O Ministério Público de Rondônia prestigiou solenidade comemorativa aos 50 anos da Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater), realizada nesta terça-feira (31/08), no pátio do Palácio Rio Madeira, em Porto Velho.
Ministério Público de Rondônia prestigia solenidade dos 50 anos da Emater
MPF processa Dnit para recuperar trecho da BR-364 em Itapuã do Oeste
Em um perímetro de apenas três quilômetros, a quantidade de acidentes é grande
O Ministério Público Federal (MPF) está processando o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e a União devido ao péssimo estado da BR-364 em Itapuã do Oeste, do Portal de Entrada da cidade até a saída do município. Na ação civil pública, o MPF pede que a Justiça Federal determine que o Dnit e a União sejam obrigados a garantir condições mínimas de trafegabilidade segura naquele trecho. Outro pedido à Justiça é que o Dnit apresente projeto e cronograma das medidas que serão implementadas de forma emergencial.
O Dnit também pode ser obrigado a indenizar as pessoas que ficarem gravemente feridas ou famílias das pessoas que vierem a falecer em decorrência de acidente automobilístico naquele trecho da BR-364. Caso a Justiça Federal conceda esse pedido do MPF, essas indenizações seriam referentes a acidentes ocorridos a partir de 23 de agosto – data em que a ação civil pública do MPF foi ajuizada – e se a perícia técnica apontar que o acidente poderia ser evitado se a rodovia apresentasse condições mínimas de trafegabilidade. Nesse pedido, o MPF sugere que a Justiça Federal estabeleça indenização de no mínimo R$ 100 mil no caso de ferimento grave, e R$ 300 mil no caso de morte.
Além dessas indenizações, o MPF também pediu que a Justiça Federal estabeleça uma indenização por dano moral coletivo causado à sociedade em valor não inferior a R$ 5 milhões, considerando a gravidade, extensão e tempo de duração do dano.
Desde 2019 o MPF apura a morosidade na recuperação da BR-364. Em 2020, após visita em Itapuã do Oeste, constatou-se a precariedade do asfalto e o perigo constante de acidentes no trecho. O MPF então enviou ofício sobre a situação ao Dnit, que informou que haveria revisão de projeto para alterar propostas dos serviços de manutenção continuada. A previsão para contratação seria 2021, mas até agora nada mudou.
Todos os dias são constados acidentes envolvendo vítimas, ao ponto de sobrecarregar o sistema de saúde local, uma vez que o Hospital Regional de Itapuã não tem capacidade de atender todas as vítimas de acidentes, por ser um hospital de baixa complexidade. As vítimas recebem os primeiros atendimentos ali e são encaminhadas ao hospital de Porto Velho.
Em um perímetro curto (três quilômetros), a quantidade de acidentes é grande. Em 2019 houve nove acidentes (quatro graves) com 12 feridos. Em 2020 foram oito acidentes (um grave) totalizando 11 feridos. Em 2021, até agora, ocorreram quatro acidentes (um grave) com quatro feridos.
Para o procurador da República Raphael Bevilaqua, “é preciso zelo com a única rodovia que atravessa Rondônia, um estado basicamente agrícola, que tem nessa via o principal meio de transporte de cargas e de pessoas”.
A ação civil pública é a de número 1012947-88.2021.4.01.4100 e pode ser consultada no endereço do Processo Judicial Eletrônico (PJ-e) da Justiça Federal.
Assessoria de Comunicação
DER conclui tapa-buracos na RO-486, entre Cacoal e Espigão do Oeste
O Governo de Rondônia, por meio do Departamento Estadual de Estradas de Rodagem e Transportes (DER), concluiu, na quinta-feira (26), os trabalhos de remendos profundos e superficiais (tapa-buracos) nos 30 quilômetros da rodovia 486, popularmente conhecida como Rodovia do Café, que interliga os municípios de Cacoal e Espigão do Oeste.
