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28 junho 2026
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Polícia fecha clube de tiro usado para lavagem de dinheiro

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul informou que um clube de tiro foi utilizado por indivíduos que atuavam como “laranjas” de uma organização criminosa na cidade de Novo Hamburgo (RS). Agentes realizaram bloqueios de R$ 66 milhões, além do sequestro de cinco imóveis pertencentes a integrantes do grupo criminoso. Foram apreendidas dezenas de armas e pelo menos 20 veículos.

Investigadores cumpriram 63 mandados de busca e apreensão em 12 cidades do Rio Grande do Sul, além da capital paulista. De acordo com a última atualização da Polícia Civil, cinco pessoas foram presas durante a operação Arsenal.

As ordens judiciais foram cumpridas em 13 cidades – São Paulo (capital do estado de São Paulo), e as outras 12 são do Rio Grande do Sul – Canoas, Capela de Santana, Novo Hamburgo, São Leopoldo, Porto Alegre, Portão, Montenegro, São Sebastião do Caí, Esteio, Sapucaia do Sul, Sapiranga e Gravataí.

Brasil 247

Assassinado nesta sexta em Vilhena, vítima era ex-funcionário da Friboi

Mídia Rondônia – O homem assassinado nesta sexta-feira, 30, no bairro Alto Alegre, em Vilhena, foi identificado como sendo Marcos Roberto dos Santos, de 40 anos, ex-funcionário do Frigorífico JBS Friboi.

Marcos foi atacado dentro de sua própria casa, onde foi alvejado por dois disparos à queima-roupa. Vizinhos relataram ter ouvido os estampidos e imediatamente acionaram a polícia, que chegou ao local e encontrou o corpo da vítima. Resgatado pelos bombeiros, Marcos não resistiu aos ferimentos.

As autoridades policiais ainda estão investigando o caso, tentando reunir informações sobre possíveis motivos e identificar os responsáveis pelo crime.

“X” está, finalmente, fora do ar no Brasil

X, antigo Twitter, está, finalmente, fora do ar no Brasil em praticamente todo o território e em todos os dispositivos. Até as 17h deste sábado (31), a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deverá comunicar mais de 20 mil operadoras de telecomunicações a medida, determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, na tarde de sexta-feira (30).

As operadoras de telecomunicações têm prazo de até cinco dias, após a notificação da agência, para o cumprimento da ordem de Moraes. Segundo o Downdetector, que registra queixas com canais digitais, a rede social parou de funcionar primeiro no computador e depois no celular.

Apesar do X não divulgar seu número de usuários, consultorias estimam que são cerca de 20 milhões no Brasil, local considerado um dos maiores mercados da rede no mundo.

Às 3h46 deste sábado, o dono da rede, o bilionário Elon Musk, afirmou pelo próprio X que vai começar a publicar no domingo (1º) o que ele chama de “longa lista de crimes” de Moraes. “Obviamente, ele não precisa obedecer às leis dos EUA, mas precisa obedecer às leis do seu próprio país. Ele é um ditador e uma fraude, não um juiz”, afirmou.

A decisão

Em sua decisão, Alexandre de Moraes afirma que Elon Musk é um “criminoso”, que atua “fora da lei” e que usa o “X” para corroer instituições e dar guarida para “milícias digitais” e “discursos nazistas”.

Moraes intimou Musk na quarta-feira (28), a indicar em 24 horas um novo representante legal no Brasil, e afirmou que suspenderia a rede caso isso não acontecesse. Pela Constituição brasileira, uma empresa não pode operar sem que tenha um representante legal no país.

O ministro também impôs multa diária de R$ 50 mil para qualquer pessoa ou empresa que utilizar meios (como VPN) para acessar o X, mesmo estando o site banido do país.

A decisão de Alexandre de Moraes, que ocorre após inúmeras tentativas de diálogo com Musk, teve repercussão nos principais meios de comunicação do mundo. Veja aqui.

