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14 maio 2026
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‘No Brasil, herói bom é herói morto’, diz jurista sobre piso da enfermagem suspenso

Rede Brasil Atual –  O professor de Direito trabalhista da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) e desembargador do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 15ª Região Jorge Luiz Souto Maior publicou ontem (13) artigo contra a suspensão do piso salarial nacional da Enfermagem no site A Terra é Redonda. Autor de diversos livros, entre os quais Dano moral nas relações de emprego (Estúdio Editores), ele entende que o piso salarial da categoria é uma “forma mínima e apenas simbólica de reparar o impróprio tratamento conferido aos profissionais responsáveis pela realização de serviços essenciais à recuperação e preservação da saúde e da vida da população brasileira.”

Sancionado no início de agosto, o piso foi suspenso em caráter liminar pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luis Roberto Barroso no último dia 4. O ministro atendeu parcialmente ação direta de inconstitucionalidade do setor patronal, representado pela Confederação Nacional de Saúde, Hospitais e Estabelecimentos de Serviços (CNSaúde), que alega que o piso é insustentável.

O pleno do STF já começou a julgar o mérito da ação que suspendeu o piso da Enfermagem e tem maioria para manter a suspensão até apresentação de cálculos sobre as formas de financiamento do seu pagamento, já que a maioria desses trabalhadores ganha salário mínimo. Até a tarde de ontem (12), o placar era de 5 votos a 3 pela suspensão da lei. Votaram com Barroso os ministros Ricardo Lewandowski, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Cármen Lúcia. Votaram pela derrubada da liminar Luiz Fachin, André Mendonça e Nunes Marques. Rosa Weber, Gilmar Mendes e Luiz Fux têm até sexta-feira (16) para entregar seus votos.

“Não há argumento social, cultural e humano que se possa levantar contra o piso salarial em questão, a não ser o de que o valor ainda se mostra insuficiente para o pleno resgate da dignidade desses trabalhadores e dessas trabalhadoras. Muito menos há algum argumento jurídico que possa recusar a constitucionalidade e a pertinência da norma ou obstar a sua eficácia”, diz Souto Maior em trecho de seu artigo.

Ministro ignorou avaliações de impactos

Ele lembra os argumentos lançados na decisão, de que o pagamento do piso poderia criar impacto financeiro e orçamentário sobre Estados e municípios, sobre a empregabilidade no setor e sobre a prestação dos serviços de saúde, pelo alegado risco de fechamento de hospitais.

“Ou seja, para atender a demanda de empresas privadas, o Ministro utilizou argumentos pertinentes aos entes públicos, o que não se mostra pertinente também pelo aspecto de que tais avaliações dos impactos financeiros sobre estados e municípios foram realizadas durante o processo legislativo, que contou, inclusive, com a entidade de representação dos profissionais da saúde (os Conselhos Federal e Regionais de Enfermagem – Cofen/Coren)”, destaca.

O professor de Direito da USP questiona lei que poderia ser suspensa pelo STF, como a Lei 13.467/17, “fruto de um processo legislativo viciado e que impôs inúmeros retrocessos sociais, humanos e econômicos à classe trabalhadora e que atingiu, sobretudo, os profissionais da saúde que, hoje, trabalham em regimes de sobrejornada, sem intervalo e com contratos precários, que incluem, inclusive, quarteirização”.

E lembra que, se em 1888 existisse Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), é possível que a Lei Áurea fosse suspensa em razão dos seus impactos na economia do país. E mais: que quanto pior for a condição de vida dos profissionais da Enfermagem, mais próximos estarão de ser oficialmente declarados heróis nacionais. Afinal, no Brasil, herói bom, é herói morto.

Clique aqui para ler a íntegra do artigo.

Homem morre em perseguição policial após atentar contra vereadora do PT

 Um homem morreu após atentar contra a vereadora de Salto do Jacuí (RS) Cleres Maria Cavalheiro Revelante (PT) e perder o controle do carro que dirigia.

