Na última quinta-feira (14), a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), em parceria com a Diretoria Administrativa da Polícia Penal (DAPP), realizou a entrega de materiais e equipamentos essenciais às penitenciárias de Rondônia. A ação ocorreu no Almoxarifado da Sejus, em Porto Velho, e faz parte de um pacote de investimentos que totalizam R$ 3.303.573,50.
Os itens entregues incluem aparelhos de ar-condicionado, mesas, cadeiras, escâneres por Raio X, munições e pistolas. Esses recursos visam aprimorar as condições de trabalho dos servidores da segurança pública e melhorar as condições para os internos, dentro dos padrões de segurança e respeito aos direitos humanos. O total do investimento foi dividido entre R$ 1.566.809,20 provenientes do Fundo Penitenciário Nacional (Fupen) e R$ 1.736.764,30 do governo estadual.
Os aparelhos de ar-condicionado, mesas e cadeiras foram distribuídos para as unidades prisionais e os setores administrativos da Sejus, enquanto os escâneres por Raio X serão instalados nas unidades prisionais, visando garantir maior eficiência nos processos de segurança. As munições e pistolas foram entregues aos gestores das unidades para reforçar o trabalho de vigilância.
Além disso, a Geres (Gerência de Ressocialização e Ensino Social) entregou 34 centrais de ar para salas destinadas a projetos de reinserção social, incluindo salas de aula, laboratórios de informática e oficinas. O investimento foi de R$ 149.030,00, também oriundos do Fupen. O objetivo é proporcionar melhores condições para os reeducandos, promovendo a reabilitação e o retorno à sociedade
Os amantes do cinema em Vilhena podem agora conferir “Gladiador 2”, a tão esperada sequência do clássico de 2000, que está em cartaz nos cinemas da cidade. Dirigido por Ridley Scott, o filme traz de volta a grandiosidade do Império Romano com uma nova história que promete emocionar e surpreender o público.
A trama de Gladiador 2 se passa anos após os eventos do filme original, seguindo Lucius, o jovem sobrinho de Cómodo, que foi profundamente impactado pelo sacrifício de Maximus (interpretado por Russell Crowe no primeiro filme). Agora adulto, Lucius se encontra em meio a intrigas políticas, batalhas épicas e dilemas morais enquanto luta para definir seu lugar em um império à beira do caos.
Com um elenco de peso liderado por Paul Mescal como Lucius e participações de atores consagrados como Denzel Washington e Pedro Pascal, a sequência promete ser tão emocionante quanto o original. A produção mantém o nível elevado, com cenários grandiosos, efeitos visuais impressionantes e uma trilha sonora épica que complementa as cenas de ação e drama.
Em Vilhena, o filme está sendo exibido em sessões diárias, com opções de horários para atender a diferentes públicos. Os ingressos podem ser adquiridos diretamente na bilheteria do cinema ou online.
Nesta quarta-feira, 20, a Escola Estadual Maria Arlete Toledo, em Vilhena, realizou a culminância dos projetos educativos de 2024, com destaque para o Dia de Ler. Todo Dia., Vozes do Norte e as atividades em celebração ao Dia da Consciência Negra. A iniciativa contou com a participação de estudantes, professores e membros da comunidade escolar, além da presença da superintendente regional de Educação de Vilhena, professora Anandreia Trovó, que prestigiou os trabalhos.
As atividades, realizadas na manhã do feriado, apresentaram uma rica diversidade cultural e educacional. No contexto da Consciência Negra, os alunos protagonizaram exposições de pinturas, declamações de poemas, apresentações musicais e danças que ressaltaram a importância do legado africano e afro-brasileiro.
A diretora da escola, professora Claudiane Santana Mendonça, destacou que o evento reflete o comprometimento da gestão com a qualidade educacional. “Essas ações demonstram o quanto nossa equipe está focada em proporcionar uma educação de excelência, promovendo conhecimento e respeito à diversidade cultural”, afirmou.
A superintendente regional, Anandreia Trovó, também elogiou o trabalho desenvolvido pela escola. “Eventos como este são fundamentais para valorizar a cultura, estimular a leitura e conscientizar nossos jovens sobre temas relevantes, como a igualdade racial e a pluralidade cultural”, ressaltou.
A comunidade escolar celebrou o sucesso do evento, que fortaleceu o papel da educação como agente transformador e contribuiu para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e inclusiva.