Segundo o diretor-geral Elias Rezende, os serviços foram executados pela equipe da 5ª Usina de Asfalto de Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ) do DER, de Cacoal. “A equipe realizou a manutenção conforme orientações do governador Marcos Rocha, ficando trafegável, sem buracos (panelas), borrachudos ou imperfeições (ondulações e calombos) na aplicação da lama asfáltica, seguindo todas as etapas técnicas de fresagem, aplicação da emulsão asfáltica, tipo RR e do CBUQ”, disse Elias, ressaltando que a rodovia, que interliga duas importantes cidades da região do Café, possui um intenso trafego de veículos.
Ainda segundo ele, no mês de julho, a equipe da 5ª usina concluiu a manutenção nos 40 quilômetros na rodovia 383, entre Cacoal e Nova Estrela (único distrito de Rolim de Moura).O gerente da 5ª Usina Asfalto do DER, Sebastião Cardoso, pontua que os serviços seguem o plano anual estratégico de ação do DER, que possibilita uma ação eficaz, sem desperdício de recursos públicos. “As orientações do governador Marcos Rocha e do vice-governador José Jodan exigem que o contribuinte seja respeitado com estradas em excelentes condições de trafegabilidade e o recurso público aplicado com economicidade”, diz.
“São serviços que atendem ao anseio da população rondoniense e só conseguimos graças as condições de trabalho oferecidas pelo Governo do Estado e pela ação conjunta dos nossos servidores que executam um serviço de qualidade”, finalizou Cardoso.
Rondônia recebe mais uma remessa com 61.450 doses de vacinas contra a covid-19 do Ministério da Saúde
O Governo de Rondônia, por meio da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa), recebeu do Ministério da Saúde (MS) nesta segunda-feira (23), na Central Estadual da Rede de Frio em Porto Velho, mais uma remessa de vacinas contra a covid-19, que serão distribuídas às Regionais de Saúde do Estado.
Nesta remessa, foram recebidas 61.450 doses, sendo 17.400 doses da CoronaVac; 17.550 doses da Pfizer e 26.500 doses da vacina AstraZeneca, para imunizar a população prevista no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação (PNO), que irá contemplar a 1ª e 2ª doses para a população com idade igual ou superior a 18 anos.
Com as doses recebidas nesta segunda-feira, o Estado contabiliza o montante de 1.722.138 doses de vacinas contra a covid-19, recebidas do Governo Federal, sendo:
- Coronavac: 571.758;
- AstraZeneca: 659.900;
- Pfizer: 455.130;
- Janssen: 35.350
Todas as doses recebidas serão destinadas as Regionais de Saúde do Estado nesta terça-feira (24). Serão 12.729 doses para a regional de Ji-Paraná; 7.167 para a regional de Cacoal; 4.999 para a regional de Vilhena; 9.808 para a regional de Cacoal; 5.976 para a regional de Rolim de Moura e 20.771 para a regional de Porto Velho.
O diretor-geral da Agevisa, Gilvander Gregório, salienta que o Governo de Rondônia está empenhado no Plano Nacional de Aceleração de Vacinação e convoca os rondonienses a completar o esquema vacinal com a 2ª dose. Em todo o Estado até o momento, são 71,5% da população que está vacinada com a 1ª dose e 25% vacinada com a 2ª dose.
“É importante dizer que a 2ª dose para completar o ciclo vacinal de proteção contra a covid-19 e suas variantes, que circulam pelo país a fora, em especial a delta. Além disso, o uso de máscara, álcool em gel e o distanciamento social são indispensáveis neste momento”, pontuou Gregório.
ADOLESCENTES
Gregório destacou que todos os municípios de Rondônia iniciaram a vacinação na faixa etária de 18 anos. Também foi iniciada a vacinação em adolescentes de 12 a 17 anos que possuem comorbidades e ainda, para quem não possui comorbidades, com doses da Pfizer.
“É o Plano de Aceleração da Vacinação acontecendo e nosso prognóstico até o final de outubro, é que toda a população do Estado de Rondônia esteja vacinada dentro do plano de imunização, fechando o ciclo vacinal de proteção contra o coronavírus”, conclui o diretor-geral da Agevisa.
