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21 maio 2026
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Exército obriga jovem a fechar empresa, fonte de renda da família, por serviço militar

O Exército Brasileiro está obrigando o jovem Pablo de Oliveira Lima, de 19 anos, a fechar sua empresa para que possa cumprir o serviço militar, mesmo com documentos que comprovam que ele é arrimo de família e único provedor financeiro de sua casa. O caso está sendo tratado pela 2ª Companhia de Comunicações Mecanizada (2ª Cia. Com. Mec.), em Campinas/SP, e já chegou a instâncias superiores em Brasília após a repercussão na imprensa. A decisão levanta questionamentos sobre os critérios utilizados pelo Exército na seleção dos convocados e expõe possíveis falhas no sistema de dispensa.

Pablo, que está matriculado no curso de Biomedicina da UniFAJ, é dono de uma empresa de transportes que fatura legalmente no seu nome e é a única fonte de sustento da família. Além disso, ele também possui um financiamento de veículo no valor de R$ 1.450 por mês, utilizado para os trabalhos da empresa. Ele não apenas detém o CNPJ, mas também é o responsável pela gestão administrativa da empresa, cuidando de contratos, emissão de notas fiscais e organização financeira.

A convocação forçada ao serviço militar pode comprometer a estabilidade financeira da família e levar a consequências graves, como o endividamento e a impossibilidade de quitar compromissos essenciais. O impacto dessa decisão ultrapassa as fronteiras individuais e pode representar um problema recorrente enfrentado por diversos jovens empreendedores que dependem de suas atividades para sustentar suas famílias. Além disso, há um efeito colateral em nível econômico, uma vez que forçar o fechamento de empresas afeta diretamente a geração de empregos e movimentação financeira na região.

A mãe do jovem, Marcella Gonçalves de Oliveira Lima, relatou que a família precisou abrir um CNPJ no nome de Pablo após enfrentarem dificuldades financeiras e fecharem as próprias empresas. “Se fechar a empresa, como é que eu vamos pagar as contas? Temos nota fiscal que prova que a gente fatura tudo pela empresa do Pablo. O Exército simplesmente ignorou isso e mandou ele fechar a empresa até quarta-feira”, afirmou. A decisão do Exército não levou em conta o impacto direto sobre a família, que depende do funcionamento da empresa para cobrir despesas básicas como moradia, alimentação e contas domésticas.

A imposição levanta dúvidas sobre o equilíbrio entre dever cívico e direitos constitucionais, uma vez que a situação compromete diretamente a subsistência da família. Além disso, evidencia um possível problema estrutural no processo de alistamento, onde casos específicos não são analisados de forma detalhada, resultando em decisões arbitrárias que impactam negativamente a vida dos convocados e seus familiares.

A situação ficou ainda mais crítica quando a Polícia Civil, dentro do batalhão, identificou que Pablo possuía um CNPJ ativo. “Meu filho tentou explicar, levou todos os documentos, provou que a gente depende dessa empresa, mas a resposta que ele teve foi que todo mundo tem dívida e que ele teria que servir de qualquer jeito”, contou Marcella. Segundo a mãe, essa inflexibilidade demonstra uma falta de critério claro e ignora a realidade de jovens que possuem responsabilidades financeiras, algo que deveria ser levado em consideração pelo Exército ao decidir sobre convocações.

O endurecimento da posição militar contrasta com a flexibilidade concedida em outras situações semelhantes, levantando dúvidas sobre a imparcialidade dos critérios adotados. Em outros casos, cidadãos que possuem influências ou recursos financeiros significativos conseguem ser dispensados do serviço militar sem dificuldades, o que expõe uma desigualdade preocupante no sistema de recrutamento.

O advogado do jovem, Cláudio Lino, notificou formalmente o quartel sobre a condição de Pablo, embasando o pedido no Decreto nº 57.654/1966 e na Lei do Serviço Militar (Lei nº 4.375/1964), que garantem dispensa a arrimos de família. Contudo, a resposta do Exército foi a exigência de fechamento da empresa ou transferência do CNPJ.

“O problema é que nem eu nem o pai dele podemos assumir a empresa, porque já temos uma MEI com problemas fiscais. Isso significa que, se Pablo servir, não teremos mais renda”, explicou Marcella. A exigência imposta pelo Exército, além de arbitrária, pode inviabilizar a estabilidade financeira de toda a família e não leva em conta a necessidade de renda para manutenção de um lar. O caso de Pablo exemplifica a falta de previsibilidade do Exército na aplicação das regras e evidencia lacunas no processo decisório.

