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26 junho 2026
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Pavimentação da BR-319 na Amazônia afeta áreas preservadas e pode agravar crise climática

Em visita recente ao estado do Amazonas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a retomada das obras da BR-319, que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO), ressaltando que o empreendimento não deve gerar impactos ambientais. “Não vamos permitir o desmatamento e a grilagem de terra próximo à rodovia, como é habitual acontecer neste país”, disse Lula, na Aldeia Kainã, do povo Munduruku, em Manaquiri (AM), um dos municípios no trecho da estrada.

Na avaliação de ambientalistas, a devastação decorrente da pavimentação da BR é inevitável e já pode ser percebida por comunidades do entorno. “Está acontecendo a grilagem de terras e a caça predatória, a retirada da madeira também já está sendo feita”, conta um morador de uma Terra Indígena (TI) impactada pela obra. Ele pede para ter a identidade preservada, pois teme represálias por parte de grupos criminosos que dominam a região.

Como a rodovia facilita o acesso a terras públicas, essas localidades viram alvo de grileiros – criminosos que invadem essas áreas e falsificam documentos para lucrar com a venda dos lotes.

“Também prejudica as nascentes dos igarapés. As nascentes estão todas soterradas”, denuncia o morador de outra TI, que também prefere não se identificar.

São 57 igarapés soterrados na área afetada pela rodovia, de acordo com levantamento apresentado pelo biólogo Lucas Ferrante, pesquisador da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). “Nós já temos um impacto muito grande sobre o modo de vida desses povos”, avalia.

A longo prazo, a devastação local pode gerar ondas de calor em Manaus, redução do volume de água nos rios da Amazônia e mudanças no regime das chuvas no país.

“Nós vamos acabar com 70% das chuvas que abastecem o Sul e o Sudeste do Brasil”, alerta Ferrante. Há dez anos, ele se dedica a avaliar os danos ambientais causados pela rodovia. “Colapsando o sistema Cantareira [que abastece São Paulo], ou seja, nós vamos impactar o suprimento de água para consumo humano, agricultura, indústria”, explica.


BR-319 passa por 13 municípios / Dados: Observatório BR-319/Elaboração Brasil de Fato

As obras da BR não ficam restritas ao corpo da rodovia, mas se expandem para o entorno, com a abertura dos ramais – estradas menores que conectam cidades e propriedades rurais à via principal.

Com isso, o desmatamento avança por uma das zonas mais protegidas da Floresta Amazônica, interferindo no sistema de evapotranspiração, responsável pela formação dos rios voadores – grandes volumes de vapor de água transportados pelas correntes de ar. Uma das consequências é a baixa umidade em Manaus. “Aí nós vamos ter ondas letais de calor para Manaus e para a Amazônia Central”, projeta Ferrante.

Avanço do desmatamento

O desmatamento na região da rodovia aumentou em 122% entre os anos de 2020 e 2022, segundo levantamento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O problema se intensificou a partir do anúncio da retomada do asfaltamento da BR, em 2020, pelo governo de Jair Bolsonaro.

Agora, com um novo incentivo ao empreendimento, a devastação pode aumentar ainda mais. “O asfaltamento da rodovia produzirá avanço e potencialização do desmatamento, ameaça à biodiversidade e potencialização de grilagem de terras públicas”, aponta o texto de uma Ação Civil Pública (ACP) protocolada em janeiro de 2024 pela organização não governamental Observatório do Clima, em face do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama). A ação resultou na suspensão da licença prévia emitida pelo órgão em julho de 2022, que permitia a reconstrução e o asfaltamento da rodovia.

No documento, o Observatório do Clima destaca que a licença desconsiderava dados técnicos, análises científicas e diversos pareceres elaborados pelo próprio Ibama por anos, ao longo do processo de licenciamento ambiental.

BR corta Amazônia

Com 885 quilômetros, a BR-319 liga Manaus a Porto Velho, passando por 13 municípios, 28 unidades de conservação e 69 comunidades indígenas, sendo uma delas de povos isolados. A proposta é interligar os estados de Amazonas e Rondônia, melhorando o transporte e a locomoção nessas regiões e a conexão com outras localidades. De acordo com informações do Ministério dos Transportes, o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit) licitou a pavimentação de mais 20 quilômetros, na área denominadas Lote C. O serviço já está em processo de execução.