Rondônia alcança mais de R$ 3 bilhões com exportações no primeiro semestre de 2021; soja lidera vendas internacionais
Dados do Governo de Rondônia, divulgados pela Secretaria de Estado de Finanças (Sefin), apontam que o Estado alcançou cerca de R$ 3,1 bilhões em exportações no período de janeiro a junho de 2021, um crescimento de 35,77% frente ao mesmo período do ano passado. Nesse cenário internacional, ao menos 97% do montante exportado favoreceram cinco países: Turquia, China, Espanha, Hong Kong e Países Baixos.
Vários setores mantiveram a economia rondoniense em alta, entre eles o agronegócio e a mineração. E mesmo no período mais intenso da pandemia do coronavírus, as exportações continuaram positivas.
De acordo com o gestor da Coordenadoria da Receita Estadual (CRE), Antônio Carlos, “na pandemia, as exportações não foram muito afetadas. Na verdade, elas foram muito mais estimuladas nesse período. Rondônia é um Estado produtor de alimentos, então as indústrias e produtores continuaram a mover o motor da economia nesse período”, destacou.
Em detalhes, dos dados divulgados pela Sefin mostram que: de janeiro a junho de 2019, antes da pandemia, as exportações somaram R$ 2,52 bilhões. No mesmo período do ano seguinte, 2020, foram R$ 3,95 bilhões de exportações para o mercado internacional, um aumento de 56,77% comparado a 2019. Já entre janeiro e junho de 2021, Rondônia a venda internacional de produtos se manteve em alta – R$ 3,1 bilhões –, sendo 35,77% maior que o ano passado.
Entre os municípios que mais exportaram no Estado, Vilhena ocupa o primeiro lugar com mais de R$ 1,54 bilhão. A capital, Porto Velho, vem em seguida com R$ 829 milhões em exportações. Rolim de Moura é o terceiro da lista, com R$ 778 milhões. Nestes municípios, a soja foi um dos produtos mais exportados com cerca de R$ 2,8 bilhões de exportações.
Antônio Carlos ainda destacou como a exportação tem ajudado os produtores do Estado, “permitindo a aferição de renda. Nesse cenário do mercado internacional, o produtor tem uma fonte de renda a mais, em meio às dificuldades do consumo no comércio local. Mas, mesmo durante a pandemia, o consumo interno teve aumento de 45% no setor de alimentos”.
Os 15 produtos mais exportados no período de janeiro a junho deste ano são:
- Soja;
- Carnes desossadas de bovino congeladas;
- Carnes desossadas de bovino frescas
- Carnes desossadas de bovino refrigeradas;
- Madeiras perfiladas;
- Estanho em forma bruta;
- Algodão;
- Miudezas comestíveis de bovino;
- Bexigas e estômagos, de animais;
- Minérios de nióbio, tântalo ou vanádio;
- Outras madeiras tropicais serrada ou fendida;
- Milho em grão, exceto para semeadura;
- Madeira de ipê;
- Outras substâncias de animais, para preparação de produtos farmacêuticos;
- Armações e cabos, de ferramentas, de escovas e de vassouras, de madeira.
Segundo o coordenador da CRE, o Governo de Rondônia está empenhado em garantir a melhoria de todos os setores comerciais que são beneficiados pelas exportações, e que mais produtores locais possam desenvolver a economia do Estado, tornando-se referência na Amazônia.
FIERO é favorável à reforma previdenciária em Rondônia, sem aumento de impostos
O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), Marcelo Thomé participou de reunião realizada ontem, 25, na Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE-RO) para expor o ponto de vista do setor produtivo sobre a reforma previdenciária no estado. A FIERO e toda a diretoria está empenhada em contribuir com o governo estadual, a Assembleia Legislativa e os órgãos de controle, a fim que a reforma seja aprovada urgentemente, desde que não haja aumento de impostos, reformulação do incentivo tributário ou que não traga qualquer impacto para o setor produtivo rondoniense.
As lideranças empresariais manifestaram a preocupação com o iminente colapso da previdência, que pode afetar o equilíbrio fiscal do estado. O setor produtivo e a indústria, neste momento de retomada da economia, externa o apoio à reforma da previdência, sem que esta conta seja paga pela iniciativa privada. Não se admite também a redução de incentivos fiscais, pois afeta mortalmente a competitividade das empresas.
