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14 junho 2026
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MP denuncia 13 políticos por propaganda antecipada em RO

 O Ministério Público Eleitoral (MPE) acionou o Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) contra 13 agentes públicos – incluindo senadores, deputados e vereadores – por propaganda eleitoral antecipada em evento de agropecuária no estado.

A Rondônia Rural Show 2026 foi bancada pelo governo estadual e, somente em diárias de servidores de uma secretaria, custou R$ 115 mil aos cofres públicos.

Em nota, a Secretaria do Estado de Agricultura (Seagri) afirmou não ter sido notificada sobre a representação do MPE e disse não ter tomado conhecimento oficial do processo por nenhum meio formal até o momento.

A secretaria declarou estar à disposição para prestar esclarecimentos aos órgãos de controle e reiterou que todos os gastos públicos relacionados ao evento seguiram os trâmites legais e normativos aplicáveis.

Na representação, o MPE sustenta que a feira realizada em Ji-Paraná entre os dias 25 e 30 de maio, foi utilizada como espaço para promoção pessoal e pré-campanha eleitoral antes do período permitido pela legislação. Entre as condutas apontadas estão a instalação de outdoors, a distribuição de brindes personalizados e a veiculação de mensagens consideradas de apelo eleitoral.

Os senadores Marcos Rogério (PL-RO) e Jaime Bagattoli (PL-RO) foram denunciados. Segundo o MPE, outdoors exibidos durante o evento associavam a atuação de Bagattoli à destinação de recursos e investimentos públicos.

Já Marcos Rogério responde pela utilização de outdoor com a mensagem “A mudança que Rondônia quer”, interpretada como conteúdo eleitoral. Ele disputa o governo estadual em campo oposto ao do atual governador Marcos Rocha (União Brasil), cujo partido apoia a candidatura do ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves (União Brasil).

Também figuram na ação os deputados federais Silvia Cristina Amancio Chagas (PP-RO), e Lúcio Mosquini (PL-RO), e os deputados estaduais Alex Redano (Republicanos) Cássio Gois (PSD), Cirone Deiró (União Brasil), Laerte Gomes (PSD), Nim Barroso (PL) e Cláudia de Jesus (PT).

A deputada federal Silvia Cristina é acusada de distribuir bonés, camisetas e ventarolas com seu nome, fotografia e identificação parlamentar durante a feira. Completam a lista o presidente da Câmara Municipal de Ji-Paraná, Marcelo José de Lemos (Republicanos), o vereador Márcio Freitas (PL) e a assessora técnica da Assembleia Legislativa de Rondônia Dalita da Silva Rover.

Os representados terão oportunidade de apresentar defesa antes do julgamento pelo TRE-RO. Em nota, o MP informou que pediu a condenação dos agentes públicos, mas não especificou quais punições foram pedidas.

Marcos Rogério é denunciado por propaganda antecipada

O Ministério Público Eleitoral ajuizou uma representação no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) contra o senador e pré-candidato ao governo de Rondônia, Marcos Rogério, por suposta prática de propaganda eleitoral antecipada durante a Rondônia Rural Show Internacional 2026, realizada em Ji-Paraná.

Na ação, o MP Eleitoral sustenta que a feira agropecuária teria sido utilizada como espaço para promoção pessoal e pré-campanha eleitoral antes do período permitido pela legislação eleitoral. Segundo o órgão, a conduta pode configurar propaganda antecipada, prática vedada pela legislação vigente.

De acordo com a representação, um dos principais pontos questionados é a utilização de um outdoor contendo a frase “A mudança que Rondônia quer”. Para o Ministério Público, a mensagem possui conteúdo com potencial eleitoral e estaria relacionada à promoção da imagem do senador junto ao eleitorado.

Além de Marcos Rogério, a ação também cita outros 13 agentes públicos que, segundo o Ministério Público, teriam participado ou contribuído para os atos investigados. O órgão busca apurar se houve utilização de estruturas, eventos ou ações com finalidade eleitoral fora do período autorizado pela Justiça Eleitoral.

