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6 maio 2026
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Programa BNDES Crédito vai cobrar juro menor de empresa que reduzir emissões ou aumentar iniciativas sociais

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está inovando nos financiamentos brasileiros para oferecer condições melhores a empresas que assumirem e cumprirem metas de avanço em seu desempenho ambiental, social e de governança (ASG). O programa BNDES Crédito ASG concederá financiamentos com destinação livre — ou seja, para usos diversos, e, portanto, sem relação necessária com um projeto de investimento — a empresas que se comprometerem a melhorar seus indicadores de sustentabilidade. Aquelas que cumprirem as contrapartidas mínimas e atingirem as metas estipuladas pelo programa terão redução na taxa de juros.

A princípio, o BNDES Crédito ASG será destinado a empresas de segmentos específicos: cadeia da madeira voltada para reflorestamento, fabricantes de equipamentos para a cadeia de energia renovável e de eficiência energética, mineração e siderurgia. Esses quatro setores têm grande potencial de melhorias em termos ambientais. Já o quinto setor, que possui maior potencial de impacto social do que ambiental, é o de provedores de internet de pequeno porte. O aumento da oferta de conectividade é uma das metas do Plano Trienal do BNDES 2020 -2022.

A seleção desses segmentos se deve ao fato de serem claramente vinculados à agenda ASG ou por necessitarem de apoio em direção à transição para tecnologias mais limpas. Espera-se que, em um segundo momento, a partir de um maior entendimento dos efeitos positivos gerados, a oferta do programa seja estendida para outros setores.

“O BNDES tem como propósito transformar a vida dos brasileiros pelo desenvolvimento sustentável. Essa nova solução inovadora de linked loan (crédito com incentivos para boa performance socioambiental) representa mais um importante passo nesse sentido, pois apoia e estimula as empresas a adotarem as melhores práticas ASG e a repensarem seus modelos de negócio em prol da economia de baixo carbono e inclusiva”, explica o diretor de Crédito Produtivo e Socioambiental do Banco, Bruno Aranha.

O diretor de Crédito a Infraestrutura do Banco, Petrônio Cançado, acrescenta que “se trata de um programa que expressa o anseio do BNDES em contribuir com empresas que queiram acelerar seus compromissos sociais e ambientais, em linha com o desejo cada vez mais concreto da sociedade de termos um Brasil mais sustentável”.

Com dotação orçamentária de R$ 1 bilhão, o BNDES Crédito ASG permitirá a concessão de empréstimos de até R$ 150 milhões por grupo econômico. As empresas interessadas deverão protocolar seus pedidos diretamente no BNDES até 31 de dezembro de 2023. O prazo total de pagamento será de até 96 meses, incluída uma carência de até 24 meses.

Redução de taxa — Os custos totais dos financiamentos consistem nos juros, formados pela TLP ou por referenciais de custo de mercado, somados a uma remuneração básica do BNDES de 1,5% ao ano, e uma taxa de risco de crédito relacionada ao perfil do cliente. É a remuneração do BNDES que poderá ser reduzida em até 0,4 ponto percentual, caso a empresa cumpra as contrapartidas mínimas e atinja as metas ASG pactuadas com o Banco. Ou seja, parte do custo total do financiamento poderá ser reduzida de 1,5 ponto percentual a até 1,1 ponto percentual conforme as metas alcançadas. Se alguma contrapartida ou meta deixar de ser atendida ao longo da vigência do contrato, a empresa poderá ser penalizada ou perder o direito à redução na taxa de juros.

As obrigações mínimas abrangem a publicação anual de uma Política de Responsabilidade Socioambiental (PRSA); a incorporação, na Política de Investimento Social da empresa — caso ainda não exista esta previsão —, de focos prioritários de atuação em educação e diversidade, como parte da estratégia para combater o preconceito e a discriminação de raça, LGBTQIA+, etnias, gênero e deficiências; e a publicação anual de Relatório de Sustentabilidade no modelo Global Reporting Initiative (“GRI”) ou similar.