Outro ponto que gerou polêmica foi a tentativa de censura de publicações relacionadas ao caso. Segundo o relato da mãe de Pablo, o comandante da 2ª Companhia de Comunicações Mecanizadacapitão Thiago França Viscovini, teria solicitado que uma matéria anteriormente publicada pela Revista Sociedade Militar, abordando a situação de Pablo, fosse removida das redes. A justificativa dada seria o fato de que o caso já teria sido encaminhado ao Comando do Exército em Brasília.

O caso de Pablo expõe o questionamento sobre os critérios utilizados pelo Exército para determinar quem será convocado e quem será dispensado do serviço militar. Agora, com a revisão do caso em Brasília, resta saber se a instituição reconhecerá a situação de Pablo ou se ele será forçado a encerrar sua empresa e colocar sua família em risco financeiro.

O advogado ressalta que medidas judiciais podem ser tomadas caso o Exército insista na incorporação do jovem. “Legalmente, o jovem pode buscar recursos judiciais, como um mandado de segurança, para suspender a convocação até que seu caso seja adequadamente revisado, garantindo que seus direitos constitucionais ao trabalho e à livre iniciativa sejam preservados”, explicou Lino.

A decisão do Exército terá um impacto significativo não apenas para Pablo e sua família, mas também para outras pessoas que possam enfrentar situações semelhantes no futuro. O caso pode abrir um precedente sobre a forma como as dispensas são concedidas e evidenciar a necessidade de um critério mais claro e justo na seleção de convocados para o serviço militar obrigatório.

Além disso, especialistas em direito militar alertam que a falta de clareza e coerência nas decisões de alistamento pode resultar em insegurança jurídica para os convocados e descontentamento generalizado na sociedade. O acompanhamento atento desse desdobramento poderá trazer à tona falhas estruturais no sistema de recrutamento e reforçar a importância de um debate público mais amplo sobre a justiça no alistamento obrigatório.

PGR pode retirar passaporte de Eduardo Bolsonaro por “conspiração contra o Brasil”

O vice-líder do governo Lula na Câmara, Rogério Correia (PT-MG), acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) nesta quarta-feira (26) para que o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) seja impedido de viajar aos Estados Unidos e tenha seu passaporte diplomático cassado. A medida visa coibir o que Correia classifica como “conspiração contra o Brasil” e “tentativa de embaraçar investigações” em curso no Supremo Tribunal Federal (STF).

Em uma representação enviada ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, Rogério Correia acusa Eduardo Bolsonaro de articular, junto a parlamentares dos EUA, medidas contra o Brasil e o ministro do STF Alexandre de Moraes. Entre as ações citadas está a aprovação, em um comitê da Câmara dos Representantes dos EUA, de um projeto de lei que visa impedir Moraes de entrar no país.

Acusações contra Eduardo Bolsonaro – Segundo a representação, Eduardo Bolsonaro tem mantido contato frequente com deputados republicanos nos EUA, incluindo Richard McCormick, do estado da Geórgia, para pressionar o governo americano a impor sanções ao Brasil com base na Lei Global Magnitsky. A legislação, criada em 2012, permite ao presidente dos EUA bloquear vistos e congelar bens de indivíduos ou entidades acusados de violações de direitos humanos ou corrupção.

Correia afirma que as ações de Eduardo Bolsonaro configuram crimes contra o interesse nacional e buscam obstruir a justiça, especialmente em relação às investigações sobre a tentativa de golpe de Estado e a organização criminosa que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados.

“O Representado, em total dissintonia com a realidade, atentando contra os interesses nacionais, patrocina, em Estado estrangeiro, retaliações contra o País e também contra um dos integrantes do Supremo Tribunal Federal”, diz o documento.

Pedidos à PGR – Rogério Correia solicita à PGR que:

  1. Instaure um procedimento de investigação criminal para apurar as condutas de Eduardo Bolsonaro;
  2. Ofereça denúncia ao STF, caso sejam identificados crimes;
  3. Adote medidas cautelares, como a apreensão do passaporte do deputado, para impedir novas viagens aos EUA.

O parlamentar petista também cita os artigos 344 do Código Penal (coação no curso do processo) e 2º da Lei nº 12.850/2013 (organização criminosa) como base legal para as acusações.