A Rondônia Rural Show é considerada a maior feira de agronegócios da Região Norte e reúne anualmente autoridades políticas, empresários, produtores rurais e representantes de diversos setores da economia. Por sua ampla visibilidade, o evento costuma atrair a participação de lideranças políticas estaduais e nacionais.

Com o ajuizamento da representação, caberá ao Tribunal Regional Eleitoral analisar os fatos apresentados pelo Ministério Público e decidir se houve ou não violação da legislação eleitoral. Os citados terão a oportunidade de apresentar defesa dentro dos prazos legais.

Caso a Justiça Eleitoral entenda que houve propaganda eleitoral antecipada, poderão ser aplicadas as sanções previstas na legislação. O processo segue em tramitação e aguarda análise do TRE-RO.

Representação nº 0600166-54.2026.6.22.0000

Fonte: TRE-RO

PSOL vai à luta e fortalece pré-candidaturas majoritárias em RO

A Federação PSOL/Rede iniciou uma nova fase de articulação política em Rondônia com o objetivo de fortalecer suas pré-candidaturas majoritárias para as próximas eleições. Após a participação do advogado Luiz Carlos Teodoro em debate promovido pela OAB de Cacoal, a direção estadual da federação anunciou mudanças e reforços que devem ampliar a presença do grupo no cenário político rondoniense.

Segundo o presidente da Federação PSOL/Rede em Rondônia, Geneci Gonçalves, a legenda trabalha para consolidar um projeto político alinhado às pautas históricas da esquerda e aos movimentos sociais, buscando ampliar sua representatividade junto à população.

De acordo com Geneci, o bom desempenho de Luiz Carlos Teodoro no debate realizado em Cacoal demonstrou a capacidade da federação de apresentar propostas e dialogar com diferentes segmentos da sociedade. A partir desse cenário, o partido passou a discutir novos nomes para compor e fortalecer as futuras chapas majoritárias.

Entre os quadros destacados pelo dirigente estão o líder indígena Antenor Karitiana (foto) e o professor e doutor da Universidade Federal de Rondônia (Unir), Adilson Siqueira. Para a direção da federação, ambos possuem trajetória reconhecida em suas áreas de atuação e podem contribuir para ampliar o alcance do projeto político defendido pela sigla.

Geneci afirmou ainda que outras pré-candidaturas e mudanças na composição partidária estão sendo discutidas internamente. Segundo ele, a meta é construir uma campanha com identidade própria, voltada para as pautas sociais e para a defesa dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras.

“A Federação PSOL/Rede possui quadros qualificados e comprometidos com as causas populares. Estamos construindo um projeto político que tenha identidade com as lutas sociais e com os desafios enfrentados pela população de Rondônia”, destacou.

Geneci Gonçalves: a federação PSOL/Rede possui quadros qualificados e comprometidos com as causas populares

PRF encontra ossada humana dentro de mala em ônibus

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) encontrou uma ossada humana dentro de uma mala despachada no compartimento de bagagens de um ônibus que trafegava pela BR-020, em Planaltina, no Distrito Federal, nesta sexta-feira (12).

Segundo a PRF, não havia documentação que justificasse o transporte do material. A mala, trancada com cadeado, estava em condições precárias de conservação e sem etiqueta identificando o conteúdo. Registros da viagem indicam que a bagagem saiu de São Paulo e tinha como destino Campo Alegre de Lourdes, na Bahia.

Ao abrir a mala, os agentes encontraram ferramentas de construção civil, uma caixa plástica com a ossada humana e um invólucro com cinzas humanas. Uma etiqueta trazia o nome de uma mulher. O material e o motorista do ônibus foram levados à 16ª Delegacia de Polícia Civil, em Planaltina.

Sonho do casamento termina em tragédia na BR-364 em RO

Patrick Gonçalves de Oliveira, de 22 anos, morreu em um acidente de trânsito na BR-364, em Jaru, na quinta-feira (11), apenas dois dias antes do casamento que estava marcado para este fim de semana. Ele estava na garupa de uma motocicleta junto com outro jovem, identificado como Jhuan Oliveira de Jesus, de 18 anos, que também morreu.