O embate Alexandre de Moraes e Elon Musk

  • Suspensão da rede social X no Brasil: O ministro Alexandre de Moraes, do STF, ordenou que a rede social X seja suspensa em todo o Brasil nesta sexta-feira (30).
  • Notificação à Anatel: Moraes instruiu a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a bloquear o acesso à plataforma dentro de um prazo de 24 horas.
  • Multa para descumprimento: Empresas como Apple e Google foram notificadas para remover o X de suas lojas virtuais em até 5 dias. Além disso, foi estabelecida uma multa diária de R$ 50 mil para qualquer pessoa ou empresa que tente acessar o X utilizando recursos como VPNs, após o banimento.
  • Motivo da decisão: A decisão foi motivada pelo não cumprimento da ordem de Alexandre de Moraes para que a rede social nomeasse um representante legal no Brasil, uma determinação feita em 28 de agosto com prazo de 24 horas.
  • Multas pendentes: A rede social também acumula multas no valor de R$ 18 milhões, decorrentes da desobediência em remover perfis responsáveis pela disseminação de desinformação e ataques contra as instituições democráticas.
  • Fechamento do escritório no Brasil: No dia 17 de agosto, o X encerrou suas operações no Brasil, alegando que a representante legal da empresa no país foi ameaçada de prisão por Moraes.
  • Posição do X: Após o vencimento do prazo, o X declarou que não acataria as ordens judiciais de Moraes, considerando-as “ilegais” e antecipando a ordem de fechamento no Brasil.
  • Dono do X: O bilionário Elon Musk, proprietário do X, tem criticado publicamente Moraes nas redes sociais em resposta às decisões do ministro.
  • Ataques de Musk: Musk voltou a fazer críticas na própria rede social X ao longo da quinta-feira, reiterando sua oposição às ações de Moraes.

Revista Fórum

Mega-Sena sorteia R$ 9,5 milhões neste sábado

As seis dezenas do concurso 2.769 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.

O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa. O prêmio está acumulado em R$ 9,5 milhões.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet. O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 5.

Lotofácil da Independência

As apostas exclusivas para o concurso especial Lotofácil da Independência já podem ser feitas nas casas lotéricas de todo o país e pela internet.

Com prêmio estimado em R$ 200 milhões, o sorteio será realizado no dia 9 de setembro, a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, na capital paulista.

Caso apenas um apostador leve o prêmio de R$ 200 milhões e aplique na poupança, receberá um rendimento de R$ 1,14 milhão no primeiro mês.

Como sempre ocorre nos concursos especiais, a Lotofácil da Independência não acumula. Ganha quem acertar a maior quantidade de números sorteados.

Caso nenhum apostador acerte os 15 números da faixa principal, o prêmio será dividido entre os acertadores de 14 números e, assim sucessivamente, até a quinta faixa de premiação.

Esta é a 13ª edição do concurso especial da Lotofácil. Em 2023, 65 apostas acertaram o prêmio principal, levando R$ 2.955.552,77 cada uma.

DJ Alok não aguenta fumaça e faz apelo por consciência ambiental em Vilhena

Midia Rondônia – Pela primeira vez em Vilhena, DJ Alok fez uma apresentação eletrizante durante a Exponorte. O astro internacional, conhecido por sua habilidade em misturar ritmos e criar uma atmosfera única, fez um show inesquecível de uma hora no Parque de Exposições da cidade.

Além do espetáculo musical, Alok usou o palco para uma mensagem de conscientização ambiental. Ao encerrar sua apresentação, o DJ falou sobre as dificuldades que as pessoas de Vilhena estão enfrentando com as queimadas que têm assolado a região. Ele pediu mais consciência e responsabilidade para preservar o meio ambiente, destacando a importância de proteger a natureza.

“Eu senti na pele o que vocês estão passando com esse clima denso e a fumaça no ar”, disse Alok, referindo-se à densa nuvem de fumaça que tem pairado sobre a cidade devido às queimadas. Seu apelo emocionado reforçou a necessidade de ações concretas para preservar o meio ambiente e garantir um futuro melhor para as próximas gerações.

