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3 maio 2026
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Presidente do União Brasil é ligado à máfia dos combustíveis

Antônio Rueda, presidente nacional do União Brasil, aparece no centro de uma nova apuração sobre o chamado “corredor do Amapá”: esquema que permitiu a importação de combustíveis com benefícios fiscais e é alvo de suspeitas de favorecimento político, fraude tributária e pagamento de propina.

Uma reportagem da Revista Piauí revelou que, entre outubro de 2023 e maio de 2024, período em que Rueda consolidava sua ascensão ao comando do partido, ele trocou mensagens de WhatsApp com os empresários Roberto Augusto Leme da Silva, o Beto Louco, e Mohamad Hussein Ali Mourad, o Primo, ambos foragidos e investigados em operações sobre a máfia dos combustíveis.

Segundo a apuração, os diálogos tratavam de pagamentos, partilha de dinheiro e controle de saldo, em uma dinâmica que, de acordo com investigadores, lembra contabilidades paralelas.

Apenas entre outubro e dezembro de 2023, as mensagens indicariam movimentação de R$ 5 milhões. O material foi apresentado à Procuradoria-Geral da República e à Polícia Federal pela defesa dos dois empresários, que tentam negociar acordos de colaboração premiada para reverter ordens de prisão.

A suspeita gira em torno do uso do “corredor do Amapá”, mecanismo que permitiu a importação de centenas de milhões de litros de combustível com adiamento de ICMS por 60 dias.

Na prática, cargas eram desembaraçadas com autorização do Amapá, mas seguiam direto para outros estados, principalmente São Paulo, sem que o imposto fosse devidamente recolhido no destino. Fontes ouvidas pela Piauí afirmam que o pagamento da propina, chamada entre os envolvidos de “muçarela”, variava de 5 a 10 centavos por litro.

Mohamad Hussein Mourad, apelidado de Primo, e Roberto Augusto Leme da Silva, o Beto Louco. Foto: reprodução

Esse modelo teria beneficiado empresas como a Copape, ligada a Beto Louco e Mohamad, e a antiga Refinaria de Manguinhos, atual Refit, do empresário Ricardo Magro. Só as operações da Ice Química e da Amapetro, empresas vinculadas aos dois investigados, somaram cerca de 1 bilhão de litros importados. No cálculo mínimo apontado pela Piauí, isso poderia ter rendido R$ 50 milhões em “muçarela”.

As mensagens também citam planilhas sobre importações realizadas por empresas de fachada montadas no Amapá para aproveitar incentivos fiscais. Para investigadores, chama atenção o fato de um dirigente partidário sem atuação no setor de combustíveis tratar do assunto com tamanho detalhamento.

O caso ganha dimensão política porque o Amapá é governado por Clécio Luís, aliado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e todos os personagens centrais da trama pertencem hoje ao União Brasil. Em outra frente, a piauí já havia revelado troca de mensagens entre Beto Louco e Alcolumbre sobre um pagamento de R$ 2,5 milhões ligado ao show de Roberto Carlos no Réveillon de Macapá.

Até aqui, tanto a PGR quanto a PF descartaram acordo com os empresários. Antônio Rueda negou os crimes e, em nota, afirmou que “desconhece as mensagens citadas e jamais tratou de planilhas, valores ou pagamentos com quaisquer dos envolvidos”.

A defesa do chefe partidário disse ainda que “Rueda nunca recebeu valores vinculados a operações de importação de combustíveis e jamais participou de qualquer articulação administrativa ou política relacionada à concessão, renovação ou prorrogação de benefícios fiscais às empresas citadas”. (DCM)

Neta pode ter matado avô após bloqueio de herança

A adolescente suspeita de matar o avô, José dos Santos, e tentar matar a avó, Maria Aparecida, em Ariquemes (RO), pode ter cometido o crime após um conflito familiar envolvendo herança e transferências irregulares de dinheiro. A informação foi relatada pela filha das vítimas.

Segundo Rosângela Lucas, filha do casal, a jovem teria desviado cerca de R$ 350 mil da própria herança para a conta do namorado. O dinheiro foi herdado da mãe da adolescente e estava sob a tutela do avô até que ela completasse 18 anos.

Ao descobrir o desvio, José dos Santos registrou um boletim de ocorrência e solicitou à Justiça o bloqueio dos valores, com o objetivo de preservar o patrimônio da neta. Ainda de acordo com Rosângela, ao saber da decisão judicial, a adolescente teria ficado revoltada por não poder mais movimentar o dinheiro.