Segundo relato, o produtor rural Luiz Carlos Ottoni “atentou contra a vida” de Cleres Maria porque esta estava em um carro com um adesivo de Lula.

Agentes de segurança pública foram acionados e perseguiram o agressor, que se acidentou, sendo ejetado do veículo. Ele morreu no local.

Pelo Facebook, a vereadora se manifestou: “está tudo bem… Estamos bem! Deus nos protegeu! Muito triste! Nervosas, assustadas com tudo isso! Não precisava ser assim”.

Jaime Bagattoli critica “farra do fundão eleitoral” e defende legalização de garimpo em terras indígenas

Candidato ao Senado apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro em Rondônia, o empresário Jaime Bagattoli, do Partido Liberal (PL) criticou o uso de recursos do “fundão” para campanha eleitoral, em sua participação no “Videocast O Poder do Voto”, nesta quarta-feira (14). Bagattoli doou recursos do próprio bolso e recebeu doação do irmão e sócio para realizar suas atividades nestas eleições. Os R$ 5 bilhões distribuídos entre candidatos e partidos daria para resolver o problema de infraestrutura do País, lamentou ele. As informações são do Rondoniagora.

O candidato defende políticas públicas para acabar com o gargalo da falta de transporte da produção agrícola, saneamento básico, saúde em todos os municípios e regulamentação do garimpo em áreas indígenas, respeitando os impactos ambientais. Confira:

TRE nega embargos e reafirma decisão que não concedeu registro a Jair Montes

A decisão do TRE rondoniense, que não concedeu o registro de candidatura à reeleição ao deputado estadual Jair Montes (Avante), por ele estar condenado em segunda instância pelo crime de associação para o tráfico, foi mantida nesta quarta-feira (14) sem qualquer alteração pela Corte, durante julgamento de embargos de declaração apresentados pela defesa do parlamentar. A decisão foi unânime.

 

 

A defesa pretendia alteração no julgamento, alegando que o presidente do TRE não voltou, sendo que em seu entendimento, o quórum deveria completo. Também argumentou a ausência de publicação do voto divergente relativo à tutela de urgência, proferido pelo juiz Edenir Sebastião Albuquerque da Rosa, além de temas constitucionais como a inelegibilidade do político.

O relator, juiz José Vitor Costa Júnior rebateu todos os argumentos, explicando por exemplo, que há entendimento sedimentado sobre o processo de votação de candidaturas impugnadas.

Nome na urna e votação

Como recorreu a tempo, o nome de Jair Montes vai constar na urna eletrônica por sua conta e risco, como entende a jurisprudência do TSE.

Se o julgamento do recurso de Jair Montes no TSE não acontecer até a data da eleição, os votos serão computados, mas se houver a confirmação, seus votos seguem para a legenda de seu partido. Rondoniagora.

Em Vilhena, Sintero reúne trabalhadores em educação nesta quinta-feira 

 Mídia Rondônia – Com diversas pautas voltadas à classe dos trabalhadores em educação, o Sintero Regional Cone Sul realiza nesta quinta-feira (15), a partir das 9h, em sua sede em Vilhena, uma assembleia geral com a participação do advogado da entidade, Hélio Vieira e da presidente interina do sindicato, Dioneida Castoldi.

Na oportunidade, os dirigentes estarão passando informes gerais, a exemplo da Reforma da Previdência; pagamento da ação do salário-mínimo dos professores; transposição; insalubridade; restituição do imposto de renda e IPCA-e dos técnicos federais.

Para atender os demais servidores do Cone Sul, que moram nos distritos e outros municípios, os representantes farão uma live pelo facebook da regional.

Para assistir a reunião, o trabalhador deve acessar o seguinte endereço: Link: https://www.facebook.com/groups/534013103292131/permalink/5805827336110655/

 

PF investiga fraude na compra de passagens aéreas adquiridas em programas de milhagem

A Polícia Federal (PF) cumpre hoje (14) três mandados de busca e apreensão da Operação Delivery Card, que investiga fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal. Segundo a PF, o esquema causou prejuízo de cerca de R$ 40 milhões ao banco público.

