Agência Brasil – Um banco de dados nacional com cidadãos excluídos pela Justiça ou proibidos pela legislação de apostar em bets deverá estar pronto até o segundo semestre, anunciou nesta segunda-feira (10) o secretário de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, Regis Dudena. A proposta é o item prioritário da agenda regulatória da secretaria para 2025 e 2026.
O cadastro entrará em consulta pública de abril a junho. Segundo Dudena, o Ministério da Fazenda está preparando o sistema informático. O banco de dados pretende centralizar a lista de todas as pessoas que, por algum motivo, tenham sido proibidas de apostar on-line e repassar os dados às empresas.
“No segundo trimestre, a gente pretende colocar esse modelo em consulta pública e, a partir das respostas e dos feedbacks que tivermos, possamos implementar. A ideia, então, é que já no segundo semestre isso seja implementado, a depender das soluções”, disse o secretário em entrevista coletiva para apresentar a agenda do órgão até o fim do próximo ano.
Pela legislação, técnicos de futebol, jogadores, árbitros, menores de 18 anos e membros de órgãos de regulação são proibidos de apostar. Além dessas informações, o cadastro incluirá quem for proibido por decisão judicial.
Na noite de domingo (9), a Delegacia de Nova Mutum em conjunto com o 9º Batalhão de Polícia Militar, prendeu em flagrante um homem suspeito de duplo homicídio, ocorrido no distrito de União Bandeirantes, em Porto Velho, horas antes.
As vítimas são Joabi Lourenço Soares, 17 anos, e o pai Joaquim Martins Soares, 59 anos, mortos a tiros na linha 102.
O crime foi comunicado por um parente e a equipe policial iniciou o deslocamento até o local. Ao chegar, a equipe policial constatou que o investigado já havia fugido. No entanto, com o auxílio mútuo das forças de segurança, ele foi capturado está à disposição da justiça.
Mídia Rondônia – O governador de Rondônia, Coronel Marcos Rocha, exonerou Júnior Gonçalves do cargo de Chefe da Casa Civil. A decisão, que já vinha sendo especulada nos bastidores políticos, marca uma mudança significativa na estrutura do governo estadual.
Nos últimos dias, Gonçalves enfrentou pressões e críticas internas, o que colocou em xeque sua permanência no cargo. O silêncio do governador sobre o assunto alimentou ainda mais as especulações sobre sua exoneração, que agora se confirma oficialmente.
Desde 2019 à frente da Casa Civil, Júnior Gonçalves foi um dos principais articuladores políticos da atual gestão. Sua saída ocorre em um momento estratégico, com a proximidade das eleições de 2026, em que Marcos Rocha pretende disputar uma vaga no Senado. A decisão pode indicar uma reconfiguração de alianças e estratégias políticas para o próximo pleito.
Ainda não há informações sobre quem assumirá o comando da Casa Civil. O governo deve anunciar nos próximos dias o nome do substituto e possíveis ajustes na administração estadual.
Mídia Rondônia – Vilhena registrou, na noite deste domingo (9), o oitavo homicídio do ano. Cleiton Dias Saquete foi executado a tiros na avenida Perimetral, no bairro Maria Moura.
De acordo com informações preliminares, Cleiton foi abordado por dois homens em uma motocicleta quando saía de um mercado. Os suspeitos o chamaram para conversar e, durante a abordagem, o carona sacou uma arma e efetuou cinco disparos contra ele. A vítima foi atingida por pelo menos três tiros, mas ainda conseguiu correr cerca de 40 metros antes de cair na calçada de uma barbearia e de uma casa de rações, onde morreu.
O crime pode estar relacionado a uma negociação recente feita por Cleiton. Ele teria trocado um veículo VW Gol por uma motocicleta, mas o carro estaria com o motor fundido. Os envolvidos na transação tentavam desfazer o acordo, porém Cleiton resistia a reverter a troca.
Os suspeitos, ainda não identificados, teriam insistido para que Cleiton desfizesse o negócio momentos antes de matá-lo a tiros. A Polícia Militar foi acionada e isolou a cena do crime. A perícia técnica também esteve no local para coletar evidências que possam levar aos autores da execução.