“Ela desviou esse dinheiro sem ir ao banco resolver com gerente. Conseguiu transferir tudo por meio de PIX. Metade desse dinheiro está na conta do namorado dela. Ela ficou com muita raiva porque não podia mais mexer no dinheiro”, relatou.

Rosângela também contou que, mesmo sem ter escolaridade, o idoso ajudava a neta com questões jurídicas e na organização de documentos para garantir que ela recebesse corretamente a herança deixada pela mãe.

“Uma pessoa da família fazer isso com o próprio avô, que sempre deu carinho, atenção, levava para passear e fazia tudo por ela… Chegar ao ponto de tirar a vida do meu pai é algo que não dá para entender”, desabafou.

José dos Santos e Maria Aparecida — Foto: Reprodução/acervo pessoal

Ataque dentro de casa

O crime ocorreu na noite de 24 de fevereiro, em uma propriedade rural de Ariquemes. Segundo a Polícia Militar, a adolescente teria pedido que os avós se sentassem no sofá para conversar e, em seguida, efetuou disparos contra os dois.

José dos Santos foi atingido pelas costas e morreu no local. Já Maria Aparecida foi baleada na boca e no peito. Para sobreviver, a idosa fingiu estar morta, o que fez a suspeita interromper os disparos.

Após o ataque, a adolescente fugiu em uma caminhonete vermelha. A Polícia Civil também investiga se o namorado da jovem teria participação no crime.

Pedido de ajuda

Mesmo ferida, Maria Aparecida, de 70 anos, conseguiu enviar um áudio à família pedindo socorro e solicitando que chamassem a polícia.

A idosa foi socorrida e segue internada no Hospital Regional de Ariquemes. Segundo familiares, ela já deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas continua hospitalizada e se recupera de várias cirurgias. Ainda não há previsão de alta médica.

Adolescente segue internada

O Ministério Público de Rondônia (MPRO) informou que a Justiça decidiu manter a internação provisória da adolescente enquanto o caso é analisado. A decisão foi tomada pela 2ª Vara Cível de Ariquemes após representação do MP.

As investigações continuam para esclarecer todos os detalhes do crime e possível participação de outras pessoas no caso. Com informações da Rede Amazônica.

Quinta-feira de chuvas e trovoada em RO

A previsão do tempo para a Região Norte do país, nesta quinta-feira (12), indica céu com muitas nuvens para toda a região e chuvas de diferentes intensidades para todos os estados ao longo do dia.

Pela manhã, a previsão é de muitas nuvens e pancadas de chuva isoladas para quase toda a região — à exceção de Roraima, onde deve chover com menor intensidade —, que devem amanhecer acompanhadas de trovoadas em todos os estados, exceto pelo extremo-norte do Amazonas e sul do Tocantins.

Durante a tarde, as pancadas de chuva com trovoadas se mantêm sobre as mesmas áreas, exceto por Tocantins, que deve ficar sob pancadas de chuva sem trovoadas.

À noite, as pancadas de chuva tomam toda a região, enquanto as trovoadas voltam a tomar o Tocantins e deixam o Acre, centro-oeste de Rondônia e centro-oeste do Amazonas.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta de perigo potencial de chuvas intensas para toda a região, além de alerta de perigo de chuvas intensas para o Acre, Rondônia, Amazonas, faixa central do Pará, centro-norte e extremo-sul do Amapá, extremo-norte do Tocantins e extremo-sul de Roraima.

Entre as capitais, a temperatura mínima prevista é de 23°C, em Belém e Rio Branco. Já a máxima pode chegar até 36°C, em Boa Vista. A umidade relativa do ar varia entre 40% e 100%.

Despedida de menino antes de morrer no Irã emociona o mundo

Uma foto de um menino que morreu durante um ataque a uma escola no Irã viralizou nas redes sociais nos últimos dias. A imagem mostra Mikaeil Mirdoraghi acenando para a mãe antes de ir para a aula. Segundo a imprensa iraniana, ele morreu no dia 28 de fevereiro, no primeiro dia da guerra.

O ataque atingiu uma escola em Minab, no sul do Irã, e matou 175 pessoas. A maioria das vítimas era de crianças, segundo o jornal The New York Times. O governo do Irã atribui o bombardeio aos Estados Unidos e a Israel.