Com uma multidão entusiasmada, Alok transformou o local em uma verdadeira festa, onde ninguém ficou parado. Em seu set, o DJ trouxe um repertório que misturou sucessos de sua carreira com homenagens a grandes nomes da música nacional e internacional. Clássicos de Red Hot Chili Peppers, Queen, Alceu Valença, entre outros ícones, foram revisitados, criando uma conexão especial com o público.

A apresentação de Alok na Exponorte marcou não apenas uma noite de entretenimento, mas também de reflexão e engajamento, mostrando que a música pode ser uma poderosa ferramenta para unir as pessoas em prol de causas maiores.

Fonte: Midia Rondônia

Acusada de 20 execuções em Vilhena, facção é alvo de megaoperação

Mídia Rondônia – Uma megaoperação policial foi deflagrada nesta sexta-feira, 30, para desmantelar uma facção criminosa que atuava em Vilhena, e é acusada de cometer 20 homicídios ao longo de 2024. O líder da facção, um dos principais alvos da operação, já havia sido preso em uma ação anterior realizada pela força-tarefa de Vilhena com o apoio de policiais do Rio de Janeiro. Agora, ele enfrenta novo mandado de prisão e de sequestro de bens.

A ação, que contou com a participação de cerca de 80 policiais civis e militares, aconteceu simultaneamente em três estados: Rondônia, Santa Catarina e Rio de Janeiro. Ao todo, foram cumpridos 41 mandados de prisão temporária, 12 mandados de busca e apreensão, além do sequestro de bens no valor de R$ 2,5 milhões. Entre os bens apreendidos, está um carro de luxo blindado, utilizado pelo chefe da facção para se deslocar entre os estados de Rondônia e Rio de Janeiro.

De acordo com as investigações, o esquema criminoso era gerido em família. Além do líder, seu pai e sua esposa também são suspeitos de integrarem a organização, que teria iniciado suas atividades em 2023. Além dos homicídios, a facção é suspeita de envolvimento em roubos de motocicletas, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

Durante as buscas nas residências dos suspeitos, a polícia apreendeu armas de fogo e drogas, resultando em prisões em flagrante. As autoridades continuam investigando a extensão das atividades da facção e outros possíveis envolvidos.

‘Todo fogo no Brasil é de ação humana’, afirma presidente do Ibama

Há uma semana, na sexta-feira (23), num período de 90 minutos, focos de calor se iniciavam de maneira inédita no estado de São Paulo, causando um cenário classificado como “atípico” e “suspeito”  por especialistas e autoridades, entre elas o presidente do Instituto Brasileiro de Recursos Naturais e Renováveis (Ibama), Rodrigo Agostinho.

O órgão não tem dúvida de que a causa da tragédia se deve a uma ação humana criminosa. Segundo Agostinho, o que resta saber é se, de fato, foi uma evento orquestrado, caracterizando um crime organizado.

“Intencional a gente não tem dúvida”, comenta o presidente do Ibama em entrevista ao programa Bem Viver desta sexta-feira (30).

“Todo fogo no Brasil é de ação humana. Pode ser um acidente, pode ser um descuido, mas normalmente é alguém colocando fogo de maneira intencional para destruir a natureza, para prejudicar o meio ambiente. São pessoas que colocam fogo, ou por vandalismo, ou por sadismo de ver a floresta pegando fogo, ou simplesmente para destruir a floresta”, afirma.

Ainda no domingo (25), após uma reunião com Agostinho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, a Polícia Federal comunicou a abertura de duas investigações para apurar o que motivou os incêndios em São Paulo.

Esses inquéritos se somam a outros 29 que apuram situações semelhantes no Pantanal e Amazônia.

Nesta terça-feira, uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino exigiu que o governo federal reforce em um prazo de 15 dias as ações de combate aos incêndios pelo país.

O presidente do Ibama afirmou que recebeu com “naturalidade” a decisão e acrescentou que o órgão está realizando um esforço “nunca antes visto” para conter a situação.