A prisão do general da reserva Mario Fernandes, ex-ministro-substituto da Secretaria-Geral da Presidência; dos tenentes-coronéis Hélio Ferreira Lima, Rodrigo Bezerra Azevedo e Rafael Martins de Oliveira; e do agente Wladimir Matos Soares, nos quadros da própria corporação, foi o último ato da Polícia Federal (PF) antes de pedir o indiciamento de Jair Bolsonaro (PL) e dos membros da organização criminosa (OrCrim) comandada por ele que articulou uma tentativa de golpe de Estado durante as eleições em que o “capitão” foi derrotado nas urnas pelo presidente Lula.
Os militares e o agente federal, segundo os investigadores, faziam parte de uma facção da OrCrim golpista encarregada de raptar e assassinar Lula e Geraldo Alckmin (PSB), presidente e vice eleitos, e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, no dia 15 de dezembro de 2022.
Após a prisão dessa facção, o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, caiu em contradições e teria omitido informações em novo depoimento à PF, ocorrido na tarde desta terça-feira (19).
O militar será ouvido, desta vez por Moraes no STF, às 14h desta quinta-feira (21), enquanto os investigadores fecham o relatório sobre a OrCrim golpista que será enviado ao ministro e ao procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet.
O material apreendido na operação desta terça será periciado e, caso haja necessidade, a PF produzirá um relatório adicional com as novidades.
Indiciados
Na conclusão da investigação, a PF vai indiciar Bolsonaro e os ex-ministros e generais Walter Braga Netto (Casa Civil) e Augusto Heleno (GSI) como principais lideranças da organização criminosa.
Os investigadores vão indiciar o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, o ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira (que anteriormente era comandante do Exército), e o almirante Almir Garnier Santos, ex-comandante da Marinha que colocou as tropas à disposição do ex-presidente para desencadear o golpe.
Além de mensagens que ligam o ex-presidente à minuta golpista encontrada na casa de Torres e na sede do PL e os contundentes depoimentos de outros dois ex-comandantes das Forças Armadas, o general Marco Antonio Freire Gomes, do Exército, e o tenente-brigadeiro do ar Carlos Baptista Júnior, pesa contra Bolsonaro a relação íntima com o general Mario Fernanes, seu ex-assessor que estaria à frente da facção que mataria Lula, Alckmin e Moraes.
Exatamente uma semana antes do dia 15 de dezembro de 2022, data marcada para desencadeamento do plano “Punhal Verde e Amarelo”, Fernandes se reuniu pessoalmente com Bolsonaro no Palácio da Alvorada entre 17h e 17h40.
“Após a visita ao Palácio da Alvorada, MÁRIO FERNANDES, mais uma vez, entrou em contato com MAURO CÉSAR BARBOSA CID, comemorando que o então Presidente JAIR BOLSONARO aceitou o ‘nosso assessoramento’ e noticiando o efeito da reunião entre os manifestantes golpistas”, diz a PF no relatório que serviu de base para a prisão do general da reserva, que até março atuava como assessor de gabinete de outro ex-ministro de Bolsonaro, o general Eduardo Pazuello (PL-RJ), na Câmara Federal.
Segundo a PF, Fernandes atuava como “ponto focal” entre Bolsonaro e os manifestantes golpistas acampados em frente ao Quartel-General do Exército em Brasília e teria ciência do primeiro ato golpista, quando bolsonaristas tentaram invadir a sede da PF na capital Federal.
“Assim, ressalta a autoridade policial que os contatos com pessoas radicalizadas acampadas no QGEX reforça que o General MÁRIO FERNANDES ‘possuía influência sobre pessoas radicais acampadas no QG-Ex, inclusive com indicativos de que passava orientações de como proceder e, ainda fornecia suporte material e/ou financeiro para os turbadores antidemocráticos’”, diz Alexandre de Moraes na decisão sobre os pedidos da PF.
Metrópoles – Investigados em operação da Polícia Federal (PF) contra o tráfico de drogas, os policiais rodoviários federais (PRFs) Diego Dias Duarte (vulgo Robocop) e Raphael Angelo Alves da Nóbrega cobravam até R$ 2 mil por quilo de cocaína para fazer o transporte da droga para o Comando Vermelho (CV). A informação consta em diálogos que foram interceptados pela PF e cujo teor foi obtido pela coluna.
Há casos em que os agentes levaram mais de meia tonelada de entorpecentes, o que poderia render até R$ 1 milhão.