A Federação deixou claro ao parlamento, a importância da reforma, cujo objetivo principal é minimizar o déficit previdenciário. As mudanças contribuirão para o equilíbrio das contas públicas, garantirão a sustentabilidade do sistema previdenciário no médio prazo. Por isso, além de garantir o pagamento das aposentadorias e pensões no futuro, favorece o crescimento da economia, por meio da manutenção do equilíbrio fiscal e preservação dos investimentos em Rondônia.
A FIERO participa de audiência pública que o Tribunal de Contas realiza nesta sexta-feira, 27, às 10 horas. A pauta visa o debate com as entidades para mensurar quais seriam os impactos de não se fazer esta reforma imediatamente.
Os diretores da FIERO são unânimes ao afirmar que a reforma é necessária e tem pressa. Precisa ser feita o mais breve possível, ainda este ano, do contrário os prejuízos serão significativos e em alguns casos, irreversíveis. O impacto financeiro será drástico para a economia de Rondônia. Não há como garantir, segundo as lideranças, já no primeiro semestre do ano que vem, o pagamento de ativos e inativos do estado, se não houver realmente esta reforma.
Também participaram os presidentes dos sindicatos da Panificação, Vestuário e Moveleiro, José Balbino Nascimento, Cida Mourão e José Carlos de Moura Lopes, respectivamente, e ainda o superintendente Gilberto Baptista e representantes da Fecomércio, Federação das Associações Comerciais e Industriais do Estado de Rondônia (Facer), Associação dos Jovens Empresários de Rondônia (AJE-RO), dentre outros.
Assessoria de Comunicação FIERO
AGRONEGÓCIO; Comitiva de piscicultores e representantes da Federação de Indústria do Pará realizam visita técnica em Rondônia
Visita tem a finalidade de observar as boas práticas de Rondônia
Durante toda a semana que passou (16 a 20), uma comitiva composta por piscicultores e representantes da Federação das Indústrias do Pará, do Escritórios Regional do Sebrae no Xingu e da Norte Energia e da Cooperativa de Pescadores de Belo Monte, que estiveram em visitas técnicas no estado de Rondônia, intermediada pelo Sebrae em Rondônia, com o objetivo de conhecer in locu o cenário da piscicultura no estado.
Assim que chegou, a comitiva foi recepcionada na sede do Sebrae em Porto Velho, pelo diretor superintendente Daniel Pereira, pelo diretor técnico Samuel Almeida e pelo analista do Sebrae da unidade regional do Sebrae de Ariquemes, Marlon Amorim, gestor do projeto de piscicultura no estado.
O diretor técnico do Sebrae de Rondônia, Samuel Almeida, comentou que a promoção da piscicultura em Rondônia está a todo vapor e é uma prioridade de todas as entidades que fazem parte do setor produtivo. “Recebemos a comitiva vinda do Pará, para compartilhar conhecimentos, tecnologias, gestão, modos da governança, e tudo isso proporciona o crescimento do pescado na nossa região”, destacou Samuel.
Alberto Anders é coordenador técnico da Redes, uma iniciativa da Federação das Industrias do Estado do Pará e explica que o objetivo da visita da comitiva é de conhecer a cadeia produtiva da piscicultura no estado e se espelhar nas boas iniciativas de Rondônia, que fazem sucesso em todo Brasil. “Vamos levar esse conhecimento, toda essa experiência que os piscicultores daqui adquiriram ao longo dos anos e levar para a região do Xingu, área de abrangência da hidrelétrica de Belo Monte, para fortalecer a cadeia de piscicultura daquela região”, explicou Alberto.
O representante da Norte Energia, Sandro Emoto declarou que a iniciativa da Norte Energia de trazer a comitiva até Rondônia para vivenciar essa experiência no estado, que é o maior produtor de pescados nativos, irá proporcionar aos piscicultores do Pará, através da Cooperativa, novos panoramas de desenvolvimento e novos conhecimentos na área de piscicultura.
Para Valdeci Gomes da Silva, diretor de produção e comercialização da Cooperativa de Pescadores de Belo Monte, essa experiência em Rondônia é de muita importância para agregar conhecimento de toda a rede de piscicultura do estado visando melhorar a cadeia produtiva de pescados no estado do Pará.