Homem marca encontro com travesti, acaba espancado e tem moto roubada em RO

Na noite desta terça-feira (25), um homem de 40 anos foi violentamente agredido e teve sua motocicleta roubada após marcar um encontro com um travestis através de um aplicativo de mensagens. O caso ocorreu na Avenida Rio Madeira com Rua Caparari ao lado de um Motel, no bairro Lagoa, zona leste de Porto Velho.

De acordo com informações apuradas pela equipe de jornalismo do portal de noticias Hora1Rondonia, a vítima chegou ao local conduzindo uma motocicleta modelo Honda Biz e quando ja estava falando com a travestis, foi surpreendida por um homem que iniciou agressões com socos no rosto, deixando-a ferida e ensanguentada. Após o ataque, o bandido fugiu levando a motocicleta da vítima.

A Polícia Militar foi acionada e, ao ouvir o relato da vítima, constatou que o veículo possuía rastreador. A motocicleta foi localizada abandonada na Avenida Elias Gorayeb, próximo à Avenida Abunã, no bairro Liberdade, área central da capital.

A vítima recebeu os primeiros socorros de uma equipe do Samu e foi encaminhada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Zona Sul para receber atendimento médico. O agressor ainda não foi localizado, e o caso segue sob investigação pela Polícia Civil.

O local é comum acontecer esses tipos de ocorrências por se tratar de ter vários pontos de prostituição de travestis e muitas das vezes são ligados com criminosos para realizar esses tipos de assaltos.

Ex-policial penal é preso com 6 kg de maconha em Rondônia

Na tarde desta quarta-feira (26), o Departamento de Narcóticos (Denarc) prendeu Madson M. C., de 39 anos, ex-policial penal, durante operação que cumpriu mandados de busca em três endereços ligados ao suspeito em Porto Velho. Madson, que já possui uma condenação de 19 anos de prisão por roubo, foi encontrado em sua residência na rua Monte Azul, no bairro Conceição, onde foram apreendidos 6 kg de maconha skunk.

De acordo com a polícia, o mandado de prisão em aberto contra Madson foi cumprido após meses de investigações relacionadas ao tráfico de drogas. Além da voz de prisão por tráfico, ele também responde por outros crimes. Durante as buscas, em outros dois imóveis ligados ao suspeito, um menor de idade foi apreendido com vários invólucros de entorpecentes e uma porção de maconha.

Madson segue à disposição da Justiça, enquanto o menor foi encaminhado às autoridades competentes.

SGC

Pecuarista rondoniense finge ser policial para andar com Bolsonaro

O pecuarista Bruno Scheid, 41 anos, segundo vice-presidente do Partido Liberal (PL) em Rondônia, tem usado seu distintivo com a inscrição “agente de segurança” para circular com o ex-presidente Jair Bolsonaro, que aguarda os desdobramentos da denúncia que o acusa de liderar uma tentativa de golpe de Estado. À Folha de S.Paulo, o pecuarista negou que o uso do emblema induza as pessoas a acreditarem que ele é um policial, mas admite que o objeto facilita sua circulação em eventos e deslocamentos.

Scheid, que não é policial nem agente de segurança, divulgou uma foto ao lado de Bolsonaro em um grupo de apoiadores, convocando aliados para o ato pela anistia aos presos de 8 de janeiro e contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), marcado para 16 de março. Ele afirmou que o distintivo é uma forma de identificação usada para “facilitar a circulação e evitar embaraços em deslocamentos e eventos”.

“Não há qualquer intenção de simular ou induzir a uma função que não exerço, assim como não há qualquer propósito nesse sentido em relação a outros assessores”, disse Scheid em conversa via WhatsApp.

Ele também destacou que o distintivo não se confunde com os usados por agentes da Polícia Federal que acompanham Bolsonaro. “Essa identificação específica que estou utilizando é amplamente usada no Brasil inteiro para facilitar acessos, sendo comum entre assessores parlamentares, deputados federais e senadores em viagens e eventos estaduais”.

Scheid, que é pecuarista em Ji-Paraná (RO), já foi sócio de uma empresa de comércio de móveis em São Paulo e ocupou um cargo na Secretaria de Agricultura de Rondônia durante a gestão de Marcos Rocha (União Brasil). Ele se aproximou de Bolsonaro por meio da ex-primeira-dama Michelle e organizou eventos para arrecadação de fundos para a campanha presidencial de 2022 entre ruralistas das regiões Norte e Centro-Oeste.

