O ex-diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques, foi entregue à Polícia Federal em Foz do Iguaçu na noite desta sexta-feira (26). A entrega ocorreu horas depois de sua prisão no Paraguai, onde, segundo informações oficiais, ele tentava viajar para El Salvador.
Após a formalização do procedimento na fronteira, Silvinei será transferido para Brasília. De acordo com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, ele deverá ser encaminhado ao Complexo Penitenciário da Papuda, em ala específica.
O horário da transferência ainda está em avaliação pelas autoridades responsáveis e pode ocorrer neste sábado (27), conforme planejamento operacional da PF.
O ex-diretor da PRF foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 24 anos e seis meses de prisão por participação no chamado núcleo 2 da trama golpista após as eleições de 2022, em um processo que entendeu que ele coordenou ações operacionais da PRF para dificultar a circulação de eleitores no segundo turno daquele pleito.
Além dessa condenação principal, Silvinei também já havia sido condenado em outro processo por improbidade administrativa, acusado de usar o cargo de diretor-geral da PRF para favorecer politicamente o então presidente Jair Bolsonaro, com multa superior a meio milhão de reais e outras sanções.
Mesmo durante o recesso de fim de ano, o governador de Rondônia, Marcos Rocha, adiantou a aliados que pretende promover mudanças significativas em sua equipe de governo. Sem cravar datas, o chefe do Executivo garantiu que ao menos três secretários deverão ser substituídos, em uma reorganização estratégica da gestão.
Um dos principais fatores que pesaram para a decisão foi o relatório do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) sobre as contas públicas da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). O documento apontou fragilidades que colocam em risco a eficiência financeira do governo, levando Marcos Rocha a admitir, pela primeira vez, a possibilidade de exoneração do secretário da pasta, coronel Jefferson Ribeiro da Rocha.
Outra situação que tem causado desgaste no Palácio Rio Madeira envolve o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Regis Braguin. Segundo interlocutores, o governador estaria insatisfeito com a condução da crise envolvendo os praças da corporação, o que acabou dando munição política ao deputado estadual Rodrigo Camargo, um dos principais críticos da atual gestão.
Além disso, Braguin passou a ser alvo de críticas internas após aparecer em vídeos ligados a partidos políticos, incentivando uma eventual candidatura ao Governo do Estado. O fato de o comandante não ter tratado do assunto previamente com o governador e já ventilar uma pré-candidatura ao Palácio Rio Madeira pelo partido Novo aumentou o desconforto entre os auxiliares mais próximos de Marcos Rocha.
Outro nome que está no radar para possível mudança é o do secretário de Segurança Pública, coronel Felipe Vital. Apesar de ser avaliado positivamente pelos resultados apresentados no combate à criminalidade, com operações realizadas tanto na capital quanto no interior, Vital é pré-candidato à Câmara Federal, o que pode inviabilizar sua permanência no cargo diante do cenário eleitoral de 2026.
De acordo com aliados, o governador Marcos Rocha afirmou que só deverá anunciar oficialmente os substitutos após o retorno do descanso com a família, neste final de ano. Até lá, as articulações seguem nos bastidores, com forte expectativa de ajustes no primeiro escalão do governo estadual.
Nesta semana, um homem identificado como Davi Fernandes Costa morreu após esfaqueado no peito na Rua Mato Grosso, bairro Bela Vista, em Pimenta Bueno (RO).
A Polícia Militar recebeu informações de que um homem estava caído na rua com ferimentos graves. Ao chegarem ao local, os policiais encontraram Davi recebendo socorro do Corpo de Bombeiros. Durante o atendimento, ele sofreu uma parada cardíaca, e, apesar dos esforços das equipes de emergência, não resistiu e foi a óbito no hospital.
De acordo com testemunhas, Davi havia se envolvido em uma discussão em uma distribuidora a cerca de 100 metros do local onde foi encontrado. A proprietária do estabelecimento, Elizabeth, relatou à polícia que Davi se aproximou de maneira agressiva, portando um pedaço de pau e fazendo ameaças. Em defesa, ela utilizou uma faca, atingindo-o no peito.
A vítima, que era inquilino de Elizabeth e seu esposo, já havia causado problemas anteriormente. A Perícia Técnica foi acionada para investigar o caso, mas a faca utilizada no crime não foi encontrada. O pedaço de pau foi apreendido para investigação.
