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1 maio 2026
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Anvisa inicia inspeção de fabricação de vacinas na China

Uma equipe de inspetores, designados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), já está na China em missão para vistoriar as empresas Sinovac e Wuxi Biologics, envolvidas nas pesquisas de vacinas contra a covid-19. A viagem será até 11 de dezembro.

Ontem (30), no primeiro dia de inspeção, eles verificaram as  práticas de fabricação da vacina CoronaVac, da Sinovac, que está em fase de testes no Brasil, em parceria com o Instituto Butantan. Caso seja eficaz, o órgão passará a fabricar a vacina com os insumos da Sinovac e, posteriormente, com insumos próprios.

Foram analisados os pontos do sistema de gestão da qualidade farmacêutica da empresa, como o gerenciamento de risco, gerenciamento de documentos e plano mestre de validação, além dos requisitos técnicos dos bancos de sementes e celulares (partículas virais e células hospedeiras utilizadas na fabricação da vacina).

Procedimentos de amostragem

De acordo com a Anvisa, outra parte da equipe dedicou-se à verificação das condições aplicáveis aos procedimentos de amostragem de matérias-primas, qualificação de fornecedores, sistema de numeração de lotes e qualificação de transporte.

Em comunicado, a Anvisa esclareceu que a equipe segue uma agenda de trabalho que se estenderá até sexta-feira (4) na empresa Sinovac.

“O cronograma inclui em cada dia diferentes requisitos técnicos a serem constatados para avaliar se a fabricação da vacina transcorre de acordo com o regulamento de Boas Práticas da Agência, o qual está a par e passo com os regulamentos utilizados pelas principais agências sanitárias internacionais”, informou a agência reguladora.

Do dia 7 ao dia 11, a equipe estará na Wuxi Biologics, que produz os insumos para a vacina da farmacêutica AstraZeneca, que está desenvolvendo o imunizante em parceria com a Universidade de Oxford. Essa vacina também está sendo testada no Brasil e, em caso de sucesso, será fabricada no país pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Ministério da Saúde.

Cafeicultora de Rondônia conquista o 1º lugar no ‘Coffee of The Year 2020’, confira

Mais uma vez a cafeicultura de Rondônia se destaca no ranking nacional e dessa vez foi pelo Coffee of The Year 2020 (COY), concurso que reúne os melhores cafés do Brasil, realizado anualmente em Minas Gerais, organizado pela Café Editora. Ediana Capich, do Sitio Santo Antônio em Novo Horizonte do Oeste, foi premiada em primeiro lugar na categoria menção honrosa ‘Fermentação Induzida para Canéfora’.

O resultado foi divulgado, na noite desta sexta-feira (20), em cerimônia transmitida ao vivo, durante a Semana Internacional do Café. A vencedora ficou entre as finalistas com mais três mulheres e um indígena do Estado de Rondônia.

No total, Rondônia enviou 20 amostras de cafés, cinco foram classificados para a grande final. Um dos maiores eventos de café no mundo, o evento, neste ano, fracionou ainda mais as categorias de canéfora: natural e fermentação induzida.

O evento que ocorreu na noite passada elegeu, ao todo, dez melhores da categoria Arábica, cinco da Canéfora, três menção honrosa da Fermentação Induzida Arábica e três menção honrosa Fermentação Induzida Canéfora.

A Canéfora é a espécie predominante no Estado. A categoria ‘Fermentação Induzida para Canéfora’ que a cafeicultora garantiu o 1º lugar, trata-se do café que foi colhido e colocado em recipiente a fim de fermentar por alguns dias, ou seja, um processo diferenciado. Diferentemente do natural, que é colhido maduro e colocado para secar imediatamente.

Na expectativa, reuniram-se ainda nesta sexta-feira (20), em Rolim de Moura, o vice-governador de Rondônia, Zé Jodan; titular da Secretaria Estadual da Agricultura (Seagri), Evandro Padovani; agrônomo da Seagri que também é avaliador da qualidade do café, Janderson Dalazen e a equipe técnica da Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater) para acompanhar o resultado. “Estamos na torcida como se fosse uma final da Copa do Mundo”, mencionou, o vice-governador, antes da apuração.