Segundo informações apuradas pela Rede Amazônica, Patrick tinha o casamento civil marcado para esta sexta-feira (12), Dia dos Namorados. A festa com familiares e amigos aconteceria no sábado (13).

O acidente

 

De acordo com o Corpo de Bombeiros, uma caminhonete atingiu a motocicleta onde estavam as duas vítimas no km 428 da BR-364, próximo ao perímetro urbano de Jaru.

As duas vítimas chegaram a ser socorridas, mas não resistiram aos ferimentos e morreram ainda no local, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

A Perícia Técnica esteve na área para controlar o trânsito e coletar vestígios que vão ajudar a esclarecer as causas e a dinâmica do acidente. (G1)

Sábado será de calor e muitas nuvens em RO

Mídia Rondônia – Os moradores de Rondônia devem ter um sábado (13) marcado por temperaturas elevadas, céu com muitas nuvens e períodos de nebulosidade em diversas regiões do estado, segundo a previsão divulgada pela Climatempo.

De acordo com os meteorologistas, o tempo deve permanecer abafado ao longo do dia, com predomínio de sol entre nuvens e aumento da cobertura de nuvens principalmente durante a tarde e a noite. Em grande parte do estado, a possibilidade de chuva é baixa, favorecendo atividades ao ar livre durante o fim de semana.

Na capital, Porto Velho, os termômetros devem variar entre 24°C e 32°C. A previsão indica sol com muitas nuvens durante o dia e períodos de céu nublado, enquanto a noite será de muitas nuvens, mas sem expectativa de chuva significativa.

Nas demais regiões de Rondônia, o cenário é semelhante, com temperaturas variando entre 22°C e 32°C, além de elevada umidade relativa do ar. Apesar da estabilidade predominante, não estão descartadas chuvas rápidas e isoladas em algumas localidades do estado.

A combinação entre calor e umidade mantém a sensação de abafamento, especialmente durante o período da tarde. A orientação é para que a população mantenha a hidratação e evite exposição prolongada ao sol nos horários mais quentes do dia.

Para os próximos dias, a tendência é de manutenção do calor, com variação de nebulosidade e possibilidade de pancadas isoladas em algumas regiões de Rondônia.

Volta à Papuda coincide com piora da saúde de Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes deve renovar a permanência de Jair Bolsonaro (PL) em prisão domiciliar após um relatório médico apontar piora no quadro de saúde do ex-presidente. A informação é do Estadão, que ouviu integrantes do Supremo Tribunal Federal.

O documento enviado ao STF pela equipe médica de Bolsonaro registra agravamento dos episódios de soluço nos últimos dias. Segundo o relatório, foi necessário administrar doses elevadas de medicamentos, no “limite terapêutico de segurança”.

O ex-presidente foi condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. No fim de março, Moraes autorizou que ele permanecesse em prisão domiciliar humanitária, com monitoramento, pelo prazo inicial de 90 dias.

Na época, a medida foi tomada em razão do estado de saúde do ex-presidente, que havia sido internado com broncopneumonia. Em maio, Bolsonaro também passou por uma cirurgia no ombro direito.

A tendência agora é que Moraes prorrogue a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro. O relator do processo deve considerar o novo boletim médico antes de decidir sobre a continuidade da medida.

O relatório também informa que o ex-presidente deve passar por uma série de exames, entre eles uma endoscopia digestiva. A avaliação busca investigar a função do esfíncter esofágico inferior e a presença de esofagite crônica.

Os médicos ainda registraram que o ex-presidente segue com queixas de cansaço e fadiga ao realizar esforços médios. O boletim também cita oscilações no equilíbrio corporal.