Entre as comunidades impactadas pelas obras da rodovia, há indígenas isolados / Dados: Observatório BR 319/Elaboração Brasil de Fato

Atualmente, a rodovia conta com 476 quilômetros asfaltados, em trechos não contínuos. Mesmo com a pavimentação parcial, as comunidades da área já percebem os impactos do empreendimento.

No dia 25 de agosto, o Ministério Público Federal (MPF) emitiu um ofício à Prefeitura de Tapauá recomendando a suspensão da abertura de ramais perto de terras indígenas. Em nota ao Brasil de Fato, o MPF informou que os dados constantes no procedimento indicam que, possivelmente, o ramal tem como objetivo ligar a cidade à BR-319.

O documento menciona um inquérito civil aberto para “apurar prejuízos ao povo indígena Apurinã das terras indígenas Igarapé São João e Tawamirim em razão da construção de uma estrada que passa por estas terras, bem como ameaças a estes indígenas por parte da prefeitura de Tapauá”.

“Não tem outro jeito, dizem que quem manda é a classe dominante, né? E a gente, como é a classe dominada, vai se acostumando”, lamenta um dos indígenas, que teme ter seu nome revelado. Ele já foi alvo de ameaças de morte por denunciar os crimes ambientais que testemunha na região.

A rodovia e a seca no Amazonas

A Amazônia enfrenta uma estiagem histórica, com rios secos e comunidades isoladas. Mesmo nesse cenário, a BR-319 não é a solução, na avaliação de Lucas Ferrante. “Os municípios mais afetados pela seca estão distantes da rodovia e não são conectados pela rodovia”, afirma o pesquisador.

Embora o nível do rio Madeira, que corre paralelamente à BR-319, esteja baixo, as regiões mais afetadas pela seca ficam nas bacias dos rios Negro e Solimões. “Nós precisamos lembrar que o Amazonas tem uma geografia única. O que se aplica aos outros estados não se aplica à região Amazônica”, afirma o pesquisador. Para ele, os rios da Amazônia funcionam como boas vias de transporte para a região.

Esse sistema de transporte, no entanto, também é afetado pela obra da BR-319. Com o aterramento de igarapés, uma das consequências do empreendimento, o fluxo das águas em rios usados para transporte, como o Madeira, é prejudicado. O impacto do desmatamento no ciclo das chuvas agrava ainda mais o problema.

Na avaliação de Paulo Busse, advogado do Observatório do Clima, o atual projeto da BR-319 não atende às exigências para garantir os cuidados com o meio ambiente e os povos da floresta.

“Talvez um novo projeto que contemple todos esses cuidados possa justificar esse empreendimento”, pondera. Busse lembra que o projeto inicial da BR-319 foi desenvolvido nos anos 60 e precisaria de uma nova versão, com avaliação de impactos ambientais atualizada. “Sem ver o novo projeto, absolutamente não dá para saber se seria possível abrir uma estrada como essa sem impactar o ambiente e as populações tradicionais.”

A reportagem questionou o Governo Federal sobre a declaração do presidente Lula, os impactos ambientais relacionados à obra e a possibilidade de um novo projeto. Até o fechamento desta reportagem, não recebemos retorno. Em caso de resposta, o texto será atualizado.

Brasil de Fato

Cassinos de Las Vegas buscam autorização para atuar no Brasil no mercado de jogos online

Os cassinos de Las Vegas, como o MGM Grand e o Caesars Palace, estão em vias de obter licenças para operar no setor de apostas online no Brasil. Além disso, o Hard Rock Cafe está atento às oportunidades de entrar no mercado brasileiro. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, essas gigantes do entretenimento não estão apenas interessadas no jogo digital: elas estão de olho em futuras oportunidades de abrir cassinos presenciais em destinos turísticos do Brasil, caso a regulamentação avance.