Em entrevista ao jornal Hamshahri, controlado pela prefeitura de Teerã, a mãe do menino afirmou que o filho pediu para ser fotografado antes de sair de casa para ir à escola. O relato foi divulgado nesta terça-feira (10).

Ela também contou como foram as últimas horas de vida do filho. “Na noite anterior, ele disse: ‘Mãe, a comida que você fez tem gosto de paraíso’”, afirmou. Segundo ela, o filho também brincou de guerra com o irmão antes de dormir.

“À meia-noite, ele veio, colocou os travesseiros ao redor dele, sentou com o irmão e disse: ‘Vem, eu sou o Irã, irmão, você é os Estados Unidos.’”, relatou.

Durante a brincadeira, ainda segundo a mãe, o menino comemorou: “O Irã venceu. Eu era o Irã e venci”.

O nome de Mikaeil aparece em listas de vítimas divulgadas pela mídia iraniana, que trata as crianças mortas como “mártires”. Autoridades do país classificam o episódio como crime de guerra.

A foto do menino se despedindo da mãe passou a circular como símbolo do ataque, sendo compartilhada por perfis ligados ao governo iraniano e por usuários nas redes sociais.

O g1 submeteu a imagem a ferramentas de detecção de uso de inteligência artificial, que indicaram alta probabilidade de a foto ser autêntica.

Reportagem publicada pelo New York Times na segunda-feira (9) aponta que imagens divulgadas do ataque mostram um míssil dos Estados Unidos caindo próximo à escola de Minab.

O jornal informou ter reunido um conjunto de evidências — como imagens de satélite, relatos e outros vídeos verificados — que indicam que o prédio da escola foi atingido em um ataque de precisão.

  • Segundo o Times, o vídeo divulgado pela Mehr mostra um míssil americano atingindo o que seria uma clínica médica dentro da base naval.
  • Em seguida, aparecem colunas de poeira e fumaça se elevando na região da escola primária. Para o jornal, isso sugere que a escola foi atingida pouco antes da base naval.
  • Imagens de satélite indicam que outros pontos da instalação militar também foram atingidos.
  • Entre as partes envolvidas no conflito, apenas os EUA possuem mísseis Tomahawk.

 

Na semana passada, a agência Reuters revelou que uma investigação preliminar conduzida pelos militares americanos apontou que forças dos EUA provavelmente foram responsáveis pelo ataque que atingiu a escola.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o caso está sendo investigado. Antes, ele chegou a dizer que o próprio Irã poderia ter sido responsável pelo ataque.

Bispo renuncia acusado de gastar R$ 2,2 milhões em bordéis

O papa Leão XIV aceitou, na terça-feira (10), a renúncia do bispo Emanuel Hana Shaleta, de San Diego, na Califórnia. O clérigo é investigado pelo desvio de pelo menos US$ 427 mil (R$ 2,2 milhões) em fundos da Igreja Católica e por frequentar bordéis no México. “O Santo Padre aceitou a renúncia ao cuidado pastoral da eparquia”, confirmou o Vaticano em nota.

O bispo, de 69 anos, foi detido em flagrante no dia 6 de março no Aeroporto Internacional de San Diego ao tentar embarcar para a Alemanha portando dinheiro em espécie. Ele responde por 17 crimes, incluindo peculato e lavagem de dinheiro. O montante total desviado pode chegar a US$ 1 milhão (R$ 5,2 milhões), transferido de aluguéis de imóveis eclesiásticos para contas pessoais.

Investigadores apontam que Shaleta frequentou o Hong Kong Gentleman’s Club, em Tijuana, pelo menos 12 vezes, utilizando transportes exclusivos do estabelecimento para visitar a zona de prostituição mexicana. O esquema usava fundos de caridade para encobrir as transações ilícitas. (DCM)

Filho de Bolsonaro sugere ação dos EUA no Brasil

vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) publicou nas redes sociais, nesta quarta-feira (11), um texto em inglês em que relaciona o crime organizado brasileiro ao grupo libanês Hezbollah e sai em defesa da iniciativa do governo dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

A publicação ocorre no momento em que o governo de Donald Trump discute oficialmente a inclusão das duas facções brasileiras na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO), uma decisão que pode abrir caminho para sanções econômicas e até ações militares dos EUA no Brasil.