Agrolab Amazônia
Uma grande oportunidade para debater os gargalos que dificultam a produção, ter acesso a produtos, soluções tendências para o agronegócio e a piscicultura, é a realização da Agrolab Amazônia, uma feira totalmente virtual voltada pra ao setor produtivo da Amazônia Legal. O evento ocorre de maneira virtual nos dias 14 a 16 de setembro, através do site www.agrolabamazonia.com e as inscrições são gratuitas. Os participantes terão a experiência da realidade virtual pois a visitação ao evento é toda on line. A abertura oficial do evento está programada para acontecer no dia 9 de setembro, a partir das 18h30 (horário de Rondônia).
Durante a expedição a comitiva visitou empreendimentos de piscicultura nos municípios de Porto Velho e Theobroma, onde foram recepcionados pelos proprietários que compartilharam suas experiências com o pescado de Rondônia. A comitiva retorna com grandes insights na bagagem para fortalecer a cadeia produtiva da região, gerando melhores resultados, emprego e renda.
Governo avança na obra de instalação da 6ª Usina de Asfalto no Cone Sul de Rondônia
As obras no terreno para a implantação da 6ª Usina de Asfalto de Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUC) no município de Vilhena seguem em ritmo acelerado. Os trabalhos são executados pelo Governo de Rondônia, por meio do Departamento Estadual de Estradas de Rodagem e Transportes (DER), em parceria com a prefeitura.
O gerente da 6ª Usina de Asfalto, Diego Delani, explica que o terreno, onde será implantada a usina, possui uma área aproximada de 20 mil m². “O terreno está recebendo os serviços de encascalhamento e devido a urgência da instalação, contamos com o apoio das Regionais do DER de Vilhena e Colorado do Oeste, além da prefeitura de Vilhena. Quando entrar em funcionamento, a unidade atenderá as demandas da região do Cone Sul, entre elas: a manutenção da RO-391 e RO-370 ambas pavimentadas e aind vai contribuir com as obras do programa ‘Tchau Poeira’. A aquisição da usina para região é uma medida louvável do governador Marcos Rocha, sensibilizado por um pedido antigo da população do sul do Estado”, frisou Delani.
Segundo o diretor-geral do DER, Elias Rezende, a unidade, entregue pelo governador Marcos Rocha no mês de julho, é uma das mais modernas e possui uma capacidade de produção de 120 toneladas de massa asfáltica por hora. “É um investimento com retorno garantindo para a população do Cone Sul. São aproximadamente R$ 10 milhões de recursos próprios do Estado para aquisição dos equipamentos e instalação. Agradeço o prefeito Eduardo Toshiya Tsuru, ‘Eduardo Japonês’, que cedeu o terreno para a instalação da usina no município”.
O local contará com escritório, barracão de oficina e depósito para armazenamento dos agregados.
Tambaqui de Rondônia será destaque na Agrolab Amazônia
Associação de Criadores de Peixes de Rondônia é patrocinadora do evento
Promovida de forma virtual, mas com impacto real, a segunda edição da Agrolab Amazônia, vai trazer o cultivo de peixes nativos da Região Amazônica como destaque. O evento vai ser realizado entre os dias 14 e 16 de setembro.
Com o apoio da Associação de Criadores de Peixes de Rondônia (ACRIPAR), o cultivo do peixe Tambaqui vai ser apresentado como opção de proteína saudável e ainda com ações de preservação do meio ambiente, uma vez que o cultivo em tanques escavados proporciona baixo impacto ambiental e ainda estimula a preservação de nascentes, que a principal fonte de água para a criação dos peixes nativos.
O presidente da ACRIPAR, Francisco Hidalgo Farina, destaca a parceria com o Sebrae para a promoção da piscicultura de Rondônia, com o objetivo de atração de investidores para conhecer o potencial econômico desse setor, bem como implantação de unidades de processamento de pescado no Estado. “Estamos otimistas com as ações que estamos realizando nesse ano de 2021, para promover o Tambaqui e ainda para gerar oportunidades de negócios em Rondônia”, disse ele.