Segundo dados obtidos via Lei de Acesso à Informação, o bolsonarista esteve 11 vezes no Palácio do Planalto entre o fim de 2021 e o início de 2022, antes do período eleitoral. Apesar de sua proximidade com o ex-presidente, a assessoria de imprensa do PL não comentou o uso do distintivo por Scheid, orientando a reportagem a procurar o diretório estadual do partido em Rondônia, presidido pelo senador Marcos Rogério (PL).

A assessoria do senador afirmou que o uso do distintivo é uma “questão pessoal” de Scheid, relacionada à sua “relação pessoal com o presidente Bolsonaro e a [executiva] nacional”.

O pecuarista explicou que o distintivo pode ser adquirido livremente em locais especializados, como casas militares, sem necessidade de comprovação. “Sua venda não é vedada e pode ser adquirida livremente em locais especializados, como casas militares, sem necessidade de qualquer comprovação”, disse. Ele também ressaltou que é “fã das polícias”, mas não faz parte delas e jamais se passaria por um policial.

Segundo dados obtidos via Lei de Acesso à Informação, o bolsonarista esteve 11 vezes no Palácio do Planalto entre o fim de 2021 e o início de 2022, antes do período eleitoral. Apesar de sua proximidade com o ex-presidente, a assessoria de imprensa do PL não comentou o uso do distintivo por Scheid, orientando a reportagem a procurar o diretório estadual do partido em Rondônia, presidido pelo senador Marcos Rogério (PL).

A assessoria do senador afirmou que o uso do distintivo é uma “questão pessoal” de Scheid, relacionada à sua “relação pessoal com o presidente Bolsonaro e a [executiva] nacional”.

O pecuarista explicou que o distintivo pode ser adquirido livremente em locais especializados, como casas militares, sem necessidade de comprovação. “Sua venda não é vedada e pode ser adquirida livremente em locais especializados, como casas militares, sem necessidade de qualquer comprovação”, disse. Ele também ressaltou que é “fã das polícias”, mas não faz parte delas e jamais se passaria por um policial.

Eduardo Bolsonaro é denunciado por crime contra a soberania: “lesa pátria”

O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) entrou com representação junto ao Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, e ao Tribunal de Contas da União (TCU) em que acusa Eduardo Bolsonaro (PL-SP) de “crime contra a soberania
nacional” por conspirar contra o Brasil e autoridades brasileiras nos EUA com suposto uso de recursos públicos.Na ação à PGR, Boulos pede que Eduardo Bolsonaro seja investigado com base no artigo 359- I do Código Penal, que prevê pena de 3 anos e 8 meses a quem “negociar com governo ou grupo estrangeiro, ou seus agentes, com o fim de provocar atos típicos de guerra contra o País ou invadi-lo”.

Ao TCU, o deputado cita o mesmo crime e pede investigação para saber se “Eduardo Bolsonaro está cometendo atos ilícitos com uso de verbas públicas da União”.

“Requer-se que este Tribunal de Contas da União apure todas circunstâncias envolvendo o financiamento público, ainda que na forma de futuro e eventual reembolso que possa ser realizado, para custear os atos ilegais praticados pelo Deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos da América contra a soberania nacional”.

Fórum antecipa

A peça jurídica cita reportagem divulgada pela Fórum nesta terça-feira (25), que diz que revela que Eduardo está articulando com o deputado trumpista Richard McCormick, do partido Republicano da Georgia, a imposição de sanções ao Brasil.

Em publicação na rede X na noite desta segunda, Eduardo revelou que, em conluio com o estadunidense, quer que Donald Trump imponha sanções ao Brasil utilizando a Lei Magnitsky, de 2012, usada pelos EUA contra aqueles que considera infratores dos direitos humanos.

O conluio foi tanto, que o comentário se deu sobre uma publicação de McCormick feita na rede X menos de uma hora antes.

“O Juiz do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes está armando o judiciário para fraudar a eleição de 2026, silenciando a oposição e protegendo o Presidente Lula. A acusação de Jair Bolsonaro não é justiça — é perseguição política, assim como o que foi feito ao Presidente Trump”, diz o deputado americano, propagando a narrativa bolsonarista e ressaltando que “Moraes também é uma ameaça aos EUA, censurando empresas americanas, suprimindo a liberdade de expressão e violando a soberania digital”.