“O Ibama está trabalhando junto com o ICMBio [Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade] com três mil brigadistas, é a maior contingente da história de brigadistas empregado. O governo federal liberou para nós recursos extraordinários, nós estamos trabalhando com 17 aeronaves, 24 embarcações. Estamos trabalhando com uma estrutura que a gente nunca teve, uma estrutura de guerra, porque, para esses brigadistas, a gente tem que fornecer alimentação, abrigo, todos equipamentos de proteção individual.”

No entanto, Agostinho confessa que a atual situação revela como as estratégias de atuação de órgãos ambientais precisam ser reforçadas e atualizadas por conta tanto das mudanças climáticas, quanto pelas estratégias adotadas por grupos intencionados em desmatar.

“Quando a gente está combatendo no fogo, é porque uma etapa inicial não deu certo. Foi a conscientização da população, a educação ambiental, o trabalho preventivo.”

“Obviamente a gente recursos limitados. Se as pessoas decidem de comum acordo, dentro de grupos de WhatsApp, agir contra a natureza, contra o meio ambiente, nem sempre a gente vai ser capaz de diagnosticar isso”, diz.

Na entrevista, o presidente do Ibama fala também sobre as declarações do governador de São Paulo Tarcísio de Freitas sobre não ver intencionalidade nos incêndios no estado, além de responder sobre a atual situação do licenciamento ambiental para a Petrobras explorar a Foz do Amazonas. Confira a seguir.

O Ibama avançou no entendimento de que os incêndios que se alastram pelo país foram provocados de maneira intencional?

Intencional, a gente não tem dúvida. A maior parte, 99% do incêndio no Brasil, é ação humana, são pessoas que colocam fogo, ou por vandalismo, ou por sadismo de ver a floresta pegando fogo, ou simplesmente para destruir a floresta.

O desmatamento é muito caro, contrata máquinas, motosserras, tratores, então o pessoal prefere simplesmente colocar o fogo na floresta.

O que a gente tem dúvidas, obviamente, e por isso o inquérito, é se foi uma ação orquestrada, uma ação organizada. De fato, foi uma ação criminosa, que a gente não sabe se foram situações isoladas, várias pessoas colocando fogo aleatoriamente, aproveitando calor, a seca extrema, o evento climático extremo, ou se foi algo organizado.

A gente tem uma sala de situação em que a gente acompanha todos os incêndios em tempo real, com as imagens satélites do Inpe, com radares… É que de fato os incêndios aconteceram, no caso de São Paulo, todos mais ou menos ao mesmo tempo.

Em uma janela de no máximo 90 minutos começaram todos os incêndios na região nordeste de São Paulo que causaram prejuízo para muita gente, para o meio ambiente, para a saúde humana.

O senhor acredita que talvez esse episódio marque uma diferença daqui para frente da apuração da investigação do Ibama sobre crimes ambientais?

O Ibama faz um trabalho de prevenção e de combate aos incêndios florestais. A gente mantém um programa há 35 anos chamado PrevFogo.

O Ibama não faz investigação, fazemos ações de inteligência para entender os processos, o que está acontecendo para que a gente possa ser mais assertivo.

A gente está usando muita tecnologia agora, inclusive, para fazer a predição dos episódios de fogo. Então, a gente consegue entender quais são as áreas mais sensíveis, onde a vegetação está em risco.

Mas, obviamente, a gente recursos limitados. Se as pessoas decidem de comum acordo, dentro de grupos de WhatsApp, agir contra a natureza, contra o meio ambiente, nem sempre a gente vai ser capaz de diagnosticar isso.

Nós estamos trabalhando integrados com muitas outras estruturas, com os órgãos estaduais, com a Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Força Nacional e ICMBio, para que a gente possa atacar a raiz do problema.

Quando a gente está combatendo no fogo, é porque uma etapa inicial não deu certo. Foi a conscientização da população, a educação ambiental, o trabalho preventivo.

Então nós estamos trabalhando muito nisso, porque estamos vendo agora uma intensa mudança climática, é a maior seca já registrada no Brasil. Os rios amazônicos estão secos. É uma situação muito delicada e que a gente precisa que a população entenda: não é hora de colocar fogo no mato.