A empresa deverá  ainda pactuar com o BNDES o cumprimento de duas metas ASG, que serão escolhidas a partir de um conjunto de cinco indicadores predefinidos: a obtenção de uma certificação ambiental; a obtenção de uma certificação social — em ambos os casos, certificações que a empresa ainda não possua, dentre um rol exemplificativo a ser apresentado pelo Banco —; a realização de inventário de redução da emissão de gases de efeito estufa ou de captura de carbono; a ampliação de, no mínimo, 10% no número de fornecedores oriundos do Norte e do Nordeste — regiões que concentram os municípios de menor desenvolvimento social no País — em relação ao total de fornecedores da empresa no momento da contratação da operação; e a ampliação da base de clientes dos serviços de banda larga, considerando metas preestabelecidas, no caso dos provedores de internet de pequeno porte.

Parceria internacional – A definição das contrapartidas e indicadores do programa se deu a partir de uma pesquisa das melhores práticas nessa área, uma iniciativa que contou com apoio do Governo Britânico e resultou na parceria entre o BNDES e a Embaixada do Reino Unido no Brasil. Os resultados da pesquisa foram validados pela Sitawi, organização especializada em análise da performance socioambiental de empresas e instituições financeiras.

“O Reino Unido assume a Presidência da COP26 com o objetivo de estabelecer um novo marco para as ações climáticas para além do sucesso das negociações. Para isso, estamos dedicando esforços para promover o direcionamento de fluxos financeiros para a sustentabilidade e a implementação dos compromissos climáticos. Em nossa parceria com o BNDES, agente fundamental do sistema financeiro brasileiro, mais uma vez contribuímos para que produtos do Banco sigam esse alinhamento. O programa do BNDES possibilitará que mais setores encontrem viabilidade para transitar definitivamente para um modelo de baixo carbono”, afirma Katia Fenyves, diretora do programa de finanças verdes do governo britânico no Brasil.

Aprendizado — Antes do BNDES Crédito ASG, o Banco teve outra experiência de programa de financiamento com taxa incentivada — ou seja, que oferece redução nos juros às empresas mediante o alcance de metas — voltado para a agenda ambiental, social e de governança. O BNDES RenovaBio, criado no início de 2021 para estimular empresas produtoras de biocombustíveis a melhorar sua eficiência energético-ambiental, vem apresentando demanda e contratações. Nesse caso, as metas do programa estão relacionadas à redução de emissões de CO2.

Sobre o BNDES — Fundado em 1952 e atualmente vinculado ao Ministério da Economia, o BNDES é o principal instrumento do Governo Federal para promover investimentos de longo prazo na economia brasileira. Suas ações têm foco no impacto socioambiental e econômico no Brasil. O Banco oferece condições especiais para micro, pequenas e médias empresas, além de linhas de investimentos sociais, direcionadas para educação e saúde, agricultura familiar, saneamento básico e transporte urbano. Em situações de crise, o Banco atua de forma anticíclica e auxilia na formulação das soluções para a retomada do crescimento da economia.

Com informações do BNDES

Concessão de rodovias no Paraná garantirá R$ 43 bilhões em investimentos privados

Omodelo de concessão para 3,3 mil quilômetros de rodovias no Paraná que garantirá mais de R$ 43 bilhões em investimentos privados para o incremento logístico foi definido pelo Ministério da Infraestrutura e o governo do estado. Os detalhes foram apresentados nesta quarta-feira (11), em Curitiba.

Esse modelo ainda terá como resultado uma redução tarifária que pode alcançar mais de 50%, em média, em relação aos preços atuais, conforme o resultado do leilão, segundo o ministério. Dividido em seis lotes, o projeto tem como destaque ainda a garantia de duplicação de 1,7 mil quilômetros de pista.

“É um modelo inteligente, sem outorga, que tem inovações regulatórias interessantes”, disse o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas. “Um leilão onde o estado do Paraná e o Governo Federal não vão arrecadar um centavo. Todo o dinheiro vai estar à disposição e a serviço do usuário”.

De acordo com o Ministério da Infraestrutura, o Governo Federal quer um modelo que atraia investidores qualificados. “Eu precisava de um modelo que repelisse o aventureiro, que afastasse os que vêm para o leilão para depois não fazer o empreendimento”, afirmou o ministro.