Contratos de namoro disparam com busca por proteção patrimonial

 Impulsionados, segundo especialistas, por divorciados e viúvos que voltam a se relacionar após os 50 anos, 241 contratos de namoro foram registrados em 2025, o maior número desde que a modalidade começou a ser contabilizada pelo Colégio Notarial do Brasil (CNB/CF).

Em 2016, haviam sido apenas 26 atos. O crescimento acumulado no período alcança 827%. Na comparação com 2022, quando foram registrados 93 contratos, a alta é de 159%.

O contrato de namoro é um documento por meio do qual o casal declara formalmente que mantém uma relação afetiva, mas sem a intenção de constituir união estável naquele momento. Embora não impeça automaticamente o reconhecimento da união estável pela Justiça, o instrumento funciona como um elemento de prova da intenção manifestada pelas partes.

Os números aparecem em meio a mudanças na composição das famílias brasileiras. Dados do IBGE mostram que quase um terço dos casamentos realizados atualmente no país envolve ao menos uma pessoa divorciada ou viúva.

O percentual passou de 13,5% em 2004 para 31,1% em 2024. Atualmente, cerca de 3 em cada 10 divórcios registrados no Brasil envolvem pessoas com mais de 50 anos, faixa etária associada ao chamado divórcio cinza.

Diferentemente de um sinal de desconfiança amorosa, o crescimento desse tipo de acerto revela uma mudança de comportamento: casais passaram a falar de dinheiro mais cedo na relação.

Para quem volta a se relacionar após uma separação ou viuvez, a realidade costuma ser diferente daquela vivida no primeiro casamento. Imóveis, investimentos, empresas e filhos de uniões anteriores passam a fazer parte da equação, aumentando as preocupações relacionadas à herança, sucessão e patrimônio.

“Estamos observando uma mudança importante no perfil de quem procura esse ato no cartório. São pessoas que já passaram por um casamento ou união estável, construíram patrimônio, criaram filhos e agora iniciam uma nova etapa da vida afetiva”, afirma Eduardo Calais, presidente do CNB/CF.

“O contrato de namoro tem sido utilizado justamente para proporcionar transparência e segurança jurídica, preservando direitos, evitando conflitos futuros e protegendo tanto o casal quanto seus herdeiros.”

Para a psicanalista e pesquisadora de relacionamentos Carol Tilkian, colunista da Folha, a expansão do instrumento reflete uma tentativa de trazer para o início da relação conversas que tradicionalmente costumavam surgir apenas durante crises ou separações.

“Estamos tentando normalizar falar de dinheiro já no começo das relações”, afirma. “Pensando pelo lado positivo, o contrato de namoro é uma tentativa de trazer essa conversa enquanto está tudo bem.”

A especialista observa que muitos casais permanecem anos juntos sem casamento ou união estável formalizada, compartilhando rotina, viagens, despesas e projetos de vida. Quando ocorre o rompimento, dúvidas sobre patrimônio e direitos costumam ganhar espaço.

“As brigas por dinheiro raramente são apenas por dinheiro”, diz. “Muitas vezes usamos a discussão patrimonial para machucar o outro. O contrato aparece como uma forma de esclarecer limites antes que o conflito exista.”

Na avaliação dela, a procura pelo instrumento está mais ligada à proteção patrimonial do que a uma mudança na forma como os brasileiros encaram o compromisso afetivo. “Essa leitura simplifica completamente o fenômeno”, afirma. “Quem faz um contrato de namoro já está formalizando alguma coisa. O principal disparador tem a ver com proteção patrimonial.”

A preocupação também aparece entre pessoas que já enfrentaram disputas patrimoniais decorrentes de divórcios ou inventários.

De acordo com o advogado João Victor Gomes de Siqueira, especialista em processo civil, muitos dos clientes que procuram o documento acabaram de passar por uma separação ou ainda possuem questões patrimoniais pendentes da relação anterior.

“As pessoas temem ter que redividir algo que acabou de ser partido”, conta. “Elas buscam segurança jurídica deixando claro e expresso quais são as intenções de ambos naquele relacionamento.”
Siqueira afirma observar uma demanda crescente também entre adultos mais jovens. Na avaliação dele, a busca está relacionada à tentativa de reduzir incertezas em torno do reconhecimento judicial da união estável.