O ministro do STF, Flavio Dino, deu uma ordem que o Governo Federal tem 15 dias para intensificar a atuação preventiva de combate aos incêndios, isso falando do Pantanal e da Amazônia. Como o Ibama recebeu essa decisão?

Com naturalidade. É uma ação judicial, impetrada pela Rede [Sustentabilidade, o partido] no governo passado ainda. O Ibama está trabalhando junto com o ICMBio com três mil brigadistas, é a maior contingente da história de brigadistas empregado. O governo federal liberou para nós recursos extraordinários, nós estamos trabalhando com 17 aeronaves, 24 embarcações. Estamos trabalhando com uma estrutura que a gente nunca teve, uma estrutura de guerra, porque, para esses brigadistas, a gente tem que fornecer alimentação, abrigo, todos equipamentos de proteção individual.

Nós estamos trabalhando ao mesmo tempo hoje em mais de 100 incêndios de forma simultânea.

Uma reportagem do Brasil de Fato mostrou que, ainda em 2020, um ano após o Dia do Fogo na Amazônia, apenas 5% das pessoas envolvidas no caso foram punidas. Há uma expectativa que nesse caso seja diferente?

Nós estamos fazendo as perícias. Nós fizemos uma autuação enorme agora no Pantanal, de R$ 11 milhões. Concluímos ontem uma segunda perícia de mais um incêndio de 18 mil hectares no Pantanal, com uma multa de R$ 50 milhões.

A parte administrativa a gente consegue fazer. O problema é que a lei dos crimes ambientais e o Código Penal trazem penalidades para o crime de fogo, de incêndio, muito baixas.

Nós estamos falando de um crime com punição de dois a quatro anos, o que dá a transação penal, ou seja, a pessoa às vezes acaba trocando uma pena de prisão por cestas básicas.

Então, de fato, tem ali um espaço para a gente poder melhorar nossa legislação. O Brasil tem uma tradição de punir os crimes contra o patrimônio, os crimes contra a vida, mas os crimes ambientais são tratados como um crime de menor potencial ofensivo e aí a gente acaba tendo muita impunidade.

O Ibama vem trabalhando para reduzir isso, com autos de infração, com embargos, uma série de medidas restritivas.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, comentou que não há evidências de uma ação coordenada a respeito dos incêndios no estado. Essa declaração preocupou o senhor, preocupou o Ibama e talvez isso, de alguma maneira, pode atrapalhar as investigações que a Polícia Federal está fazendo?

Não, de forma alguma. Na verdade, a gente tem que aguardar o trabalho das investigações de fato. A gente não tem provas, mas o que a gente tem é que, de fato, o estado de São Paulo estava sem focos de calor, sem incêndios, seja na área de agricultura, seja na área florestal.

E, no mesmo dia, na sexta-feira (23), nós tivemos, em um prazo de 90 minutos, mais de 50 áreas iniciando o fogo ao mesmo tempo.

Então, de fato, é uma situação extraordinária, atípica e que merece ser investigada. Todo fogo no Brasil é de ação humana. Pode ser um acidente, pode ser um descuido, mas, normalmente, é alguém colocando fogo de maneira intencional para destruir a natureza, para prejudicar o meio ambiente.

E isso merece toda a atenção das autoridades, e eu acho muito cedo para gente tirar qualquer conclusão.

A Associação Nacional dos Servidores de Carreira dos Especialistas em Meio Ambiente finalmente assinou um acordo com o governo federal para pôr fim à greve que se estendia pelo menos desde janeiro. De alguma maneira, a gente pode atribuir essa mobilização ao aumento dos incêndios pelo país?

Não, de comum acordo com os servidores, o setor de prevenção e combate de incêndios não foi prejudicado pelo movimento grevista.

Nós tivemos uma operação padrão que durou de janeiro até o começo de julho. No mês de julho, tivemos a greve, mas nos setores ligados à fauna, às emergências ambientais e aos incêndios florestais, 100% do quadro continuou trabalhando normalmente.