Diego, Raphael Angelo e outros três policiais militares foram alvos da Operação Puritas, deflagrada em 7/11 pela Polícia Federal. De acordo com as investigações, os agentes eram responsáveis pelo transporte de toneladas de drogas destinadas principalmente ao CV no estado do Ceará. O grupo criminoso poderá responder por tráfico interestadual de drogas, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Os policiais obedeciam aos comandos do traficante José Heliomar de Souza, conhecido como Léo e apontado pela PF como mentor intelectual, coordenador e líder da organização criminosa sediada em Porto Velho, Rondônia.
Além do transporte de centenas de quilos de cocaína, os agentes de segurança pública tinham outras funções na organização criminosa: contrainteligência e direcionar flagrantes contra quadrilhas rivais. Eles usavam informações “sensíveis” e “sigilosas” para beneficiar o grupo criminoso, como saber quando e onde ocorreriam “blitzes” e operações, bem como apontar rotas alternativas.
Em contrapartida, Heliomar fornecia informações aos agentes da PRF sobre a atividade do tráfico de drogas na região, de modo que eles fizessem flagrantes contra traficantes que concorriam com o grupo criminoso.
Com isso, os agentes de segurança pública passavam a imagem para as instituições de serem profissionais exitosos. Mas, o que PF descobriu é, na verdade, um antro de corrupção e lavagem de dinheiro.
Parte das drogas apreendidas pelos policiais também era repassada para Heliomar, que chegava a ficar, em alguns casos, com 30% da mercadoria. Esse modus operandi, segundo a PF, fez a organização criminosa “crescer muito rápido”.
As investigações apontam que Heliomar lavava o dinheiro do tráfico mantendo um mercado, uma locadora de carros e uma transportadora em Porto Velho.
Transporte de drogas vai “abrir portas” para PRFs, disse líder do tráfico
As conversas dos PRFs com Heliomar tiveram início em dezembro de 2021, quando o traficante fez a primeira negociação com os agentes de segurança pública para transportar as drogas.
A quebra do sigiloso telefônico e telemático dos investigados apontou conversas entre os agentes da PRF negociando o valor do “serviço” e elaborando estratégias para não serem pegos transportando a droga nas rodovias do país.
Diego e Raphael Angelo até alugavam carros para transportar os entorpecentes. Ambos realizavam consultas em sistemas informatizados da PRF para que outros membros da quadrilha evitassem fiscalizações nas rodovias. Confira os diálogos:
Em uma das conversas por WhatsApp, ocorrida entre os dias 17 e 19 de dezembro de 2021, os dois PRFs consideram “baixo” o valor de R$ 35 mil para transportar 70 quilos de cocaína. Para eles, o mínimo teria que ser R$ 1,5 mil por quilo da droga, ou seja, R$ 105 mil.
Por ser véspera de Natal, eles falam sobre adiar a entrega para janeiro e afirmam que “toda semana aparece oportunidade”. No dia 18 de dezembro, Raphael diz para Diego que Heliomar “está apertando” para que eles façam o frete mesmo assim, porque isso “abriria portas” aos dois.
PRF foi preso por tranportar meia tonelada de cocaína
Raphael Angelo chegou a ser preso em flagrante em julho de 2023 transportando 542 kg de cocaína em Canarana (MT), a 823 quilômetros de Cuiabá. Na ocasião, ele capotou a caminhonete que pilotava com as drogas, tentou empreender fuga em um táxi, mas foi rendido.
O PRF Raphael Angelo foi preso por transportar meia tonelada de cocaína em Mato Grosso
Naquele tempo, Raphael já era investigado por tráfico de drogas e trabalhava lotado na unidade de Porto Velho da PRF, em Rondônia*. No curso das investigações, a PF identificou que ele recebeu um Jeep Compass como forma de pagamento pelo transporte de drogas.
Em relação a Diego Duarte, ele está atualmente lotado na PRF da Bahia, mas já trabalhou na cidade de Guajará-Mirim, em Rondônia, na fronteira com a Bolívia.
Diego foi preso no último dia 7 no âmbito da Operação Puritas. A Polícia Federal apreendeu na casa dele, em Feira de Santana, um cofre com R$ 580 mil e US$ 8,1 mil de dinheiro em espécie. Veja vídeo a seguir:
Prática de locação de carros para não levantar suspeitas
A Polícia Federal identificou que os agentes da PRF alugavam carros para despistar a polícia. Casos eles utilizassem o mesmo veículo para transportar drogas várias vezes, o sistema de inteligência da instituição acusaria a frequência do automóvel.