A ex-deputada federal Carla Zambelli teria sido vítima de agressões dentro do Complexo Penitenciário de Rebibbia, em Roma, onde está presa desde julho. As agressões durante o período de detenção foram relatadas pelo senador Magno Malta, que visitou a ex-parlamentar na unidade prisional, e confirmadas por sua defesa. As informações são do Estadão.
Segundo Malta, Zambelli teria sido agredida por outras detentas ao menos duas vezes. O senador mencionou o episódio durante o “Culto Grande Clamor pelo Brasil”, em 22 de dezembro.
A defesa confirmou os relatos de violência e informou que, diante do risco à integridade física da ex-deputada, pediu a mudança de local dentro do presídio. O pedido foi aceito, e Zambelli deixou uma cela no térreo para outra em um andar superior.
No Brasil, Zambelli foi condenada a dez anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento na invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em ação que contou com o hacker Walter Delgatti Neto. Após a condenação, deixou o país e foi presa na Itália.
Em setembro, Zambelli recebeu a visita de políticos de extrema-direita, entre eles Magno Malta, Flávio Bolsonaro, Damares Alves e Eduardo Girão (Novo-CE).
Nos vídeos divulgados nas redes sociais, os parlamentares descreveram o estado emocional de Carla Zambelli, citando tristeza, saudade da família e sensação de abandono. A defesa informou que a ex-deputada foi transferida de cela e de andar, após pedidos formais, para ampliar as condições de segurança.
Segundo o advogado, uma detenta mais antiga auxiliava na proteção de Zambelli, mas foi transferida para outra unidade prisional.
Questionado sobre o fato de não ter mencionado antes as agressões, Magno Malta afirmou que não se pronunciou porque as informações haviam sido repassadas de forma reservada.
Ele também declarou que não foram identificados indícios de lesões físicas, motivo pelo qual adotou postura mais cautelosa. Durante a visita, Zambelli relatou aos senadores que, apesar das agressões, não houve ferimentos visíveis ou escoriações.
O ex-campeão de fisiculturismo Kevin Notário Nunes de Oliveira morreu na manhã desta quinta-feira (26), no Hospital Regional de Ponta Porã. Segundo a família, ele teve complicações de saúde após o uso indevido de produtos para ganho muscular.
Kevin foi internado às pressas depois de sentir fortes dores na coxa. Durante os exames, os médicos diagnosticaram fasciíte necrosante, uma infecção grave e de rápida progressão que atinge os tecidos musculares.
O atleta passou por uma cirurgia de emergência na tarde de quarta-feira (25) e permaneceu entubado. Kevin era conhecido no estado por sua atuação no fisiculturismo e por títulos conquistados em competições estaduais.
O pai do atleta, o vereador Marcelino Nunes de Oliveira, afirmou que o caso serve de alerta sobre os riscos do uso de substâncias proibidas para acelerar o ganho de massa muscular. “A busca pelo corpo ideal levou a vida precoce do meu filho Kevin. Que este caso sirva de alerta para outros jovens e atletas que pensam em recorrer a métodos arriscados para potencializar os resultados”, disse o parlamentar”.
O velório será realizado na Capela Mortuária Pax, em frente ao Shopping China, em Ponta Porã. A família agradeceu as manifestações de apoio e solidariedade.
Uma criança de 1 ano, identificada como Ariella Santiago de Castro, morreu afogada na zona rural de Alta Floresta do Oeste (RO). O caso aconteceu na última quarta-feira (24), no quintal de uma residência localizada na Linha 148, km 55, no interior do município.
De acordo com o registro policial, em um determinado momento a criança saiu do campo de visão da família. Pouco tempo depois, ao notarem a ausência da menina, os familiares iniciaram as buscas.
A procura foi feita por toda a propriedade e, durante as buscas, Ariella foi encontrada desacordada em um rio que passa próximo à residência.
Vizinhos foram chamados para ajudar no socorro, mas, apesar das tentativas, a criança não resistiu. Ela foi retirada da água e levada para a casa, onde permaneceu até a chegada das autoridades.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretou a prisão preventiva de Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), após a Polícia Federal (PF) informar sobre a violação das medidas cautelares impostas ao ex-agente.
Silvinei foi detido nesta sexta (26) no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, quando tentava embarcar para El Salvador. A decisão de Moraes se baseia no rompimento da tornozeleira eletrônica, que perdeu sinal de GPS e comunicação por GPRS no dia 25 de dezembro, além de outros indícios de fuga.