As investigações identificaram suspeitos de integrar uma organização criminosa que comprava passagens aéreas usando cartões clonados da Caixa. Os bilhetes eram posteriormente vendidos a baixo custo em uma rede social, com a justificativa de que eram adquiridas em programas de milhagem.

A operação é coordenada pelo Grupo de Repressão a Crimes Contra a Caixa Econômica Federal (GCEF), criado recentemente pela PF no Rio de Janeiro. Os mandados estão sendo cumpridos em endereços nas zona sul e norte da capital fluminense.

De acordo com a PF, os investigados podem responder pelos crimes de organização criminosa, furto qualificado mediante fraude e lavagem de dinheiro, cujas penas podem somar mais de 26 anos de prisão.

Em Porto Velho, Vinicius Miguel cumpre agenda e ouve demandas de moradores

O Candidato a Deputado Federal pelo PSB visitou a Comunidade São Sebastião e o bairro Jardim Santana, na capital rondoniense

Carolina Mello – O candidato a Deputado Federal Vinicius Miguel (PSB) cumpriu agenda de campanha na Comunidade São Sebastião, localizada na margem esquerda do Rio Madeira, e no bairro Jardim Santana, em Porto Velho.

Na comunidade, conhecida pelos flutuantes que abrigam famílias de pescadores, o candidato dialogou com populares e destacou o incentivo às atividades de pesca que movimentam a economia local.

“O povo rondoniense é trabalhador, empenhado e esforçado! Todo esse suor precisa ser recompensado! O modo de fazer isso é através do incentivo às atividades que movimentam essa região”, discursou o candidato.

No bairro Jardim Santana, localizado na zona leste de Porto Velho, o candidato a Deputado Federal participou de uma reunião organizada pela equipe de campanha do candidato a Deputado Estadual Chiquinho da Emater (PSB) na residência de Dona Deia, apoiadora do partido.

Sempre recebido com muito carinho, o advogado e professor acredita que escutar as demandas do povo é fundamental para construir políticas públicas que realmente atendam as necessidades de todos e todas.

“Uma das melhores atividades que a campanha política proporciona é poder estar em contato com o povo e escutar o que cada um tem a dizer. Isso permite que a gente saia da nossa bolha e perceba que dentro da nossa própria cidade existem realidades muito diferentes”, refletiu.

SOBRE VINICIUS MIGUEL – Advogado e professor da Universidade Federal de Rondônia, Vinicius Miguel é especializado em Administração Pública, mestre em Política Internacional e doutor em Ciências Políticas. Em 2018, disputou o governo de Rondônia e conquistou 110.585 votos em todo o estado. Em 2020, concorreu para a prefeitura de Porto Velho e obteve 29.369 votos. Este ano está candidato a Deputado Federal pelo PSB.

TSE multa campanha de Lula por propaganda eleitoral antecipada

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) multou hoje (13) a campanha do candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em R$ 10 mil por propaganda eleitoral antecipada. 

Os votos foram proferidos pelos ministros Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Benedito Gonçalves, Sergio Banhos, Carlos Horbach e o presidente, Alexandre de Moraes.

Por unanimidade, o tribunal manteve decisão proferida no mês passado pela ministra Maria Cláudia Bucchianeri, que reconheceu que o candidato pediu votos antes do período permitido pela lei e determinou a retirada do trecho de um discurso do candidato da internet.

A ministra aceitou pedido de retirada feito pelo PDT, que alegou a configuração de propaganda eleitoral antecipada durante o evento, realizado no dia 3 de agosto, em Teresina, que também teve a participação de candidatos do PT ao governo do Piauí e ao Senado. A campanha eleitoral foi iniciada oficialmente em 16 de agosto.

Durante o julgamento, o advogado Eugênio Aragão, representante da campanha de Lula, afirmou que ato foi direcionado a militantes do partido e não buscava votos.

