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9 maio 2026
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Emater vai apresentar rendimento do capim-mombaça por meio de irrigação na 5ª Rondônia Rural Show

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Técnicos da Emater/RO preparam o sistema de irrigação por aspersão setorizada em cultivo do capim-mombaça a ser apresentado aos visitantes da 5ª Rondônia Rural Show, que ocorre em Ji-Paraná de 25 a 28 de maio, no Parque de Exposições Hermínio Victorelli. O sistema assegura maior ganho de engorda do gado e aumento na produção de leite se comparado ao capim-braquiária, por exemplo.

“O piquete está pronto. Estamos finalizando as instalações do sistema de irrigação, permitindo que a aspersão atinja pontos específicos da área plantada, garantindo uma pastagem mais uniforme”, detalha o engenheiro agrônomo Antônio Ferreira de Sousa Dias, técnico do escritório regional da Emater/RO em Ji-Paraná e um dos responsáveis pela implantação da irrigação na “Vitrine Tecnológica” na Rondônia Rural Show.

O mombaça, segundo o agrônomo, tem a capacidade de suportar dez cabeças de vaca por hectare quando o manejo é bem feito, enquanto o braquiária nas mesmas condições de manejo em área irrigada tolera apenas quatro cabeças do bovino. “É um ganho extraordinário quando fazemos essa comparação”, acentua Antônio Dias, revelando que o mombaça é mais rico em proteínas.

Outra vantagem apontada em favor do mombaça é a produção do leite quando o animal tem esse capim como principal fonte alimentar. “De oito litros a vaca passa a produzir dez litros por dia”, explica o agrônomo, o acréscimo de ganho para o produtor rural. Durante a Rondônia Rural Show os visitantes poderão conhecer a cultura e obter mais detalhes sobre o capim-mombaça com os técnicos da Emater.

O capim-mombaça é conhecido mundialmente pela alta produtividade, qualidade e adaptação a diferentes condições de clima e solo. Porém, é exigente em fertilidade do solo implicando, em determinadas regiões de Rondônia, investimentos em fertilizantes. As sementes já são comercializadas nos comércios do gênero.

5ª RONDÔNIA RURAL SHOW

Na quinta edição consecutiva, a Rondônia Rural Show é a maior feira do agronegócio no Norte brasileiro. A feira nasceu em 2012 com a proposta de fortalecer a agricultura familiar, responsável por 85% das propriedades rurais de Rondônia. O evento se consolidou e a cada ano cresce em números de propostas de negócios, expositores e visitantes.

Nesta sexta-feira (29), no auditório da Câmara Municipal de São Miguel do Guaporé, o Governo de Rondônia realiza mais uma etapa do pré-lançamento da 5ª Rondônia Rural Show a produtores rurais, agentes públicos, políticos e empresários do agronegócio.

A jornada de pré-lançamento já ocorreu com sucesso em outras cidades rondonienses. Do evento realizado recentemente em Brasília, autoridades de outros estados brasileiros e delegações estrangeiras foram convidadas e já confirmaram participação na feira de tecnologias e oportunidades de negócios rondoniense.

Fonte: SEMCOM

Sem CAR, produtor perderá direito ao crédito rural

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Prazo para cadastramento se encerra no próximo dia 5 de maio; Serviço Florestal alerta que nos últimos dias sistema fica sobrecarregado

Os produtores brasileiros que ainda não fizeram o Cadastro Ambiental Rural (CAR) correm o risco de ter impedido o acesso ao crédito já na próxima safra, que começa a ser plantada em setembro. O alerta é do Serviço Florestal Brasileiro, órgão vinculado ao Ministério do Meio Ambiente responsável pelo CAR, e até de alguns representantes do setor que defendem uma nova prorrogação da data final para o cadastramento.

Apesar do pedido da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural em estender a data limite para até dezembro do ano que vem, o Serviço Florestal não trabalha com a hipótese de novo adiamento. Isso porque na lei aprovada pelo Congresso havia um dispositivo que permitia somente uma prorrogação da data final para o cadastramento, que vence no próximo dia 5 de maio.

O próprio deputado Luis Carlos Heinze (PP/RS), o autor da proposta que pede nova prorrogação do CAR, recomenda que os produtores busquem se cadastrar o quanto antes para evitar ter problemas na contratação definanciamentos.

Quem não fizer o cadastro até a data final, ainda poderá – e deverá –  se regularizar. “O sistema continuará ativo. A diferença é que quem perder o prazo, não terá direito aos benefícios previstos na lei, entre eles o acesso a qualquer tipo de crédito, seja ele privado ou público”, afirma Raimundo Deusdará Filho, diretor geral do Serviço Florestal.

Além de não poder pegar dinheiro em banco para financiamentos, o produtor inadimplente com o CAR perde o direito de fazer adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA), que permite converter eventuais multaspor serviços ambientais. O agricultor que tem passivo ambiental também terá a obrigação de regenerar a área desmatada na mesma propriedade. Diferente de quem fez o cadastro dentro do prazo e poderá recompor em qualquer propriedade do país, desde que ela esteja no  mesmo Bioma da que foi desmatada.

De acordo com o último boletim do Serviço Florestal, até 31 de março, 279,6 milhões de hectares haviam aderido aoCAR, o que representa 70,3% da área total. O órgão alerta ainda que, apesar de o sistema ter ficado mais robusto, há uma sobrecarga nos últimos dias de cadastramento. Portanto, o produtor precisa fazer o CAR o quanto antes e não deixar para o último dia.

Primeiro passo

O Cadastro Ambiental Rural é só o primeiro passo e por isso a etapa mais importante no processo de implantação do Código Florestal, conforme os ambientalistas. “O CAR talvez é a primeira ferramenta que daqui uns anos poderá nos apontar a qualidade das nossas florestas, além de informar condição das bacias hidrográficas que estão sendo prejudicadas pela descarga de agroquímicos e minérios, por exemplo. Ano a ano são criados subterfúgios para empurrar pra frente, protelar as obrigações dos produtores. Essa cultura de se opor às obrigações precisa mudar,” afirma Valmir Ortega, consultor do Observatório do Código Florestal.

A Sociedade Rural Brasileira (SRB) também se posiciona contra uma nova prorrogação do prazo final do CAR. “Empurrar o problema com a barriga não é o caminho. É falta de consideração com os que já fizeram esse trabalho. Os problemas de fato com o cadastramento são pontuais, como no Rio Grande do Sul, por exemplo, onde tem problema dos Pampas. A protelação vai resolver esses problemas? Vamos perder muito crédito em relação aos compromissos que o Brasil assumiu internacionalmente. Se a gente começa a não responder ou atender aquilo que nos propusermos a fazer ninguém vai nos respeitar. Ou encaramos os problemas e começa a trabalhar pra achar soluções”, afirma o presidente da entidade, Gustavo Junqueira.

Revista Globo Rural