A PF realizou diligências no endereço de Silvinei em São José (SC) e constatou que ele havia deixado o apartamento na noite de 24 de dezembro, levando consigo um carro alugado, bolsas, objetos pessoais e um cachorro.
A investigação revelou que o ex-diretor da PRF não retornou ao local, e o apartamento foi encontrado trancado. O relatório policial apontou que, até as 19h22 de 24 de dezembro, Silvinei estava no local, preparando a fuga.
Segundo o relatório da PF, o bosonarista deixou seu prédio em um carro alugado com bolsas, itens pessoais e um cachorro. “Pela sequência de imagens, colocou bolsas no porta-malas do carro, colocou mais coisas no banco de trás, carregando potes comedouros e conduzindo um cachorro (…) e saiu”, escreveu a PF.
Para Moraes, os elementos reunidos indicam fuga. O ministro argumentou que o descumprimento das medidas cautelares justifica a conversão em prisão preventiva.
“A fuga do réu, caracterizada pela violação das medidas cautelares impostas sem qualquer justificativa, autoriza a conversão das medidas cautelares em prisão preventiva”, prosseguiu o magistrado.
O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. Foto: Adriano Machado/Reuters
Silvinei teve liberdade provisória decretada em agosto de 2024 e tinha que cumprir medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno, entrega de passaportes e proibição de deixar o país.
O ex-diretor da PRF foi condenado a 24 anos e 6 meses de prisão por sua participação na trama golpista, que visava manter Jair Bolsonaro no poder após sua derrota nas eleições presidenciais de 2022. Além da condenação, Silvinei foi condenado ao pagamento de R$ 30 milhões por danos morais coletivos, perdeu seu cargo público e teve sua inelegibilidade comunicada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A Procuradoria Geral da República (PGR) acusou Silvinei Vasques de ter atuado dentro do governo Bolsonaro para dar apoio institucional e operacional ao plano golpista. Segundo o órgão, o ex-diretor da PRF utilizou a estrutura da corporação para favorecer a candidatura de Bolsonaro, concentrando operações policiais no Nordeste para dificultar o deslocamento de eleitores de Lula.
A audiência está marcada para o dia 5 de março de 2026, às 10:30, na Vara Única de São Francisco do Guaporé, conforme o despacho assinado pela Juíza Mariana Pinheiro de Macedo Corrêa.
O caso tramita como termo circunstanciado, e a magistrada decidiu manter a data por não haver novos requerimentos.
O caso
As imagens que estão na origem da audiência foram divulgadas nas redes sociais e mostram o pastor Antonio Muniz invadindo o centro de Umbanda e depredando o imóvel. O vídeo foi publicado pelo portal no dia 18 de dezembro.
No vídeo, Antônio aparece dentro de uma sala com uma Bíblia em mãos. Ele então começa a dizer “Em nome do Senhor Jesus, eu creio no meu Deus do céu que opera milagre e, segundo minha palavra, esse centro espírita vai fechar”, e então passa a golpear as imagens presentes no altar com a Bíblia em mãos.
Alécio Pereira dos Santos, o pai de santo responsável pela casa, chamou a Polícia Militar para evitar um confronto. A polícia chegou ao local, fez a abordagem e conduziu Antônio à delegacia.
Segundo o boletim de ocorrência, o caso foi enquadrado, em análise preliminar, como possível prática de intolerância religiosa, invasão de domicílio e dano ao patrimônio.
O portal entrou em contato com o pastor Antonio Muniz para que ele se manifestasse sobre a audiência marcada para 2026. O pastor não quis se manifestar. (SGC)
Um idoso de 87 anos morreu após ser atingido por um chute nas costas em Pelotas, na Região Sul do Rio Grande do Sul, na madrugada de quinta-feira (25). A vítima foi identificada como Antônio Valadão. Segundo a Polícia Civil, o suspeito da agressão não havia sido localizado até a última atualização do caso.
Imagens de câmera de monitoramento registraram o momento em que o idoso caminhava pela rua e um homem correu em sua direção, saltou e desferiu um chute pelas costas. A vítima caiu com o rosto voltado para o chão. Após a agressão, o homem deixou o local, e o idoso permaneceu caído até ser ajudado por pessoas que passavam.
De acordo com a investigação, a principal linha aponta que a morte ocorreu após a queda e o impacto na cabeça. O corpo passou por perícia, e o laudo deve ser divulgado nos próximos dias. A polícia apura as circunstâncias e a possível motivação do crime, enquanto busca identificar e localizar o suspeito.