Um passageiro causou tumulto no Aeroporto de Pelotas, na Região Sul do Rio Grande do Sul, ao perder um voo com destino a Florianópolis, em Santa Catarina. Segundo informações divulgadas pelo g1 RS, o caso ocorreu no domingo (9) e envolveu agressão a um funcionário do terminal, além de atos de vandalismo. O homem, que estava acompanhado da esposa e dos filhos, fugiu do local após o episódio.
De acordo com a assessoria de comunicação do aeroporto, o passageiro chegou ao terminal após o horário limite de embarque e, ao ser impedido de acessar a aeronave da Voepass Linhas Aéreas, reagiu com violência. Testemunhas relatam que ele desferiu um soco contra um dos funcionários, invadiu a sala da equipe através da área de balanças e quebrou janelas, além da porta de acesso ao terminal.
A vítima da agressão recebeu atendimento médico e precisou levar pontos, mas seu estado de saúde é estável. Ele permanece afastado por atestado médico.
A Voepass Linhas Aéreas, em nota, manifestou solidariedade ao funcionário agredido e afirmou que “se solidariza com o colaborador da Voepass, e já se colocou à disposição para apoiá-lo no que for necessário, repudiando qualquer tipo de ação violenta, especialmente em situações nas quais os protocolos de segurança estão sendo aplicados”.
Mídia Rondônia – Na noite deste domingo (9), um homem identificado como Cleiton Dias Saquete, de 40 anos, foi executado a tiros em Vilhena após uma discussão envolvendo a negociação de veículos. O crime, registrado por câmeras, chocou a população pela frieza do atirador.
Segundo informações preliminares, o desentendimento começou porque Cleiton teria trocado um carro com motor fundido por uma motocicleta. O agressor, identificado apenas como Silvano, não aceitou o negócio e exigiu que fosse desfeito, levando à discussão que culminou no assassinato.
Imagens que circulam na internet mostram Cleiton já caído no chão, aparentemente ferido, enquanto o atirador dispara contra ele sem hesitação. Durante a confusão, um amigo da vítima tentou reagir e atingiu Silvano na cabeça com um objeto antes de sua fuga.
A Polícia Civil investiga o caso e busca capturar o autor do crime.
Afinal, o celular é um vilão ou uma ferramenta que auxilia na aprendizagem? A Lei nº 15.100/2025, que restringe o uso de aparelhos eletrônicos nas escolas, já está em vigor. Ontem, a Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEE-DF) divulgou as novas regras quanto ao uso de aparelhos eletrônicos pelos estudantes nas instituições educacionais públicas da educação básica do DF. O documento busca atender às orientações e exigências previstas na legislação.
A partir de agora, fica proibido o uso dos aparelhos portáteis durante as aulas, em sala ou em qualquer espaço pedagógico da unidade escolar, no decorrer das atividades conduzidas por profissionais da educação ou em trabalhos individuais e em grupo e nos intervalos entre as aulas aulas, incluindo o recreio. Caso haja o descumprimento das regras, os profissionais da educação deverão acionar a equipe gestora da unidade escolar, que poderá adotar medidas educativas e disciplinares de caráter educativo, previstas no regimento escolar.
Para Denise Canal, diretora do Colégio Católica Brasília e mestre em educação e saúde, especialista na dependência tecnológica causada por dispositivos eletrônicos em crianças e adolescentes, a medida é extremamente positiva. “Há 20 anos luto pela restrição do uso excessivo de recursos eletrônicos por crianças e adolescentes. Acredito que essa medida poderia ter sido implementada antes, visando proteger as gerações passadas. No entanto, ainda que tarde, é melhor do que nunca. Nos próximos meses veremos essa nova geração de crianças e adolescentes se tornando infinitamente mais saudáveis”, disse.
A diretora classificou a norma como histórica. “Na pandemia, os estímulos foram intensos e as respostas frente a eles, também. O celular passou a fazer parte da vida como uma extensão do corpo. Pais desconheciam os riscos da exposição excessiva. Quem imaginaria que o perigo caberia na palma da mão, se usado sem limites. Este é um momento único a ser registrado na história. Vem aí uma geração que será resgatada dos estímulos dopamínicos tecnológicos diários.”