FESTTIVAL DO TAMBAQUI
Juntamente com parceiros da iniciativa privada e governamental será realizado, depois da Agrolab, a II edição do Festival Nacional do Tambaqui da Amazônia, onde esse nativo de Rondônia deve ser levado para todo o território brasileiro, ou seja, as 26 capitais e o Distrito Federal, incluindo também, mais de 30 municípios de Rondônia. O evento está previsto para acontecer simultaneamente no dia 19 de setembro nos municípios rondonienses e nas capitais do país.
Todo o pescado para a realização do evento será de Rondônia e processado em parceria com frigoríficos e agroindústrias. Serão cerca de 30 mil bandas de tambaqui.
AGROLAB AMAZÔNIA
O Conecta Sebrae Agrolab Amazônia é uma plataforma online, com inscrições gratuitas, onde o participante assumirá um avatar ao fazer login no evento, e assim poderá navegar pelos ambientes virtuais criados: poderá assistir palestras, participar de rodadas de negócios, fazer networking, visitar estandes virtuais e muito mais. Para fazer uma pré-inscrição, basta acessar www.agrolabamazonia.com e receber conteúdos exclusivos do evento (programação, palestrantes e demais informações).
Embrapa Pecuária Sul realiza capacitação para técnicos do Senar-RS
Capacitação realizada pela Embrapa Pecuária Sul para profissionais de assistência técnica e extensão rural do sistema Farsul/Senar teve como tema o Processo de Abordagem Sistêmica na agropecuária do Rio Grande do Sul. Com a participação de cerca de 80 profissionais da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) e Programa de Formação Profissional do Senar-RS, a capacitação foi realizada em quatro módulos, divididos em dois dias (16 e 23/08) e abordou diferentes aspectos relacionados aos sistemas de produção, com destaque para a pecuária. A iniciativa faz parte do Projeto Duas Safras, uma parceria entre a Embrapa, Farsul e Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) que busca o desenvolvimento da agropecuária gaúcha. Além da Pecuária Sul, outras unidades da Embrapa participam do projeto: Clima Temperado (Pelotas), Trigo (Passo Fundo) e Suínos e Aves (Concórdia).
Esse foi o primeiro curso realizado pela Embrapa Pecuária Sul dentro do projeto, que tem entre seus objetivos um trabalho de capacitação continuada de técnicos que atuam junto aos produtores rurais do estado. Para Fernando Cardoso, Chefe-geral da Embrapa Pecuária Sul, o projeto Duas Safras é um importante passo para organizar os sistemas de produção agropecuários, garantindo sustentabilidade para o setor, maior competitividade e rentabilidade para a atividade. Já o superintendente do Senar-RS, Eduardo Condorelli, destacou que a parceria com a unidade da Embrapa é uma oportunidade para que os técnicos possam contribuir de forma mais eficaz no desenvolvimento da pecuária gaúcha. “A partir dessa visão sistêmica é possível vislumbrar de forma mais clara o papel da pecuária para o setor primário e para toda a economia do estado”, ressaltou.
Um dos tópicos abordados foi o planejamento dos sistemas de produção. Segundo o pesquisador da Embrapa, Danilo Sant`Anna, em relação à produção pecuária um dos primeiros pontos a se analisar e corrigir é o ajuste de carga animal em uma área. De acordo com ele, o produtor tem que ter um número de animais de acordo com a oferta de forrageiras para sua alimentação. “Isso pode ser feito de duas maneiras, aumentando a oferta de pasto ou diminuindo a quantidade de quilos de animais na área”. Para isso, segundo Sant`Anna, é preciso conhecer a capacidade de suporte de uma determinada área, para que os animais tenham uma oferta suficiente de alimentos para o seu desenvolvimento e produção. Para o pesquisador, é preciso avaliar essa e outras questões dentro de uma perspectiva do funcionamento do sistema de produção como um todo, em que todos os elementos são importantes para um bom resultado. Esse resultado não é simplesmente a soma das partes de um sistema do produção, mas sim consequência da integração funcional entre as mesmas, onde qualquer tomada de decisão sobre uma parte causa reflexos, positivos ou negativos, nas demais. Por isso a ênfase no planejamento e monitoramento do sistema de produção como um todo, integrando suas atividades nas diferentes áreas, ao longo das estações climáticas e ao longo dos anos.