Definido o modelo de concessão, o projeto segue agora para análise do Tribunal de Contas da União (TCU). Quando for aprovado, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) vai publicar os editais e então ocorrerão os leilões de cada um dos seis lotes. Os contratos terão duração de 30 anos.

Em Curitiba, o ministro também falou sobre os resultados da política de concessões e as perspectivas para o futuro. “Foram 71 leilões de concessão até agora. A gente já contratou, praticamente, R$ 80 bilhões de investimentos. E o melhor está por vir”, disse. Ele citou como exemplos das concessões futuras da rodovia Presidente Dutra, os aeroportos de Congonhas e Santos Dumont, a privatização do Porto de Santos e as rodovias do Paraná.

Detalhes do projeto

A concessão será de 3.372 quilômetros de rodovias. Parte das obras estão programadas para serem entregues durante os primeiros sete anos de concessão, a exemplo dos 1,767 quilômetros que deverão ser duplicados.

“Para se ter uma ideia, o DNIT [Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes], nos últimos sete anos, no Paraná, duplicou 70 quilômetros. Em sete anos de concessão serão 1,7 mil quilômetros duplicados”, ressaltou o ministro Tarcísio Gomes de Freitas.

Também estão previstos mais 377 quilômetros de faixas adicionais, construção de dez contornos municipais, 425 obras de arte especiais, 663 intersecções e retornos e 191 passarelas.

A concessão seguirá um critério de menor tarifa de pedágio com um aporte adicional crescente de acordo com cada ponto percentual ofertado como desconto: até 10%, R$ 15 milhões a cada ponto de deságio; de 11% a 17%, R$ 60 milhões; e acima de 17%, R$ 150 milhões.

Esses valores serão revertidos para o usuário ao longo do contrato, seja com mais obras e melhorias ou até mesmo com novas reduções tarifárias – a União não arrecada nada.

Debate para a construção do modelo da concessão

Ao longo das discussões para a definição do projeto foram recebidas mais de cinco mil contribuições por escrito durante a etapa de audiência pública. A definição teve a participação dos governos federal, estadual, da sociedade e de parlamentares.

“Nunca houve tanta participação na construção de um modelo. É por isso que esse modelo vai ser bem-sucedido, porque todos participaram”, avaliou Tarcísio Gomes.

 

Ministério da InfraestruturaMinfra

CONECTA SEBRAE Vitasal é patrocinadora oficial da feira Agrolab Amazônia

A marca Vitasal oficializou sua participação como patrocinadora da Agrolab Amazônia 2021. A empresa se junta a outras grandes empresas do segmento agro que estão apostando na feira digital, organizada pelo Sebrae, que este ano terá sua segunda edição nos dias 14, 15 e 16 de setembro. As inscrições para viver a experiência Agrolab Amazônia já estão abertas gratuitamente no site www.agrolabamazonia.com

Fundada em 1995, a Vitasal Nutrição Animal é uma indústria de suplementos minerais de alto desempenho, com seu parque fabril localizado na cidade de Ji-Paraná, segundo maior município de Rondônia. Em 2003 a empresa lançou também a marca Vitamais, ganhando destaque no mercado ao ampliar o mix de produtos, rações e concentrados à disposição dos produtores rurais.

Ao longo dos anos, os produtos Vitasal e Vitamais tem se consolidado e alcançado posição de destaque no seguimento por seus resultados diretos na produção. Sua formulação é feita à base de produtos de excelente valor biológico, nutricional, fruto de maciço investimento em qualidade. Atualmente é uma das poucas fábricas do gênero no país a ter o certificado BPF – Boas Práticas de Fabricação – de nível II (HACCP).

O grupo Vitasal se alia todo esse sucesso a Agrolab Amazônia que já é maior evento totalmente on line e voltado para o agronegócio da Amazônia legal. A iniciativa tem conquistado o apoio de diversas entidades do poder público, iniciativa privada e do terceiro setor. O evento, além de promover serviços e produtos do setor produtivo da Amazônia, se tornou um hub de debates extremamente relevantes para o seguimento.