No texto, Carlos Bolsonaro afirma que “investigações de segurança e relatórios de inteligência apontam há anos para a presença de redes ligadas ao Hezbollah na região da Tríplice Fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina”. Segundo ele, essas redes estariam envolvidas em “contrabando, financiamento ilícito e lavagem de dinheiro” e teriam “interações com o crime organizado brasileiro, particularmente o Primeiro Comando da Capital”.

O vereador prossegue afirmando que, no Brasil, “o PCC e o Comando Vermelho controlam grande parte do tráfico de drogas e expandiram suas operações internacionalmente”, defendendo abertamente a iniciativa do governo norte-americano que pode abrir caminho para uma intervenção armada no Brasil.

Possibilidade de intervenção

O processo técnico para classificar PCC e CV como organizações terroristas já teria sido concluído no Departamento de Estado dos EUA. Restariam apenas etapas políticas e burocráticas para formalizar a decisão.

A designação tem consequências amplas. Além de sanções financeiras, como congelamento de ativos e exclusão do sistema bancário norte-americano, ela permite que os EUA  tratem estruturas dessas organizações como alvos “legítimos” de ações militares, inclusive fora de seu território.

A possibilidade preocupa autoridades brasileiras, que veem na medida uma ameaça à soberania nacional.  Especialistas alertam que esse enquadramento pode servir de justificativa jurídica para operações armadas sob o argumento de combate ao “narcoterrorismo”, algo que já foi sugerido em outros contextos pelo próprio governo norte-americano.

Bolsonarismo atua para pressionar Washington

A fala de Carlos Bolsonaro ocorre após meses de lobby internacional promovido por membros do clã Bolsonaro.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por exemplo, comemorou publicamente a possibilidade de Washington adotar a medida. Em publicação nas redes sociais, ele escreveu: “O governo dos Estados Unidos deve classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Isso permite bloquear dinheiro, perseguir financiadores e sufocar essas facções”.

Em outro episódio, o senador chegou a pedir ao secretário da Guerra do governo Trump que realizasse ataques contra embarcações supostamente ligadas ao tráfico na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro.

A articulação envolve também aliados ideológicos da família Bolsonaro nos EUA. O governo Trump nomeou recentemente o extremista Darren Beattie para atuar como assessor para políticas relacionadas ao Brasil, figura que já protagonizou incidentes diplomáticos ao atacar instituições brasileiras. Beattie, inclusive, recebeu autorização para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão no dia 18 de março.

Hezbollah no Brasil?

Na publicação, Carlos Bolsonaro também menciona o alinhamento entre o governo Trump e Israel, citando o país como referência de política externa e segurança.

Ao associar o PCC ao Hezbollah — organização considerada terrorista por Israel e pelos EUA — o vereador reforça uma narrativa que tem sido utilizada por setores da direita internacional para enquadrar o crime organizado brasileiro dentro da lógica da “guerra ao terror”.

Essa ligação, porém, nunca foi comprovada de forma conclusiva. Investigações iniciadas nos anos 2000 apontaram apenas suspeitas de possíveis conexões na região da tríplice fronteira, mas o elo entre o grupo libanês e facções brasileiras jamais foi estabelecido de forma clara.

Em 2023, uma operação da Polícia Federal (PF) contra suspeitos de planejar ataques no Brasil teve como base informações fornecidas pelo Mossad, a agência de inteligência israelense, e por autoridades dos EUA. O episódio ilustra como dados de inteligência estrangeira vêm sendo utilizados em investigações relacionadas ao tema no país.

Ao citar Israel e relatórios internacionais para sustentar a narrativa de conexão entre PCC e Hezbollah, Carlos Bolsonaro sugere, ainda que indiretamente, a participação de serviços de inteligência estrangeiros na construção do argumento que pode fundamentar a decisão norte-americana.

Governo Lula reage e fala em dissuasão militar

Diante do avanço da proposta em Washington, o governo brasileiro tem buscado reabrir canais diplomáticos para evitar a designação.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (9) que o país precisa reforçar sua capacidade de defesa diante de possíveis ameaças externas. Em declaração durante visita do presidente sul-africano Cyril Ramaphosa ao Brasil, Lula alertou para o risco de agressões estrangeiras.“Presidente Ramaphosa, uma coisa importante. Aqui, na América do Sul, nós nos colocamos como uma região de paz. Aqui ninguém tem bomba nuclear, aqui ninguém tem bomba atômica (…) Então nós pensamos em defesa como dissuasão, mas eu não sei se o companheiro Ramaphosa percebe que, se a gente não se preparar na questão de defesa, qualquer dia alguém invade a gente”, afirmou.