“Não se tratava de buscar votos, não havia esse objetivo. Quem estava lá era a própria bolha da esquerda, que apoia a coligação. Tinha muito mais um discurso de motivar a militância para a campanha”, afirmou.

Partidos inundam TSE com denúncias contra adversários

TSE - Tribunal Superior Eleitoral Urna eletrônica

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que mais de 10.870 denúncias de propaganda eleitoral irregular foram registradas em menos de um mês. Os dados foram coletados entre 16 de agosto e essa segunda-feira (12/9).

As notificações foram feitas por meio do aplicativo Pardal, que recebe denúncias de todo o país, como compra de votos, uso da máquina pública, crimes eleitorais e propagandas irregulares. Cabe ao Ministério Público Eleitoral analisar cada denúncia e punir, se for o caso.

O estado de Pernambuco é onde que mais houve denúncias. Ao todo, foram 1.511 registros no período. Na sequência aparecem os estados de São Paulo (1.311), Minas Gerais (1.195) e Rio Grande do Sul (1.086).

Por região, o Sudeste lidera o número de ocorrências, com 3.590 denúncias. Nordeste (3.159), Sul (2.056), Centro-Oeste (1.275) e Norte (790) aparecem na sequência.

Segundo o TSE, a maior parte das denúncias envolve campanhas de deputado estadual: 3.683 ocorrências, seguidas das de deputado federal (3.476), presidente (1.485) e governador (738).

Criado pela Justiça Eleitoral em 2014 para receber queixas da sociedade sobre irregularidades em campanhas, o Pardal foi atualizado este ano e voltou a funcionar no em agosto para receber denúncias referentes às Eleições Gerais de 2022.

Qualquer cidadão pode registrar uma denúncia. Ao identificar um problema, ele deve tirar uma foto, gravar um vídeo ou um áudio e enviar as evidências para o aplicativo.

Dados como nome e CPF do denunciante devem ser apresentados no momento da ocorrência. Apesar disso, as denúncias são tratadas como sigilosas.

Dentro da ferramenta, o eleitor também pode tirar todas as dúvidas sobre o que pode e o que não se pode fazer em propaganda eleitoral. O aplicativo encaminha a denúncia diretamente para o link do Ministério Público do estado do denunciante.

O sistema foi desenvolvido pela Justiça Eleitoral para uso gratuito em smartphones e tablets e está disponível para download nas lojas virtuais Apple Store e Google Play.

Metrópoles  

Nervosos, grupos bolsonaristas brigam por doações de R$ 1

Pix é o pagamento instantâneo brasileiro. O meio de pagamento criado pelo Banco Central (BC) em que os recursos são transferidos entre contas em poucos segundos, a qualquer hora ou dia. É prático, rápido e seguro.

Nesta semana, ganharam fôlego em grupos bolsonaristas no WhatsApp e no Telegram mensagens incentivando doações de R$ 1 via Pix para a campanha à reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL).

A iniciativa levou caos à campanha de reeleição, que terá que prestar conta dos baixos valores recebidos, e provocou confusão nos grupos bolsonaristas. Na segunda (12) e nesta terça-feira (13), diferentes usuários se manifestaram alertando que os repasses poderiam ser, na verdade, algum tipo de golpe.

Baseada em uma teoria da conspiração —de que os doadores mostrariam o número real de eleitores do presidente—, a campanha, curiosamente, também gerou teorias da conspiração nos grupos bolsonaristas: de que a iniciativa seria uma manobra da esquerda para impugnar a candidatura de Bolsonaro.

Em meio a um desencontro de mensagens, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou em uma rede social, nesta terça, que doações eram bem-vindas e que a campanha era espontânea. A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) também fez um vídeo para esclarecer que o Pix da campanha de fato existe.

A situação foi detectada pelo Observador Folha/Quaest, que monitora grupos públicos de Telegram e WhatsApp. Foram considerados 511 grupos bolsonaristas no Whatsapp e 176 no Telegram.

