEL. E é a Agência Reguladora que maltrata nosso povo. Que infelizmente, candidato, infelizmente tem crucificado a nossa gente. Que faz um jogo de três cantos, um bem bolado com a Energisa, e vocês sabem o que eu tô falando. […]”.

Marcos Rogério (PL):

“Léo Moraes, eu lamento que você reduza a mulher à condição de ex-esposa. Infelizmente ela não está para se defender. Não vou deixar você ofender a memória nem a honra da mãe da minha filha. É uma mulher honrada. É engenha, mestre. Alguém com o currículo que faz inveja a qualquer outra pessoa. E está lá por méritos próprios. Também em relação ao doutor Fernando Mosna, que você faz menção aqui. É um servidor concursado da AGU (Advocacia-Geral da União). E já passou inclusive pelo Estado de Rondônia. É mestre em Direito Constitucional, especialista em regulação, e um dos quadros mais respeitados do Congresso Nacional. Foi indicado pelo presidente Bolsonaro e teve o meu aval pela sua competência. Aliás, quero dizer: no meu governo quem tem bom currículo e pode oferecer bons trabalhos ao Estado de Rondônia terá oportunidade. Não serão hostilizados como faz o candidato Léo Moraes”.

Daniel x Léo Moraes

Outro momento-chave do debate da TV Allamanda foi quando o ex-governador Daniel Pereira, do Solidariedade, questionou Léo Moraes sobre o uso milionário do Fundão Eleitoral em sua campanha de 2022.

Para Pereira, o deputado é incoerente porque no discurso traz uma mensagem que não condiz com a prática. O membro da Câmara Federal se defendeu alegando que abriu mão de várias benesses enquanto congressista.

Daniel Pereira (Solidariedade):

“Léo, você fez uma pergunta embaraçosa para o nosso senador, espero não estar sendo embaraçoso pra você. Mas você era contra o Fundão e eu achava que iria disputar eleições com você em igualdade de condições. Hoje eu sou “duro” e você é o candidato mais milionário do processo eleitoral. Explica para nós essa incoerência, por favor”.

Léo Moraes (Podemos):

“A minha vida foi pautada na coerência, candidato. Por isso a gente consegue agir com transparência e não tem inquérito policial contra a gente, candidato. E é bom a gente registrar isso porque votei contra o aumento do Fundo Eleitoral em 2019, e em 2021. E sempre justificamos. Inclusive o nosso presidente vetou. E nós fomos e mantivemos o veto ao contrário do nosso colega que está aqui, o senador da República (refere-se a Marcos Rogério). Diante desse modelo que nós não temos clareza, clarividência, e isso sim nós temos que transformar dentro da reforma eleitoral, nós apresentamos emendas e respeito da necessidade de discutir. Se o modelo é distrital-misto, se o modelo requer que o investimento seja da iniciativa privada, empresarial, e a gente, lógico, sou o único candidato do Podemos ao Governo do Estado. E justamente por coerência que sempre marcou nossa vida pública nós somos respeitados, não à toa fui líder de partido. E nos últimos 30 anos nunca teve líder de partido dentro da Câmara dos Deputados. E a ssim a gente sempre seguiu a trabalhar, fazendo a diferença do lado certo da história. Contra mordomia, sim. Contra regalia, sim. E investigando os políticos que não coadunam com as boas práticas na administração pública. E por isso que um ou outro político não gosta da gente. Mas enquanto um não gosta e a sociedade estiver ao nosso lado, candidato, assim nós vamos trabalhar. Espinha ereta, cabeça reta e conversando abertamente com o nosso povo, com a nossa gente”.