“Para nós, o jogo físico, caso venha a ser regulamentado no Brasil, é um caminho natural que a gente vai seguir para pedir uma licença também”, afirmou André Feldman, presidente da Caesars Sportsbook no Brasil. Feldman, que acompanha de perto o debate sobre a regulamentação das apostas no país desde 1996, representa o Caesars Palace no Brasil desde 2019, logo após a legalização das apostas online no governo Temer.

O Congresso Nacional voltou a debater a regulamentação de jogos de azar com o projeto de lei nº 2.234 de 2022, que visa regular o jogo do bicho, corridas de cavalo e cassinos. A proposta é uma versão do PL nº 442, aprovado na Câmara dos Deputados em 2022, após mais de três décadas de tramitação. A expectativa é que a votação no Senado ocorra em outubro, após as eleições.

O senador Irajá Abreu (PSD-TO), relator do projeto que propõe a regulamentação dos cassinos no país, afirmou em audiência pública que o texto está “maduro” e que o debate sobre as apostas online não deve atrasar a legalização dos cassinos físicos. Para ele, a aprovação da lei será um divisor de águas para o turismo brasileiro, com a criação de mais de 650 mil empregos e um incremento na receita nacional de R$ 74 bilhões. O secretário nacional de Infraestrutura, Crédito e Investimentos do Ministério do Turismo, Carlos Henrique Sobral, corroborou essas previsões, estimando um aumento significativo no investimento em turismo.

Entretanto, a medida também enfrenta críticas, especialmente no que diz respeito aos impactos sociais. O psiquiatra Rodrigo Machado, especialista em dependência em jogos do Hospital das Clínicas, alertou para o risco de aumento da adição a jogos de azar, particularmente nos caça-níqueis, que estimulam fortemente o cérebro. “Os argumentos a favor da legalização do jogo vão na direção contrária dos critérios da saúde e da ciência”, disse Machado.

Faltam 6 dias: voto em trânsito não é permitido nos pleitos municipais

No próximo domingo (6), data do 1º turno das Eleições Municipais de 2024, eleitoras e eleitores têm o direito de eleger novos representantes para os cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador, que vão atuar pelos próximos quatro anos. Como o voto em trânsito não é permitido nas eleições municipais, apenas em pleitos gerais, aqueles que não estiverem em seu domicílio eleitoral (onde residem ou têm vínculos) e não puderem votar deverão justificar a ausência.

A votação em trânsito ocorre somente em ano de eleições gerais (para Presidência da República, Senado Federal, assembleias legislativas, Câmara Legislativa do Distrito Federal, Câmara dos Deputados e governos estaduais), em locais de votação convencionais ou criados para essa finalidade nas capitais e nos municípios com mais de 100 mil eleitoras e eleitores.

Como justificar o voto?

Nas Eleições de 2024, a justificativa de ausência à votação deve ser apresentada preferencialmente pelo e-Título, aplicativo da Justiça Eleitoral (baixe o app nas lojas virtuais Google Play e Apple Store). No dia da eleição, também é possível imprimir o formulário de Requerimento de Justificativa Eleitoral (formato PDF) e entregá-lo preenchido nas mesas receptoras de votos ou de justificativas instaladas pelos tribunais regionais eleitorais e pelos cartórios eleitorais.

Qual é o prazo para justificar?

Quem não apresentar a justificativa no dia das eleições poderá justificar a ausência até 60 dias após cada turno. Além do e-Título, é possível realizar o procedimento pelo Sistema Justifica, no Portal do TSE.

Outra opção é preencher o formulário de Requerimento de Justificativa Eleitoral (pós-eleição) e entregá-lo em qualquer cartório eleitoral ou enviá-lo pelos Correios à autoridade judiciária da zona eleitoral responsável pelo título. Mas atenção: esse requerimento é diferente daquele preenchido no dia da eleição.