Após Rondônia ganhar destaque como vencedor, Janderson Dalazen, ficou otimista com o resultado. “É um feito inédito para o Estado, em outras edições já tínhamos participado e fomos classificados em 2º e 5º lugar no melhor café canéfora, mas esse ano levamos a melhor”, afirma Janderson, destacando que a cafeicultora premiada é da agricultura familiar.

Para o secretário da Seagri, Evandro Padovani, o resultado se deve ao ótimo trabalho que começa desde a produção de mudas, boas práticas levadas ao pequeno agricultor, assistência técnica adequada, novas tecnologias, capacitação dos produtores, entre outros. Isto faz com que os produtores adquiram novas metodologias de produção de café a fim de melhorar a produtividade e, principalmente, a qualidade.

“A premiação é um grande avanço e histórico para Rondônia. Isso é resultado da revitalização da cafeicultura, um trabalho que vem sendo feito há mais de anos no Estado de Rondônia. É bom para Rondônia abrir para mercado nacional e internacional”, pontua, o secretário da Seagri.

O anúncio da vencedora foi apresentado pela diretora de conteúdo Café Editora, Mariana Proença, que demonstrou felicidade pelo resultado. “Imagina a festa aí em Rondônia que é uma região que sempre participa da Coffe of The Year, super animada, que está com as bandeiras fazendo toda festa (…) a gente adora essa espontaneidade. Parabéns por esse prêmio”, pontuou, apontando o merecimento pela vitória.

RONDÔNIA É DESTAQUE NA CAFEICULTURA EM 2020

Rondônia cada vez mais vem se destacando no café no Brasil, ainda nesse ano, duas cafeicultoras garantiram prêmios do maior concurso de robusta do Brasil, com pontuação acima de 90 pontos, o 5º Concurso de Qualidade e Sustentabilidade do Café de Rondônia (Concafé).

Dessa vez foi o concurso e a premiação COY, que tem por objetivo escolher os melhores cafés arábica e canéfora do Brasil por voto do povo e avaliação de juízes. Com intuito de promover o desenvolvimento, assim como aprimorar a produção, a premiação serve de vitrine e a classificação somente demonstra que Rondônia tem ganhado posição de referência no setor cafeeiro mundial.

 

Cerimônia de premiação da 5º edição do Concafé vai acontecer de forma online no dia 6 de novembro

O 5º Concafé será transmitido através de uma live ao vivo pelos canais oficiais da Seagri

A cerimônia de premiação da 5ª edição do Concurso de Qualidade e Sustentabilidade do Café de Rondônia (Concafé), maior concurso de café robusta do Brasil, ocorrerá no dia 6 de novembro, em Cacoal. Em razão da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), o 5º Concafé será transmitido através de uma live ao vivo pelos canais oficiais da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), das 10h às 12h. A cerimônia também será retransmitida no canal oficial do Governo do Estado, secretarias estaduais e todos os parceiros do evento.

O evento contará com a presença do governador do Estado, coronel Marcos Rocha, secretário da Seagri, Evandro Padovani e patrocinadores, e poderá também contar com a presença da ministra da Agricultura, Tereza Cristina. A vinda dela já está na pré-agenda, mas a confirmação se dará nos próximos dias.

De acordo com o coordenador do Concafé, Janderson Dalazen, a Seagri juntamente com os parceiros, tiveram que reinventar uma nova forma para manter a proposta do Concafé 2020. “Neste contexto veio a proposta de fazermos a cerimônia de premiação, que é a parte mais calorosa do concurso, no formato digital para não haver aglomeração, respeitando as medidas do decreto de distanciamento social em decorrência da pandemia”, explicou.