“Peço ao governo Trump e ao Congresso que imponham sanções Magnitsky, proibições de visto e penalidades econômicas. Os EUA devem defender a democracia, a liberdade de expressão e o estado de direito — antes que seja tarde demais”, emendou McCormick.

Um pouco antes de Eduardo, Jair Bolsonaro foi às redes e comemorou a publicação, agradecendo “a solidariedade e consideração” do deputado republicano.

“É triste o que nosso país vem passando ultimamente. Esperamos que não chegue a um ponto mais extremo, por conta de alguns que se consideram deuses e acima da lei, colocando em risco toda a estrutura do nosso amado país. Deus os abençoe”, afirmou o ex-presidente denunciado por golpe de Estado.

Bolsonaro também agradeceu ao senador republicano Mike Lee, do Arizona, que anunciou que viajará “para o Brasil no final deste ano com alguns dos meus colegas do Senado e pretendo fazer algumas perguntas difíceis sobre o Juiz Alexandre de Moraes e a suposta instrumentalização política do sistema judiciário brasileiro”.

“Muito obrigado, Senador Mike Lee. Infelizmente, o Brasil foi convertido em um laboratório de ativismo judicial, abusos de poder e aplicação seletiva da lei para fins políticos”, escreveu Bolsonaro às 23h46.

“Sua visita ao Brasil será fundamental para expor essa realidade ao mundo. Como jurista é constitucionalista, sua participação como amicus curiae ou observador desse processo, também seria muito útil à causa da democracia e do Estado de Direito no Brasil”, emendou.

Conspiração contra o Brasil

Eduardo Bolsonaro, que já afirmou que abandonou o trabalho na Câmara para se dedicar à conspiração nos EUA para beneficiar seu pai, tem se reunido frequentemente com parlamentares e políticos ligados a Trump para conduzir um levante para achacar autoridades brasileiras, em especial Alexandre de Moraes, e tentar livrar o ex-presidente da cadeia.

No dia 11 de fevereiro, Eduardo esteve com Paulo Figueiredo no gabinete de McCormick, segundo o filho de Bolsonaro, “um grande aliado na causa da liberdade a ajudando o Brasil no processo de resgate da democracia”.

Dois dias depois, Eduardo compartilhou uma publicação de McCormick, dizendo que “o senhor e sua equipe têm sido incríveis” e que “nossos ideais convergem e nosso trabalho está apenas começando”.

“Foi ótimo conversar com meu amigo e guerreiro Eduardo Bolsonaro”, escreveu o deputado republicano propagando fake news divulgada por Elon Musk sobre “ajuda da Usaid [Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional] para interferência eleitoral no Brasil”.

No fim da noite desta segunda-feira, Bolsonaro também agradeceu a Elon Musk que compartilhou a publicação do senador Mike Lee sobre a “visita” ao Brasil no final do ano: “good”, escreveu o bilionário.

“Hugs from Brazil, @elonmusk”, comentou Bolsonaro, mandando abraços em inglês.

Projeto de Lei

Desde que Trump retornou à Casa Branca, em 20 de janeiro, Eduardo Bolsonaro já esteve por três vezes nos EUA para articular a vingança do clã contra Moraes, relator da investigação sobre a tentativa de golpe na suprema corte brasileira.

Sempre ao lado de Paulo Figueiredo, neto do ditador João Baptista Figueiredo e denunciado como membro da quadrilha golpista, Eduardo Bolsonaro tem se reunido com a deputada Maria Salazar, filha de cubanos, para aprovar o Projeto de Lei que proibiria a entra de Moraes nos EUA.

“Esse projeto foi reapresentado após uma reunião que eu tive junto com o jornalista Paulo Figueiredo e com a deputada María Salazar”, contou Eduardo, que está nos EUA, a Raquel Landim, do Uol.

Segundo Eduardo, “o nosso pedido para que a deputada fosse coautora desse projeto de lei era por conta das atrocidades cometidas pelo Alexandre de Moraes no Brasil”.

“Eles não querem alguém que briga com o Elon Musk, com o Jason Miller (assessor de Trump interrogado pela Polícia Federal brasileira), chuta fora do país o Rumble, bane a rede X. Eles não querem que essa pessoa tenha livre trânsito nos Estados Unidos. Existe uma visão que o Alexandre de Moraes não é uma pessoa bem-vinda nos Estados Unidos”, afirmou.