Ele ressalta, porém, que o contrato de namoro não funciona como uma blindagem automática do patrimônio. “O Judiciário pode reconhecer a união estável mesmo diante da existência do contrato, dependendo das circunstâncias concretas do relacionamento.”

Apesar do crescimento registrado na última década, o instrumento ainda é pouco conhecido, avalia Calais. No entanto, para ele, a procura deve continuar avançando à medida que mais brasileiros busquem organizar questões patrimoniais e sucessórias antes de iniciar uma nova etapa da vida afetiva.

“As pessoas vivem mais, permanecem ativas por mais tempo e constroem novas relações em diferentes fases da vida. Isso tende a ampliar a procura por instrumentos que ofereçam segurança jurídica para essas novas configurações familiares”, afirma o presidente do CNB/CF.

PM é encontrado morto após beber vinho com ex-mulher

A Polícia Civil de Pernambuco investiga a morte do cabo da Polícia Militar José Maria Alexandre da Silva Junior, de 40 anos, encontrado sem vida no apartamento da ex-companheira, no bairro de Boa Viagem, zona sul do Recife. O caso ocorreu na quinta-feira (11) e foi registrado inicialmente como morte a esclarecer. A principal hipótese analisada pelos investigadores é a de possível intoxicação, mas a causa da morte ainda depende dos resultados dos exames periciais.

Segundo informações reunidas pela investigação, o policial esteve no imóvel após deixar o serviço. A ex-companheira, uma advogada de 48 anos, possuía medida protetiva em vigor contra ele. Os dois teriam consumido bebidas alcoólicas e energético durante a madrugada.

Em determinado momento, a mulher desconfiou que sua taça poderia ter sido trocada e decidiu substituí-la. Horas depois, o cabo passou mal, apresentando lábios arroxeados e espuma na boca, conforme relatos colhidos pela polícia. Após o acionamento da PM, equipes confirmaram o óbito no local. As taças utilizadas pelo casal e amostras das bebidas foram recolhidas para perícia. A ex-companheira prestou depoimento e foi liberada.

Mais de 6 mil alunos estão sem aulas em RO

Cerca de seis mil estudantes atendidos pelo Ensino Médio com Mediação Tecnológica (Medtec) estão sem aulas transmitidas há quase 15 dias em Rondônia. A interrupção ocorreu após problemas relacionados ao contrato responsável pela operação tecnológica do programa

Criado em 2016 pela Lei nº 3.846, o Medtec foi implantado para ampliar o acesso à educação em comunidades de difícil acesso no estado. O programa atende alunos de áreas rurais, indígenas, ribeirinhas e quilombolas, além de localidades onde há carência de professores habilitados para o ensino médio.

O modelo funciona da seguinte forma: os alunos vão para a escola normalmente, mas ao invés de assistir a um professor presente, as aulas são transmitidas por internet.

As aulas são produzidas por professores especialistas. Nas unidades de ensino, os estudantes contam com o acompanhamento presencial de professores mediadores.

Natália, de 14 anos, estudante do 1º ano do Ensino Médio com Mediação Tecnológica e moradora da zona rural de Ariquemes (RO), relatou que, as atividades continuam sendo realizadas por meio da professora mediadora, a interrupção das transmissões afeta o aprendizado.“As videoaulas são bem explicadas e, agora, temos menos explicação do conteúdo. Uma das maiores dificuldades é perder o ritmo que tínhamos antes”, disse.

 

De acordo com a empresa responsável pela execução do programa, a suspensão das transmissões tem gerado preocupação entre estudantes, familiares e profissionais da educação, principalmente devido à importância do Medtec para garantir o acesso ao ensino em regiões isoladas.

Ainda segundo a empresa, nos últimos anos, alunos atendidos pela mediação tecnológica vêm se destacando nos resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e em indicadores educacionais do estado. (G1)