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30 abril 2026
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Acusados de matar delegado são absolvidos em RO

Os jurados da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Porto Velho absolveram, nesta quarta-feira (22), três acusados de envolvimento na morte do delegado da Polícia Civil José Valney Calixto de Oliveira, ocorrida em 24 de julho de 2021. A absolvição foi solicitada pelo próprio Ministério Público ao final de um julgamento que durou mais de 11 horas.

Édipo Teixeira Pereira, Meyson Vitoriano Auzier e Éricon Fernando Fernandes Guimarães chegaram a ser denunciados pelo MP sob acusação de espancarem e matarem o delegado. Durante o julgamento, o promotor responsável afirmou que, apesar de apontar a existência de um complô entre os denunciados, não conseguiu reunir provas suficientes para sustentar a condenação e pediu aos 7 jurados a absolvição.

A defesa sustentou que não havia elementos suficientes para comprovar a participação dos acusados no crime, argumentando que os indícios apresentados não permitiam um juízo de certeza.

Na sentença de pronúncia, o Ministério Público havia afirmado que o delegado sofreu vários golpes na cabeça antes dos disparos.

O crime

O caso aconteceu em uma chácara na estrada dos Periquitos, na zona Leste de Porto Velho.

José Valney Calixto de Oliveira foi até o local a convite de um policial civil. Durante a permanência, houve um desentendimento após o arremesso de gelo que atingiu o delegado. Ele deixou a chácara acompanhado de outras pessoas, mas retornou sozinho pouco depois.

Na sequência, houve troca de tiros. O delegado foi atingido por quatro disparos na cabeça. O gerente de um posto de combustível, Rafael Simão da Silva, também foi baleado, chegou a ser socorrido, mas morreu em uma policlínica. (ROagora)

Pré-candidato é denunciado por usar sobrenome “Bolsonaro” em RO

Uma representação protocolada no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) questiona o uso de sobrenome associado a figura política nacional por um pré-candidato ao Senado nas eleições de 2026. O processo foi registrado em 15 de abril e tramita como notícia de irregularidade em propaganda eleitoral, com pedido de medida liminar .

De acordo com a petição, o advogado Caetano Vendimiatti Netto denuncia que o empresário Bruno Scheid estaria utilizando, em aparições públicas e pesquisas eleitorais, o nome “Bruno Bolsonaro”, sem possuir parentesco com a família do ex-presidente da República . A representação sustenta que a prática pode induzir o eleitorado a erro e comprometer a lisura do processo eleitoral.

O documento aponta que o uso do sobrenome também teria ocorrido em levantamentos eleitorais, o que, segundo o autor da ação, configuraria vício metodológico capaz de distorcer os resultados apresentados ao público . Um dos exemplos citados é pesquisa registrada no Tribunal Superior Eleitoral em que o nome do pré-candidato aparece com a variação questionada.

A denúncia cita dispositivos da Lei nº 9.504/1997 e da Resolução nº 23.609/2019 do TSE, que tratam das regras para registro de candidaturas e uso de nomes de urna, vedando expressões que possam gerar dúvida sobre a identidade do candidato . Também são mencionados precedentes da Justiça Eleitoral em casos semelhantes, nos quais foi impedido o uso de sobrenomes de figuras públicas sem vínculo familiar.

Na ação, o autor pede a concessão de tutela de urgência para suspender a divulgação de pesquisas que utilizem o nome questionado e para proibir o uso da expressão em materiais de pré-campanha, entrevistas e manifestações públicas . Também solicita investigação sobre eventual prática de crime eleitoral e aplicação de sanções, caso sejam confirmadas irregularidades.

O caso foi encaminhado à Procuradoria Regional Eleitoral, responsável por atuar como fiscal da lei no processo, e deverá ser analisado pelo colegiado do TRE-RO . (TudoRO)

Pré-candidato em RO vira alvo do TRE por uso do sobrenome Bolsonaro

Uma representação protocolada no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) questiona o uso de sobrenome associado a figura política nacional por um pré-candidato ao Senado nas eleições de 2026. O processo foi registrado em 15 de abril e tramita como notícia de irregularidade em propaganda eleitoral, com pedido de medida liminar .

De acordo com a petição, o advogado Caetano Vendimiatti Netto denuncia que o empresário Bruno Scheid estaria utilizando, em aparições públicas e pesquisas eleitorais, o nome “Bruno Bolsonaro”, sem possuir parentesco com a família do ex-presidente da República . A representação sustenta que a prática pode induzir o eleitorado a erro e comprometer a lisura do processo eleitoral.