A partir da quebra de sigilo bancário, de notas fiscais e de metadados de GPS dos aparelhos celulares dos suspeitos, a PF conseguiu traçar o caminho da droga.
Raphael Angelo Alves da Nóbrega: alugou sete veículos em menos de dois anos;
Diego Duarte: registros indicam que ele alugou veículos em 16 situações em dois anos, tendo emprestado o carro locado para Heliomar.
“É importante ressaltar que PRFs têm conhecimento sobre o uso de carros alugados por traficantes para o transporte de drogas, o que levanta a possibilidade de Diego Duarte utilizar essa estratégia para evitar suspeitas e fiscalizações durante o transporte ilícito. Ou seja, por ele ser PRF, provavelmente os carros alugados em seu nome passariam fora do radar da fiscalização”, diz a PF no inquérito.
Policiais militares também participavam de esquema de tráfico de drogas
Os agentes da PRF Diego Duarte e Raphael Angelo não agiam sozinhos. A PF identificou que, ao menos, um policial militar da Bahia e outros dois de Rondônia também integravam a organização criminosa liderada por Heliomar.
Em 2023, dois PMs de Rondônia foram presos em flagrante no posto da PRF em Vilhena (RO) transportando 500 kg de cocaína. Foram eles: o sargento Gedeon Rocha de Almeira e o cabo Roberte Paulo Aguiar Souza.
A PF identificou que, enquanto o cabo Aguiar dirigia a caminhonete transportando a droga, o sargento Gedeon Rocha era responsável por fazer o papel de batedor, ou seja, ele verificava a presença de policiais que pudessem parar o veículo carregado de drogas.
Na ocasião, a PF apreendeu uma pistola com o cabo Aguiar que estava registrada em nome de Heliomar. A partir dessas provas e da confissão dos dois policiais, a PF identificou a ligação dos agentes da segurança pública com o líder da organização criminosa, chegando, mais tarde, também aos policiais rodoviários federais.
Outra ocorrência, dessa vez em setembro de 2022, a PRF prendeu em flagrante no município de Icó (CE) o policial militar da Bahia Francisco de Assis Melo. O agente transportava uma mala com R$ 689 mil de dinheiro em espécie e várias munições de fuzil.
Em depoimento à época, o policial militar disse que pegou a mala com Heliomar e que fez o transporte a pedido de um amigo, o PRF Diego Duarte. O PM alegou ainda que não sabia o que tinha dentro e que buscou a mala em Fortaleza.
Quem são os 15 integrantes que foram alvos da Operação Puritas
José Heliomar de Souza, vulgo “Leo”, residente na cidade de Porto Velho (RO): atual líder da organização; atua na articulação da logística de transporte de entorpecentes.
Roberte Paulo Aguiar Souza, o Cabo Aguiar da PMRO: motorista da organização criminosa. Atualmente encontra-se foragido.
Gedeon Rocha de Almeida, vulgo “G Rocha”, sargento da PMRO: atuava no transporte de drogas. Foi preso em flagrante por atuar como batedor no transporte de 500kg de cocaína em janeiro de 2023.
Diego Dias Duarte, vulgo “Robocop” ou “DDD”: agente da PRF atualmente lotado no estado da Bahia, entretanto já foi lotado na cidade de Guajará-Mirim. Diego atuava diretamente nos transporte de droga; alugava veículos; consultava sistemas da PRF.
Raphael Ângelo Alves da Nóbrega, agente da PRF: Foi preso preso transportando 542 kg de cocaína em Canarana (MT). Assim como Diego, ele também realizava a consulta em sistemas informatizados da PRF para que outros membros do grupo evitassem fiscalizações. Recebeu um Jeep Pass como forma de pagamento pelo transporte de drogas.
Francisco de Assis Araújo Melo, policial militar da Bahia: encontrou-se com Heliomar no dia anterior de sua prisão em flagrante por portar ilegalmente munições de fuzil. Na ocasião, Francisco transportava grande quantia em dinheiro, a qual atribuiu ao “amigo” PRF Diego Duarte e que teria sido recebida de indivíduo apelidado de “Leo” (Heliomar).
Suziele Gomes de Oliveira: acompanharia os transportes realizados pelo grupo investigado, realizando, entre outras funções, a navegação nas rotas utilizadas pela organização. Ela acompanhava Raphael no dia em que os dois foram presos em Canarana. Ela também tem ligações com Heliomar, Diego (Robocop) e outros membros da organização criminosa.