Depois da chuva, governo contrata aviões e helicópteros para combate ao fogo

Com o início do período chuvoso em Rondônia, o governo estadual intensificou suas ações de combate aos incêndios florestais, contratando aeronaves especializadas para auxiliar no controle das queimadas. Foram incorporados à operação dois aviões modelo Air Tractor, cada um com capacidade de transportar 2 mil litros d’água e realizar até quatro combates por hora. Essas aeronaves atuarão em conjunto com o Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia (CBMRO) nas regiões mais afetadas pelos focos de incêndio.

A estratégia do governo inclui a definição das áreas prioritárias em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), por meio da Coordenadoria de Geociências (Cogeo). As ações estão concentradas nas duas fases das Operações Temporã, que cobrem o Parque Estadual Guajará-Mirim e a Estação Ecológica Soldado da Borracha, locais com elevada incidência de incêndios florestais.

Além das 800 horas de voo contratadas para os Air Tractors, o governo também alugou dois helicópteros adicionais. Eles se somam à aeronave Falcão 02, da Gerência de Aviação (Gave) da Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec), que já está em operação nas áreas de difícil acesso dentro do Parque Estadual Guajará-Mirim. A utilização de helicópteros é crucial para alcançar regiões mais remotas e de difícil acesso terrestre.

Em outra frente, o governo lançou na última sexta-feira (27) um edital de processo seletivo para a contratação de 126 brigadistas temporários. Esses profissionais irão reforçar as equipes do CBMRO no combate aos incêndios florestais, atuando diretamente nas áreas afetadas e ajudando a conter a destruição ambiental.

Com essas medidas, Rondônia busca enfrentar de forma mais eficiente a temporada de incêndios, que costuma ser intensificada durante a seca, mas ainda representa um risco mesmo com a chegada das chuvas. O reforço aéreo e terrestre visa minimizar os danos ambientais e proteger as áreas de conservação.

Debate eleitoral em Vilhena é marcado por ausência de candidata e frustração dos eleitores

Mídia Rondônia – O tão aguardado debate entre candidatos, promovido por uma emissora de televisão de Vilhena neste sábado (29), acabou decepcionando parte do eleitorado local. O evento, amplamente divulgado e transmitido ao vivo por uma rádio pioneira da cidade e por um dos sites mais acessados da região, contou com a participação de apenas dois candidatos. A ausência de uma das candidatas gerou críticas entre os eleitores, que esperavam uma discussão mais ampla de propostas.

A candidata ausente enviou uma carta de justificativa à emissora, explicando os motivos que a levaram a se recusar a participar do debate. No documento, ela alegou discordar do formato e do tom das discussões que, segundo ela, estavam desprovidos de propostas concretas para a cidade. A candidata também destacou sua insatisfação com uma fala atribuída a um dos adversários, na qual ele teria feito comentários que, em sua visão, “humilhavam aqueles que não faziam parte de seu grupo político”, conforme o documento enviado à emissora. Para ela, tal atitude não condizia com o respeito que o debate democrático exige.

A emissora responsável pela organização do evento lamentou a ausência e ressaltou que o debate foi preparado com o objetivo de oferecer à população uma oportunidade de ouvir todos os candidatos e suas ideias para o futuro de Vilhena. Apesar das circunstâncias, o evento seguiu com os dois participantes presentes, que apresentaram suas plataformas e responderam a perguntas de mediadores e da comunidade.

Muitos eleitores manifestaram frustração nas redes sociais, expressando o desejo de ver uma participação mais abrangente, especialmente em um momento tão decisivo para a cidade. No entanto, a ausência da candidata também gerou debate sobre os limites e a ética nas discussões políticas, levantando questionamentos sobre como o respeito entre adversários deve ser tratado durante a campanha.

Com as eleições na reta final, o eleitorado de Vilhena segue atento às movimentações dos candidatos, aguardando novas oportunidades para conhecer suas propostas e posicionamentos.

 

 

 

 

 

Colorado do Oeste é premiada como uma das melhores gestões do Norte e Nordeste

O município de Colorado do Oeste foi reconhecido nacionalmente com o prêmio de melhor gestão no Norte e Nordeste, conferido pelo Conselho Federal de Administração. Durante um comício realizado na semana passada, o prefeito José Ribamar celebrou a conquista, destacando que o prêmio é resultado de “muito trabalho, seriedade e planejamento” por parte de sua administração.