Réplica Daniel Pereira:

“Deputado, eu adoro o senhor.  O senhor como pessoa é fantástico. Mas dizer pra mim que o senhor coerente porque isso, por causa daquilo, faz o seguinte: coerência é o senhor falar ‘olha, eu não aceito esse tipo de coisa, e eu vou pegar esse dinheiro e vou doar para o Hospital Irmãs Marcelinas, Hospital do Câncer, para uma instituição filantrópica’. Não dá pra você ter um discurso de manhã e uma outra prática à tarde. Então me desculpa, mas a sua incoerência é tão ruim quanto essa incoerência que o senhor está cobrando do seu colega de Senado aqui neste debate. Coerência é você ser contra alguma coisa e não fazer uso daquilo, principalmente para desequilibrar o debate político que estamos tendo aqui no estado neste momento”.

Mediador:

“O senhor tem mais vinte segundo caso queira usar”

Daniel Pereira (Solidariedade):

“E precisa? Pode até usar aí pra se defender…”.

Tréplica Léo Moraes:

“Candidato, coerência é quando o dinheiro é meu é eu fazer a diferença. Enquanto o senhor estava certamente escondido como o atual governador, durante a pandemia, durante 18 meses, eu doei metade do salário e compramos centenas de milhares de máscaras, milhares de álcool em gel. E tantas outras necessidades da população. Coerência é abrir mão do auxílio-moradia, que nós fizemos. O senhor provavelmente deve saber e é importante que o senhor saiba bem mesmo para que todos façam igual. Coerência é abrir mão do auxílio-mudança, do motorista, do carro, e de tantas benesses. Coerência é votar contra a criação do 14º e 15º salários na Assembleia Legislativa. Fui o único deputado que fiz isso. Votar contra o aumento de impostos. Isso é responsabilidade. E não ser investigado, a todo o tempo, por mau uso, e se não for mau uso do dinheiro público, por questões de danos ao meio ambiente. Falar é fácil: até papagaio fala. E nós estamos vendo aqui nosso colega de Congresso Nacional: fala que é a favor da população, mas tá ao lado da Energisa. Fala que é a favor do povo, mas tá com a família empregada na Agência Reguladora [acabou o tempo].

VEJA A ÍNTEGRA DO DEBATE:

 

Lula vai a 47%, e Bolsonaro segue com 31% no 1º turno, mostra Ipec

(FOLHAPRESS) – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 47% das intenções de voto na corrida eleitoral contra o presidente Jair Bolsonaro (PL), que tem 31%, segundo pesquisa Ipec divulgada nesta segunda (19).

No levantamento anterior, realizado há uma semana, o petista tinha 46% (ou seja, oscilou agora um ponto para cima, dentro da margem de erro) e o atual mandatário, os mesmos 31%. A diferença entre eles passou de 15 para 16 pontos percentuais.

Em seguida, aparece o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), que se manteve com 7%. A senadora Simone Tebet (MDB-MS) flutuou de 4% na última pesquisa para 5% agora.

O Ipec ouviu 3.008 brasileiros em 17 e 18 de setembro, em 181 municípios do país, com margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. A sondagem foi contratada pela TV Globo e registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR- 00073/2022.

Outra candidata que pontuou nesta rodada foi a senadora Soraya Thronicke (União Brasil), que segue com 1%. Os que pretendem votar em branco ou nulo agora somam 5%, e os que não sabem são 4%.

Os candidatos Felipe d’Avila (Novo), Vera Lúcia (PSTU), Constituinte Eymael (DC), Léo Péricles (UP), Padre Kelmon (PTB) e Sofia Manzano (PCB) não pontuaram.

Quando considerados os votos válidos, excluindo brancos ou nulos, o petista flutuou de 51% para 52%, enquanto o atual mandatário variou de 35% para 34%.

Um candidato precisa superar os 50% nessa métrica para vencer em primeiro turno. Considerando a margem de erro do levantamento, portanto, segue imprevisível a possibilidade de vitória na primeira votação.

Questionados sobre quem elegeriam no segundo turno, 54% dos entrevistados indicaram Lula e 35%, Bolsonaro. A diferença entre eles oscilou de 17 para 19 pontos em relação à última aferição, quando eles tinham 53% e 36%, respectivamente.