O documento aponta que o uso do sobrenome também teria ocorrido em levantamentos eleitorais, o que, segundo o autor da ação, configuraria vício metodológico capaz de distorcer os resultados apresentados ao público . Um dos exemplos citados é pesquisa registrada no Tribunal Superior Eleitoral em que o nome do pré-candidato aparece com a variação questionada.

A denúncia cita dispositivos da Lei nº 9.504/1997 e da Resolução nº 23.609/2019 do TSE, que tratam das regras para registro de candidaturas e uso de nomes de urna, vedando expressões que possam gerar dúvida sobre a identidade do candidato . Também são mencionados precedentes da Justiça Eleitoral em casos semelhantes, nos quais foi impedido o uso de sobrenomes de figuras públicas sem vínculo familiar.

Na ação, o autor pede a concessão de tutela de urgência para suspender a divulgação de pesquisas que utilizem o nome questionado e para proibir o uso da expressão em materiais de pré-campanha, entrevistas e manifestações públicas . Também solicita investigação sobre eventual prática de crime eleitoral e aplicação de sanções, caso sejam confirmadas irregularidades.

O caso foi encaminhado à Procuradoria Regional Eleitoral, responsável por atuar como fiscal da lei no processo, e deverá ser analisado pelo colegiado do TRE-RO . (TudoRO)

Mulher morre após ser jogada do 13º andar pelo namorado

O que parecia ser um trágico acidente revelou-se um crime brutal motivado por ciúmes. A modelo e ex-candidata ao Miss Cosmo Bahia, Ana Luiza Mateus, de 29 anos, foi morta na madrugada desta quarta-feira (22) ao cair do 13º andar de um prédio na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.

O caso tomou um rumo sombrio e se tornou um caso de feminicídio quando a perícia e testemunhas desmentiram a versão inicial de queda acidental, levando à prisão e confissão de seu namorado, Tarso Lincoln Ferreira da Cunha.

Logo após a queda de Ana Luiza, por volta das 5h30, Tarso Lincoln tentou manipular a narrativa dos fatos. Segundo a Polícia Civil, o suspeito alterou a cena do crime, movendo o corpo da vítima e mexendo em objetos no apartamento antes da chegada das autoridades. Testemunhas relataram que, após o ocorrido, ele tentou deixar o condomínio Alfapark pela porta dos fundos.

Ao ser confrontado, apareceu chorando, mas a tentativa de fuga e a violação das provas processuais foram cruciais para que a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) efetuasse a prisão em flagrante.

Confissão após cerco policial

Pressionado pelas evidências e pelos relatos de vizinhos que descreveram uma “guerra” de gritos vinda do apartamento, Tarso confessou o feminicídio em depoimento.

  • O motivo: Ciúme excessivo em um relacionamento de apenas três meses.
  • A contradição: Embora tenha admitido ser o culpado pela morte e pela alteração das provas, ele negou ter empurrado a modelo. A polícia, porém, trabalha com a hipótese de que ela foi jogada após uma discussão acalorada.

Crônica de uma tragédia anunciada

A vida de Ana Luiza no Rio de Janeiro era descrita por ela mesma, em mensagens a amigos, como uma “gaiola de ouro”. O relacionamento era marcado por abusos e controle.

Horas antes de morrer, funcionários do prédio chegaram a avisar a modelo sobre o comportamento agressivo de Tarso e sugeriram que ela saísse do local. Ana Luiza chegou a comprar uma passagem de volta para a Bahia e o voo estava marcado para a mesma madrugada em que sua vida foi interrompida. Por razões ainda investigadas, ela decidiu permanecer no imóvel, onde encontrou seu fim.

Feriadão em RO tem redução de mortes nas rodovias

O balanço da Operação Tiradentes 2026 aponta apenas uma morte nas rodovias federais de Rondônia, com redução de 80% na letalidade em comparação ao feriado do ano anterior.

A operação foi realizada entre os dias 17 e 21 de abril, período em que a Polícia Rodoviária Federal (PRF) intensificou a fiscalização em toda a malha viária do estado.

Durante a operação, houve aumento de 7,12% na força de trabalho, com reforço que chegou a 21,81% na região de Vilhena. Ao todo, foram fiscalizadas 4.508 pessoas e 2.695 veículos.