Em editorial na última quinta-feira (25), com o título “A aposta leviana no salário mínimo”, o Estadão mostra mais uma uma vez sua subserviência ao dito “mercado brasileiro” ao atacar a política do governo Lula (PT) de valorização real do salário mínimo. Ao classificar o reajuste acima da inflação como “apelo populista” e “explosão insustentável de gastos”, o texto recorre a uma narrativa elitista e falaciosa que ignora evidências empíricas, dados históricos e o impacto concreto da medida na vida de milhões de trabalhadores.
A tese central do editorial, de que o aumento real do salário mínimo seria responsável por um suposto descontrole fiscal, não se sustenta. O próprio Brasil já viveu longos períodos de valorização do mínimo, especialmente entre 2004 e 2014, com crescimento econômico, queda da desigualdade, redução da pobreza e estabilidade inflacionária.
“Lula empurra País para o abismo ao insistir numa política de reajuste real do salário mínimo que a economia é incapaz de suportar”, argumentou o jornal.
Não houve, naquele ciclo, qualquer “explosão” de gastos públicos nem colapso das contas do Estado provocado pelo salário mínimo. Buscando respaldo para sua tese, o veículo cita 11 economistas, mas todos sob o mesmo viés: José Roberto Mendonça de Barros, Rogério Ceron, Alexandre Schwartsman, Rafaela Vitória, Ana Paula Vescovi, Bruno Funchal, Marcos Mendes, Manoel Pires, Bráulio Borges, Fernanda Guardado e Felipe Salto.
A afirmação de que “cada R$ 1 de aumento correspondeu a R$ 388 milhões nas contas públicas” é apresentada de forma alarmista, sem contextualizar que esse valor retorna à economia na forma de consumo, arrecadação e dinamização do mercado interno. Salário mínimo não é despesa improdutiva: é renda que circula, aquece o comércio local, sustenta empregos e amplia a base tributária. Ignorar esse efeito multiplicador é uma escolha ideológica, não técnica.
Também não procede a ideia de que a política de valorização do mínimo seja inflacionária. O Brasil conviveu com aumentos reais do salário mínimo sem repasses automáticos de preços, especialmente quando há capacidade ociosa e mercado de trabalho ainda em recomposição, como ocorre atualmente. A inflação brasileira recente esteve muito mais associada a choques externos, preços administrados e alimentos do que ao rendimento dos mais pobres.
O Estadão cita, por exemplo, que o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga foi execrado pela esquerda após defender o congelamento do salário mínimo mesmo após ter declarado voto no PT em 2022. No entanto, o jornal não menciona que o economista foi contestado até mesmo pelos seus pares da Associação Brasileira dos Economistas pela Democracia (ABED), que repudiou sua ideia classificando-a como “elitista, cruel e inaceitável”.
“O aumento real do salário mínimo foi decisivo para a melhoria da vida de milhões de brasileiros, ajudando a reduzir desigualdades sociais e regionais, além de dinamizar a economia nacional. Atacar essa política é atacar diretamente a população mais pobre e trabalhadora do Brasil”, destacaram os especialistas na nota de repúdio.
Armínio Fraga, ex-presidente do BC. Foto: reprodução
Ataques a Lula
Ao insistir que Lula age movido por “interesse pessoal” e “impacto midiático”, dizendo que o presidente seria “obcecado pela busca de votos”, o editorial do Estadão substitui análise econômica por julgamento político. Valorizar o salário mínimo não é populismo: é política pública redistributiva prevista na Constituição, com impacto direto sobre aposentadorias, pensões e benefícios sociais. Trata-se de uma escolha de modelo de país, não de improviso.
A tentativa de conferir verniz técnico à crítica por meio de uma lista de economistas ignora que não há consenso científico contra o aumento real do salário mínimo. Há, sim, divergências sobre regras de indexação, mas isso não autoriza o jornal a vender como verdade absoluta a ideia de que a política é “inviável” ou “irresponsável”.
O editorial do Estadão, ao defender congelamentos, desvinculações e “terapias de choque”, fala a partir do ponto de vista de quem nunca dependeu do salário mínimo para viver. É uma leitura que naturaliza a compressão da renda dos mais pobres em nome de um ajuste fiscal que poupa o topo e sacrifica a base.
O aumento do salário mínimo promovido pelo governo Lula não empurra o país para o abismo, ao contrário, ajuda a sustentar a economia real e a reduzir desigualdades históricas que o próprio jornal parece confortável em perpetuar.