O presidente também defendeu que o Brasil invista na produção própria de armamentos em parceria com a África do Sul. “Não precisamos ficar comprando dos senhores das armas, nós poderemos produzir. O que precisa é nós nos convencermos que ninguém vai ajudar a gente, a não ser nós mesmos”, disse. (Revista Fórum)

Ramon Cujui é cotado para deputado federal

O nome de Ramon Cujui vem sendo cogitado nos bastidores políticos como possível pré-candidato a deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores (PT) em Rondônia nas eleições de 2026.

De acordo com informações extraoficiais, Cujui pode disputar o cargo pela segunda vez. Ele já concorreu ao mesmo posto em 2018, quando obteve uma votação considerada expressiva para o cenário político do estado.

Natural de Porto Velho, Ramon Cujui já presidiu o diretório municipal do PT na capital e atualmente ocupa o cargo de secretário de Movimentos Populares do diretório estadual da sigla. Nos últimos anos, ele tem se destacado por sua atuação junto a movimentos sociais e por defender pautas voltadas à classe trabalhadora.

Cujui também tem se posicionado com frequência em defesa das políticas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente nas áreas sociais.

Fontes internas do partido afirmam que a possível pré-candidatura faz parte de um projeto político apoiado por uma das principais tendências internas do PT, que busca fortalecer a presença da legenda em Rondônia e ampliar a representação de parlamentares alinhados ao governo federal.

Além de Ramon Cujui, outros nomes também são citados como possíveis pré-candidatos a deputado federal pelo partido, entre eles Anselmo de Jesus e a professora Márcia Regina, ambos de Ji-Paraná, além de Edson Silveira e Israel Trindade, da capital.

A definição oficial dos candidatos, no entanto, só deve ocorrer durante as convenções partidárias, que, conforme o calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), estão previstas para ocorrer entre os dias 20 de julho e 5 de agosto. Nesse período, os partidos formalizam os nomes que irão disputar cargos eletivos nas eleições de 2026.

Dupla é presa com 21 tabletes de skunk em RO

Equipes do Batalhão de Polícia de Choque (BPCHOQUE) prenderam dois homens na manhã desta terça-feira (10) durante patrulhamento na zona rural de Nova Mamoré. A ação faz parte da Operação Hiléia e resultou na apreensão de 21 tabletes de substância entorpecente aparentando ser maconha do tipo skunk.

A abordagem ocorreu por volta das 7h50 na Linha 08 do Ribeirão, nas proximidades do Assentamento Tiago Campin dos Santos. Segundo o registro policial, os suspeitos, identificados como Janio M. e Marcelo S., tentaram fugir ao avistar as guarnições, mas foram alcançados após acompanhamento tático.

Durante a abordagem, os policiais encontraram rádios comunicadores e aparelhos celulares com os suspeitos. Na inspeção das motocicletas utilizadas pela dupla, foram localizados sacos contendo os tabletes da droga — 11 com Janio e 10 com Marcelo.

Questionados, os detidos confessaram que o entorpecente havia saído do distrito de Araras e seria levado para Porto Velho, utilizando a rota que passa pelo distrito de União Bandeirantes.

Janio relatou aos policiais que receberia R$ 350 por cada quilo transportado, enquanto Marcelo afirmou ter sido convidado pelo comparsa para auxiliar na logística em troca de R$ 2 mil.

A região onde ocorreu a abordagem é monitorada pelas forças de segurança devido ao histórico de atuação da Liga dos Camponeses Pobres e a registros frequentes de confrontos armados e homicídios.

Após a prisão, os suspeitos foram encaminhados à Delegacia Regional de Guajará-Mirim para os procedimentos cabíveis. Além da droga, foram apreendidas duas motocicletas Honda Titan, rádios de comunicação e objetos pessoais.

Marcelo também informou às autoridades que faz uso de medicação controlada, material que foi entregue à autoridade policial.