O evento é organizado pelo Sebrae em Rondônia com apoio dos Sebraes dos estados da Amazônia Legal. Em 2020, o evento proporcionou a geração de cerca de R$ 40 mi em negócios, teve a participação de vários países e revolucionou o mundo digital trazendo para o agro a experiência de se conectar, fazer network e poder visitar estandes virtuais, com a utilização de tecnologia 3D e ambiente gamificado.

Marcos Rogério apresenta dados sobre automedicação no Brasil e derruba tese da oposição sobre uso da ivermectina

O vice-líder do Governo no Congresso, senador Marcos Rogério (DEM-RO), disse, nesta quarta-feira (11.8), durante a oitiva de Jailton Batista, diretor-superintendente da Vitamedic, que membros da Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid tentam, a todo custo, responsabilizar o presidente da República a incitar a automedicação contra a Covid quando, na verdade, essa é uma prática comum no Brasil desde antes da Pandemia.

Durante sua fala, Marcos Rogério citou pesquisa do Conselho Federal de Farmácia, realizada pelo Datafolha, em 2019, – portanto, antes da pandemia -, que mostrou que a automedicação é um hábito entre os brasileiros. Segundo o estudo, 77% dos entrevistados assumiram fazer uso de automedicação, 47% disseram se automedicar pelo menos uma vez ao mês e 25% afirmaram fazer uso, todo dia ou uma vez por semana, da automedicação. “Não estou dizendo que isso é certo. Sou contra a automedicação, não acho adequado, mas essa CPI quer, a todo custo, criar narrativas para responsabilizar o presidente da República, sendo que a prática era uma realidade no país, mesmo antes da pandemia. Não é um fenômeno decorrente da crise sanitária causada pela Covid”, destacou.

Marcos Rogério criticou ainda a tentativa da oposição de criminalizar, inclusive, a autonomia da classe médica de poder prescrever o que acha melhor para seu paciente. Ele lembrou que muitos medicamentos, cuja bula não consta tratar tal doença, são prescritos porque o médico, que estudou para isso, sabe que é eficaz. “É direito do médico exercer plenamente sua função, orientando seu paciente. Agora, por causa da pandemia, muitos estão sendo constrangidos, com indicação de determinados fármacos. O tema virou política, não ciência. Vamos convocar os médicos na CPI para passar pelo crivo da Comissão?”, questionou o senador.

Ainda de acordo com parlamentar, se não bastasse não querer investigar a fundo os fatos, como, por exemplo, desvios no Consórcio Nordeste e a corrupção com dinheiro público em estados e municípios, a CPI tem apenas um alvo: culpar o presidente da República por toda crise provocada pela pandemia. “Vamos criminalizar governadores e prefeitos que solicitaram o tratamento precoce, porque a população pedia e eles deram essa resposta? Vamos trazer todos aqui e dar a eles a chancela de ‘culpados’? Não. É só o presidente da República”, destacou o vice-líder do Governo.

MP, em conjunto com PF e PM, deflagra operação para desarticular organização que praticava extorsões na área Soldado da Borracha, em Cujubim

O Ministério Público do Estado de Rondônia, por meio da Promotoria de Justiça de Ariquemes, deflagrou na manhã desta segunda-feira (09/08), em conjunto com as Polícias Militar e Federal, a Operação Soldado da Borracha, que visa a desarticular organização criminosa armada – formada por policiais militares da ativa, um bombeiro e outras pessoas – que praticava extorsões, de forma estruturalmente ordenada e com divisão de tarefas, em área localizada na região rural de Cujubim.

O grupo, sediado em Ji-Paraná, atuava fortemente armado, agindo na região do Soldado da Borracha, também conhecida como “Estrada do Chaules”. A organização ameaçava posseiros de terras, dizendo-se proprietária dos lotes, forçando moradores a desocuparem as áreas, tomando-as para si.
Foram expedidos pelo Juízo da 3ª Vara Criminal de Ariquemes 9 mandados de prisões preventivas e 9 mandados de buscas e apreensões.
DCI-Departamento de Comunicação Integrada

Agevisa orienta sobre cuidados para preservar saúde da comunidade escolar durante aulas presenciais em Rondônia

O Governo de Rondônia, por meio da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa), acompanha o retorno gradual as aulas presenciais na rede estadual de ensino, que aconteceu na segunda-feira (9). Com a participação ativa da Coordenação Estadual de Covid-19, o ensino presencial está sendo retomado com a recomendação de cuidados essenciais, com o uso de álcool em gel, máscara, higiene das mãos e o distanciamento entre os alunos, além da prioridade da vacinação dos professores e trabalhadores da educação, prevista na Nota Técnica 005/2021.