Será uma live técnica para divulgar os resultados das premiações, mas ao mesmo tempo descontraída, com atração musical, vídeos contando a história de produção dos cafeicultores, entre outros. Parte da live já foi gravada com a participação dos produtores (protagonistas do evento), e patrocinadores. No decorrer do evento, serão disponibilizadas ferramentas para os cafeicultores participarem ao vivo e mandarem recados.

“O objetivo principal da live é deixar o produtor como protagonista. Estamos preparando esse evento com muito carinho para poder valorizar o trabalho que os cafeicultores fizeram no decorrer do ano de 2020. Agora será o momento final, de entrega dos prêmios”, relatou o secretário da Seagri, Evandro Padovani.

O Concafé é a maior premiação que existe no Brasil para concurso de qualidade de café. Nesta 5º edição, os cafeicultores estão concorrendo a R$ 289 mil em prêmios nas categorias “Qualidade de Bebida” e “Sustentabilidade”, a maior premiação da história do concurso. O ganhador da categoria “Qualidade de Bebida” será contemplado com um trator cafeeiro, no valor de R$ 136 mil. Para o 2º lugar R$ 30 mil em dinheiro e crédito; 3º lugar R$ 15 mil em crédito e 4º lugar: R$ 10 mil em crédito e uma secadora de café, no valor de R$ 98 mil para o cafeicultor ganhador da categoria “Sustentabilidade”.

“Todos os prêmios foram pensados para os cafeicultores melhorarem sua produtividade. É um estímulo para eles continuarem produzindo cafés de alta qualidade e ao mesmo tempo facilitar o trabalho deles no campo”, contou Padovani.

A cafeicultura de Rondônia ainda é considerada jovem comparada com a agricultura nacional, mas nos últimos anos a cultura avançou e tem colocado o Estado no topo nacional, como um dos maiores produtores de café do país. Conforme informou Janderson, o Concafé é um dos responsáveis por este avanço, pois visa valorizar o trabalho dos produtores de café, além de mostrar o potencial da cafeicultura do Estado.

“A população em geral não sabia que a gente tinha um café com tanto potencial e o Concafé possibilitou essa visibilidade. O café hoje é um dos principais produtos da agricultura de Rondônia e do Brasil, e nossos Robustas Amazônicos estão conhecidos nacionalmente por seu potencial em qualidade. Nosso objetivo é fortalecer muito mais o setor nos próximos anos”, disse Dalazen.

Nesta edição do Concafé, 103 amostras foram classificadas como cafés especiais, com mais de 80 pontos, resultado histórico para Rondônia. “Foi surpreendente este resultado, foi o dobro do que tivemos no ano passado. Isso mostra que os produtores sabem o que estão fazendo e que aprenderam a fazer qualidade”, relatou o coordenador.

Janderson está animado e contou que a expectativa para o evento é grande. “Nós temos o ponto negativo de não poder fazer o evento presencial, devido à pandemia, mas ao mesmo tempo, a gente entende que um evento virtual possibilitará que muitas pessoas que não teriam condições de participarem presencialmente, participem. O engajamento e a visibilidade pode ser muito maior e acreditamos que vai acontecer isso”, concluiu Janderson. (SecomRO)

Organização adia data para anunciar vencedores do 5° Concafé em RO

Foto: Divulgação

A organização do 5° Concurso de Qualidade e Sustentabilidade do Café de Rondônia (Concafé) adiou a data em que seriam anunciados os vencedores da competição.

Segundo Janderson Dalazen, coordenador do evento, a premiação do Concafé iria acontecer na próxima sexta-feira, 9 de outubro. Porém houve a necessidade de fazer uma alteração e ele explica o motivo:

“Por conta de uma agenda da ministra da Agricultura, que deverá estar presente no evento, nós tivemos que mudar essa data para o dia 6 de novembro. Dessa forma estamos aí com a programação na agenda da ministra e faremos um esforço para poder levar produtores dentro da medida do possível e respeitando procolos de segurança [por causa do coronavírus]”, diz Dalazen.