Marido de PM morta diz que esposa “surtou”

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto quebrou o silêncio e se pronunciou sobre a morte de sua esposa, a soldado Gisele Alves Santana, encontrada morta com um tiro na cabeça no apartamento em que moravam, no bairro do Brás, em São Paulo. O oficial negou envolvimento no caso e reafirmou sua versão de que ela tirou a própria vida.

“Surtou, provavelmente. ninguém dá um tiro na cabeça se não estiver surtado”, disse em entrevista à TV Record. Neto alegou que, ao sair do banho, encontrou a esposa caída no chão e com sangramento na cabeça.

Embora tenha o conhecimento técnico necessário, adquirido na corporação, para prestar primeiros socorros, o tenente-coronel alegou que não conseguiu atender a esposa por não ter os equipamentos adequados.

Ele também negou ter alterado a cena do crime, afirmando que chamou a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros para o resgate. Durante a entrevista, Neto disse que passou mal após o incidente e teve a pressão arterial extremamente baixa, o que o levou a tomar remédios e até a ser alertado por um profissional de saúde sobre o risco de um AVC ou infarto.

O tenente-coronel ainda alegou que voltou ao banheiro após encontrar a esposa morta e passar mal. A ação que foi questionada por outros policiais presentes na cena e, na versão oficial do inquérito, os policiais indicaram que Neto deveria ir diretamente à delegacia.

Geraldo Leite Rosa Neto e Gisele Alves Santana. Foto: Reprodução

Outro ponto controverso foi a condição do banheiro no momento do atendimento. Enquanto o tenente-coronel afirmou que o local estava molhado, testemunhas relataram que o chão estava seco. Neto negou essa versão e manteve a afirmação de que deixou o chuveiro ligado.

O laudo médico indicou marcas de estrangulamento no pescoço da vítima, o que Neto atribuiu à filha de Gisele, de apenas 7 anos, durante uma caminhada em que ela teria ficado no colo da mãe.

Em relação à limpeza do apartamento, o tenente-coronel negou ter enviado três policiais militares para limpar o local. Segundo ele, as agentes foram enviadas pelo comandante dele após o imóvel ter sido liberado.

Uma testemunha, a inspetora do condomínio, afirmou que as policiais chegaram para realizar a limpeza no mesmo dia da morte e que Neto teria retornado ao apartamento para pegar pertences antes de seguir para São José dos Campos.

Neto também foi questionado sobre seu comportamento durante a ocorrência. Uma testemunha relatou que ele permaneceu no corredor do prédio após o atendimento inicial, falando ao telefone e conversando com os policiais. Quando soube que sua esposa ainda estava viva, ele teria dito: “Ela não vai sobreviver”. (DCM)

Policial penal que matou PM é morto em confronto em RO

Condenado pela Justiça por um crime ocorrido em 2013 que resultou na morte de um policial militar, o policial penal Fabrício Borges Mendes, 43 anos, morreu na tarde desta terça-feira (10) após reagir armado a um mandado de prisão em Machadinho do Oeste.

O confronto aconteceu por volta de 17h30, durante a Operação Hileia, quando equipes da Polícia Militar seguiram até a residência do condenado, localizada na avenida Floriano Peixoto, para cumprir a ordem judicial relacionada ao crime contra o PM.

Ao chegarem ao imóvel, os policiais encontraram o portão aberto e determinaram que os ocupantes saíssem da casa com as mãos na cabeça.

A esposa de Fabrício foi a primeira a sair da residência e caminhou em direção às equipes. Nesse momento, o policial penal apareceu na porta e passou a gritar para que a mulher retornasse para dentro do imóvel, afirmando que não sairia da casa.

Segundo os policiais, ele foi informado de que havia um mandado de prisão contra ele. Por medida de segurança, a mulher foi retirada da área e levada para um local seguro.

Logo depois, Fabrício voltou à porta da residência armado com uma pistola e atirou duas vezes contra as equipes policiais.

Os policiais reagiram aos disparos e atingiram o homem durante o confronto. Após cessar o ataque, os policiais fizeram uma varredura na casa e constataram que não havia outras pessoas no imóvel.

Dentro da residência foram encontrados:  uma pistola Taurus PT100 calibre .40, quatro carregadores com dezenas de munições e dois coletes.

Fabrício foi socorrido pelos próprios policiais e levado ao pronto-socorro de Machadinho do Oeste. Ele chegou à unidade hospitalar ainda com sinais vitais., mas a morte foi confirmada pouco tempo depois. (ROagora)