De acordo com a coordenadora estadual da covid-19, Flávia Serrano, a Agevisa integra desde o início da pandemia, em 2020, o Gabinete de Articulação de Enfrentamento à Pandemia na Educação (Gaepe), com vistas a traçar os protocolos para que o retorno às aulas acontecesse da forma a preservar a segurança da comunidade escolar”.

Ensino presencial está sendo retomado com recomendação de cuidados essenciais

Por meio do Gaepe, foram criados também outros grupos de monitoramento nos municípios, responsáveis pelo checklist dos protocolos sanitários em cada escola da rede estadual. “Não temos todas as escolas funcionando, porém, temos a maioria, as mesmas foram preparadas para este momento. A partir deste período em que as aulas iniciam, é recomendado um maior monitoramento dos casos de covid nas escolas, com base em Nota Técnica editada em 2020, haja vista a possibilidade de surgimento de casos nas escolas. No entanto, estamos aprendendo a lidar com o ‘novo normal’ “, diz Flávia.

A coordenadora destaca que, caso o aluno apresente sintomas, a primeira medida é procurar se isolar de imediato, e solicitar que se faça o diagnóstico laboratorial da covid-19. Se o resultado der negativo, o aluno pode retornar à atividade escolar; se estiver gripado negativo para covid-19, o ideal é melhorar dos sintomas para retornar. Somente cumprirá o período de isolamento determinado, se os exames detectarem o resultado positivo para o vírus.

Um dos fatores responsáveis pela aprovação do retorno as atividades escolares, conforme Flávia Serrano, a maior medida de proteção está no uso da máscara. “Gostaríamos que todos os profissionais estivessem vacinados, ou procurando os postos de vacinação que estão disponíveis nos seus municípios, porque a nota técnica faz essa recomendação: dar prioridade aos professores e trabalhadores em educação”.

Para Flávia, a vacinação desse grupo prioritário é a segurança de que estarão protegendo seus alunos, lembrando que em nenhum momento se pode esquecer das recomendações sanitárias que ainda estão vigentes e são importantes nos setores administrativos e também nas escolas.

A coordenadora diz ainda que não se consegue mais é deixar de viver, não ir à escola, não ir trabalhar, não ir a uma feira, a um supermercado, e até no shopping center. “Precisamos imunizar o maior número de pessoas possível. As pesquisas estão avançando e muito, provavelmente, até o final do ano, quanto maior for a quantidade de adultos vacinados maior será a imunidade coletiva que tanto se espera”.

Fiocruz Rondônia divulga novos resultados de sequenciamento genético do coronavírus

A Fiocruz Rondônia realizou o sequenciamento genético de amostras positivas de SARS-CoV-2, referentes aos meses de junho e julho de 2021, e identificou a presença da variante P.1 em 100% das amostras analisadas. Ou seja, do total de 25 amostras, todas foram caracterizadas como P.1, sendo que 8% das amostras (2/25) foram caracterizadas como subvariantes da P1. Destas subvariantes, 4% foram descritas como P.1. 4 e 4% como subvariante P.1.7.

De acordo com a coordenadora do estudo em Rondônia, Deusilene Vieira, que é pesquisadora em Saúde Pública e chefe do Laboratório de Virologia Molecular da Fiocruz Rondônia, o estudo foi realizado com amostras coletadas em dez cidades de Rondônia, contemplando todas as regiões do Estado, entre os dias 23 de junho e 03 de julho. As análises foram feitas em parceria com a Rede de Vigilância Genômica da Fiocruz, que reúne especialistas de todas as unidades da Fiocruz e institutos parceiros, o Laboratório Central de Saúde Pública de Rondônia (Lacen) e o Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).