Devido à pandemia da Covid-19, neste ano o público e produtores terão que assistir o Concafé de forma virtual, sendo transmitido pela internet para todo o mundo. Já a ministra deve acompanhar a premiação de forma presencial.

Premiação

Os prêmios que serão distribuídos no 5° Concafé totalizam R$ 289 mil, concorridos nas categorias “qualidade de bebida” e “sustentabilidade”.

Entre os finalistas do concurso a serem anunciados no mês de novembro estão 14 são de indígenas das etnias Suruí, Aruá e Tuparí.

Ao todo, 214 cafeicultores tinham se inscrito na seleção de qualidade do café neste ano, sendo 35 mulheres. Foram enviadas amostras de 30 municípios do estado. CacoalNova Brasilândia do Oeste e Seringueiras tiveram os maiores números de inscritos.

Tragédia: prateleiras gigantes de supermercado desabam sobre clientes no Maranhão, confira vídeo

Eram exatamente 20h16 desta sexta-feira, 2, quando um acidente derrubou cinco torres de prateleiras em um supermercado do grupo Mateus (um dos maiores grupos varejistas do País) em São Luís, no Maranhão. Houve pânico e correria entre clientes e funcionários, mas nem todos conseguiram sair do local. Até o fechamento desta reportagem, o Corpo de Bombeiros do Estado (CBM-MA) havia confirmado que uma pessoa morreu e que outras quatro ficaram feridas e foram retiradas do local.

Ainda não se sabe as causas do acidente, mas as primeiras informações dão conta de uma manobra mal feita por uma empilhadeira, o que acabou derrubando uma das colunas de prateleiras e os pallets empilhados nela, provocando um efeito dominó. Cinco colunas de prateleiras vieram abaixo.

Imagens de uma câmera interna do supermercado registrou o momento do acidente. No canto direito da tela, ao fundo, é possível ver quando a primeira torre de prateleiras desaba e provoca a queda das demais.

Bombeiros e paramédicos do Samu prosseguem nas buscas por vítimas debaixo das mercadorias que caíram nos corredores do supermercado. Pelo menos sete ambulâncias, um helicóptero do Centro Tático Aéreo (CTA) e homens da Polícia Militar maranhense foram mobilizados para atender a ocorrência. As buscas por vítimas começaram no escuro porque a energia elétrica foi cortada logo após o acidente por causa do risco de incêndio.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de São Luís, quatro hospitais públicos municipais acionaram planos de emergência, inclusive chamando médicos e enfermeiros de folga, para receber as vítimas do acidente. Até o fim desta sexta-feira, quatro feridos haviam sido levados para as casas de saúde mobilizadas.

Cerca de uma hora após o acidente, o governador do Maranhão, Flávio Dino, tuitou sobre o ocorrido e ordenou mobilização para atender a ocorrência. “Determinei ao comandante do Corpo de Bombeiros dedicação integral ao acidente no supermercado Mateus, visando localização e socorro às vítimas”, escreveu ele.

Por volta das 23h, o grupo Mateus, o maior varejista do Maranhão, divulgou uma nota oficial, confirmando o acidente e afirmando que acionou as autoridades de segurança pública do Estado. “O grupo Mateus reforça que, neste momento, o importa é o resgate dos envolvidos no acidente, o apoio às vítimas e seus familiares. Para nós, a prioridade são as pessoas”, dizia a nota. A operação para localizar possíveis vítimas prossegue na capital maranhense.

 

Confira vídeos de momentos após o acidente:

 

Produtores rurais recebem mudas da Cultivar BRS Capiaçu para nutrição do gado no Território Rio Machado

O Governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), em parceria com o Centro Técnico Estadual de Educação Rural Abaitará (Centec Abaitará) criou um Centro de Banco de Mudas da Cultivar BRS Capiaçu, localizado no município de Pimenta Bueno, com o intuito de possibilitar a doação de mudas aos produtores rurais e fortalecer a pecuária da região. Nesta semana, mais de 20 produtores foram contemplados com mudas da Cultivar BRS Capiaçu, uma excelente alternativa para suplementação volumosa, com um elevado potencial de produção e valor nutritivo para dieta do gado, em época de estiagem.