Na pesquisa espontânea de primeiro turno, na qual o entrevistado não vê os nomes dos candidatos à Presidência, Lula é o mais lembrado. O petista passou de 44% para 45% nesse tipo de resposta, dentro da margem de erro.

Já Bolsonaro variou de 30% para 29%. Ciro Gomes flutuou de 4% para 5% das menções; Simone Tebet, de 2% para 3%; e os demais candidatos registraram menos que 1% ou não foram citados.

A rodada mostra ainda uma oscilação negativa na avaliação da gestão Bolsonaro: 47% a acham ruim ou péssima (ante 45% na semana passada), os mesmos 30% a consideram ótima ou boa, e 22% a veem como regular (eram 23%).

A pesquisa aponta que 59% dos brasileiros reprovam a maneira de governar do presidente, enquanto 36% aprovam.

Na rodada anterior, os números foram 59% e 35%, respectivamente. Outros 5% não souberam responder.

O Ipec foi criado em fevereiro de 2021 por ex-executivos do Ibope Inteligência, que encerrou suas atividades em janeiro daquele ano em razão do término de um acordo de licenciamento.IPEC:

EVOLUÇÃO DE LULA E BOLSONARO NO 1º TURNO

Lula (PT)
12 a 14.ago: 44%
26 a 28.ago: 44%
2 a 4.set: 44%
9 a 11.set: 46%
16 a 18.set: 47%

Bolsonaro (PL)
12 a 14.ago: 32%
26 a 28.ago: 32%
2 a 4.set: 31%
9 a 11.set: 31%
16 a 18.set: 31%

TSE proíbe Bolsonaro de usar na campanha discurso em residência oficial em Londres

(FOLHAPRESS) – O corregedor-geral eleitoral, ministro Benedito Gonçalves, proibiu o presidente Jair Bolsonaro (PL) de utilizar na campanha imagens do discurso realizado pelo mandatário da sacada da residência oficial da embaixada do Brasil em Londres, no domingo (18).

Gonçalves também determinou em liminar (decisão provisória e urgente) a remoção de vídeos publicados nas redes do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do presidente, com as falas de Bolsonaro no edifício oficial do governo brasileiro na capital inglesa.

O presidente esteve em Londres no domingo e na segunda (19) para participar do funeral da Rainha Elizabeth 2ª.

Bolsonaro usou a viagem para fazer campanha política, com um discurso na sacada da residência oficial do embaixador do Brasil em Londres e ataques contra seu adversário no pleito, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“E também essa manifestação por parte de vocês representa o que realmente acontece no Brasil. O momento que temos pela frente, que teremos que decidir o futuro da nossa nação. Sabemos quem é do outro lado e o que eles querem implantar no nosso Brasil. A nossa bandeira sempre será dessas cores que temos aqui: verde e amarela”, declarou Bolsonaro, da sacada. “Não tem como a gente não ganhar no primeiro turno”.

A ação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) foi protocolada pela candidata à presidência Soraya Thronicke (União Brasil), que alegou abuso de poder político e econômico por parte do mandatário.

“O vídeo não deixa dúvidas de que o acesso à Embaixada Brasileira, somente franqueado ao primeiro representado [Bolsonaro] por ser ele o Chefe de Estado, foi utilizado para a realização de ato eleitoral. Após poucos segundos de condolências à família real, a sacada foi convertida em palanque, para exaltação do governo e mobilização do eleitorado com o objetivo de reeleger o candidato”, disse o corregedor, em sua decisão.

“É patente, portanto, que o fato em análise é potencialmente apto a ferir a isonomia entre candidatos e candidatas da eleição presidencial, uma vez que o uso da posição de Chefe de Estado e do imóvel da Embaixada para difundir pautas eleitorais redunda em vantagem não autorizada pela legislação eleitoral ao atual incumbente do cargo.”