Deusilene Vieira destaca que em outro estudo realizado pelo Laboratório de Virologia Molecular, em parceria com o Centro de Pesquisa em Medicina Tropical (Cepem), Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), Lacen e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC/Brasil/Estados Unidos), em colaboração com a Fiocruz Amazônia, intitulado “Estudo Longitudinal urbano para elucidar a epidemiologia das variantes do SARS-CoV-2”. Das 638 amostras sequenciadas do município de Porto Velho, a P.1 continua sendo a variante mais prevalente.

Do total de amostras sequenciadas, 88,71% foram caracterizadas como P1. As outras variantes caracterizadas foram P.2 em 0,16% das amostras e B.1.621 em 0,47% das amostras analisadas, essa variante havia sido descrita pela primeira vez na Colômbia. No estudo, também foi possível identificar as subvariantes P.1.1; P.1.2; P.1.3; P.1.4 e P.1.7. “É importante enfatizar que o estudo e a vigilância genômica não mostraram a presença em Rondônia da variante Delta, de origem indiana, mas que as variantes descritas em nossas análises podem estar associadas à alta transmissibilidade do vírus”, esclarece Deusilene Vieira.

Diante desses dados, é necessário que a população continue seguindo todas as medidas de segurança e os cuidados preventivos recomendados pelas autoridades sanitárias, “além de seguir rigorosamente o cronograma de vacinação estipulado em cada região, pois a vacina continua sendo a forma mais segura de impedir a disseminação do vírus”, pontua a pesquisadora.

Estudos de sequenciamento genético do SARS-CoV-2 continuarão sendo realizados no estado e os dados oficiais serão divulgados oportunamente nos canais oficiais da Fiocruz Rondônia.

Ações de conscientização ambiental do “Acampamento Verde” vão ser desenvolvidas em Cacoal e Andreazza

Os municípios de Cacoal e Ministro Andreazza recebem, nesta semana, uma série de ações do Governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), voltadas à conscientização da população sobre combate a queimadas e incêndios florestais e urbanos. As atividades fazem parte do projeto “Acampamento Verde”, que na região estão sendo desenvolvidas pela Coordenadoria de Educação Ambiental e pelo Escritório Regional da Sedam em Cacoal.

Por três dias, as equipes estarão percorrendo diversas ruas, com a distribuição de materiais educativos casa por casa e, ao mesmo tempo, dando orientações aos moradores. As ações começam na quarta-feira (11), em Ministro Andreazza, quando também ocorre a distribuição de mudas de plantas.

“Essa ação do “Acampamento Verde” demonstra a importância da interação entre o órgão ambiental e a população. É uma forma de levar orientação sobre as queimadas para o dia a dia da comunidade, abordando quais suas responsabilidades e direitos”, destaca a gerente do escritório regional de Sedam em Cacoal, Thalitta Cotta.

De quinta-feira (12) à sábado (14), as ações serão focadas em Cacoal, no bairro Santo Antônio e também no distrito do Riozinho. Além do contato com a população para promover a conscientização contra as queimadas e incêndios florestais, a Sedam firmou uma parceria com o Corpo de Bombeiros Militar (CBM) e uma instituição privada de ensino superior. O objetivo é oferecer oficinas e palestras e realizar atividades voltadas à ação social. Em Riozinho, o “Acampamento Verde” terá como ponto de apoio a Escola Municipal Nossa Senhora Maria do Carmo.

Tanto em Cacoal quanto em Ministro Andreazza, as ações estão sendo desenvolvidas em parceria com as Secretarias Municipais de Meio Ambiente. O projeto já está em execução em vários municípios do Estado e envolve órgãos municipais, estaduais e federais, além da iniciativa privada. Por meio do projeto integrado “Acampamento Verde”, o objetivo do Governo de Rondônia é conscientizar e sensibilizar a população, com atividades de educação ambiental.

Rondônia é um dos primeiros estados do Brasil a retornar com as cirurgias bariátricas no Hospital de Base

O Governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), reiniciou na última segunda-feira (9) a realização das cirurgias bariátricas, no Hospital de Base em Porto Velho. A primeira paciente a ser submetida ao procedimento, marcando o retorno da especialidade cirúrgica que suspensa em decorrência da pandemia do coronavírus, foi Maria Alvaneide, de 53 anos.