Um dos pilares da pecuária é a nutrição de qualidade, entretanto essa nutrição também representa a maior parte do custo variável dentro da atividade. Diante disso, buscar alternativas que possam trazer uma redução dos custos de produção e, mesmo assim, garantir a qualidade da suplementação dos animais é fundamental para aumentar a margem de lucro.

De acordo com o engenheiro agrônomo da Seagri, Ariel Gomes, a BRS Capiaçu surgiu através do capim-elefante desenvolvido pela Embrapa, que constitui alternativa de baixo custo para suplementação volumosa, com reflexos positivos principalmente na estação seca.

“Com o objetivo de oferecer alternativa para suplementação volumosa, a Embrapa desenvolveu a cultivar de capim-elefante BRS Capiaçu, com elevado potencial de produção e bom valor nutritivo, visando a utilização na forma de silagem ou picado verde. A BRS Capiaçu apresenta porte alto, touceiras de formato ereto, folhas largas e compridas, de cor verde e nervura central branca, colmos grossos, internódios compridos e de coloração amarelada. Ela ainda apresenta elevada densidade de perfilhos basais, florescimento tardio e boa resistência ao tombamento. A BRS Capiaçu deve ser propagada por meio de colmos e apresenta gemas com elevado poder de brotação”, explica Ariel sobre a cultivar.

 

O potencial de produção de biomassa da BRS Capiaçu supera a do milho e o da cana-de-açúcar, atingindo média de 50 toneladas por hectare ao ano de matéria seca. Outra característica favorável desta cultivar é a tolerância ao estresse hídrico, o que a torna alternativa ao cultivo do milho em regiões com alto risco de ocorrência de veranicos. A BRS Capiaçu pode ser cultivada em locais de clima tropical, e é exigente em relação às condições do solo, devendo ser cultivada em solos profundos, bem drenados e de boa fertilidade.

A Escola Abaitará, responsável pela produção da cultivar, é um centro de ensino profissionalizante, estruturado com equipamentos e instalações agropecuárias próprias para o ensino e prática dos estudantes, que podem optar por três cursos diferentes dentro da mesma temática, sendo eles em agronegócio, agroecologia e agropecuária.

A escola possui uma área total de 287 hectares destas 188 ainda são de florestas preservadas, e a área explorada é ocupada com criações de gado de leite, ovinocultura, suinocultura e criações de aves caipira, cuja produção é usada para o abastecimento interno, mas podendo gerar um excedente comercializável.

Caixa paga auxílio residual para beneficiários do Bolsa Família

A partir de hoje, está liberado saque para nascidos em fevereiro

A Caixa realiza hoje (22) o pagamento de R$ 428,7 milhões da primeira parcela do auxílio emergencial residual para 1,6 milhão de beneficiários do Bolsa Família com final de NIS (Número de Identificação Social) 4. Ao todo, mais de 12,6 milhões de famílias cadastradas no programa foram consideradas elegíveis e serão beneficiadas. No total, a Caixa disponibilizará R$ 4,3 bilhões para mais de 16,3 milhões de pessoas.

O pagamento do benefício obedece ao calendário habitual do Bolsa Família. O recebimento do auxílio emergencial é da mesma forma que o benefício regular, utilizando o cartão nos canais de autoatendimento, unidades lotéricas e correspondentes Caixa Aqui; ou por crédito na conta Caixa Fácil.

Para o pagamento do auxílio emergencial residual, os beneficiários do Bolsa Família tiveram avaliação de elegibilidade realizada pelo Ministério da Cidadania – conforme Medida Provisória nº 1.000, de 2 de setembro de 2020 – e recebem o valor do Programa Bolsa Família complementado pela extensão do auxílio emergencial, chegando até R$ 300 ou até R$ 600, no caso de mulher provedora de família monoparental.