Eduardo ainda conta que está fazendo lobby junto ao também deputado republicano Jim Jordan que, segundo ele, deve passar o projeto na sessão desta quarta-feira (26) do Comitê Judiciário da Câmara dos Deputados.

“No mesmo dia, quando saímos da reunião com ela [Maria Salazar], nós fomos no comitê judiciário do Jim Jordan, e também conseguimos falar com ele. Ele se comprometeu a dar celeridade e está cumprindo”, disse Eduardo, ressaltando que “nesta quarta-feira, [o projeto] está sendo pautado no equivalente à nossa CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e o presidente é o Jim Jordan”.

Segundo Eduardo, Moraes seria punido pela Lei, caso seja aprovada, pelas “violações de direitos de liberdade de expressão ele cometeu”.

“O que consigo imaginar é que é muito mais fácil tirar o seu nome do Serasa do que limpar a barra dele junto às autoridades americanas”, ironizou.

Como consultar se você tem direito ao saque-aniversário do FGTS: veja o passo a passo

Se você aderiu ao saque-aniversário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e quer saber se tem direito ao benefício, é possível consultar o saldo e verificar a situação da sua conta de forma simples e rápida. O governo federal prepara uma Medida Provisória (MP) para liberar o saldo retido de trabalhadores que optaram pela modalidade, com pagamentos previstos para começar em março, de acordo com o mês de nascimento.

O saque-aniversário permite que o trabalhador faça uma retirada anual do FGTS no mês do seu aniversário. No entanto, quem aderiu a essa modalidade não pode sacar o saldo total em caso de demissão sem justa causa, ao contrário dos que não optaram pelo benefício. Para saber se você tem direito e consultar seu saldo, siga o passo a passo abaixo:

Passo a passo para consultar o saldo do FGTS

  • Passo 1: Baixe o aplicativo FGTS, disponível para iOS e Android, ou acesse o site oficial da Caixa Econômica Federal.
  • Passo 2: Se for seu primeiro acesso, selecione a opção “Cadastre-se”. Preencha os dados solicitados, como CPF, nome completo, data de nascimento e e-mail. Crie uma senha numérica e confirme que “não sou um robô”.
  • Passo 3: Após o cadastro, você receberá um e-mail para confirmar a criação da conta. Siga as instruções e valide seu acesso.
  • Passo 4: Abra o aplicativo ou site, informe o CPF e a senha cadastrada. Responda às perguntas adicionais de segurança e aceite os termos de uso.
  • Passo 5: Pronto! Agora você pode acessar o saldo do seu FGTS e verificar se tem direito ao saque-aniversário.

Quem tem direito ao saque-aniversário?

O saque-aniversário é uma opção disponível para trabalhadores com carteira assinada que aderiram à modalidade. Além dessa retirada anual, o FGTS também pode ser sacado em outras situações, como demissão sem justa causa, aposentadoria, compra da casa própria ou diagnóstico de doenças graves.

Com a possível liberação do saldo retido, milhões de trabalhadores poderão acessar esses recursos a partir de março. Fique atento ao cronograma divulgado pela Caixa e aproveite o passo a passo para consultar seu direito ao benefício.

MPF apura se a Unir e Ifro cumpriram lei das cotas raciais em seleção de professores

O Ministério Público Federal (MPF) apura se a Universidade Federal de Rondônia (Unir) e o Instituto Federal de Rondônia (Ifro) cumpriram os percentuais de vagas destinados a candidatos negros e pardos nas seleções para docentes. Para compartilhar informações sobre o assunto, o órgão reuniu-se com representantes do Educafro e do Grupo de Pesquisa Observatório das Políticas Afirmativas Raciais (Opará), da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), com a finalidade de colaboração. As duas instituições realizam levantamentos e estudos sobre o cumprimento da lei das cotas nas seleções de professores de universidades e institutos federais em todo o país.

Durante a reunião, o Opará explicou ao MPF que a Unir não informou quantas das 252 vagas totais de docentes foram preenchidas por negros a partir da aplicação da lei das cotas. A Universidade informou que aplica o fracionamento das vagas por área (especialidade) e o sorteio das áreas destinadas às cotas. Segundo o Opará, isso significa que, na prática, somente áreas com mais de três vagas têm reserva para candidatos negros e que as áreas sorteadas podem ter ou não candidatos negros. Educafro e Opará relataram que esses métodos têm se mostrado uma burla à lei das cotas.