Muitos dos conteúdos postados nos grupos usam tom inflamado e justificam a doação como forma de impedir uma fraude eleitoral, já que os repasses mostrariam a quantidade de apoiadores do presidente.

“Vamos nos preparar… Vão tentar fraudar as eleições, mas o presidente não é besta. Lembrem-se que basta doar R$ 1, não mais que isso, a intenção é criar um dilúvio de doadores”, diz uma das mensagens.

“Vamos nos tornar estatística no TSE” e “uma campanha nacional para computar os apoiadores de Bolsonaro e servir de parâmetro para uma possível comparação com a quantidade de votos recebidos na eleição” são outras das frases que dão o tom à campanha nos grupos para incentivar as doações.

Por outro lado, posts também tentavam desmobilizar as transferências, sob o argumento de que poderia ser uma “manobra esquerdopática para impugnar a candidatura do presidente”. “Urgentíssimo!!! Pilantragem de pedido de Pix para o presidente.”

Depois de circular a mensagem de que a iniciativa serviria para prejudicar Bolsonaro, um usuário chegou a sugerir que as doações fossem feitas à campanha do rival petista sem citar o nome de Lula. “Se é para fins de confusão e para tentar impugnar o nosso presidente, vamos fazer essa doação para o molusco.”

Também no Telegram, um usuário foi advertido por um moderador de que é proibido pedir dinheiro ou colher dados de integrantes do grupo. O usuário advertido critica: “Uma campanha nacional, e nós vamos ficar de fora? Achei que o grupo fosse de apoio a Bolsonaro… Trata-se de uma maneira de sabermos, até certo ponto, se houve fraude ou não nas urnas. Exemplo: se arrecadarem R$ 60 milhões e Bolsonaro só tiver 40 milhões de votos… Entendi ser uma boa maneira de desmascararmos uma fraude desse tipo”.

Na manhã de terça, um outro usuário alertava: “Dizem que não devem fazer este Pix… Problemas futuros na prestação de contas!!!!”, a que outro responde: “Não se preocupem, o governo já divulgou que pode!”.

Além de pedir as doações, Flávio Bolsonaro, coordenador da campanha do pai, destacou a necessidade das doações. “Qualquer valor é bem-vindo, desde que do coração. E, sim, estamos precisando.”

Uma postagem em um site simpático ao governo, com o título “Flávio Bolsonaro confirma que campanha de doação de R$ 1 para campanha de Bolsonaro é verdadeira e espontânea; ENTENDA”, já está entre as mais compartilhadas no WhatsApp sobre o assunto. O vídeo de Zambelli também passou a ser republicado para responder às mensagens que chamavam a campanha via Pix de falsa.

Com a legenda “é verdade, existe um Pix para ajudar na campanha do PR Bolsonaro”, a deputada federal rebate as acusações, dizendo que o objetivo não é saber quantas pessoas pretendem votar no presidente.

“Na verdade, não é nem por isso que a gente pede a sua doação. A gente pede para ajudar a campanha do presidente, porque é uma campanha cara. Vai ter gente que vai votar no presidente e não vai contribuir.”

A Folha mostrou que a movimentação gerou problemas burocráticos à campanha, dado que as doações têm que ser feitas individualmente e envolvem um trabalho detalhado de preenchimento de informações.

Ainda assim, Tarcísio Vieira de Carvalho Neto, advogado da campanha, diz que seria ruim desestimular a iniciativa e que de R$ 1 em R$ 1 é possível chegar a um valor que ajude financeiramente Bolsonaro na disputa eleitoral —caso uma solução contábil seja encontrada. Neste momento, o custo envolvido na prestação de contas de cada doação, diz Neto, é maior do que o valor médio transferido até agora.

Os pedidos ocorrem em meio a um contexto no qual dirigentes partidários estão preocupados com a falta de recursos para a tentativa de reeleição. Recentemente, Flávio fez uma turnê por cidades do agronegócio em Mato Grosso para consolidar o apoio de ruralistas e impulsionar as doações para a candidatura.

Folha