Inclusive, os nossos brigadistas são servidores temporários, que são contratados justamente nessa época, especialmente para trabalhar nos incêndios florestais.

É um quadro à parte do Ibama e que não foi prejudicado pelo movimento grevista.

Servidores do Ibama são muito conscientes da sua responsabilidade com o meio ambiente. E apenas funções burocráticas tiveram interrupção durante o movimento grevista.

E o senhor acredita que esse é um episódio vencido? A gente ainda pode ver mais algum tipo de mobilização de greve aí nos próximos meses?

Não, foi feito um acordo, esse acordo foi homologado. Os servidores já estão, inclusive, cumprindo jornadas extraordinárias para poder compensar os dias em greve. O acordo foi feito e o trabalho agora está normal.

Além do Pantanal, da Amazônia e de São Paulo, onde a gente vem acompanhando essa situação, outra região que também merece atenção é a do Matopiba. O que a gente pode falar dessa situação? A gente também pode ver um cenário semelhante nos próximos meses, nas próximas semanas?

Nós estamos trabalhando muito desde ano passado para reduzir o desmatamento no Cerrado. Nós conseguimos reduzir a curva – um aumento de 35% caiu para 9% e, nos últimos quatro meses, a gente está tendo queda no desmatamento.

Não é fácil, é uma área altamente valorizada, são terras privadas já tituladas, os estados emitem as autorizações de desmatamento, a legislação preserva apenas 20% de cada propriedade. Então a gente tem um conjunto de fatores que levam ao desmatamento Cerrado.

O Cerrado, por um outro lado, também é um bioma acostumado com os incêndios florestais, as plantas são resistentes ao fogo, então a gente tem uma outra situação.

De fato, na fronteira entre Maranhão, Tocantins, Piauí e extremo oeste e norte da Bahia, a gente tem ali áreas com intensidade elevada ainda de desmatamento. Nós estamos priorizando a fiscalização dessas áreas, estamos embargando as áreas que estão sendo desmatadas sem autorização.

Faz sentido o governo estar conseguindo reduzir de maneira expressiva o desmatamento, especialmente na Amazônia, mas, ao mesmo tempo, a gente ver esse cenário de incêndio se alastrando em diversas regiões, inclusive na Amazônia? Como que essa conta fecha?

Essa conta é a grande questão. E ela pode fechar, talvez para gente, mas não vai fechar para o equilíbrio do planeta.

A humanidade, infelizmente, agrediu demais o nosso planeta, o nosso equilíbrio ambiental, nosso equilíbrio climático. A gente está vivendo um episódio de intensas mudanças climáticas causadas pelo próprio homem.

7 bilhões de pessoas no planeta consumindo água e alimentos, destruindo florestas, tendo que transformar a natureza em energia, em outros produtos, e isso tem consequências.

Nós estamos vivendo essas consequências. Esse ano está quente, seco e, provavelmente, os próximos anos serão ainda piores. Então a gente precisa agir. Já passou da hora da humanidade ter uma outra atitude com o planeta.

Nós continuamos trabalhando para combater o desmatamento. Se a gente não tivesse reduzido o desmatamento, os incêndios seriam ainda maiores.

Nós tivemos uma queima de 14% do Pantanal, uma queima já de 1% da Amazônia. Parece pouco, mas não é. São 4 milhões de hectares, ou seja, é um problema que precisa ser enfrentado por todos.

Os incêndios só existem porque alguém coloca fogo, não é o governo que coloca fogo, mas nós estamos trabalhando como nunca com a maior estrutura já colocada na disposição para enfrentar esse grande desafio.

Se me permite, gostaria de trazer outro assunto para a conversa, a respeito da Foz do Amazonas. O Ibama já negou a licença para a Petrobras explorar a região, mas há setores dentro do governo que seguem trabalhando na possibilidade. É de fato uma questão que ainda está em aberto dentro do governo? 

Antes de mais nada, só esclarecer que essa não é uma decisão política, não é uma decisão jurídica, é uma decisão técnica. A legislação não proíbe a exploração de petróleo naquela região, não existe nenhuma proibição.