Opiniões divididas
Para o operador de cremalheira Ivaldo Leandro de Lima, 46 anos, pai do pequeno Itálo de Lima, 6, a decisão do governo federal foi um acerto. Na segunda-feira, o menino, que mora com a família em Arapoanga, iniciará a vida escolar, e a proibição do uso de eletrônicos tem deixado o pai mais seguro. “É muito importante porque além de ter o risco de a criança perder o celular ou ser assaltada, o aparelho tira a atenção. Ele ainda não usa o celular e não queremos que use antes dos 10 anos. Gostamos da lei”, avaliou.
Tatiana Portela, pedagoga e mestre em psicologia, com experiência em inovação, tecnologias educacionais e neuroaprendizagem, analisa que a lei demonstra duas preocupações essenciais: saúde mental e aprendizagem. De acordo com ela, as motivações estão evidenciadas na permissão com fins pedagógicos ou didáticos, para acessibilidade e inclusão. “A intencionalidade da lei também é reforçada e ampliada no guia lançado pelo Ministério da Educação, abordando a conscientização para o uso de celulares. O guia, além de orientar as escolas e fundamentar a opção pela restrição, também provoca a necessária discussão e atuação das escolas em relação à educação midiática e à cidadania digital.”
Enquanto a nova regra conforta alguns responsáveis, outros posicionam-se contra a medida. A atendente Mikaely Oliveira, 27, moradora do Entorno do DF, na Cidade Ocidental (GO), é mãe de Lorena Oliveira, 5, e avalia que a restrição pode prejudicar a comunicação com a criança. “Eu sou contra, porque muitas vezes a mãe deixa a criança na escola e precisa que ela esteja com o celular para poder se comunicar, não no horário de aula, mas no intervalo. Acho que no momento do intervalo devia ser liberado”, defendeu.
Mikaely Oliveira, mãe de Lorena Oliveira, avalia que a restrição pode prejudicar a comunicação com a criança(foto: Giovanna Sfalsin CB DA Press)
A vendedora Rafaela Menezes, 33, moradora de São Sebastião, também posicionou-se contra a medida. “Entendo que o celular atrapalha as aulas, mas ele ajuda as crianças quando estão passando mal, por exemplo, ou a gravarem e deixarem registrado se, de repente, acontecer alguma coisa, então, penso que a lei atrapalha também, não é somente positiva”, declarou. O filho, Rafael Menezes, 8, ao contrário da mãe, disse ter gostado da decisão. “Eu prefiro ler pelo livro do que olhando no celular”, disse.
Moradora da Ponte Alta Norte, a autônoma Aldene Patrícia da Silva, 56, avó de Emily Luiza da Silva, 10, achou a decisão excelente. “Escola tem que ser para ensinar a ler e a escrever, e não a usar celular. Isso eles já aprendem em casa. O celular tira a tenção e incentiva coisas que não há necessidade, são muitos aplicativos, redes sociais, não concordo.” A menina já tem um celular, mas contou à reportagem que não costuma levá-lo à escola, além de ser supervisionada pelos pais e pela avó. Presente, Domingos Pereira da Silva, 55, concordou com o posicionamento da esposa.
Computação desplugada
O pedagogo Welton Dias de Lima, professor nos cursos de pedagogia e engenharia de software no Centro Universitário Uniceplac, estuda computação desplugada — abordagem de ensino de computação que não utiliza equipamentos eletrônicos — e explicou que essa é uma forma positiva de ensinar os alunos a desenvolverem o pensamento computacional e crítico sem depender de telas, equilibrando o aprendizado digital com experiências concretas e interativas, evidenciando que dá para explorar a área ainda que sem os dispositivos eletrônicos.
“O principal benefício da medida é evitar o uso indiscriminado dos dispositivos, que pode comprometer a concentração dos estudantes e prejudicar o aprendizado. Além disso, ao proibir o uso durante o recreio, a norma estimula a interação social e reduz o isolamento causado pelo excesso de telas. Entretanto, a tecnologia não deve ser tratada como vilã. O uso pedagógico precisa ser incentivado de forma estruturada. Para isso, é necessário que os professores recebam formação adequada, garantindo que saibam mediar e direcionar o uso das telas de forma produtiva”, apontou.