A paciente estava há três anos na fila de espera. “O sentimento é de gratidão, além de um sonho que finalmente se concretizou”, essas foram as primeiras palavras da paciente, após o procedimento. Depois da cirurgia, Maria Alvaneide ficou cheia de boas expectativas de ter uma melhor qualidade de vida. Agradeceu toda a equipe médica pela atenção e cuidado.  “Só tenho gratidão. Para quem está nessa luta aguardando pela cirurgia, digo que nunca desista e não perca as esperanças. Tudo é no tempo de Deus e na hora certa chegará a sua vez”, disse.

Operação aconteceu via videocirurgia

O médico especialista no método de incisão por videolaparoscopia e coordenador do programa, Oziel Júnior, conta que tudo ocorreu bem no primeiro procedimento. Ele explica que esse método é mais seguro para o paciente. “Não houve a necessidade de ‘corte’ na barriga da paciente, sendo uma cirurgia fechada. No método de cirurgia aberta, o paciente passa, necessariamente, pela Unidade de Terapia Intensiva (UTI), o risco é muito maior, inclusive de contrair infecções”.

O secretário da Sesau, Fernando Máximo, conta que, por causa das regras sanitárias impostas durante o período de pandemia, as cirurgias bariátricas foram suspensas em Rondônia e no Brasil. “As filas aumentaram muito durante a pandemia, mas agora estamos trabalhando intensamente para reduzir essas filas e, assim, possamos dar um atendimento de qualidade aos nossos pacientes”.

Máximo relata ainda a dificuldade para comprar medicamentos e kit de intubação no Brasil. “Para a realização deste procedimento é preciso anestesia geral, ficando o paciente intubado. Sanando essas dificuldades, foi possível realizar o retorno das cirurgias bariátricas. Rondônia é um dos primeiros estados do país que retomam essa especialidade”, concluiu.

Atualmente, a média brasileira de espera na fila do serviço público de saúde é de pelo menos cinco anos. A cirurgia bariátrica foi listada pelo Ministério da Saúde como um dos procedimentos eletivos essenciais e que deve ser priorizada na saúde pública e suplementar.

Rondônia tem menor número de quedas de energia da história em um mês de junho

Em junho, a Energisa registrou o menor número de faltas de energia de toda a história de Rondônia para o mês. O resultado é medido pelo indicador de frequência de falta de energia, acompanhado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e pela concessionária, que analisa os dados diariamente e desenvolve atividades para que a melhora aconteça continuamente.

Fabrício Sampaio, diretor técnico da Energisa em Rondônia, observa que a performance é reflexo do projeto de transformação desenhado para o estado. Ele lembra que energia é um serviço que está sujeito a interrupção, quase sempre causada por fatores externos, como ventanias, quedas de objetos sobre a rede. Por isso, o regulador estabelece uma meta.  “A Aneel entende que isso pode acontecer, que não ter interrupção nunca exigiria um nível de investimento que tornaria a energia muito cara. Por isso, indica qual o limite aceitável, que a Energisa cumpre em Rondônia”, explicou.

O diretor destaca a importância dos investimentos de R$ 1,7 bilhões nesses quase três anos de atuação no estado para trazer o indicador de falta de energia para a meta. Ele destaca o investimento em tecnologia, que inclui automação da rede, aquisição de dispositivos que permitem mudar a direção da energia quando ocorre algum problema e até criam reder alternativas de distribuição de energia durante as manutenções.

“São investimentos importantes que melhoram a gestão da rede, a oferta de energia e a qualidade”, afirma. “Temos um plano de atuação de acordo com cada cenário, que aciona equipes de manutenção com agilidade, reduzindo a duração de faltas de energia quando ocorrem”, completa.

O Centro de Operações Integrada acompanha o boletim do tempo hora a hora, a velocidade do vento e a intensidade de chuvas. A concessionária também intensificou os trabalhos neste período de estiagem para que tudo esteja preparado para temporada de chuvas do último trimestre. A concessionária disponibiliza os seguintes meios de contato com atendimento 24 horas:  aplicativo Energisa ON (Android e IOS), whatsapp GISA (69 9 9358-9673 ), www.energisa.com.br e call center 0800 647 0120.