Acontece que é uma atividade que precisa de licenciamento ambiental, que faz aí toda uma avaliação da viabilidade ambiental e da segurança de se explorar a petróleo naquela região.

A proposta apresentada pela Petrobras foi considerada pela equipe técnica do Ibama sem viabilidade. A Petrobras entrou em contato recentemente com o Ibama e está apresentando novos estudos, novas propostas, novos projetos, inclusive, para melhorar a segurança.

Isso ainda vai ser analisado pela equipe técnica do Ibama, que obviamente vai tomar uma decisão em relação a isso, mas só deixando claro que é uma decisão técnica, tomada pela equipe técnica do Ibama e que faz o melhor para que a gente possa conciliar o desenvolvimento econômico com a sustentabilidade.

Então, o Ibama continua analisando esse caso. Nós emitimos outras licenças, outras autorizações para Petrobras em outras regiões do Brasil e, nesse caso específico, nós estamos aguardando aí os novos estudos, novas propostas da Petrobras para essa região.

É possível, então, que numa nova proposição da Petrobras, o Ibama dê a autorização para o início da exploração?

Como eu disse, essa é uma decisão técnica, a equipe técnica ainda vai fazer análise. Não existe proibição na legislação, a legislação só deixa claro que isso depende de licenciamento e o licenciamento pode dizer sim ou não, vai depender, obviamente, da qualidade dos estudos.

Neste mês, a Justiça negou o pedido feito pela Advocacia Geral da União (AGU) para suspender a liminar que impede a continuação das obras de reconstrução da BR-319. Como o Ibama vê essa situação? 

O desmatamento da Amazônia começa sempre com a abertura de uma estrada.

Hoje a maior parte dos incêndios florestais da Amazônia está acontecendo ao longo da BR-163, que liga o Mato Grosso ao Pará, ao longo da BR-230, que é a famosa transamazônica, e na BR-319. São as três estradas que concentram a maior parte dos incêndios florestais.

A 319 é uma nova fronteira, as pessoas estão investindo na grilagem de terra nessa região, e por isso é um licenciamento tão complicado.

Se não resolver problemas ligados à governança, dificilmente a obra de infraestrutura pode prosperar.

Então a grande questão é como se concilia tudo isso. O Ibama tem uma preocupação muito grande em combater a grilagem, a exploração legal de madeira, o garimpo ilegal, e o desmatamento.

E por isso que a gente tem um olhar tão atento para algumas obras de infraestrutura. Nesse caso específico da BR319, a licença prévia que havia sido emitida pelo governo passado foi suspensa por decisão judicial.

O Ibama respeita essa decisão e vem discutindo com o Ministério dos Transportes e com o Dnit uma série de complementações, uma série de situações relativas a esse empreendimento.

Brasil de Fato

Horário eleitoral na TV e rádio começa nesta sexta-feira

Começa nesta sexta-feira (30) o horário eleitoral nas emissoras de rádio e televisão. Até o dia 3 de outubro, candidatos a prefeito e vereador utilizarão esse espaço para se comunicar com os eleitores, explicar suas ideias, propostas e projetos para suas cidades.

Os candidatos ao cargo de prefeito terão duas inserções diárias na TV e no rádio. Na primeira, o horário eleitoral será das 13h às 13h10 e das 20h30 às 20h40. Já no rádio, o espaço reservado a eles é das 7h às 7h10 e das 12h às 12h10.

Além disso, outros 70 minutos são reservados diariamente para inserções curtas, de 30 ou 60 segundos, distribuídas ao longo da programação. Deste tempo, 42 minutos são destinados aos candidatos a prefeito e nos outros 28 minutos são apresentados os candidatos a vereador.

A divisão do tempo entre os candidatos é feita pelos partidos, mas essa divisão deve ser proporcional para candidaturas de mulheres e pessoas negras conforme o total de candidatos de cada partido.