Mesmo com a queda nas mortes, o número de acidentes graves aumentou. Foram registrados 7 casos, 3 a mais em relação a 2025.

A análise dos dados aponta que mais de 80% desses acidentes ocorreram em trechos de pista simples e reta, com predominância de situações relacionadas ao excesso de velocidade e ultrapassagens indevidas.

A operação integra ações alinhadas à Década de Ações pela Segurança no Trânsito da ONU, que tem como meta reduzir em 50% o número de mortes até 2030.

Delegado é impedido de atuar em causa própria após prender advogada

O delegado Christian Zilmon Mata dos Santos, responsável pela prisão de uma advogada após críticas feitas a ele, foi proibido pela Justiça de Goiás de atuar em casos nos quais ele seja parte diretamente envolvida. A decisão foi tomada pelo juiz Samuel João Martins, em medida liminar, e atende ao pedido da OAB goiana, que representa a advogada Áricka Rosália Alves Cunhas.

A decisão busca garantir que “emoções ou paixões” não influenciem os procedimentos, preservando a imparcialidade e a técnica jurídica. O caso começou quando Áricka fez uma publicação criticando o arquivamento de um boletim de ocorrência que ela registrou contra um possível servidor público.

O delegado, ao não concordar com as críticas, decidiu prender ela em flagrante, alegando difamação pública. Após a prisão, a OAB denunciou ele por utilizar um drone para monitorar a advogada, acusação que o delegado negou. A Justiça negou o pedido de interrupção da vigilância, afirmando falta de provas concretas de ilegalidade.

Quinta-feira de chuvas intensas e trovoadas em RO

A previsão do tempo para a Região Norte do país, nesta quinta-feira (23), indica céu com muitas nuvens e pancadas de chuva acompanhadas de trovoadas para quase toda a região ao longo do dia, menos intensas à noite.

Pela manhã, a previsão é de muitas nuvens e pancadas de chuva para quase toda a região — à exceção da faixa central do Tocantins, onde deve chover com menor intensidade e do extremo-sul do estado, onde não deve chover. As pancadas de chuva devem amanhecer acompanhadas de trovoadas em quase todo o território, à exceção do centro-sul do Tocantins e leste de Rondônia.

Durante a tarde, as chuvas tomam toda a região, enquanto as pancadas de chuva se mantêm sobre as mesmas áreas. As trovoadas tomam todo o estado de Rondônia e se mantêm sobre as demais áreas.

À noite, as chuvas perdem intensidade em todo o estado de Rondônia e sul do Tocantins, e deixam o extremo-sul do último. As trovoadas se restringem a Roraima, Amapá, norte e nordeste do Pará, centro-norte e oeste do Amazonas, oeste do Acre e norte do Tocantins.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta de perigo potencial de chuvas intensas para quase toda a região — à exceção do sul do Tocantins —, além de alerta de perigo de chuvas intensas para quase todo o território — à exceção do centro-sul do Tocantins, sudeste de Rondônia e extremo-sul do Pará.

Entre as capitais, a temperatura mínima prevista é de 22°C, em Palmas. Já a máxima pode chegar até 34°C, também em Palmas. A umidade relativa do ar varia entre 40% e 100%.

Fonte: Brasil 61

Irritado, lutador espanca esposa e filha de seis meses

Um lutador de jiu-jítsu identificado como Renê Roque Zago, de 38 anos, foi preso após agredir violentamente a esposa e ferir a filha do casal, uma bebê de seis meses, em Piracicaba, no interior de São Paulo. O caso ocorreu na última segunda-feira (20) e foi divulgado pelo portal Metrópoles.

De acordo com a Guarda Civil Municipal, as agressões começaram após o suspeito se irritar ao acordar com o som da esposa conversando ao telefone com a mãe. A situação evoluiu rapidamente para um episódio de violência extrema dentro da residência da família.

A vítima foi socorrida em estado de choque e apresentava ferimentos graves, especialmente na cabeça. Informações ligadas ao caso apontam que ela teve a cabeça arremessada contra uma porta, sofreu perfuração em uma das mãos com uma chave e recebeu diversos socos no rosto. Durante as agressões, um dos golpes acabou atingindo a filha do casal, que estava no colo da mãe.