O especialista afirmou que a regulamentação, por si só, não resolve o problema. De acordo com ele, a escola precisa investir em metodologias ativas, como computação desplugada e pensamento computacional, para garantir que os alunos desenvolvam habilidades digitais sem depender de forma exclusiva dos dispositivos móveis”, ensinou.
Além das regras, o documento publicado pela SES-DF reforça que as unidades escolares devem promover a conscientização sobre o uso responsável e seguro de tecnologias digitais, a partir de palestras, oficinas, campanhas temáticas e atividades formativas envolvendo os responsáveis, professores, estudantes e demais membros da comunidade escolar.
Legislação própria
O Distrito Federal tem, desde 2008, uma lei distrital que proíbe o uso de celulares e aparelhos eletrônicos em escolas públicas e privadas da Educação Básica. A norma, contudo, não restringe o uso dos aparelhos nos intervalos ou recreio.
Normas da SEEDF
Quando o uso fica proibido?
– Durante as aulas, em sala ou em qualquer espaço pedagógico da unidade escolar;
– Fora da sala de aula, durante atividades pedagógicas conduzidas por profissionais de educação e/ou realização de trabalhos individuais ou em grupo, na unidade escolar;
– Durante os intervalos entre as aulas, incluindo o recreio.
Fica permitido, excepcionalmente, o uso nas seguintes situações:
– Quando houver autorização expressa do professor regente para fins estritamente pedagógicos ou didáticos, tais como: pesquisas, leituras, atividades avaliativas supervisionadas, acesso ao material em plataformas de ensino, ferramentas educacionais específicas ou qualquer outro conteúdo ou serviço educacional;
– Para os estudantes com deficiência ou com condições de saúde que necessitam desses dispositivos para monitoramento ou auxílio de sua necessidade, e como recurso de adequação e acessibilidade pedagógica, visando garantir a inclusão e a aprendizagem:
– Quando houver autorização expressa da equipe gestora da unidade escolar por motivos de força maior, situações de estado de perigo ou estado de necessidade.
Por que a Lei que restringe o uso de celulares nas escolas é necessária?
A promulgação da Lei nº 15.100/2025, que restringe o uso de celulares nas escolas brasileiras, representa uma medida essencial para aprimorar o ambiente educacional e o desenvolvimento integral dos estudantes. Esta legislação, sancionada em 13 de janeiro de2025 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, proíbe o uso de aparelhos eletrônicos portáteis pessoais durante aulas, recreios e intervalos em todas as etapas da educação básica, permitindo exceções apenas para fins pedagógicos ou em casos de necessidade, perigo ou força maior.
A presença constante de celulares em sala de aula tem sido identificada como uma fonte significativa de distração. Notificações de redes sociais, jogos e mensagens instantâneas competem pela atenção dos alunos, comprometendo a concentração e a assimilação dos conteúdos ministrados. Ao restringir o uso desses dispositivos, a lei busca criar um ambiente mais propício ao aprendizado, onde os estudantes possam se dedicar integralmente às atividades acadêmicas sem interrupções tecnológicas.
Estudos indicam que o uso excessivo de celulares está associado a problemas como ansiedade, estresse e distúrbios do sono entre jovens. A constante exposição a plataformas digitais pode levar a comparações sociais prejudiciais e ao fenômeno do “medo de ficar de fora”(FOMO), afetando negativamente a saúde mental dos alunos. A restrição do uso de celulares no ambiente escolar visa mitigar os efeitos, incentivando interações presenciais mais saudáveis e promovendo o bem-estar emocional dos estudantes.
A interação face a face é fundamental para o desenvolvimento de competências sociais, como empatia, comunicação eficaz e resolução de conflitos. O uso indiscriminado de celulares pode reduzir essas interações, levando ao isolamento social. Ao limitar o uso de dispositivos móveis, a lei estimula os alunos a participarem de atividades coletivas, debates e discussões em grupo, enriquecendo sua experiência escolar e preparando-os para a convivência em sociedade.