Em seu discurso, o prefeito relembrou importantes conquistas para o município, entre elas a construção do maior centro de comercialização de produtos de origem vegetal e animal da região, com a nova feira de Colorado do Oeste. Com um investimento de R$ 2,5 milhões, provenientes da Caixa Econômica Federal, o novo espaço será um marco no desenvolvimento econômico local. “Os feirantes terão a oportunidade de impulsionar suas vendas, gerando mais empregos e renda para a população, fortalecendo a economia do nosso município”, afirmou Ribamar.

Colorado do Oeste se destacou entre os municípios do Norte e Nordeste, ficando na 12ª colocação como melhor gestão, de acordo com o Conselho Federal de Administração. “Fui a Salvador para receber este prêmio e, em seguida, fomos indicados para concorrer ao prêmio nacional de gestão de resultados”, disse o prefeito, que reforçou o impacto positivo de sua gestão na vida dos moradores.

Ao longo de sua administração, Ribamar tem sido reconhecido por promover uma gestão voltada para o desenvolvimento sustentável, a criação de oportunidades e a melhoria da qualidade de vida no município. “Estamos transformando Colorado do Oeste em um lugar melhor para se viver, e esse prêmio é uma prova de que estamos no caminho certo”, finalizou.

A premiação coloca Colorado do Oeste em destaque no cenário nacional e reforça a importância de uma gestão pública eficiente e comprometida com o bem-estar da população.

Veja o vídeo

Gusttavo Lima vendeu avião 2 vezes e tinha R$ 8 milhões em notas fiscais, suspeita polícia

 

Gusttavo Lima foi indiciado pela Polícia Civil de Pernambuco em 15 de setembro, suspeito de lavagem de dinheiro e envolvimento em organização criminosa. Pontos que chamaram a atenção dos investigadores estão relacionados à emissão suspeita de notas fiscais e indícios de irregularidades na venda de aeronaves do cantor.

Na sede da Balada Eventos e Produções, empresa de Gusttavo, a polícia encontrou um cofre contendo aproximadamente R$ 150 mil em dinheiro vivo, incluindo notas em dólares, euros e reais. Segundo a polícia, isso seria um indício de lavagem de dinheiro. A defesa do cantor argumenta que o valor seria utilizado para o pagamento de fornecedores.

Outro ponto importante na investigação foi a descoberta de 18 notas fiscais sequenciais, totalizando mais de R$ 8 milhões, emitidas em um único dia por outra empresa do cantor, a GSA Empreendimentos. Os documentos foram emitidos para a PIX365 Soluções, conhecida como Vai de Bet, que também está sob investigação. A defesa de Gusttavo alega que todos os valores foram declarados e que os impostos foram devidamente pagos.

A negociação de aeronaves também chamou a atenção da polícia. Um avião da Balada Eventos foi vendido duas vezes entre 2023 e 2024 para investigados na operação. A primeira venda foi para Darwin Henrique da Silva Filho por US$ 6 milhões, enquanto a segunda foi para a J.M.J Participações, de José André da Rocha Neto, por R$ 33 milhões.

A investigação faz parte da Operação Integration, que envolve 53 alvos em todo o país, incluindo figuras como a influenciadora digital Deolane Bezerra e empresários do setor de jogos.

Sócio oculto

Lima também virou alvo de investigação por suposta sociedade com a marca Vai de Bet. Documentos indicam que ele teria se tornado sócio da empresa com 25% de participação em 2024, embora a defesa do cantor afirme que ele nunca teve envolvimento direto com a administração. A polícia, porém, suspeita que ele seja um “dono oculto” da marca há mais tempo.

Viagem para a Grécia

A viagem de Gusttavo para a Grécia também gerou desconfiança. O cantor, que estava no país para gravar músicas e comemorar seu aniversário, teria dado carona em seu avião para o casal José André da Rocha Neto e Aissla, investigados na operação. A suspeita é de que o casal, então foragido, desembarcou antes na Espanha para evitar a prisão. A defesa do cantor nega qualquer relação íntima com o casal.