Se o valor do Bolsa Família for igual ou maior que R$ 300 ou R$ 600, o beneficiário receberá o valor do Bolsa.

Saques

A partir de hoje, 3,6 milhões de beneficiários do auxílio emergencial nascidos em fevereiro podem sacar ou transferir os recursos da poupança social digital. Esses beneficiários não recebem o Bolsa Família.

Neste caso, o auxílio emergencial é pago de acordo com calendários de crédito em poupança social digital e de liberação para saques e transferências, considerando o mês de nascimento. Foram creditados R$ 2,3 bilhões para esse público no Ciclo 2 de pagamentos do auxílio emergencial.

Saiba como realizar o saque em espécie: é preciso fazer o login no aplicativo Caixa Tem, selecionar a opção “saque sem cartão” e “gerar código de saque”. Depois, o trabalhador deve inserir a senha para visualizar o código de saque na tela do celular, com validade de uma hora. O código deve ser utilizado nos caixas eletrônicos da Caixa, nas unidades lotéricas ou nos correspondentes Caixa Aqui.

Os saques em dinheiro podem ser feitos nas lotéricas, Correspondentes Caixa Aqui ou nas agências. A Caixa informou que não é preciso madrugar nas filas à espera de atendimento. Todas as pessoas que comparecerem, de segunda a sexta, das 8h às 13h, serão atendidas no mesmo dia.

Até 30 mil agricultores de Rondônia podem contar com oportunidades de crédito rural

Culturas anuais como arroz, feijão, mandioca e hortaliças são beneficiadas com a menor taxa de juros do Pronaf
Culturas anuais como arroz, feijão, mandioca e hortaliças são beneficiadas com a menor taxa de juros do Pronaf

Oportunidades de crédito rural em Rondônia continuam abertas, com orientação da Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural de Rondônia (Emater-RO) para todas as modalidades, inclusive na principal linha de financiamento agropecuário, utilizada pelos agricultores do Estado, o Programa de Financiamento da Agricultura Familiar (Pronaf).

O Plano Safra, lançado pelo governo federal no mês de junho, destinou para a agricultura familiar R$ 33 bilhões e destes, R$ 1,5 bilhão está disponível aos agricultores de Rondônia, onde há uma previsão de atendimento de 30 mil agricultores, com uma média de R$ 50 mil por contrato de crédito, de acordo com Vaneide Rudnick, engenheira agrônoma responsável pelo credito rural.

É importante lembrar que em 2020, apesar da pandemia, o Governo aumentou o volume de recursos do crédito para a agricultura, e melhor que isso, reduziu o valor das taxas de crédito, que no caso da agricultura familiar pode ser de até 2,75% ao ano, a depender da linha de crédito e da cultura financiada. O custeio de culturas anuais, como, arroz, feijão, mandioca e o cultivo de hortaliças, por exemplo, podem ser financiados com essa taxa reduzida, somente o milho ficou fora dessa taxa especial de juros, que é menor inclusive do que a taxa de rendimento da poupança.

Produtores de leite também podem se beneficiar da taxa de juros especial, desde que os itens a ser adquiridos com o financiamento sejam tanques de resfriamento de leite, ordenhadeiras, ou atividades de recuperação de pastagens degradadas. Ficam fora desta taxa atividades como a suinocultura e avicultura. No entanto essas culturas podem financiar valores bem maiores, chegando até R$ 330 mil financiados a juros de quatro por cento ao ano.

Neste plano safra 2020/2021, está incluída outra novidade que é o financiamento da moradia rural, inclusive para os filhos do agricultor, que poderá solicitar um crédito para construção da moradia no valor de até R$ 50 mil reais, para uma área construída de até 60 metros quadrados, nas mesmas condições e taxas de juros concedidas ao agricultor titular da propriedade.

