28 C
Porto Velho
1 novembro 2026

Eduardo Bolsonaro é condenado a 4 anos e 2 meses

O Supremo Tribunal Federal aplicou uma pena de quatro anos e dois meses de prisão para o deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por coação judicial. A Primeira Turma da Corte também determinou o pagamento de 50 dias-multa (um dia-multa corresponde a dois salários mínimos). A pena deverá começar a ser cumprida em regime semiaberto.

Em sua denúncia encaminhada para o STF, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que as provas reunidas contra Eduardo Bolsonaro apontam que as ações de intimidação atribuídas ao ex-deputado contra a Justiça brasileira ocorreram em julho de 2025. De acordo com a acusação, essas iniciativas não ocorreram de forma reservada nem pontual: tiveram repercussão na imprensa, apareceram nas redes sociais do próprio acusado e foram documentadas em vídeos.

Nessas publicações, Eduardo mostrava sua agenda nos EUA e relatava conversas com autoridades americanas. Para a PGR, essas movimentações tinham teor de ameaça e buscavam interferir no julgamento de Jair Bolsonaro, com a finalidade de interromper o processo e afastá-lo das acusações e de possíveis punições.

Acusações

O subprocurador-geral da República Antônio Edílio Magalhães Teixeira, destacou que as ameaças feitas por Eduardo contra o Brasil aconteceram durante a tramitação do processo sobre a trama golpista e foram concretizadas por meio do tarifaço, da suspensão dos vistos de oito dos 11 ministros da Corte e por meio das sanções econômicas da Lei Magnitsky.

Em sua análise, Teixeira também citou uma mensagem na qual Eduardo chamou o pai de ingrato ao comentar a repercussão do tarifaço. “Parece que é uma situação relativamente simples. Coagir autoridade judicial é crime de coação. Há um contexto fático e um conjunto de provas, evidenciado, que essa coação existiu”, afirmou.

A coação no curso do processo se caracteriza pelo uso de violência ou grave ameaça para beneficiar interesse próprio ou de outra pessoa contra autoridade, parte ou qualquer pessoa chamada a atuar em processo judicial.

A pena prevista é de reclusão de um a quatro anos, além de multa. Segundo a acusação, a punição pode aumentar porque a conduta teria ocorrido de forma continuada, por meio de uma sequência de ações, nos termos do artigo 71 do Código Penal.

Na avaliação de Antônio Edílio, a vítima, nesse caso, é a própria Justiça, e não apenas as autoridades ligadas a ela. Essa leitura reforça a gravidade da conduta atribuída a Eduardo Bolsonaro, já que os efeitos negativos da ação alcançam a cidadania e toda a sociedade brasileira.

VÍDEOS: Estudante de Cacoal representará Rondônia em seletiva nacional de atletismo

Luan Vitor Scharff Barbosa, de 16 anos, será o...

Cobra cascavel é encontrada perto de casas e assusta moradores de bairro em Rondônia

Uma cobra cascavel de mais de um metro de...

Bandido leva 30 segundos para matar ciclista à luz do dia e diz que crime foi a ‘mando do diabo’

Imagens feitas por câmeras de segurança ajudaram a Polícia...

Empregos com carteira assinada crescem 106% em Ariquemes no 1º trimestre

Ariquemes registrou um crescimento de 106% nas contratações com...

Mulher é baleada dentro de carro e diz não saber de onde saiu o tiro

Uma mulher de 31 anos, Eliane P.S., 31 anos,...

Gercino renuncia à presidência do PSD em Colorado

Gercino Garcia formaliza renúncia à presidência do PSD em...

Em RO, mulher mata marido e diz que se defendeu

Uma discussão durante o consumo de bebidas alcoólicas acabou...

Evangélicos defendem punição severa a eleitores de Lula

Um monitoramento da Casa Galileia e do Instituto Democracia...

Estudantes vão às ruas contra golpe de Flávio

Estudantes se reúnem, neste domingo (1º), em nove estados para fazer...

PF destrói mais 20 dragas no rio Madeira

Uma operação de fiscalização realizada nesta sexta-feira (30) combateu...

Novembro começa com chuvas e trovoadas em RO

Rondônia deve ter um domingo (1º) de tempo instável,...

Simone Tebet pode ser ministra do STF

A ex-ministra do Planejamento Simone Tebet (PSB-SP) entrou na...

“Frouxo e boca aberta”, diz governador do Piauí sobre Pavanato

O governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), reeleito em...