Homem que saiu recentemente de presídio é executado a tiros em Rondônia

Midia Rondônia – Neste sábado (28), um homem identificado como Leandro, de 32 anos, foi executado com um tiro na cabeça enquanto transitava pela zona leste de Porto Velho. O crime aconteceu em plena rua, quando Leandro foi atacado por um indivíduo que estava na garupa de uma motocicleta. O atirador se aproximou rapidamente e efetuou o disparo que atingiu a vítima na cabeça.

Acionada,  a Polícia Militar esteve no local e constatou que Leandro já estava sem vida. Uma equipe do suporte avançado do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também foi chamada e confirmou o óbito da vítima.

Segundo informações preliminares, a vítima havia saído recentemente do sistema prisional, o que pode indicar um possível envolvimento com acertos de contas ou atividades criminosas. A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Homicídios, está à frente das investigações e busca identificar os responsáveis pelo assassinato.

Previsão de mais chuva nesta segunda-feira em Rondônia

Mídia Rondônia – Para esta segunda-feira (30), há uma expectativa de chuvas intensas, acompanhadas de ventos fortes e possíveis trovoadas em diversas regiões do estado. O alerta pede que a população fique atenta a possíveis inundações e deslizamentos de terra em áreas de risco.

Especialistas recomendam que os moradores reforcem a estrutura de suas residências e evitem ficar próximos a árvores, postes ou áreas de alagamento durante as tempestades. A Defesa Civil também orienta que, em caso de emergências, a população acione os órgãos competentes para minimizar os riscos e agilizar o socorro.

A previsão é que as condições climáticas continuem instáveis ao longo da semana, com pancadas de chuvas isoladas e variações de intensidade.

Gusttavo Lima é indiciado por lavagem de dinheiro e organização criminosa, aponta o Fantástico

O cantor Gusttavo Lima foi indiciado por lavagem de dinheiro e organização criminosa, segundo informações divulgadas pelo programa Fantástico, da Rede Globo, neste domingo, 29 de setembro, e reportadas pelo Estado de S. Paulo. A investigação faz parte da Operação Integration, conduzida pela Polícia Civil de Pernambuco, que apura um esquema de jogos ilegais e lavagem de dinheiro. A operação, que envolve 53 alvos, inclui nomes de empresários, bicheiros e figuras públicas, como a influenciadora digital Deolane Bezerra.Conforme o Fantástico revelou, o indiciamento de Gusttavo Lima ocorreu no dia 15 de setembro. Agora, caberá ao Ministério Público decidir se irá apresentar uma denúncia formal contra o cantor à Justiça. A operação se concentra em supostos esquemas de lavagem de dinheiro, realizados principalmente por meio de casas de apostas, com movimentações milionárias associadas ao uso da imagem e da voz do artista.

Durante a operação, os policiais encontraram R$ 150 mil em espécie guardados em um cofre na sede da Balada Eventos, empresa de shows de Gusttavo Lima, localizada em Goiânia. Além disso, foram descobertas 18 notas fiscais emitidas no mesmo dia, todas sequenciais, por outra empresa do cantor, a GSA Empreendimentos, destinadas à PIX365 Soluções, conhecida como Vai de Bet. O valor total ultrapassa R$ 8 milhões.

Em nota ao Fantástico, os advogados de Gusttavo Lima afirmaram que o dinheiro encontrado no cofre seria utilizado para pagamento de fornecedores. Sobre as notas fiscais sequenciais, a defesa argumentou que os valores foram devidamente declarados e os impostos, pagos. “O contrato com a PIX365 tinha cláusulas anticorrupção e foi suspenso”, informou a defesa.

A respeito das acusações de lavagem de dinheiro, os advogados do cantor sustentam que todas as transações financeiras entre as empresas envolvidas ocorreram de forma lícita, por meio de contratos formais. “O envio de dinheiro para empresas de Gusttavo Lima, com base em contratos assinados, não configura nenhuma irregularidade”, enfatizaram.