O ambiente digital pode ser palco de comportamentos nocivos, como o cyberbullying, que afeta a integridade psicológica de muitos estudantes. Ao restringir o uso de celulares nas escolas, reduz-se a possibilidade de ocorrências de assédio virtual durante o período escolar, contribuindo para um ambiente mais seguro e acolhedor para todos.
Diversos países têm adotado medidas semelhantes visando aprimorar o ambiente educacional. Na França, por exemplo, desde 2018, o uso de celulares é proibido em escolas para alunos até 15 anos, com o objetivo de reduzir distrações e melhorar a concentração. A implementação dessa política resultou em um ambiente escolar mais disciplinado e focado no aprendizado.
Embora a lei represente um avanço significativo, sua implementação requer a colaboração de educadores, pais e alunos. É fundamental que as escolas desenvolvam políticas claras sobre o uso de tecnologia, promovam a educação digital responsável e ofereçam alternativas pedagógicas que integrem recursos tecnológicos de forma equilibrada. A restrição do uso de celulares não deve ser vista como uma oposição à tecnologia, mas como uma medida para garantir que seu uso no ambiente escolar seja consciente e direcionado ao enriquecimento do processo educacional.
Em suma, a Lei nº 15.100/2025 é necessária para assegurar um ambiente escolar que priorize o aprendizado, o desenvolvimento saudável e a segurança dos estudantes, preparando-os para os desafios da sociedade contemporânea.
Com retorno das aulas em escolas de boa parte do país, a saúde ocular dos alunos entra em foco no começo do ano. Dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) revelam que cerca de 20% das crianças em idade escolar apresentam problemas de visão. Dentre as alterações visuais mais comuns nessa faixa etária estão miopia, hipermetropia e astigmatismo.
Em entrevista à Agência Brasil, o oftalmologista Álvaro Dantas alerta que problemas no aprendizado ou desinteresse em determinadas atividades escolares podem ser sinais de complicações oculares.
“Alterações visuais são bastante comuns na infância e podem impactar diretamente no aprendizado. Se a criança enxerga mal, ela absorve mal o conhecimento que é passado e isso pode trazer repercussões importantes.”
Segundo Dantas, o estrabismo, popularmente conhecido como olho desviado, também figura como um quadro comum na infância e mais fácil de perceber. “É um sinal de alerta muito importante porque pode haver um problema sério em um dos olhos que precisa de tratamento imediato para evitar outra doença que estamos sempre muito atentos: a ambliopia ou olho preguiçoso.”
“Se a criança tem uma deficiência em um dos olhos e isso não é detectado a tempo, a falta de tratamento faz com que aquele olho não desenvolva sua capacidade visual e isso só tem solução até os 8 anos de idade. Se não for feito nessa época, essa criança pode se tornar um adulto com uma deficiência eterna em um dos olhos. Por causa de diagnóstico e tratamento a tempo.”
O oftalmologista destaca que a visão desempenha papel fundamental no processo de aprendizagem e que, quando a criança tem dificuldade para enxergar, pode perder informações importantes em sala de aula, ficar desmotivada ou mesmo apresentar falta de concentração. “Isso pode levar a uma queda no rendimento escolar e, em alguns casos, ser confundido com alguns transtornos de aprendizado ou déficit de atenção”.
“Essas crianças também podem ficar estigmatizadas e podem ser vítimas de bullying. É algo que pode acontecer. Tudo isso provocado por uma deficiência visual. O estrabismo e a ambliopia podem afetar a coordenação visual e ela pode ter muita dificuldade nas práticas esportivas. Por isso, identificar e tratar precocemente esses problemas é essencial para garantir um aprendizado pleno e sem dificuldades desnecessárias.”
O médico lembra que, muitas vezes, a própria criança não é capaz de perceber que tem um problema de visão, já que nunca enxergou as coisas de outra forma. “Para ela, aquela percepção visual é o normal”.