Dentro do planejamento forrageiro, o pesquisador Danilo Sant`Anna falou também sobre o conceito Pasto sobre Pasto, que é uma estratégia de manejo para uso de mesclas forrageiras visando melhor distribuição de forragem. O conceito une uma série de práticas de manejo que possibilitam o uso de mais de uma espécie forrageira na mesma área e ao mesmo tempo. De acordo com Sant`Anna, essa estratégia tem como objetivo, além de ofertar alimentação balanceada para os rebanhos, manter maior estabilidade da produção de pasto ao longo do ano, minimizando inclusive os períodos de vazios forrageiros.
Já em relação às forrageiras, o pesquisador Daniel Montardo ressaltou que já está disponível no mercado um leque de cultivares de diferentes espécies forrageiras tanto de inverno como de verão. “Somente a Embrapa lançou 23 cultivares nos últimos anos, de gramíneas e leguminosas, que permitem ao produtor fazer um planejamento forrageiro adequado, garantindo assim a oferta de alimentos durante o ano todo”. De acordo com Montardo, já se encontram disponíveis cultivares de azevém, aveia, centeio, trigo, cornichão, trevos, capim-sudão, milheto e sorgo, entre outras, oferecendo um variado cardápio para o produtor oferecer aos animais em diferentes ambientes e integrados à diferentes sistemas de produção. Também em relação às forrageiras, o pesquisador Gustavo Martins da Silva falou sobre a importância na qualidade das sementes. Segundo ele, sementes com procedência, boas taxas de germinação e vigor, e de cultivares registradas no Ministério da Agricultura são essenciais para o bom estabelecimento de uma pastagem. “Apesar da legislação existente, o mercado informal de sementes ainda é grande e pode trazer prejuízos ao produtor, seja na deficiência da pastagem plantada ou mesmo na introdução e propagação involuntária de espécies não desejadas”.
O avanço das culturas agrícolas na metade Sul do estado, principalmente da soja, onde é praticada cerca de 90% da pecuária de corte do RS, foi outro ponto abordado na capacitação. Para Danilo Sant`Anna, a integração lavoura-pecuária é uma alternativa bastante viável para o sucesso tanto da agricultura como para a criação de animais. “Desde que seja bem planejada e com um manejo adequado, uma atividade pode contribuir, e muito, com a outra, formando um sistema de produção com ganhos nas atividades, além da sustentabilidade da agropecuária”.
Segundo Danilo, a integração quando feita de forma correta pode ser realizada com diferentes culturas agrícolas, como a soja, o arroz, que é tradicionalmente cultivado na região sul do estado, ou com outras espécies. Uma das preocupações dos produtores de soja atualmente na região são plantas indesejadas que apresentam resistência a herbicidas, como o caruru. A pesquisadora Fabiane Lamego relatou que a Embrapa já está realizando estudos visando diminuir a presença dessas plantas nas lavouras, e que a rotação com pastagens pode ser uma opção barata e sustentável de lidar com o problema.
Para a professora e especialista em solos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Amanda Posset Martins, a pecuária, principalmente com um bom manejo das pastagens, pode contribuir muito para a qualidade e fertilidade dos solos. “As forrageiras, sejam nativas ou cultivadas, com adubação e pastejadas com a carga animal certa contribuem para o acúmulo de matéria orgânica nos solos, bem como de outros nutrientes essenciais para a fertilidade e saúde do solo”. Segundo ela, essa característica, já demonstrada em diferentes estudos, contribui também para o bom desempenho das culturas agrícolas, diminuindo a necessidade de aporte de adubação química e garantindo boa produtividade.
Para o pesquisador Gustavo Martins da Silva, um dos objetivos da capacitação foi o de apresentar diferentes temas dentro de uma abordagem sistêmica. “Esse tipo de abordagem busca compreender os elementos internos de um sistema de produção e suas interrelações, além do ambiente externo”. Nesse sentido, segundo o pesquisador, a parceria prevê um trabalho conjunto entre a pesquisa, a extensão rural e os produtores no encontro de soluções para os diferentes sistemas de produção.
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Fernando Goss
Jornalista – Núcleo de Comunicação Organizacional