Rafael Dias Andrade da Cunha: primo do PRF Diego Dias Duarte, identificado como o contato “Adv” em celular apreendido com Suziele. Ele seria o batedor da droga apreendida com Suziele e o PRF Raphael Angelo em Canarana (MT).
Emerson Miranda Santos, vulgo “Cumpadre”: é um dos destinatários dos transportes organizados por José Heliomar. Foi um dos financiadores da compra do veículo Jeep Compas utilizado como pagamento ao PRF Raphael Angelo.
Lucas Acácio Botelho, o “Don Príncipe”: se autodeclara como membro do Comando Vermelho (CV), desempenhando um papel central na organização criminosa no Ceará. Além de ser um dos destinatários da droga, é também encarregado de coordenar os membros locais responsáveis pela logística e pelos pagamentos relacionados ao tráfico de entorpecentes.
Thiago Silva Duarte, vulgo “Don Oscar”: principal contato de Lucas Acácio no núcleo da organização criminosa em Fortaleza (CE), sendo responsável pela parte financeira do grupo.
Thiago Rodrigues Pinheiro, vulgo “Babu”: citado recorrentemente em conversa de Don Príncipe com José Heliomar, tendo realizado deslocamentos suspeitos, segundo as investigações.
Matheus Lourenço de Oliveira: responsável pela parte financeira da organização criminosa que lida com os pagamentos e depósitos bancários. Ele trabalha sob ordens de Don Príncipe.
Rafael Assunção Gadelha: membro operacional responsável pela logística no estado do Ceará. Se deslocou a mando de “Don Príncipe” e foi responsável por um encontro em Jijoca de Jericoacoara (CE) possivelmente para receber entorpecentes de Diego Dias Duarte, que estava acompanhado de Suziele.
Lucas Lourenço de Oliveira, vulgo “Boleta”, executa papel similar ao de Matheus Lourenço, que é seu irmão, atuando sob as ordens de Don Príncipe.
*Inicialmente, essa reportagem dizia, com base em um documento da PF, que o PRF Raphael Ângelo era lotado em Rio Grande do Norte. A PRF, no entanto, enviou um documento mostrando que ele jamais esteve lotado em Natal, corrigindo a informação presente em relatório da PF.
O fluxo de umidade vindo da região amazônica continuará influenciando as condições climáticas em Rondônia nesta quarta-feira, 20, feriado nacional. O estado deve apresentar céu parcialmente nublado a nublado, com chuvas variando em intensidade e horário conforme a região.
No oeste do estado, a previsão aponta pancadas de chuva acompanhadas de trovoadas, especialmente no período da tarde e noite. Nas demais regiões, incluindo a capital Porto Velho, as pancadas de chuva e trovoadas isoladas são esperadas durante a manhã e a tarde.
Com as condições meteorológicas previstas, a população deve estar atenta às possíveis mudanças no tempo, especialmente em áreas com maior probabilidade de temporais. Quem planeja atividades ao ar livre deve considerar períodos de chuva ao longo do dia.
Nesta terça-feira (19), data em que foi deflagrada a Operação Contragolpe, por meio da qual a Polícia Federal recuperou mensagens que indicam que golpistas cogitaram assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) envenenado, o conteúdo de um grupo que apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) mantinham no Telegram voltou a viralizar.
“O que pareciam teorias amalucadas hoje parecem esquemas criminosos bem mais claros: no começo de dezembro de 22, o entorno de Bolsonaro queria assassinar Lula envenado.
No dia 09/12, um grupo bolsonarista no Telegram levanta a possibilidade de Lula ‘aparecer’ envenenado”, destacou o jornalista William De Lucca no X/Twitter.
No print que está circulando pelo microblog, é possível ver algumas orientações dadas no grupo FreedomNews, que tinha mais de 32 mil inscritos. “Atenção patriotas! Se por acaso vierem a noticiar a morte de Lula, por envenenamento da própria esquerda, seja por cãncer de garganta, ou até mesmo morte forjada para sua fuga… como a direita deve proceder?”, diz uma mensagem.
“Continuaremos acampados em frente aos quartéis, com greve geral dos empresários, da indústria e do comércio, até que as Forças Armadas entrem para garantirem a lei e a ordem”, termina a instrução.
A mesma orientação é dada para um cenário no qual o TSE assumisse que existiram erros na apuração das eleições presidenciais daquele ano e que o presidente eleito foi Jair Bolsonaro.
