O delegado Christian Zilmon Mata dos Santos, responsável pela prisão de uma advogada após críticas feitas a ele, foi proibido pela Justiça de Goiás de atuar em casos nos quais ele seja parte diretamente envolvida. A decisão foi tomada pelo juiz Samuel João Martins, em medida liminar, e atende ao pedido da OAB goiana, que representa a advogada Áricka Rosália Alves Cunhas.
A decisão busca garantir que “emoções ou paixões” não influenciem os procedimentos, preservando a imparcialidade e a técnica jurídica. O caso começou quando Áricka fez uma publicação criticando o arquivamento de um boletim de ocorrência que ela registrou contra um possível servidor público.
O delegado, ao não concordar com as críticas, decidiu prender ela em flagrante, alegando difamação pública. Após a prisão, a OAB denunciou ele por utilizar um drone para monitorar a advogada, acusação que o delegado negou. A Justiça negou o pedido de interrupção da vigilância, afirmando falta de provas concretas de ilegalidade.