Por esse motivo, ele considera fundamental que pais e professores fiquem atentos aos seguintes sinais:
– se aproximar muito de livros, cadernos e telas;
– dificuldade para enxergar o quadro ou copiar conteúdos corretamente;
– se queixar frequentemente de dor de cabeça ou cansaço ocular;
– lacrimejamento excessivo ou sensibilidade à luz;
– desinteresse por atividades que exigem esforço visual, como leitura e desenho;
– e tendência a piscar excessivamente ou esfregar os olhos com frequência.
Ao notar qualquer um desses sinais, a orientação é levar a criança o quanto antes ao oftalmologista para uma avaliação. O ideal, segundo o médico, é que toda criança passe por um exame oftalmológico completo ainda no primeiro ano de vida, quando é possível diagnosticar problemas congênitos, como catarata, glaucoma e até mesmo o retinoblastoma, câncer que atinge a região dos olhos.
“O diagnóstico tardio pode levar à perda de um olho e, até mesmo, à morte. É um tipo de câncer que, dependendo da fase diagnóstica, pode ter alta letalidade. A partir da idade escolar, o recomendado é manter o acompanhamento anual ou conforme a orientação do oftalmologista, especialmente se houver qualquer histórico de problemas de visão na família.”
Na adolescência, segundo Dantas, a rotina de consultas anuais podem ser mantida, mas há também a possibilidade de consultas a cada dois anos, a depender da saúde ocular do jovem. “Em casos de miopia progressiva que, hoje em dia, está cada vez mais comum – a gente vive uma epidemia de miopia –, esse acompanhamento pode ser mais precoce para evitar vários problemas futuros”.
“A miopia, sem dúvida alguma, é um dos problemas que a gente mais tem preocupação porque tem solução e tem tratamento eficiente. Só se consegue um diagnóstico preciso indo ao oftalmologista. A miopia progressiva pode ser controlada com medidas adequadas pra evitar o aumento exagerado do grau. Hoje, temos várias orientações, óculos especiais e alguns colírios que podem interferir na evolução da miopia”, explicou.
“Crianças que enxergam bem têm melhor desenvolvimento acadêmico e social. Isso evita frustrações e dificuldades no aprendizado. Por isso, o acompanhamento oftalmológico regular é um investimento na saúde e no futuro nas crianças. É graças a um bom atendimento nessa fase da vida que a gente vai ter adultos enxergando bem e sem graves problemas.”
Mídia Rondônia – A semana começa com com pancadas de chuva e trovoadas em Rondônia. Um sistema de baixa pressão atmosférica sobre o sul da Amazônia mantém as condições para chuvas intensas em Rondônia nesta segunda-feira, 10 de fevereiro. De acordo com a previsão meteorológica, o sul do estado deve registrar céu nublado com pancadas de chuva e trovoadas entre a tarde e a noite. Já na capital, Porto Velho, e nas demais regiões, o céu ficará nublado a encoberto, com possibilidade de chuva a qualquer momento ao longo do dia.Há alerta para a ocorrência de temporais, que podem acumular grandes volumes de chuva em todo o território rondoniense. As condições climáticas exigem atenção da população, especialmente em áreas propensas a alagamentos ou deslizamento
Três pessoas foram encontradas mortas na manhã deste domingo (9) em Presidente Médici (RO). Mãe e filha, feridas dentro da própria casa, e um homem encontrado dentro de um bueiro em frente ao local do crime.
A Polícia Militar (PM) foi acionada após uma denúncia de que havia um corpo dentro de um bueiro, com cortes na cabeça. No local, testemunhas relataram que, em uma residência próxima ao bueiro, também haviam mais duas vítimas com os mesmo ferimentos, mãe e filha.
Na casa em que as duas foram encontradas, um homem foi localizado, porém vivo. Ele é portador de deficiência mental e, devido à sua condição, não conseguiu prestar informações sobre os fatos. Durante a madrugada de domingo, testemunhas contaram que ouviram gritos e intensas movimentações dentro da residência.
A perícia esteve no local e confirmou as mortes. Nenhuma arma que posse ter sido usada no crime foi encontrada. Após os trabalhos policiais, os corpos foram liberados para a funerária e a Polícia Civil segue investigando o caso. (G1)