O enquadramento do agricultor nas linhas de crédito do Pronaf depende do tamanho da área da propriedade e da renda familiar, mas o agricultor que não se enquadrar nas normas do Programa poderá solicitar nos escritórios da Emater-RO a elaboração de projetos para financiar sua produção através de outras linhas de crédito do governo federal, como o Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO) e o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronanp), nestes programas as taxas de juros variam de quatro a seis por cento ao ano.

Rondônia vai participar da maior feira virtual de agronegócio da Amazônia

O Governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), vai participar do Fórum de Secretários da Amazônia Legal, na Feira do Agronegócio “Conecta Sebrae Agrolab Amazônia”, maior evento digital do agronegócio do País. O Agrolab Amazônia ocorrerá no período de 22 a 24 de setembro, das 9h às 19h, horário de Brasília.

O evento será 100% digital, com tecnologia de realidade virtual, por meio de plataforma gamificada e em ambiente 3D. Serão três dias de evento com programações extensas, incluindo rodada de negócios, oficinas, palestras, fóruns, leilão de gado, estandes virtuais, entre outros. A feira é uma iniciativa do Sebrae em Rondônia, com participação de todos os Sebraes da Amazônia Legal.

Conforme consta na programação, o grande fórum à distância de debates institucionais contará com a participação de secretários de agricultura e chefes de executivos estaduais dos estados que fazem parte da Amazônia Legal, sendo o Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e Maranhão. O Fórum de Secretários de Agricultura da Amazônia Legal acontecerá no dia 23, das 9h às 13h.

De acordo com o secretário da Seagri, Evandro Padovani, um dos palestrantes e convidado a participar do Fórum, essa será uma experiência inovadora, principalmente para a região Norte, na qual visa debater assuntos para o fortalecimento do agronegócio, como produção, sustentabilidade, meio ambiente, políticas agrícolas, além de promover negócios com exposição de empresas na venda de insumos, máquinas e equipamentos.

“O evento será uma grande vitrine virtual do setor produtivo de Rondônia para o Brasil e para o mundo. Teremos um fórum com a participação de vários secretários de agricultura de todo os estados da região Norte com uma pauta bem extensa, como regularização fundiária, créditos, projetos da Agronorte, para o melhor desenvolvimento da economia da região”, explicou.

Durante o fórum serão debatidos os temas: Regularização fundiária na Amazônia; Desenvolvimento Sustentável do Agro na Amazônia (Política do Governo Federal); Foco nas Cadeias Produtivas comuns aos estados da Amazônia; Investimento em Infraestrutura e Logística para escoamento da produção (modal logístico); Queimadas na Amazônia; Festival do Tambaqui da Amazônia na Esplanada com a participação dos estados da Amazônia, entre outros.

O Agrolab também contará com a presença de países da Europa, Ásia, Oriente Médio e América do Norte. Toda a programação poderá ser acompanhada de qualquer lugar do Brasil e do mundo. As inscrições para participar da feira podem ser realizadas de forma online, no endereço www.agrolabamazonia.com.

 

Consumo de café rondoniense vem ganhando destaque e maior introdução no comércio local

O ano de 2020 contou com uma produção recorde de 2,3 milhões de sacas de café de Rondônia

O café regional de Rondônia, além de expandir-se para o mundo, é destaque nacional e ganha notoriedade pela qualidade e produtividade dos produtos. Isto porque, o Governo de Rondônia, por intermédio da Secretária de Estado da Agricultura (Seagri), vem investindo pesado na cafeicultura em Rondônia e impulsiona o consumo dos cafés Conilon e Robustas Amazônicas dentro do Estado. O produto já é consumido regionalmente, mas o maior consumo ainda é pela indústria nacional. Com intuito de mudar esta realidade, bem como fomentar a economia, o Governo estimula a valorização do produto com inserção maior no mercado local.

Com relação à base econômica de Rondônia, dentro da cadeia agropecuária, o café, em arrecadação de Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), perde apenas para o complexo carne bovina e leite. Mas, dentro da cadeia agrícola, é o que mais gera ICMS no Estado.