As instituições apontaram uma solução: o percentual de 20% das vagas reservadas a negros deveria ser baseado na quantidade total de vagas ofertadas por edital, independentemente da área, e a ordem de nomeação deveria seguir a ordem dos cotistas aprovados. Ou seja, as vagas reservadas deveriam ir para os cargos que tenham cotistas aprovados, conforme a ordem classificatória, e não por sorteio.

O Opará disponibilizou-se a enviar ao MPF os levantamentos de seu relatório relativo à Unir e acrescentar os estudos sobre os editais de 2023 e 2024. Sobre o Ifro, o Opará encaminhará as informações coletadas junto ao Instituto. Além disso, encaminhará o manual elaborado pelo próprio grupo de pesquisa para aplicação da lei das cotas e reparação de vagas negligenciadas. Os documentos irão compor o procedimento administrativo aberto pelo MPF para apurar o assunto em Rondônia.

Participaram da reunião o procurador da República Thiago Fernandes de Figueiredo Carvalho, o diretor executivo e o diretor da Educafro – Frei David Santos e Daniel Martins, a coordenadora e o pesquisador do Opará – Ana Luisa Araújo de Oliveira e Edmilson Santos dos Santos.

Inspiração – Com base em um relatório do Opará, o Educafro identificou que 41 vagas deixaram de ser destinadas a candidatos pretos e pardos em concursos para professores da Universidade Federal de Sergipe, entre 2014 e 2019. O MPF foi comunicado sobre as falhas na aplicação das cotas raciais e ajuizou uma ação civil pública.

O resultado foi um acordo judicial, no qual a Universidade se comprometeu a devolver integralmente as vagas, estabelecendo o percentual de 40% das vagas a candidatos negros nos concursos futuros até chegar ao quantitativo correto. A atuação conjunta do MPF, da Educafro e do Opará, em Sergipe, tornou-se referência e inspiração para as unidades do órgão.

Acusado de matar amiga da ex é executado junto com mulher em Rondônia

Na tarde desta terça-feira (25), um casal foi brutalmente assassinado na Estrada da Coca-Cola, zona sul de Porto Velho (RO). Elisângela Aquila Linhares, 47 anos, e Bertodo Dinailde da Silva Ferreira, 42 anos, estavam em um carro modelo Ônix quando foram surpreendidos por dois homens em uma motocicleta, que efetuaram vários disparos e fugiram.

A Polícia Militar e o Samu foram acionados, mas as vítimas já estavam sem vida. A área foi isolada para perícia, e os corpos encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML).

Bertodo estava foragido desde novembro de 2024, acusado de um homicídio e uma tentativa de assassinato.

Estudante de 12 anos vítima de choque elétrico é sepultada em Cerejeiras

Mídia Rondônia – A estudante Ester Dalla Libera Lohmann, de 12 anos, foi sepultada na tarde desta terça-feira (25) em Cerejeiras, sob forte comoção. Ester faleceu na segunda-feira (24), no Hospital Municipal São Lucas, após sofrer um choque elétrico.

A tragédia abalou a cidade, e a escola onde a jovem estudava suspendeu as aulas em sinal de luto. Amigos, familiares e moradores compareceram ao velório para prestar as últimas homenagens. O caso gerou grande repercussão e entristeceu a comunidade local.

A Polícia Militar foi acionada ao Hospital Municipal São Lucas, onde a menina havia sido levada após o choque elétrico. De acordo com a médica que a atendeu, Ester chegou ao pronto-socorro com sinais vitais, mas inconsciente. Apesar dos esforços da equipe médica, ela não resistiu.

Segundo relato, Ester estava saindo de casa quando pediu ajuda. Ao sair do quarto, sua mãe encontrou a filha caída sobre o portão de acesso à varanda.

A cerca elétrica improvisada havia sido instalada para conter os cachorros e estava ligada diretamente na tomada por meio de dois fios. A estrutura estava no local há vários dias. A garota possivelmente tentou passar por cima do portão em uma área mais baixa e acabou sofrendo a descarga fatal.

Diante da tragédia, a Escola Estadual de Ensino Fundamental Castro Alves, onde Ester estudava no 8º ano B, decretou luto e emitiu uma nota de pesar. As aulas foram suspensas nesta terça-feira (25), e a comunidade escolar está consternada com a perda irreparável da jovem estudante.