Além da violência física, o suspeito também teria feito ameaças graves. Segundo relatos, ele chegou a dizer que jogaria a esposa e a criança do segundo andar do imóvel. A situação só não teve consequências ainda mais graves devido à intervenção da mãe do agressor, que conseguiu conter momentaneamente a ação.

Recepcionista e namorado enfrentam júri em Vilhena

A Justiça de Rondônia levará a júri popular, nesta sexta-feira (24), dois acusados de envolvimento no assassinato do dentista Clei Bagattini, morto a tiros dentro do próprio consultório em julho de 2024, no município de Vilhena.

Sentarão no banco dos réus a recepcionista Raqueline Leme Machado, de 35 anos, e o namorado dela, Maikon Sega Araújo. Ambos são apontados pelas investigações como participantes de um crime que, segundo a Polícia Civil, teria sido premeditado e possivelmente encomendado.

O homicídio ocorreu no dia 12 de julho de 2024, quando a vítima foi surpreendida por disparos durante uma consulta. O autor dos tiros se passou por paciente e fugiu logo após o ataque. A dinâmica do crime chamou a atenção dos investigadores pela frieza e planejamento envolvidos.

De acordo com a apuração policial, o atirador esteve na clínica em pelo menos duas ocasiões antes do crime: inicialmente para agendar a consulta e, depois, para confirmar o horário. Esses movimentos levantaram suspeitas de que o assassinato foi cuidadosamente articulado.

A investigação também aponta que a recepcionista teria colaborado ao agendar atendimentos com o objetivo de monitorar a rotina do dentista. Além disso, a motocicleta utilizada na fuga foi relacionada ao companheiro dela, reforçando a linha investigativa de participação conjunta.

Raqueline foi presa ainda em julho de 2024, pouco depois do crime, mas acabou sendo solta no final do mesmo ano. Já o homem identificado como executor, Maicon da Silva Raimundo, morreu em dezembro de 2024, após confronto com policiais no município de Colniza, depois de passar cerca de cinco meses foragido.

Outro elemento importante para o inquérito foi a apreensão de uma arma com o casal, que foi encaminhada para análise pericial. A Polícia Civil também reuniu indícios de encontros prévios entre suspeitos, que teriam servido para alinhar a execução do crime.

Apesar dos avanços, o possível mandante do assassinato ainda não foi identificado oficialmente. O julgamento desta sexta-feira deve esclarecer o grau de participação dos réus e pode trazer novos desdobramentos sobre o caso que chocou a população local. (ROagora)

Chupinguaia terá Parque Nacional Tanaru

O município de Chupinguaia está entre as localidades que passarão por uma transformação histórica com a criação do Parque Nacional Tanaru, aprovado pelo Supremo Tribunal Federal na última quinta-feira (11).

A decisão valida o Plano de Trabalho para implantação da unidade de conservação em uma área de cerca de 8 mil hectares, que abrange também os municípios de Corumbiara, Parecis e Pimenteiras do Oeste. O objetivo é preservar a memória do chamado “Índio do Buraco”, último sobrevivente de um povo indígena considerado extinto.

O indígena viveu por quase 30 anos em completo isolamento na região, até ser encontrado sem vida em 2022. Sua identidade étnica e língua nunca foram identificadas. Ele ficou conhecido por escavar buracos profundos nas habitações que construía — característica que originou o apelido pelo qual ficou conhecido. Também era chamado de “Tanaru”, em referência à Terra Indígena onde viveu.

A área já era protegida por medidas da Fundação Nacional dos Povos Indígenas, que mantém portarias de restrição de uso para impedir invasões e garantir a preservação do território. Com a decisão do STF, essas restrições foram prorrogadas até a conclusão total do processo de criação do parque.

O relator do caso, Edson Fachin, destacou a importância de assegurar a proteção permanente da área, não apenas do ponto de vista ambiental, mas também histórico e cultural.

Buraco em Tapiri — Foto: Reprodução/Txai Surui

A criação do Parque Nacional Tanaru representa um marco para a região sul de Rondônia, incluindo Chupinguaia, ao transformar uma área marcada por conflitos e isolamento em um espaço de preservação ambiental e memória indígena. A iniciativa também reforça o compromisso com a proteção de territórios sensíveis e com a valorização de povos originários, mesmo aqueles já considerados extintos.

Com a futura implementação do parque, a expectativa é de que a região passe a contar com maior fiscalização, conservação ambiental e reconhecimento nacional pela sua relevância histórica.