O café produzido no Estado sai de Rondônia ainda em grão e vai para indústrias do sul e sudeste do Brasil, em especial para indústria de solúvel. Depois do transporte, o café é processado e entra na comercialização nacional, e posteriormente segue para exportação. De acordo com a Seagri, 2020 teve uma novidade, a Coreia do Sul solicitou uma exportação direta de dois contêineres, equivalente a 640 sacas de café, demonstrando a potencialidade do produto que tem sido alvo de países exigentes.

Mesmo com o surto da Covid-19, a produção de café não sofreu redução, isto porque a safra de 2020 foi um reflexo do manejo começado em 2019. Inclusive, os cafeicultores foram orientados por meio de um material técnico para os cuidados em tempos de pandemia sobre a colheita, transporte, armazenamento, entre outros. Como também recebeu incentivos para melhorar qualidade e produtividade do produto.

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), entidade responsável por fazer levantamento anual de safra, 2020 contou com uma produção recorde de 2,3 milhões de sacas de café de Rondônia. Além da valorização do preço do café, que é vendido como commodities pela bolsa de valores. Isto é, tornando um ano bem satisfatório aos cafeicultores, para além da safra boa, que também tiveram um preço justo pelo sua produção de café, se comparado a anos anteriores.

De acordo com engenheiro agrônomo e assessor técnico da Seagri, Janderson Dalazen, a plantação de café vem crescendo em produtividade, quantidade de café produzido por hectares. Segundo ele, isto se deve pelos incentivos, nos últimos anos, do Governo com distribuição de mudas, programa de facilitação do transporte de calcário, programa de implantação de agro industrialização, entre outros.

A Seagri é a responsável por coordenar a política agrícola da cafeicultura do Estado e toma suas decisões orientadas pela câmera setorial do café de Rondônia, setor que reúne todos os órgãos e que representa cafeicultura do Estado, inclusive com representação dos cafeicultores.

PRODUTIVIDADE DO CAFÉ EM RONDÔNIA

O café produzido em Rondônia é da espécie Coffea canephora das variedades Conilon e Robusta. Historicamente, o café era utilizado nas indústrias de café solúvel e também nas misturas que chamamos de bland para os cafés tradicionais, café torrado e moído, que encontramos nos mercados.

Rondônia possui em torno de 38 sacas por hectares e é apontado entre os mais sustentáveis do Brasil

Há algumas indústrias que trabalham com café de Rondônia, mas trabalham de forma geral misturando com outras variedades da espécie Coffea arábica. O Coffea arábica vem de outros estados, como Minas Gerais e Paraná, e ao chegar em Rondônia, é torrado e misturado com o café robusto, fazendo o chamado bland.

Atualmente, Rondônia conta em torno de 38 sacas por hectares, quantidade relevante quando é falado sobre produtividade. Para ter uma base, nos anos 2000, havia 145 mil hectares de café implantando em Rondônia, todavia sua produtividade possui índice baixo, em torno de 10 sacas por hectares.

Mas, com todo o trabalho dos cafeicultores, bem como com apoio do Governo e de todas as áreas da cadeia produtiva envolvida, nesses últimos quase 20 anos, o Estado diminuiu a área de café, que hoje é de 70 mil hectares, e aumentou a produtividade que saltou de 10 para 38 sacas por hectares.  Ou seja, produziu-se mais café numa área bem menor.

“O nosso café é considerado entre os mais sustentáveis do Brasil. Isto aconteceu graças aos incentivos governamentais e tecnologia implantados nas lavouras como cafeicultura clonal, tecnologia responsável pelo aumento da produtividade, demais processos da produção como assistência técnica, adubação, práticas de irrigação, entre outros, como ainda evolução rápida da forma de produzir café. Se 2020 foi um ano muito bom para setor do cafeeiro, 2021 vamos evidenciar mais resultados surpreendentes no incremento na qualidade do café”, conclui o engenheiro agrônomo Janderson Dalazen.