O horário eleitoral é veiculado nas emissoras de rádio, inclusive nas comunitárias, e de televisão que operam em VHF e UHF, bem como nos canais de TV por assinatura sob a responsabilidade do Senado Federal, da Câmara dos Deputados, das Assembleias Legislativas, da Câmara Legislativa do Distrito Federal ou das Câmaras Municipais.

Proibições

No período de veiculação do horário eleitoral gratuito, as emissoras de rádio e televisão não podem veicular conteúdos com propaganda política em sua programação normal e em seus noticiários. Além disso, é proibido exibir obras – filmes, novelas, minisséries com críticas voltadas a candidatos ou partidos específicos ou dar tratamento privilegiado a algum partido ou candidato.

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, destacou o caráter democrático do horário eleitoral na abertura da sessão do tribunal, nessa quinta-feira (29). “A partir de amanhã [sexta-feira] tem início o horário eleitoral gratuito, pelo qual se dá ciência, como é próprio de um processo eleitoral democrático, das propostas dos candidatos. Mais um espaço de exercício democrático de informação”.

O primeiro turno das eleições será no dia 6 de outubro. O segundo turno da disputa poderá ser realizado em 27 de outubro nos municípios com mais de 200 mil eleitores, nos quais nenhum dos candidatos à prefeitura atinja mais da metade dos votos válidos, excluídos os brancos e nulos, no primeiro turno.

PM fecha boca de fumo e apreende drogas em Cerejeiras

Midia Rondônia – A Polícia Militar de Cerejeiras desarticulou uma boca de fumo localizada em uma casa abandonada na Rua Alagoas, bairro Primavera. A operação resultou na apreensão de mais de um quilo de drogas, além de materiais usados para embalar entorpecentes e uma balança de precisão na manhã desta quinta-feira, 28.

A ação da PM foi desencadeada após uma denúncia anônima, que indicava que o imóvel estava sendo utilizado como esconderijo por criminosos e depósito de drogas. Ao chegar ao local, os militares perceberam que uma janela lateral estava aberta, o que permitiu uma incursão no interior da casa.

Durante a operação, a polícia encontrou 680 gramas de substância análoga à maconha, das quais 222 gramas já estavam embaladas e prontas para venda. Além disso, foram apreendidos 231 gramas de uma substância que aparenta ser pasta base de cocaína (crack) e 66 gramas de pó branco semelhante à cocaína.

Além das drogas, os policiais apreenderam uma balança de precisão, facas com resquícios de entorpecentes, rolos de papel filme utilizados para embalar drogas, e diversos itens que, possivelmente, foram trocados por entorpecentes no local. Entre os objetos apreendidos estão uma esmerilhadeira da marca Makita, 10 torneiras de pia, três mangueiras flexíveis e dois rolos de fios.

Todos os itens recuperados, juntamente com as drogas, foram levados para a Delegacia de Polícia Civil, onde a ocorrência foi registrada. A polícia agora trabalha para identificar e localizar os responsáveis pela operação da boca de fumo, que vinha atuando no bairro Primavera.

 

Homem é executado a tiros em Vilhena

Mídia Rondônia – Um homem foi executado a tiros na tarde desta sexta-feira, 30, em Vilhena, no bairro Alto Alegre, setor 8. Segundo as primeiras informações, a vítima, cujo nome ainda não foi divulgado, foi atacada em sua própria casa.

O homem foi atingido por disparos na cabeça e no peito. Moradores do bairro relataram ter ouvido os tiros e, em seguida, notaram um movimento suspeito de pessoas saindo apressadamente da residência da vítima. Eles rapidamente acionaram a polícia e o serviço de resgate.

A vítima chegou a ser socorrida e levada ao Hospital Regional de Vilhena, mas, devido à gravidade dos ferimentos, não resistiu e veio a óbito pouco depois de dar entrada na unidade de saúde. Com mais esse crime, Vilhena registra seu 44º homicídio em 2024.

A polícia já está investigando o caso, mas ainda não há informações sobre a motivação do crime ou a identidade dos suspeitos. O local foi isolado para a realização da perícia, que busca reunir provas que possam levar aos responsáveis pela execução.