Dois réus foram condenados pela Justiça de Rondônia a 44 anos de prisão, na segunda-feira (18), pelo homicídio do agente socioeducador da Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), Otacílio Carvalho, em Porto Velho. A vítima foi encontrada com cerca de sete golpes de terçado na região do rosto e queimaduras. O crime ocorreu em 2023.
As penas foram de 31 anos e 1 mês para um dos réus e 13 anos para o outro, totalizando 44 anos. De acordo com a Polícia Civil, o homicídio teve características de extrema violência. A vítima foi morta com golpes de terçado e esgorjamento. Após o assassinato, o corpo foi queimado em um terreno baldio, que segundo a polícia, seria uma tentativa de ocultar o crime. Além disso, as investigações apontaram uma ligação dos acusados com uma facção criminosa
Relembre o caso
Em janeiro de 2023, o corpo de Otacílio Carvalho, de 39 anos, foi encontrado em um matagal com várias marcas de golpes de facão, sinais de decapitação e queimaduras.
A Polícia Civil deflagrou a operação Artrox em março de 2023, visando prender os envolvidos no assassinato. Foram cumpridos quatro mandados de prisão temporária e 13 de busca e apreensão.
Além dos dois condenados, outras pessoas foram investigadas por participação no crime, sendo uma delas morta em confronto com a polícia.
Um homem foi preso no sábado (16), suspeito de tentar matar a própria avó em Costa Marques (RO). O crime ocorreu enquanto a idosa regava as plantas no quintal de sua casa. Segundo a Polícia Civil, o neto teria tentado enforcá-la com uma corda.
A Polícia Civil informou que a avó conseguiu escapar e pedir ajuda após o suspeito escorregar durante a tentativa de homicídio. A vítima foi levada ao hospital municipal, onde recebeu atendimento. A Polícia Militar foi acionada e encaminhou as informações à Delegacia da Polícia Civil de Costa Marques, que iniciou a busca pelo suspeito, segundo informou o G1.
O neto foi encontrado na casa de sua mãe, que estava abalada e com medo, mas colaborou com as autoridades, permitindo a prisão do suspeito. As circunstâncias e a motivação do crime ainda estão sendo investigadas. A Polícia Civil destacou que o caso segue em andamento para esclarecer todos os detalhes.
As investigações da Polícia Federal (PF) sobre o planejamento de um golpe de Estado em 2022, supostamente articulado por uma organização criminosa com o objetivo de anular as eleições e impedir a posse do presidente Lula (PT), incluía a propagação de uma narrativa global de “fraude eleitoral” como justificativa para afastar Lula e manter Jair Bolsonaro (PL) no poder. Segundo o Metrópoles, um elemento central da trama seria a execução de mandados coercitivos e a ampla divulgação publicitária das ações do novo regime, com o objetivo de destruir as bases da democracia brasileira.
Entre as evidências apresentadas, destaca-se a chamada “minuta do golpe”, um decreto ilegal redigido e ajustado que teria tido a participação direta do próprio Jair Bolsonaro. Segundo a PF, mensagens trocadas entre o tenente-coronel Mauro Cid, então ajudante de ordens de Bolsonaro, e o general Freire Gomes, ex-comandante do Exército, confirmam que o ex-mandatário realizou alterações no documento para torná-lo mais objetivo.
Em uma das comunicações analisadas, Mauro Cid relata que Bolsonaro enfrentava “pressões para tomar uma medida mais pesada” por parte de deputados favoráveis ao golpe. Além disso, a PF apurou que, no dia 9 de dezembro de 2022, Bolsonaro teria se reunido com o general Estevam Cals Theofilo para discutir o apoio militar à execução do plano.
A investigação trouxe à tona um aspecto ainda mais alarmante da conspiração: o plano de assassinato de Lula, seu vice, Geraldo Alckmin (PSB), e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Batizada de “Punhal Verde e Amarelo”, a operação foi discutida em 12 de novembro na casa do general Braga Netto e incluía métodos como envenenamento e o uso de artefatos explosivos.
Documentos impressos no Palácio do Planalto durante o governo Bolsonaro, e posteriormente transferidos para o Palácio da Alvorada, descreviam detalhadamente os planos de execução. Lula era identificado pelo codinome “Jeca” e Alckmin como “Joca”.
Conforme o relatório da PF, “a possibilidade de envenenamento ou uso de químicos para causar colapso orgânico” era considerada para atingir Lula, enquanto Moraes seria alvo de um atentado em evento público, com explosivos ou métodos semelhantes. Entretanto, os conspiradores avaliaram que o risco de “danos colaterais” e a probabilidade de fracasso eram altos.